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iPad 2 — porque não comprarei

Postado em 12 março 2011 Escrito por Izzy Nobre 47 Comentários

O iPad 2 finalmente foi lançado nos EUA ontem, após expectativa de meses. Nem sei porque nego fica tão ansioso pros lançamentos de produtos da Apple, já que se sabe exatamente quando eles saem — iPad no começo do ano, entre março e abril; iPhone no verão norte-americano (junho-julho), e iPods em outubro. Eles são bem pontuais quanto a isso.

Mesmo com o CEO deles com o pé na cova

Sou um feliz proprietário de um iPad (32gb wifi), mas acho que vou dispensar o iPad 2. Eis por que. Ou porque.  Ou porquê. Ou por quê.

Sério que a gente precisa de mil formas diferentes de dizer “why/because”?

Comprei meu iPad logo que saiu no Canadá. O paradigma do tablet era ainda tão novo (a Apple não exagera quando diz que o iPad definiu a categoria) que a bem da verdade, eu nem tinha uma idéia clara de pra que usaria o troço. Mas eu adoro meu iPhone, e o sistema operacional é essencialmente o mesmo, e gosto de brinquedos novos. Era motivo o bastante.

Comprei o iPad e, como todos os outros donos do tablet, tratei de procurar um uso pra ele. Parece estranha a idéia de comprar algo sem saber exatamente pra que usará (já que 99% da população jamais tinha sequer visto outro tablet na vida, que dirá usado um), mas a Apple de alguma forma nos convenceu.

Eu acabei usando o iPad primariamente pra ler quadrinhos (provavelmente o maior uso que dou ao bicho), livros (algo que eu andava fazendo muito pouco, vergonhosamente), navegar a web no sofá ou na cama, ver filmes no trabalho, e acho que é isso aí.

Eu estava relativamente animado pro iPad 2, mas as melhorias que o redesign trouxe são bem mais atraentes pra quem ainda não tem o tablet. O processador dual core A5 e os 512mb de RAM definitivamente fazem uma boa diferença (especialmente nos games), mas não tanto assim pro que eu faço no tablet — ler.

Mas é tão bonito...

O iPad 2 também é mais fino e mais leve (espantosamente continua mantendo a bateria de 10 horas de uso), o que é bacana pra caralho, mas não o suficiente pra me fazer gastar dinheiro outra vez. As câmeras são uma adição bem vinda, mas novamente dispensável. E o mesmo pode se dizer sobre o giroscópio, que ganhou o Oscar esse ano de Função Mais Inútil do iPhone 4.

A única coisa que me interessa no iPad 2 é o iMovie, que ao contrário da versão meio capenga do iPhone é mais parecida com a versão pra Macs. Nas palavras do Steve Jobs, “não é um brinquedo. Você pode realmente editar filmes nisto aqui”. Olha o troço em ação:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=GP1Gq6n_IMg[/youtube]

Se não rodar, vai aí.

ISSO é bem bacana. O paradigma original estabelecido pelo iPad é que ele era em primeiro lugar um dispositivo pra consumo de conteúdo; agora, ele parece melhor preparado pra criar conteúdo também.

O iMovie é muito tentador (especialmente agora que comprei aquele kit de conexão pra câmeras pro iPad, que me permite importar fotos e vídeos do iPhone direto pro tablet), mas aí eu lembro que comprei o Sony Vegas e usei umas duas ou três vezes. Ando meio sem tempo/paciência pra fazer vídeos, infelizmente, então é capaz que o iMovie acabasse sendo engavetado também.

Maaaaas… eu expressei desinteresse pelo iPhone 3GS, iPhone 4 e pelo primeiro iPad, também — apenas pra acabar comprando 2 semanas depois. É possível que eu não resista à tentação consumista e pegue o iPad 2 também. O problema é que com o retorno à faculdade e o casamento se aproximando, as chances de isso acontecer são menores do que das outras vezes.

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Categorias: Tech Toys

47 Comentários \o/

  1. 1primata disse:

    Já que vc tem orgulho de ser brasileiro e provavelmente dá valor a maravilhosa língua portuguesa, poderia se prestar a aprender o uso correto dos “porquês”.