Tou com 26 anos e minha mulher, 22. Meu pai, que aparentemente teve sua predileção por moleques de colo reacendida com o nascimento do meu meio-irmão, encasquetou de perguntar pra gente quando é que vamos dar um sobrinho ao Kevin.
Quase sempre que vou visita-los, invariavalmente o assunto acaba virando “e aí, quando é que tu vai embuchar essa menina?”
O negócio é que eu não tenho a menor pretensão de ter filhos, pelo menos não dentro dos próximos 3 ou 4 anos. Eu tenho essa idéia maluca de que só quero pôr moleque no mundo quando estiver 100% estabelecido em minha carreira (que ainda nem começou ainda), e tiver grana o suficiente pra dar pro pivete tudo que eu não tive quando criança.
O que será muito difícil, pois eu só tive brinquedo foda.
Minha mulher parece prontinha pra ter filhos, o que é um negócio que me preocupa um pouco. Afinal de contas, a única coisa impedindo que eu prencha meus formulários de imposto de renda riscando a caixinha que pergunta se eu tenho filhos é a menina lembrar de tomar o seu anticoncepcional todo dia, no mesmo horário. Vai que ela “esquece” essa parada…?
Sei não. Outra coisa que me preocupa é que não há nada mais chato do que novos pais. Tou na idade em que meus amigos próximos tão tudo casando e tendo filhos (na maioria das vezes em ordem inversa, essa cambada de fornicadores sem Jesus no coração…), e eu presencio de camarote a mudança que um bebê causa na vida do indivíduo.
Tenho amigos que não falam de mais NADA a não ser a criança. Uma amiga minha teve seu segundo filho há quase 2 anos e TUDO que ela posta no Facebook é relacionado ao moleque — o que ele comeu no almoço, as palavras que ele tá aprendendo a falar, os brinquedinhos que ele prefere, a frequência que ele caga (sério). E isso são só exemplos da semana passada.
É uma obsessão doentia chatíssima que faz a pessoa parecer que não tem mais NADA na vida a não ser o recém nascido. No caso dessa menina, a Stephanie, é parcialmente — senão totalmente — verdade: a mulé não tem nenhum amigo (eu mesmo não me consideraria “amigo” dela, minha patroa que é), não tem trabalho fixo há uns 3 anos e só não mora embaixo de uma ponte porque deu sorte de conhecer um sujeito que aparentemente não se incomodou com o fato de que ela é gorda, feia, burra, e já tinha um filho quando eles se conheceram.
E falando sobre os empregos dela, ela arrumou um ou outro nos últimos anos, e era sempre demitida dentro de poucas semanas. Previsivelmente, ela sempre dava uma desculpa diferente pra cada demissão; sempre alguma justificativa que a redimia de qualquer culpa.
Sério, essa coitada é muito patética. Há muito tempo não interajo com ela fora do Facebook, mas o que mais me lembro da menina é que ela é totalmente INDESEJÁVEL. É mó burralda, feia, pesa o dobro que eu apesar de ser mais baixa, e conseguiu a proeza de ser engravidada por um traficantezim de merda que acabou sumindo depois.
Esse foi o primeiro filho da menina; o segundo foi esse cara que ela conheceu mais recentemente. Um cara gente boa, com pinta de bonitão, e cheio da grana. O que diabos o maluco vê nela, jamais saberei. Mas é óbvio que o cara é o príncipe encantado dela.
Ela me passa a impressão de que como esse filho foi mais “planejado” do que o primeiro — e nasceu em situações relativamente melhores –, é o “bebê perfeito” dela. Por isso, penso eu, ela faz questão de encher o saco de todo mundo narrando as aventuras do pivete.
E taí outra coisa que eu jamais conseguiria fazer — me ajuntar com alguém que já tivesse filho. Reconheço que estou sendo meio babaca pois conheço pessoalmente casais em que um ou o outro cônjuge já tinham filhos antes de se conhecerem, mas é uma parada que eu pessoalmente não conseguiria fazer. Criar menino já é uma tarefa ingrata, imagina então criar menino dos outros.
Até porque nas minhas aulas de Family Law eu descobri uma parada perturbadora — se você namora alguém e mora junto com essa pessoa por 6 meses, e a pessoa tinha um filho, você se torna diante da criança uma “father figure” e a partir daí você é obrigado a pagar pensão pro moleque que não é seu filho. Eu achei isso um absurdo tão inacreditável que discuti com a professora no meio da aula.
Já pensou você pagar pensão pra um moleque que não é seu filho? Só porque você cometeu a asneira de morar junto com a mãe do moleque por alguns meses? Quando eu fiquei sabendo disso, pensei IMEDIATAMENTE na Stephanie e no tal príncipe dela. E tive uma certa pena do rapaz, até o momento em que ele embuchou a menina.
Se o cara não tem pena de si mesmo e faz uma merda dessa, não sou eu quem terá.






Eu não quero nem casar sem estar estabelecido, imagina ter filho!
Use coito interrompido… melhor que depender da memoria dela.
use coito interrompido e vá fazendo a poupança pra sustentar o piá. ou o PA. xD
Se você tiver um filho(ou filha) você não poderá andar de cuecas é casas que é uma das poucas vantagens que vejo em ter uma casa propria…
Se bem que andar de cuecas no inverno canadense não é uma vantagem…
Porque não? Eu não estaria nem aí, são meus filhos mesmo…
Kid, se tu continuar com essa idéia maluca, tu nunca vai ter filhos seu lactobacilo!
Essa coisa de “carreira 100%”, nunca chega a 100% por que sempre falta alguma coisa bem idiota.
O negócio vai da vontade, não da vida 100% estável de semi-rico e tal.
Porra Kid, dá um Xbox 360 e um iPad pro moleque que ele vai ser mais feliz que qualquer amiguinho da escola!
Endosso a opinião do amigo. Eu fui pai em condições bem desfavoráveis, adminito que fui imbecil em ter trepado sem camisinha e sem ela ter tomado anticoncepcional aos 24 anos, quando eu ainda era estagiário e ela só ajudava a mãe dela numa mercearia. Quando nossa filha nasceu, eu tinha 25 anos e estava desempregado.
Claro, tive ajuda dos meus pais e da sogra, conseguimos concluir a nossa casa e hoje estou numa situação boa, se comparar a média em nosso país. Nossa filha frequenta escola particular, tem conforto em casa etc. Acho legal o Kid planejar, mas reveja esse “estar 100% na carreira”, pois dificilmente estarás lá. Sempre vai ter algo a mais para fazer.
curte a idéia de adotar não, kiddo?
alguém falou aí q o mundo já conta com o peso de 6 BILHÕES de pessoas.
Mas é certeza q já passa dos 7 bilhões. Milhões de crianças sem pais. Inúmeras em situação miserável.
Também sou adepta da sua idéia. Só boto filho no mundo quando estiver com a carreira estabelecida. Afinal, contratar uma babá em tempo integral custa caro.
Provavelmente em algum momento sua noiva vai te colocar na parede, pode ser esse mês ou daqui a 10 anos, e você vai ter que escolher entre ter um filho ou perder a mulher.
Bom, tenho um bebe em casa, e vou avisando, esqueça as saidas noturnas, esqueça gadgets, se desapegue de qualquer coleção que você tenha( ele vai quebrar,rasgar, rabiscar… aceite isso), por muito , muito tempo você vai deixar de ser uma pessoa, você será um anexo dele, e sim, o seu unico assunto será o bebe.
É assim, foi assim e sempre será assim ( a não der que você seja um pai FDP ausente) pelo simples motivo que têm que ser assim.A sua vez já terá acabado, será então a vez dele.
“É assim, foi assim e sempre será assim ( a não der que você seja um pai FDP ausente) pelo simples motivo que têm que ser assim. A sua vez já terá acabado, será então a vez dele.”
Perfeito. É o ciclo da vida, não tem como escapar dele. As tentativas sempre resultam em algo horroroso. Esse pessoal que reclama e só põe defeitos deve achar que vai ficar na casa dos 20 anos pelo resto da vida.
Claro que filhos é algo que tem que ser pensado e, se possível, planejado, mas como já disseram ali atrás: esperar esse negócio de carreira 100% é ilusão, sempre haverão coisas novas pra procurar na carreira. Abraço!