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A lucrativa banalidade, ou por que eu acho que fracassei na internet

Postado em 12 March 2017 Escrito por Izzy Nobre 67 Comentários

Titubeei um pouco antes de escrever esse texto. Descobri já no meio do caminho que o tal Luccas Neto é irmão do Felipe Neto, um cara com quem eu troco ideia tem quase uns dez anos, e até já conheci pessoalmente. Não quero tretar ou esculachar a família do cara, ainda por cima por algo tão bobo quanto um aparente recalque internético por ver o cara gozando de muito mais sucesso que eu terei na vida — mas acredito que fique bastante claro que esse não é bem o tom do artigo. Pra parafrasear uma frase clássica da comunidade rapper americana, eu odeio o jogo, não o jogador.

O assunto é algo que eu já queria conversar com vocês há MUITO tempo; conhecer os vídeos do Luccas apenas catalizou o inevitável.

Felipe e/ou Luccas, caso venham a ler este texto — o que duvido, mas o disclaimer não custa nada –: eu não tenho realmente nada contra vocês, ou seus trabalhos, e sinceramente não acho que nenhum de vocês dois estejam fazendo nada de errado. Minha frustração é mais com o estado das coisas, do que com o que você faz.

Então, vamos lá.

Como vocês sabem, ao contrário de vários criadores de conteúdo na internet, eu tenho um emprego “de verdade”. Por uma pilha de fatores que seria muito maçante explicar em detalhes (mas que pode-se resumir como “meu conteúdo não rende dinheiro o bastante, e sinceramente duvido que jamais renderá”), eu sou obrigado a me manter no mercado de trabalho convencional. Também pudera — paranóico e ansioso extremo como eu sou, a ideia de depender exclusivamente de uma fonte de renda com flutuações como o YouTube provavelmente me faria perder sono todo dia.

Isso faz com que meu dia progrida da seguinte forma: acordo, checo emails/redes sociais, e vou para o computador trabalhar. Dependendo do dia, este “trabalhar” pode ser gravar um (ou mais) podcasts, pesquisar temas pra textos, escrever mais um capítulo do meu novo livro (um dia sai!), escrever roteiros pros meus canais — pra quem não sabe, eu tenho um canal em inglês –, gravar e editar vídeos, e por aí vai.

Terminando tudo isso, eu tenho que sair correndo desesperadamente pro meu trabalho “convencional”, onde passo as próximas 8-9 horas trabalhando (e com isso eu quero dizer “gerando pra alguém um valor maior do que gero pra mim mesmo”).

Talvez por ter um contato tão próximo com tantos broders que já abandonaram a chamada “corrida dos ratos” do trabalho convencional, por ter esse vislumbre de que há outro modo de viver, esse negócio de emprego tradicional me incomoda cada dia mais.

E eu nem odeio meu emprego, ou meus colegas de trabalho, nem nada — é simplesmente o escoamento de tempo, esse recurso tão llimitado e precioso, que me dá um desgosto impossível de mensurar. “Trabalhar” significa que um terço da minha vida será gasta fazendo algo que não é de fato como eu gostaria de gastar meu tempo.

Eu passo bastante tempo refletindo sobre, bem, meu tempo. Mais especificamente, sobre o investimento de tempo que algumas atividades requerem. É o motivo pelo qual você não vê mais tantos Que Diabo é Isso, por exemplo. Xeu explicar de uma forma mais detalhada.

O Que Diabo é Isso é de longe meu projeto mais ambicioso. Entre pesquisar o assunto, reunir o material audiovisual (que editores chamam de “assets” — todas as imagens, sons, músicas, etc), pedir autorização de uso das mesmas, escrever o roteiro, gravar a narração, editar o vídeo, criar um thumbnail, vão facilmente umas 15-20 horas de produção.

E por isso farei algo que nunca fiz antes: vou explicar por que certos vídeos me valem mais a pena, financeiramente falando.

A questão de views e aquisição de novos inscritos eu penso que já era transparente. Caso não seja, veja só.

Esse foi o Que Diabo é Isso mais recente. 41 mil visualizações.

Esse vídeo me rendeu… 20 novos inscritos.

Comparemos com um vídeo em que eu comento a confusão resultante da publicação de um livro de youtuber.

Em relação a aquisição de novos inscritos, esse vídeo aí (que demorou, da concepção à publicação, uns 30 minutos no máximo) rendeu…

Mais de 3 mil novos inscritos. Levando em consideração que meu canal cresce na faixa de 4 mil inscritos por mês, este único vídeo que demorou 30 minutos pra produzir chegou quase ao número de novos inscritos que todos os meus vídeos em um mês inteiro.

Agora vamos ao que realmente interessa: o retorno financeiro, especialmente contrastado com o esforço que cada vídeo custa.

Este é o rendimento típico de um Que Diabo é Isso, que geralmente mal passa das 100 mil visualizações.

Lembre-se: 15 horas de trabalho (na melhor das hipóteses, aliás — teve QDI que demorou uma semana inteira pra terminar) pra ganhar 42 dólares. Vários dias estressado, comendo/dormindo mal, negligenciando a família, chegando atrasado no trabalho, pra pagar… o equivalente a duas entradas no cinema.

No meu trabalho convencional, em contrapartida (onde estarei chegando atrasado vários dias consecutivos pra terminar o vídeo, danificando minha imagem como funcionário), eu ganho isso em pouco mais de uma hora.

Sinto-me num parque de diversões, sofrendo 40 minutos numa fila pra curtir 2 minutos de montanha-russa.

Vamos agora contrastar isso com um vídeo meu sobre uma “treta de internet” — um gênero pelo qual eu sou constantemente criticado. “Tá querendo virar um Treta News, Izzy?!?!” é uma acusação frequente quando faço um vídeo comentando a última rusga virtual desses personagens internéticos que adoramos odiar. Sabe aquele vídeo sobre o livro do Japa, que tantos acharam uma futilidade retardada indigna de um vídeo?

Money talks.

Diga-se de passagem, o meu segundo vídeo mais rentável de toda a minha “carreira” de youtuber foi aquele comentando o aftermath da treta com a Bel Pesce — aquele que seu amiguinho Érico Rocha derrubou com um strike de copyright predatório, só porque no finalzinho do vídeo eu comentava sobre uma aparição dela numa palestra anfitriada por ele.

Um vídeo como esses não requer 15 horas de produção. Dificilmente requer 15 minutos de produção — basta ver o vídeo/artigo de onde a confusão origina, ver opiniões a favor, ver as opiniões contrárias, e explicar o meu ponto de vista sobre a coisa. O retorno com esse tipo de vídeo é imenso, relativo ao esforço pra produzi-los, ao ponto de que eu já vejo isso como meu “nicho” — dar opiniões sobre confusões de internet.

Sem dúvida é o que vocês mais me pedem diariamente. Receber tweets falando “Izzy, fala sobre a treta do (…)” é basicamente como eu me informo sobre o mundo virtual ao meu redor.

E como isso rende mais do que um vídeo bem produzido, isso significa que o “livre mercado” do YouTube incentiva mais a banalidade, do que algo com substância.

***

É particularmente difícil se manter de YouTube com um público brasileiro, especialmente quando você mora fora do Brasil. No Brasil, um vlogger como eu vive o melhor de dois mundos — ganha em dólar, gasta em reais. 500 dólares, por exemplo, significariam 1500 reais. Considerando que boa parte dessa galera YouTuber que tem mais ou menos a mesma idade que eu ainda mora com os pais, são 1500 reais de “disposable income”. É dinheiro pra fazer o que quiser, enquanto o pouco que eu recebo com YouTube vira parcela do meu carro, por exemplo.

A equação fica ainda pior no que diz respeito a fechar negócios com marcas brasileiras, que querem me pagar em reais. Nesse caso, eu recebo em real pra gastar em dólar — literalmente a pior situação financeira que possa existir.

É por essas e outras que eu comecei um canal em inglês. Eu já meti na cabeça que a única coisa que eu sei fazer que pode ser usado pra pagar minhas contas (além da minha formação convencional) são esses vídeos aí que alguns de vocês gostam; tendo em vista que o CPM ($/mil visualizações) gringo é consideravelmente melhor que o brasileiro, a solução é migrar pra outro público.

Diga-se de passagem, essa é uma boa oportunidade de esclarecer um negócio — tecnicamente, meu canal COMEÇOU voltado pros gringos, só lá na frente é que veio a se tornar uma extensão das minhas atividades online em português. Olha um dos meus primeiros vlogs aí:

Resumindo tudo — meu trabalho na internet rende BEM pouco, ao ponto de que eu passo quase todos os momentos da minha vida trabalhando de uma forma ou de outra, e o avanço da idade/o cinismo resultante de uma vida inteira na corrida dos ratos/ver amigos que conseguiram se livrar disso me faz almejar por minha própria liberdade.

Talvez esses vídeos que eu faço aí sejam a chave pra isso, mas ainda não descobri como monetizar isso de forma que resulte em minha alforria.

E enquanto eu avaliava isso tudo, descobri acidentalmente o canal do Luccas Neto.

Eu passei dois dias deprimido por isso.

***

Este foi o vídeo através do qual descobri o trabalho do Luccas.

Num mundo cada vez mais falso de trailers mentirosos e youtube clickbait, os vídeos do Luccas Neto tem um irônico ar de legitimidade: eles entregam exatamente o que prometem. No título, “banheira de nutella”. No thumb, o cara todo lambuzado de nutella. O vídeo não deixa a desejar em nenhuma de suas promessas.

Interessante que a textura da Nutella permanece a mesma, mesmo nessa escala macro de uma banheira cheia de 80 quilos dessa merda. Imaginei por algum motivo que ficaria menos espessa, tipo leite, que parece um pouco mais espesso num copo, mas num barril fica mais parecido com água.

Eu, que tenho uma aversão irracional a ter algo melequento encostando na minha pele, fico imaginando quanto tempo embaixo do chuveiro o maluco precisou passar pra se sentir 100% limpo de novo.

Enquanto via o maluco se bezuntando de Nutella e rindo, eu olhava pro relógio e lembrava que era melhor fechar a aba e terminar meu próximo vídeo — porque se chegar atrasado no trabalho MAIS UMA VEZ por causa distrações com meu trabalho virtual, vai acabar dando treta com a chefia.

O fato de que o livre mercado youtubístico incentiva e recompensa isso mais do que algo como o Captain Disillusion é o melhor argumento contra o anarcocapitalismo que possa existir. Olha o trabalho absolutamente insano que o CD tem pra fazer um vídeo, em contraste.

Caralho, até EU tenho mais inscritos que o Captain Disillusion. Coitado mesmo.

O vídeo da banheira de Nutella rendeu ao Luccas mais de 2 milhões de views, um número que já não deve ser nada extraordinário pra ele. 2 milhões de views é maior do que a população da cidade onde eu moro.

Os outros vídeos do Luccas seguem mais ou menos esse padrão — o cara criando um nugget de frango gigante, ou raspando os recheios de trocentos biscoitos pra fazer uma MEGA bola de açúcar e corante que me deu diabetes só de ver no thumbnail. Ele não é um pioneiro no gênero, o que torna o chilique contra o conteúdo que ele produz ainda mais injusto — ele só tá capitalizando em cima do fenômeno.

Ele viu o que dava certo, e passou a “vender” o mesmo.

É muito tentador apenas desmerecer completamente o trabalho do cara — de fato, eu notei nas redes sociais que muitos de vocês fazem isso. Na realidade, o Luccas Neto tomou a decisão profissional correta:

Ele está atendendo ao menor denominador comum.

Tem gente que gosta de cinema. Tem gente que gosta de games. Tem gente que gosta de política.  Tem gente que gosta de culinária.

Mas no geral, TODO MUNDO curte um bom besteirol. É por isso que sinônimos pra pênis como ESTROVENGA produzem no mínimo uma risadinha; é por isso que peidos são inerentemente engraçados. Até bebês, com seus HDs biológicos zerados de qualquer contexto cultural, riem quando você faz uma careta.

O Luccas Neto apenas percebeu algo que eu já sabia subconscientemente, mas nunca capitalizei em cima de forma eficiente como ele fez: no que diz respeito ao YouTube, o que rende mesmo é agradar a criançada. Low effort, maximum return.

Capitalizar em cima do meu público é relativamente difícil, especialmente porque em geral a turma que me acompanha é macaco velho de internet, o tipo de gente que 1) é menos hiperativo na internet (consome menos, compartilha menos), e 2) costuma ter as manhas de esquivar de anúncios.

Essa pivetada ainda por cima tem o hábito de assistir o mesmo vídeo ad infinitum, como se completamente hipnotizadas, gerando números de visualizações completamente surreais.

Esse é o público certo pra quem quer trabalhar com internet, como vídeos de review de brinquedos deixam bem claro. E a estrela do canal do screenshot acima, um pirralho de 5 anos chamado Ryan, é hoje milionário.

E é por isso que descobrir o canal do Luccas Neto me deprimiu. Não é porque “hahah wow meu conteúdo é tão melhor que essa idiotice e não sou famoso como ele“, isso é babaquice. Aliás, atacar o cara pelo conteúdo voltado pra crianças seria tão bobo quanto um músico erutido criticar a falta de virtuosidade nos discos do Bozo.

Eu investi os últimos quase 10 anos da minha vida no público errado. Eu poderia hoje, se tivesse o insight que pessoas que o Luccas e outros tiveram, não ter mais que ir passar 8-9 horas trabalhando pra alguém e odiando minha própria existência por causa disso.

ESSE é o público certo de alguém que vê no youtube o potencial de uma ocupação alternativa ao enfadonho “trabalho convencional”.

De certa forma, eu mesmo já percebi que a “banalidade” rende um retorno maior do que algo com maiores valores de produção — tanto é que vídeos opinativos sobre uma treta qualquer da internet (produção bem mais enxuta e rápida) são mais frequentes no meu canal do que, digamos, um Que Diabo é Isso que ocupa um bom pedaço da minha vida pra um retorno irrisório.

A real é que embora ter um “hobby lucrativo” seja legal, eu já cansei desse status. Eu cansei de trabalhar 15 horas por dia. Eu cansei de gastar tanto do meu tempo aprimorando minha dicção, atuação e edição (assista um vídeo antigo meu e compare com os de hoje), ou comprando/aprendendo a usar novos equipamentos. O ideal seria poder dar tchau pros meus chefes e viver como meus amigos do YouTube — trabalhando lá suas 4 horas por dia, e curtindo o resto do tempo livre com a família e amigos.

Eu não queria ser um milionáro do YouTube, e falo isso com sinceridade. Se eu pudesse manter literalmente o MESMO estilo de vida que tenho hoje, mas sem ter que dirigir meia hora pra ir bater ponto pra alguém, eu consideraria que venci na vida.

Banalidade é o caminho. Talvez eu simplesmente não tenha ido longe o bastante nele ainda.

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comments

Categorias: A internet é foda

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

67 Comentários \o/

  1. Carlos says:

    Izzo, por favor, não nos obrigue a vê-lo de cuecas coberto de Nutella. Eu jamais, JAMAIS, conseguiria me recuperar disso. Grato.

  2. Pedro Ivo says:

    Texto novo, finalmente!

    Izzy, de todo o conteúdo que você produz na internet, seus textos longos no HBD são os melhores. E esse é um talento raro nessa web cada vez mais dominada pelo vídeo.

    Enfim, que o próximo não demore tanto. Abraço!

  3. Pedro Possebon says:

    O texto é melancólico pra caralho mas como você não percebeu que o Lucca era irmão do Felipe Neto dado que o próprio Felipe aparecia no vídeo de nutella -- ainda que parecendo uma arara azul?!

  4. Cristina F says:

    “Ele viu o que dava certo, e passou a “vender” o mesmo.” —- É exatamente isso que TODO MUNDO faz em TUDO. É seleção natural, quem tem sucesso, vinga, quem não ganha dinheiro pra sobreviver, fracassa e morre de fome. Imitar os Alfas é subproduto biológico.

    Penso o seguinte:
    Se eu fosse manipuladora maligna e vivesse nesse mercado de explorar necessitados, certamente faria algo pra prender o consumidor no meu produto e eliminar a concorrência. Por isso que talvez hajam tantas pessoas fúteis no mundo, elas estão sendo deliberadamente impedidas de crescer intelectualmente, por oportunistas que viram que essas pessoas são um ótimo rebanho.

  5. C says:

    Eu sempre digo que Idiocracia é um documentário, e não um filme.

    Feel bad por você se sentir mal, mas meio que é assim mesmo.

  6. Fábio Alves Corrêa says:

    Izzy, apesar de eu te seguir no site e no Youtube justamente porque você faz conteúdo interessante e com substância, quem sou eu prá te julgar se você decidir fazer algo mais comercial? Eu acho que um bom meio termo seria você ir na veia de treta-commentary mesmo, até porque mesmo nesses vídeos você salpica aqui e acolá algum ponto de vista seu que normalmente eu nunca tinha parado prá pensar (aka SUBSTÂNCIA).
    Então, desde que não seja mergulhar/passar no corpo/comer/etc coisas que não foram feitas para tal fim, mete bronca.

  7. Alan Simplicio says:

    Mas você se sentiria bem, produzindo um conteúdo de bosta, só para ganhar dinheiro?

      • Danilo says:

        Sério que você acha isso? Eu fico extremamente envergonhado ao ver marmanjo com mais de 20 anos fazendo esse tipo de idiotice. Não sei você, mas se eu já tivesse chegado aos 30 -- e ainda mais com uma família -- certamente eu nem cogitaria entrar numa banheira cagada de nutella pra agradar inscrito. Acho que você precisa direcionar seu foco para bons produtores de conteúdo com sua faixa etária e se inspirar neles para atingir o tal do sucesso. Sinceramente, depois de tudo que você já conquistou na internet, mergulha no chocolate e comer amoeba seria um puta de um retrocesso. Sem falar que a grama do vizinho é sempre mais verde, né. Mano, olha onde você tá hoje. Dinheiro nem sempre é tudo. (e olha que tô comentando como alguém que também detesta pensar que a função principal da vida é ganhar dinheiro pros outros). Abração!

    • Cristopher Carcereri says:

      O cara TRABALHA só pra ganhar dinheiro. Como fazer vídeo bosta é pior??

  8. Lucia Reis says:

    Tá aí um assunto complicado, hoje em dia quase não se acha canais com conteúdo adulto no Youtube, exceto os vlogs de maquiagem, moda e fofoca, deve ser mega difícil estar em uma posição como a sua, tenho amigos que começaram canais no YT, uma delas eu até contribui pra tentar ajudar, mas todos caem no mesmo obstaculo. Que publico buscar? Qual a motivação do canal?
    Porque se a motivação for ganhar dinheiro, talvez a pessoa vá fazer algo que não necessariamente ela goste, e vice-versa.
    É complicado, eu iria preferir fazer um conteúdo que me agradasse fazer e publicar, do que me sujeitar a ações como a do Lucas Neto. Que pra falar a verdade acho nojento, mas o publico infantil gosta, hoje mesmo até meu filho de 9 anos estava assistindo, coisa que eu jamais imaginei que ele gostasse.
    Com certeza o seu canal é um dos poucos onde encontro conteúdo inteligente, por assim dizer, onde consigo ver debates de assuntos que as vezes nem conhecia, mas passei a me interessar e pesquisar sobre. Muitas vezes não chego a concordar com as suas opiniões, o tema evangélico é um deles, mas consigo entender os seus argumentos e refletir sobre eles.
    Acho que o YT como você disse não incentiva o seu tipo de conteúdo, quem sabe daqui a alguns anos, quando os adolescentes dessa geração forem adultos, estes passem a procurar outro tipo de conteúdo, resta saber se pessoas como você vão conseguir se manter na plataforma até lá…

    Amo seu trabalho e te acompanho em praticamente todas as redes, desde o fiasco Bel Pesce.

    Abraços

    PS. Como você tava novinho no vlog…

  9. Ruffos says:

    Dê ao público o que eles querem e você será amado.
    Pra que falar sobre assuntos “importantes”? Pra que falar sobre politica, economia, religião, saúde, problemas…?
    O que gera lucro (exorbitante) é o entretenimento. As pessoas querem fugir da vida de merda que todos levamos. O entretenimento é um o melhor ponto fuga de um casamento ruim, das notas baixas na faculdade, de uma decepção profissional, da falta de perspectiva de futuro…
    Dê a morfina que nós precisamos! Vc já trabalha nos entretendo, então faça o seu show, faça com que nosso sofrimento seja mais suportável. Dê o seu melhor que será recompensado ou não.

  10. Alessandro says:

    Welcome to the real world. Fica assim não Izzy, nós te amamos, como você disse sobre financiamento coletivo, o youtube também serve para todo tipo de conteúdo, não apenas besteirol. E outra, você está 10 anos aí na estrada, o cara pode fazer um sucesso por algum tempo, mas não por tanto tempo. E vou te falar, prefiro ser mais simples, mas fazendo o mundo melhor do que nadando em dinheiro ou nutella, e sendo um merda.

  11. Biel says:

    Estava pensando nisso estes dias. Felipe Neto tinha um canal que transmitia a opinião dele, eu gosta a das suas críticas, incentivando algumas vezes a lermos, se interessar mais pela cultura.

    Hoje seu canal e ele está extremamente mudado, o conteúdo não existe mais, refleti hoje que poucos canais são realmente bons.

  12. Juliana says:

    Que deprê! Mas eu entendo e, assim como você, lamento. Uma triste verdade dos tempos de hoje. E uma pena, pois eu adorava os vídeos do Que Diabo é Isso =(

  13. Guilherme Oliveira says:

    É estranhamente bizarro que um cara que só grita, come açúcar em quantidades estratosféricas que o permitiram engordar uma criança de 13 anos por semana, se meleca com todo o tipo de comida possível e as desperdiça de forma incalculável faça esse sucesso todo numa mídia que pode (e deve) ser tão educativa.

    Aparentemente eu perdi quase 1/4 de século tentando ser alguém na vida quando tudo que eu precisava era de alguns potes de Nutella e vários pacotes de biscoitos.

    Mas de acordo com o próprio Felipe, nunca viu o irmão tão feliz e empolgado com um trabalho. Pudera, né? Quanto será o revenue mensal desse ser praticamente inanimado que é operado por um plâncton?

  14. Daniel says:

    Izzy, fazer esse tipo de video “treta news + h3h3 + idubbbztv” te agrada? Se sim, sensacional. Se produzir somente videos do género seja mais recompensador do que o seu trabalho atual.. e isso de alguma forma preencha melhor o seu vazio existencial, manda bala.

    O seu problema hoje é dinheiro, mas pense bem… se você tiver sucesso nessa possível estratégia, talvez o problema simplesmente mude de falta de dinheiro para uma depressão/falta de motivação haha. Ficar o dia inteiro falando de tretas da internet BRASILEIRA… maluco, acredito que você vai querer cortar os pulsos eventualmente.

    Acredito que exista uma estratégia para você manter seu público atual e atingir esse novo público. Talvez você deva aumentar a frequência desses videos mais futeis. Enfim, grande fã aqui de Toronto 🙂

    • cláudio says:

      drama é outra formula pra conseguir audiencia…
      enquanto os fans la do luccas ficam vindo aqui defender seu idolo, izzy ganha vizualizações na briga dos fans do izzy e fans do luccas…

  15. Jordan says:

    Curiosamente, me motiva a fazer meu trabalho ver o quanto você se esforça pra fazer o que gosta, embora tenha que ‘bater ponto’ pra outra pessoa.

    Se os produtores (e digo mais, o público) do YouTube tivesse metade da sua sensatez, seria um ambiente melhor.

    Ao mesmo tempo, não posso recriminar o cara por querer se cagar de Nutella e ficar pulando que nem um idiota. Mas se ele quer fazer isso e tem gente maluca que quer ver, então que ambos se saciem disso.

    Porém, o problema é que enquanto vemos um vídeo desse com 2 milhões de visualizações, conteúdo bem mais ‘interessante’ e ‘trabalhoso’ estão com 40 mil views (ou até menos).

    Ainda assim, siga com o seu excelente trabalho e você vai receber cada vez mais reconhecimento de um público que realmente valoriza o seu conteúdo.

  16. Carolina says:

    Izzy, você se sente “””infeliz””” tendo que bater ponto em um trabalho de verdade, mas se fizesse conteúdo do tipo que faz sucesso, por mais que você não goste, só pra ganhar dinheiro (se vender, talvez?) também não te deixaria frustrado? Ou você só quer mesmo ter independência financeira pelo YT mesmo que não se orgulhe do seu trabalho?
    P.S.: Seus textos são os melhores conteúdos que você produz, volta HBD!

  17. Izzy, vai por mim: vc ta fazendo o que é certo!. Eu passo o mesmo com o meu blog/youtube (FritzenLab), meu conteúdo é profundo e técnico, mas ninguem quer isso. Solução: meu daily job é na mesma área (eletronica), porém com clientes pagantes (e horário fixo 🙁 )

  18. m says:

    Cara, eu acho que você ta transformando seu hobby em trabalho. Sinceramente, o que eu acho que vai ser melhor pra você é criar um novo canal de futilidades e capitalizar nele (digo criar um novo canal para perder o estigma que seu nome tem, tanto pelas pessoas que gostam quanto pelos haters) -- esse seria seu trabalho, que obviemtne exige muito menos que o ramo de saúde -- e continue no seu canal principal fazendo vídeos que você goste. Ãfinal, trabalho será trabalho não importa o que você fizer, pelomenos mantenha a válvula de escape que seu canal deveria ser (e tirar uma graninha dele, mesmo que pouca, vale a pena)

  19. Trovalds says:

    Não li tudo mas vim aqui dizer que o YT (aka Google ou Alphabet ou seja lá quem paga) não é fonte de renda única pra nenhum produtor de conteúdo. Sempre rola algo além como patrocínio, aparição em outras mídias, trampo pra empresas ligadas à internet, etc. Viver EXCLUSIVAMENTE de produzir vídeo nenhum youtuber vive.

  20. Júnior Pessoa says:

    Banalidade é um caminho fácil, representatividade e reconhecimento não tem dinheiro nenhum que compre. Pense nisso Izzy, talvez deitar na cama e saber que fez um bom trabalho que você e seus fãs se orgulham valham mais que milhões de views, mesmo que isso não pague as contas. Sucesso!

  21. Lavino says:

    izzy, vai lá e faz um vídeo nesse estilo, não precisa necessariamente ser tão…. como dizer… tão no estilo do luccas, mas tenta ai.

  22. Wellington says:

    Izzy uma pena mesmo vídeos assim darem mais retorno que vídeos com conteúdo. Como dizem o mundo será dominado pelos idiotas devido a sua quantidade.

  23. Leonardo says:

    essa sua análise é uma aula de microeconomia aplicada. Sem brincadeira. Sua avaliação sobre retorno, custo em tempo, comparação com seu trabalho (custo de oportunidade), avaliação do seu público (que aliás me identifico bem), da concorrência… tudo isso é como uma pessoa racional pensaria no que se chama de ” mercado competitivo” (no caso geração de conteúdo do youtube, mas poderia ser qualquer coisa que não seja oligopólio).
    Ao menos você é, novamente, uma pessoa “racional” (termo usado em economia), que pelo menos sabe que é hora de pular o barco ou reformular. Muita gente se fode na vida por ser “irracional”, que não é capaz de somar 2 e 2, ver aonde está indo, etc. e se lasca ainda mais.

  24. Eugênio says:

    Acho que o importante é ser feliz. Se você acha que adentrar na banalidade pra se sustentar apenas por YouTube vai te dar uma vida melhor, go for it, não existe demérito nenhum nisso, a gente tem que fazer o que é melhor para nós mesmos. E seus vídeos de tretas são bem legais hahaha Enfim, se vc escolher ir por esse caminho, vai ler muitos “ah, preferia antes”, “ah, o canal tá uma bosta”, “ah, vc se vendeu”, mas paciência né, vão alguns inscritos e outros (provavelmente bem mais) vem no seu lugar. E se fazer vídeos mais bem produzidos faz parte da sua realização pessoal, vc podia fazer logo seu “pé de meia” com esses mais banais e, quando estivesse consolidado, seguir em paralelo essa linha que vc curte. Enfim, acho que a questão é procurar fazer o que te trouxer melhor qualidade de vida. Quem te acompanha provavelmente vai continuar lá 🙂

  25. Wagner says:

    Todo mundo curte banalidade realmente, não tem como fugir. Eu mesmo enqto trabalho curto mto ver videos do Gameplayrj jogando DLC de GTA V com os broders dele e eu detesto GTA. Curto mto o Whinnderson, apesar de que não o enquadraria como besteirol, pq ele faz um tipo de humor popular que tava mto em falta e de maneira super simples e boa, que qqer um consegue se identificar com os “causos” que ele conta.

    O duro é que esse tipo de pasteurização é comum no mercado de comunicação. Qdo eu tava na facul boa parte da galera se iludia que a internet mudaria o mundo e como eu já trampava no mercado de comunicação, dizia que era questão de tempo pra net repetir os padrões de mercado das mídias anteriores: o que vende mais, ganha. A própria treta na net, os sjw e afins são um mercado lucrativo é só uma adaptação de politica pra Sonia Abraão.

    Seu canal entra no perfil de nicho, tlvz existe alguma maneira de criar um tipo de video que tenha um apelo mais geral a sua maneira, mas sem cair no besteirol, pra servir como “video pro mercado” pra bancar os videos de conteúdo mais específicos.

  26. Roberto Pereira de Freitas says:

    Penso se não existe uma bolha aí! O YouTube paga por conta dos comerciais certo, e as empresas que geram esses comerciais esperam retorno com eles. Se esse tipo de conteúdo for aumentando será que o retorno dos anúncios aumenta junto? Essa grande maioria consome relativamente ao que se é pago? Quantidade é qualidade? Será que um dia o YouTube será tão banalizado que não investirão mais nele?

  27. Montanha says:

    Izzy, já te acompanho há alguns anos, mas acredito que esse seja um dos primeiros, senão o primeiro comentário aqui, o que confirma uma das suas afirmações de que seu público atual tem um engajamento baixo. 😛
    Mas o motivo pelo qual resolvi me expressar é porque tenho sentido esse fenômeno de como consumimos conteúdo no mundo. Nesses últimos anos, a internet passou a ser a única fonte de informação/entretenimento para a maioria das pessoas, e acredito que esse fenômeno do “besteirol” seja justamente devido ao público que está migrando da TV para a Internet.
    Esse tipo de vídeos, por mais banal e fútil que seja, coloca o espectador numa posição de amazed/comforted que provavelmente é o que ele está precisando para aquele momento. É mais ou menos como era assistir as vídeos-cassetadas do Faustão, eram os melhores 15 minutos (ou meia hora, não lembro) do domingo a noite. É aquele momento que você só quer desligar o cérebro e rir de qualquer idiotice que façam por aí.
    Isso era uma coisa que a TV fazia muito bem, pois nem que fosse pra ligar ela e ficar pulando de canal em canal, todo mundo fazia (e ainda faz), e depois acaba dormindo com um documentário da discovery ou history channel.
    E acredito que isso seja mais do que uma opção pessoal, mas sim algo biológico, é seu corpo te pedindo para dar aquela procrastinada porque você teve um dia de bosta no trabalho, teve que enfrentar 2h de trânsito para voltar pra casa, estudou por 6 horas para a prova do dia seguinte, etc. Ninguém vai querer abrir um vídeo do Veritasium ou Numberphile depois disso. As pessoas vão querer se desligar e deixar o “macaquinho” da procrastinação que vive dentro de nossas mentes assumir o controle. Ninguém quer ir pro computador em busca de mais conhecimento nessas situações, mas sim para relaxar e dar umas risadas pra poder dormir tranquilo logo mais.
    Por mais que seu conteúdo tenha uma linguagem mais informal e sirva na maioria das vezes para entreter, a forma com que ele é exposto te coloca num nicho que dificilmente vai render as milhões de visualizações que qualquer youtuber almeja.
    Tudo que comentei acima é baseado em experiência própria, já que a internet é minha única forma de se conectar com o mundo já há alguns anos, e na minha última mudança isso se tornou mais intenso, ao ponto de me sentir esgotado nessa infinidade de conteúdo.
    Por fim, meus 2 cents, no matter what, faça algo que te faça sentir bem, mesmo que seja para entrar numa banheira de nutella, que por mais banal que pareça, tudo mundo ama esse negócio e imaginar uma banheira disso já é surreal. (PS. O vídeo do Luccas me fez sentir nojo, não me senti maravilhado em momento algum)

  28. Aquiles Brum says:

    Acho que existem outros caminhos que mantém a dignidade. Um exemplo é o Iberê do manual do mundo, ele seguiu por um caminho intressante. Meu filho de 9 anos é espectador assíduo.

  29. Carolina Bittencourt says:

    Meio óbvio, hein? Um país com uma população, em sua maioria, sem educação, achou mesmo que um conteúdo mais inteligente faria sucesso? Povo se acostumou a viver na política de pão e circo, só que hoje eles mesmos são parte do espetáculo.
    Diria que é ingenuidade, mas você é inteligente demais pra isso. Gosto de voce, não se perca tentando a alcançar o topo. Bjbj.

  30. Hagar Stoler says:

    Izzy, vou te falar algo que eu sempre pensei. Se seu objetivo é ganhar dinheiro, tenha um filho com a Bebba.

    Primeiro, muitos youtubers vão comentar sobre o fato de você ser pai, pois apesar de não ter tantas visualizações quanto você gostaria, sei que você é bem conhecido no meio youtuber. Só isso ja vai atrair certa atenção pra você (mentions no twitter, talvez algum comentário no Treta News, que virou catapulta para canais).

    Segundo: Faça vlogs de todo o processo de gravidez. Ultrassom, compras para o bebê, dia do parto, etc. Pessoas gostam de conhecer detalhes da vida alheia, vide o sucesso que aquela merda chamada BBB faz.

    Terceiro: explore o potencial do seu filho (no sentido capitalista da palavra). Grave vlogs com ele, e quando ele ficar mais velho, insira ele na cultura geek/nerd, dê videgames antigos pra ele experimentar, etc. E claro, faça vlogs de tudo. Enfim, percebe o que eu digo? Um filho ia te tornar mais “interessante”. Claro que vão ter todos os gastos inerentes a um filho, mas encare a coisa como um investimento. A longo prazo, acho que ele te traria lucro, afinal seria o filho do Izzy Nobre. E porra, não venham me dar lição de moral, só to tentando ajudar o Izzy a não se reduzir ao ponto de mergulhar numa banheira de merda… digo de nutella haueheh.

    Outra alternativa é começar a fazer lives quase diárias de jogos mais famosos no twitch ou youtube tipo LOL, Overwatch e lançamentos (mesmo que você prefira joguinhos antigos, seu objetvo é ganhar dinheiro sem se submeter a um patrão, certo?) e habilitar a opção de doação. Tem muito nego ganhando dinheiro assim. Se você não quiser poluir seu canal, cria um canal só pra jogos. E claro, toda vez que alguém doar uma quantia maior, você escreve o nome da pessoa na tela da live e deixa lá, numa listinha de top doadores no cantinho. Tem muito retardado que doa dinheiro só pra ver o nome na tela. Aliás, como curiosidsde, tem um streamer famoso de tibia chamado BubbaGame que zoa quem faz pequenas doações pra ele. Basicamente, além da lista de top doadores, ele coloca uma outra lista com as piores doações e nomeia ela de “the Gay Ship”. Já imagina o que acontece? Ninguém quer ficar no Gay Ship, então doam mais pra sair dele… enfim lol.

    Enfim, vlws

  31. Daniel saraiva says:

    Eea Ozzy, tudo bem…
    Cara fiquei comovido com seu desabafo por que vejo cada vez a humanidade se afundando cada dia no entretenimento banal, sem sentido e podendo dizer (até desperdício de recursos) do que com um entretenimento que pode agregar algo para as pessoas. Sou de São Paulo, trabalho como analista programdor e vivo a corrida dos ratos também.
    Minha esposa diz que eu tenho que agradecer a Deus, pela boas condições financeira que tenho ( pelo menos no ponto de vista dela) e que reclamo muito. Eu só digo para ela que não queria trabalhar pra alguém para sempre.
    Já tive site de games e podcast, mas se vídeos não rendem imagina podcast.
    Conheço seu trabalho a muito tempo, inicialmente no podcast e depois seu canal que sempre acompanho.
    Fico muito triste com a sua decepção e pensar que um dia possa parar de produzir bons matérias para Internet.
    Dificilmente eu comento, mas nesse caso me senti atingido, pois vejo algumas pessoas ao redor que consome esse conteúdo mais que inútil.
    Um abraço e desejo que deixe de ser um rato um dia rsrs

  32. Renato Arcon Gaio says:

    Izzy, entrei no seu canal não por banalidades e sim porque você tem um conteúdo bom e informativo, as vezes você me decepciona com colocações erradas, como dizer isto “O fato de que o livre mercado youtubístico incentiva e recompensa isso mais do que algo como o Captain Disillusion é o melhor argumento contra o anarcocapitalismo que possa existir. Olha o trabalho absolutamente insano que o CD tem pra fazer um vídeo, em contraste.”, quem incentiva o conteúdo banal ou melhor, quem da valor a canais banais é o publico consumidor, isso sempre foi assim, não é argumento contra o anarcocapitalismo, ou você acha justo um jogador de futebol ganhar milhões a mais do que algum profissional que estudou anos, mas é assim que funciona o mundo o jogador gera mais valor para consumidores que gostam de futebol do que um professor que somente gera valor para os alunos que ele ensina ou um médico que atende o paciente, entenda Izzy: defender o livre mercado é a melhor escolha, mesmo que isso faça a audiência de coisas banais sempre sejam as melhores, mas a ideia de liberdade faz com que as pessoas pensem melhor e analisem que a vida é mais que coisas fúteis.

    Abraços

    • Izzy Nobre says:

      >quem da valor a canais banais é o publico consumidor

      E quem é que move o mercado? O mercado é feito das ofertas e as decisões do público ué. O mercado está escolhendo, SIM, esse conteúdo infantilizado. Não fique com raiva porque você não consegue conciliar isso com a sua crença de que todas as decisões do mercado são boas.

  33. Jiu says:

    Tu não ia ser paramédico? No que deu isso?

  34. Ronaldo Passos says:

    Izzy, pra complementar a renda, você ja ouviu falar de HINODE?!

  35. Heron says:

    Izzy, você sabe exatamente quais são os assuntos que significam mais público. Resenhas, Daily Drives e etc são interessantes pra pessoas que acompanham você há bastante tempo. Mas em geral, eu imagino, que a maioria dos “novos inscritos” (que não são as pessoas que acompanham você há alguns anos) estão mais interessadas em um ‘youtuber genérico’ que aborda certos temas, faz umas piadinhas e é isso aí. O que eu estou dizendo é que seu canal (felizmente) não é uma maquina apelativa em busca de views. Você pode mudar isso e fazer o tipo de vídeo que vai interessar muitos e gerar muitos compartilhamentos sem necessariamente mergulhar numa banheiro de nutella mas dando enfoque a títulos tipo “o dia que confrontei um hater” ou “sobre a treta de ontem no twitter”. As pessoas querem ver esses títulos e entrar e ver discórdia, ver um revoltado gritando, ver besteirol.

  36. Alef Segura says:

    Izzy, algo parcialmente relacionado a isso que vale a pena comentar.
    Você tem reparado -- caso acompanhe os vídeos do Felipe Neto -- que desde que ele voltou ao YouTube ano passado ele tem conseguido um crescimento enorme e que ele trás pra essas pessoas, eventualmente, vídeos sobre assuntos importantes que muitos canais não conseguem fazer e atrair o grande público ao mesmo tempo.

    Exemplos: reagindo aos vídeos da Melanie Martinez ele falou sobre depressão, problemas com aparência física e auto-estima; em alguns vídeos ele fala contra homofobia; no vídeo sobre o Biel e em alguns outros, sobre questões feministas; em uma série nova de vídeos ele desmente vídeos/imagens que as pessoas dizem retratar coisas sobrenaturais; ele já falou sobre pessoas famosas no instagram/redes sociais que vendem que sua vida é perfeita levando muitas pessoas a se sentirem mal; os vídeos sobre a Disney e o Silas Malafaia; enfim, são muitos assuntos que usualmente não estão presentes em canais de comédia, mas que são relevantes socialmente, e que estão atingindo muitas pessoas.

    Ele tem público grande parte por causa de séries como “Tente não rir”, “Convertendo haters” (que aliás fui uma ótima sacada, proposital ou não, para o crescimento e mudar a imagem que ele tinha antes) que fazez parte do fenômeno observado nesse texto. Mas ele consegue atingir muito mais gente quando fala de assuntos importantes do que as tais pessoas ativistas de causas sociais “lacradoras” que você sempre cita no seu vídeo.

    E ele é o único canal de “comédia” que é já foi citado em vídeos do Pirula, do Cadê a Chave quando é algum assunto também mais sério, etc.

  37. C says:

    Izzy, eu tenho uma pergunta: você diz que quer viver do que gosta de fazer e daí querer ganhar dinheiro com o youtube. Ok, mas fazer videos clickbait apenas pq dá lucro não seria o mesmo que ter um trabalho (que talvez voce não realmente odeia, mas um trabalho mesmo assim)? Ou seja, não seria só trocar seis por meia duzia?

  38. Vinicius Valenga says:

    Izzy algo que também colaboraria para você monetizar mais o canal seria mais parceiros e talvez uma network porque hoje existe um domingo de canais grandes no YouTube que até engolem canais menores

  39. Claudio says:

    Fala Izzy, seu texto é perfeito e também já estava reparando nisso a algum tempo.
    Infelizmente não é nenhuma descoberta, essas pessoas sempre estiveram ai, a internet só está dando maior visibilidade a elas (a todas elas).
    O que antes ficava restrito a um programa “tosco” e de mal gosto na tv, hoje rapidamente está sendo consumido por milhões graças ao grande youtube! E se no modelo atual paga por quem atrai mais, infelizmente, mesmo sendo algo imbecil, eles ganharão mais.
    E isso acaba incentivando que outros abandonem boas ideias mas não lucrativas e optem por ideias imbecis mas altamente rentáveis.
    E por favor, continue remando contra a maré! abs!

  40. Diego says:

    Cara, tua dicção e oratória são muito boas, principalmente nesse teu jeitão sarcástico e emotivo pra situações absurdas. Eu digo como viwer: é extremamente agradável passar 15 minutos ouvindo você explicar, com detalhes, uma treta qualquer. Quer uma dica de mercado?

    Se você pegar essa curva boa que as tretas tão te dando e começar a fazer comentários sobre a política brasileira, tu vai virar o rei da internet.

    Quanto a conteúdos de qualidade, acho que você ainda não alcançou uma galera boa porque é um nicho pequeno mesmo. Vamos pegar a galera do “Spotniks” como exemplo (logico, que não é um canal no youtube mas serve pra exemplificar). Os caras são muito feras no que fazem e tem ganhado bastante visibilidade ultimamente, justamente porque, cada vez mais, as tretas políticas estão cada vez mais sendo debatidas.

    Enfim, só uma opinião, pode ser que eu esteja errado 🙂

  41. Valdir says:

    Parabéns pela sinceridade!

    Eu sou esse público alvo tradicional que descreveste bem (gosta seu trabalho mas que não rende muito dinheiro). Nesses últimos dias estava achando seu canal do youtube meio “clickbait”, até comentei com minha noiva e fez mais sentido lendo o texto agora.

    Mas concordo integralmente com que você falou, pra ganhar dinheiro nessas internetes parece ser necessário essa banalização… só não deixa o HBDia de lado, isso nunca deve ter te rendido muito dinheiro mesmo, coloca uns textos de vez em quando e lança logo o bendito livro pra não menosprezar totalmente o “público alvo” que te acompanha há mais tempo.

    Sucesso, cara!

    • Valdir says:

      A propósito eu leio esse site já perdi a conta de quanto tempo.. tem uns 10 anos talvez? Acho que foi antes de você conhecer a gótica….. O tempo passa muito rápido… se comentei 1 ou 2 vezes esse tempo todo foi muito. Então obrigado por esses anos de entretenimento eheh

  42. Nikorasu says:

    As vezes eu fico chateado ao lembrar que o “Você Sabia?” tem seis vezes mais inscritos do que o “Nerdologia”, um dos melhores canais do Youtube BR na minha opinião.

    Realmente existem poucos que conseguem lucrar encima de um conteúdo mais sério ou técnico, e é triste ler que você também se sente incomodado com isso, Izzy. Acho que o único que conseguiu se desviar dessa corrente foi o pessoal do Jovem Nerd, que administrou muito bem os negócios e consegue ainda hoje lucrar encima de um conteúdo de qualidade.

    Acompanho o seu blog e o canal faz diversos anos e adoro o seu conteúdo, mas me parece óbvio que ele não gera lucro. Admiro o seu trabalho aqui na internet e espero que você não abandone de vez esse blog, que na minha opinião é um dos que possui melhor conteúdo em pt-br.

  43. LiA Santana says:

    Não entendi muito bem essa sua catarse, mas você sabe que a maior parte das pessoas no youtube são crianças e adolescentes certo? A maior parte dessa galera parece que come merda ( eu sei bem do que estou falando pq já passei dessa fase de ser criança que parece que come merda ). Ele faz esse tipo de coisa pq da dinheiro e só, você pode fazer o mesmo também, com isso vai ser só mais um que faz conteúdo irrelevante na internet. As pessoas não querem saber de coisas relevantes, querem ficar ”numa bolha de futilidade” porque é mais conveniente. abraços

  44. “É por isso que sinônimos pra pênis como ESTROVENGA produzem no mínimo uma risadinha;”

    Quando eu ouvi a palavra “estrovenga” pela primeira vez, foi no final dos anos 90, no desenho da Luluzinha. A estrovenga em questão era um amuleto com um formato bizarro (que não era um formato fálico) que dava azar a quem possuía.

    Segue um vídeo com o episódio da Luluzinha onde aparece a estrovenga (é o primeiro episódio):

    https://www.youtube.com/watch?v=ahU-JnFwc-M

  45. Rodrigo says:

    A TV aberta descobriu isso há muito tempo. Por que você acha que Faustão tem mais espaço que Leandro Karnal?

  46. Alenonimo says:

    Izzy, o que te impede de trabalhar mais com esses vídeos fáceis de fazer mas com conteúdo mais banal? Decoro social?

    Você tem que voltar para o lado negro da treta. Fazer mais vídeos falando das tretas que acontecem por aí. Talvez até desbancar o TretaNews como o maior repórter de tretas tupiniquins.

    Tupiniquins? Por que não parar de fazer vídeos em português e investir em fazê-los todos em inglês logo? Público alvo mundial e a maioria do seu público brasileiro provavelmente nem vai se importar por já saber inglês também. Desbanca logo o KeenStar também, porra!

    Que diabo é isso? Quem diabos liga? Uma série de vídeos super-produzidos com você usando uma voz monotônica pra dar medinho. Uuuuuuh! Melhor seria se só comentasse e zoasse sobre o assunto. Ainda mais que não só essas estórias não assustam como devem ser mais falsas do que o cabelo do Trump. :/

    De boa, vai onde dá dinheiro. Vai na zoeira que ela não te deixa na mão… exceto se for por causa de uma zoeira ainda maior.

  47. Só discorda da parte do “eu odeio o jogo, não o jogador”, eu odeio todos, pois só existe o jogo se existir jogadores.

  48. Juliano says:

    Já que estás sendo bem franco ao falar o que pensas sobre o seu canal e tudo mais, acho justo te dizer uma coisa Izzy. O seu melhor é o blog. Escreves bem, as piadas funcionam, e mesmo que sejam textos grandes, a leitura não é cansativa.

    Não quero dizer que seu canal no YouTube seja ruim, pelo contrário, realmente melhorasse muito nos vídeos, estás mais confortável em frente a câmera, a qualidade melhorou mas…não estás inventando a roda né?

    O banal tem muitas visualizações, mas bom conteúdo também tem. O Manual do Mundo, do Iberê, tem 7 milhões de inscritos e um BILHÃO de views. Smarter Everyday tem quase 5m inscritos.

    Agora vamos olhar seu canal? Veja o que voce disse no texto sobre o teu público:

    “a turma que me acompanha é macaco velho de internet, o tipo de gente que 1) é menos hiperativo na internet (consome menos, compartilha menos)”

    O quanto esse público combina com teus vídeos?O “Grade A under A” que você citou uma vez, tem uns vídeos longos, em torno de 10 minutos, não passa muito disso, embora seja longo, não é cansativo pois está repleto de piadinhas, algumas impossíveis de acompanhar sem pausar o vídeo, são 10 minutos de vídeo, e em geral 10 ou mais minutos de conteúdo.

    Uma comparação interessante: como um vídeo seu sobre a polêmica da Emma Watson pode ser muito mais longo que um episódio do Nerdologia?

    Com exceção do “que diabo é isso”, vídeos com a Bebba e alguns outros, em muitos dos teus vídeos você dá voltas e voltas, repete argumentos, e pior, faz uns quantos disclaimers, o que dá a sensação que 15 minutos de vídeo poderiam tranquilamente diminuir pra 5. Imagine para um inscrito recomendar teu vídeo “e aí fulano, curte ai, 15 minutos desse cara falando sobre o tema tal”.

    Eu costumava assistir todos seus vídeos, mas com tempo comecei a fechar na metade de alguns quando ficavas dando voltas no mesmo lugar, depois passei a ver só o início, e hoje em dia só vejo alguns vídeos, por essa razão.

    As resenhas de gadgets em geral, e as lives de uma hora (que podem ser legais ao vivo, mas dispenso na minha caixa de inscrição), como os números de views mostram, não ajudam muito também.

    Tem uma série de coisas que ajudam canais que tem “conteúdo mais elaborado” a terem sucesso, independente da “concorrencia do conteúdo banal”, a periodicidade, ter uma programação fixa mesmo é uma delas, como seus amigos do Jovem Nerd já falaram, do porque do Nerdcast ser sempre no mesmo dia, de como ajudou na retenção de público e mesmo para fechar anúncios.

    No seu caso:

    -- Não tem programação
    -- Séries que a galera gosta ninguem sabe quando vai ter como “Que Diabo É isso”, vídeos com a Bebba, etc
    -- Certos vídeos cada vez mais longos e cheios de enrolação e disclaimers que vai contra o que você define como “teu publico”
    -- Aumento no numero de videos que a galera nao curte tanto (vide views) como resenhas, live streams e daily drive

    Dá uma olhada no vídeo “I took a DNA test -- here are the results.” do canal “Boyinaband”. Cerca de 15 minutos de vídeo, é algo diferente, não é algo que leve tanto tempo para fazer, e…800k views.

    Acho que não precisas banalizar o canal para ter sucesso, mas se continuar no “mais do mesmo”, é, vai ser difícil.

  49. Pablo says:

    Eu comecei a escrever cronicas/histórias por sua causa, e parei por que vi que ninguem se importava, vc tem gente que se importa com o que vc diz, isso não paga contas lógico, mas eu acho foda, gosto de trabalhar e contribuir pra sociedade.

    Ps: Imposto é roubo.

  50. eduardo says:

    “gerando pra alguém um valor maior do que gero pra mim mesmo”. Mas isso acontece no youtube também, o teu vídeo de 40 dólares na realidade rendeu uns $80 -- a porcentagem pode ser melhor do que o trabalho convencional, mas continuas na ‘corrida dos ratos’.
    Ser ‘youtuber’ não é ser autônomo, é um meio termo disso.

  51. Hugo says:

    Escuta aqui, seu filho da puta! Você conseguiria quitar todas suas atividades online e se dedicar e viver para o seu regular job? NÃO! Então faz o que você tem que fazer, pisa fundíssimo. Nós, seus amigos de bolso, conhecemos sua essência, e, estamos torcendo para o seu sucesso.

  52. […] E é exatamente este o problema da maioria dos canais no YouTube hoje: mais do mesmo. São poucos aqueles que se destacam pelo diferencial em seus assuntos (como o Aviões e Músicas) e acabam apelando para estratégias mais banais. O tanto de canais com conteúdos que variam do ridículo ao lixo se proliferam por um simples motivo: nós gostamos de besteirol. […]

  53. Vaferman says:

    Faz o que dá mais dinheiro. Isso é o que importa.
    Se eu quisesse aprender sobre capitanias hereditárias ia pra escola e não ver vídeo-aula de história pelo youtube.
    Com CAD$10,00 você compra corante vermelho e uma melancia, pinta a bunda de vermelho, amarra a melancia no pescoço e sobe num poste.
    Filma isso e terá 2M visualizações. Os anunciantes vão amar te pagar centavos pra você produzir mais vídeos assim, com ads piscando na tela.
    Você fica rico, faz alguns milhões de crianças rir e, de lambuja, ainda irrita a galera que acha que você deveria ser um professor e gravar vídeo lecionando pela internet.