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Como a internet afeta a geração contemporânea de jovens estudantes?

Postado em 7 September 2012 Escrito por Izzy Nobre 53 Comentários

Falei que com o começo da faculdade os posts seriam um pouco mais escassos, né? Não venham reclamar! Nestas primeiras semanas tem tanta merda pra resolver aqui no campus que não tive tempo de sentar pra redigir posts pra vocês durante o “recreio”. Aliás, é aqui que estou agora, ó:

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Não sei o que diabos eu estava lendo na internet outro dia, mas acabei esbarrando com os comentários dum moleque qualquer de 16-17 anos sobre seu uso do seu smartphone e de redes sociais na escola. Não lembro exatamente o que era o contexto do comentário do moleque, mas era algo como “tava lendo o Facebook da fulana no meio da aula de geografia rsrs”

Este será o seu filho

E isso me fez pensar que eu realmente estou velho. Quando eu cursei a escola, lá no finzinho dos anos 90/começo dos anos 2000, eu era o ÚNICO que tinha acesso à internet, e o único que se ligava nos troços internéticos (os proto-memes da época — Tourist Guy, cédulas com a imagem do Seu Madruga, essas coisas –, as “redes sociais” que eram na realidade guestbooks de home page de Linux e o canal #brasil na UnderNET).

E celulares entao? Estes só se tornaram populares quando eu já cursava o terceiro ano, em 2001. Na época eles só serviam pra uma coisa: pra receber ligações dos seus pais, já que celular de estudante secundarista vivia perenemente sem créditos. Mandar SMS era caro e só era possível entre usuários da mesma operadora. Acessar a internet? Na época só existia WAP, e só usei isso UMA vez (peguei o celular do meu pai escondido pra ver como era a tal “internet via celular”. Era lenta, preto-e-branca, e MUITO cara, como meu pai descobriu no final do mês).

É interessante imaginar como isso produzirá uma geração completamente diferente da minha. Sou da época em que você tinha que ir na biblioteca fazer uma pesquisa ou, caso seus pais tivessem grana e/ou know how informático, de repente tinha uma Enciclopédia Encarta 98 na sua casa, e aí você economizava a ida ao centro da cidade.

Já um moleque nascido no meio dos anos 90 tem a habilidade de, se a professora tá vacilando nas explicações, procurar por si próprio uma explicação no Google. Se distraiu na aula e perdeu um pedaço da explicação de Estequiometria? Corre pra wikipédia rapidinho antes mesmo da aula acabar e dá uma lida pra se orientar no material.

E nem é só isso. Essa criançada de hoje em dia com acesso à internet serão, provavelmente, muito mais sociais do que a gente era na época de escola.

Não sei se posso ser usado como métrica já que sou feio e chato, mas geralmente na época de escola eu tinha, sei lá, 3 ou 4 broders e olhe lá. E ao pisar fora da escola, era cada um por si; cada um retornava ao seu microcosmo (os coleguinhas da rua, sua família ou, no meu caso, o circulo social da igreja). A galera da escola interagia bem pouco fora do dela.

Apesar desse meu papo de idoso de 80 anos meio “nossa no meu tempo só tínhamos ferramentas rudimentares feitas com osso de tatu com as quais talhávamos a lição de matemática em tábuas de pedra, é daí que vem a expressão TABUADA viu”, eu estaria mentindo se dissesse que minha experiência colegial foi totalmente separada da internet. Inclusive, uma das grandes confusões em que me meti na escola foi graças à internet!

Em 2000 eu havia acabado de me mudar para São Luís, no Maranhão. Ironicamente, neste que é um dos estados mais pobres da nossa nação, quase todos os meus colegas de sala eram usuários assíduos da internet.

Havia muito mais internauta na minha sala do segundo ano médio do que havia entre meus colegas de Fortaleza (só lembro de um, o Edson, que inclusive me reencontrou anos depois no tuíter).

Aliás, tínhamos até um canal de IRC pra galera da sala, o #dpedro2 (era o nome da escola, Dom Pedro II).

Um grande broder meu, o Antônio Luís, era o webmaster de estimação da sala. Logo cedo ele aprendeu a programar em HTML (uma das linguagens de programação mais difíceis que existem aliás, meus colegas que cursam web designer me dizem sempre), e o hobby dele era criar sites.

Incluindo um site sobre a nossa sala. Satanás, vendo que uma idéia tão bacana podia ser pervertida facilmente, implantou a idéia na cabeça do meu broder.

E essa idéia era fazer uma eleição entre a galera da sala. Tal processo democrático, em vez desses que colocam um palhaço na Câmara dos Deputados (obrigado ein São Paulo), tinha um real mérito: decidir quem era a menina mais bonita, a mais feia, e a mais puta da sala.

Hoje eu compreendo que era uma idéia tão boa quando descer uma escada rolante aos pulos segurando vários instrumentos cirúrgicos afiados como uma navalha. Além disso, era uma brincadeira particularmente misógina e cruel.

Mas na época só tínhamos merda na cabeça, e meu broder então distribuiu cédulas e contou os votos. O resultado, ele prometeu, estaria no site da sala ainda naquela noite.

O meu amigo cumpriu o prometido e ainda imprimiu a página do resultado, para levar pros colegas sem computador (sim, tinham alguns, nem todo mundo era nerd de internet).

E aí estava a merda: uma dessas impressões com o resultado oficial do nosso processo eleitoral caiu nas mãos de uma das meninas.

Foi um deus nos acuda.

Todos os homens foram expulsos da sala, tivemos cada um que fazer acompanhamento com a psicóloga da escola, e tivemos ainda que fazer um trabalho sobre ética escolar. E o cabeça da operação foi suspenso por 3 dias.

E pior, o pai da garota eleita como mais puta (na real ela era a mais gostosa da sala; era modelo e tal. Suponho que os votos vieram de pretendentes rejeitados) era adêvogado. Houve burburinhos de que a escola e a molecada que participou da eleição seriam todos processados.

Curiosamente, graças ao Facebook ainda tenho algum contato com todos os personagens dessa história. A garota eleita a mais bonita, a Renata, casou com um grande broder meu e tem uma filhinha. O Antonio Luís permanece um de meus amigos mais leais. A Érika (ou era Érica?), a eleita a mais puta, continua bastante bonita. E a Dyanna, eleita mais feia — coitada, nem era feia na real — tem uma filhinha também, creio.

Acho que o ponto central dessa história é o seguinte: se naquela época, com menos recursos online, a gente ainda conseguiu fazer uma merda dessa, imagina o que essa pivetada inventa hoje em dia.

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comments

Categorias: A internet é foda

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

53 Comentários \o/

  1. Filipe Lima says:

    Cara, dou aula para crianças de 6° série.
    Talvez quando eles ficarem velhos o negócio mude, mas hoje, só querem usar o Facebook escondido. Ninguém tem o interesse em PESQUISAR algo.

    É lasca.

    • Izzy Nobre says:

      Eu era o tipo de moleque curioso que passaria o dia INTEIRO lendo a Wikipédia. Nao que TUDO que há lá (ou tudo no que eu me interessaria a ler) tenha orientação acadêmica, mas eu penso que esse senso de curiosidade + acesso à internet teria me ajudado bastante.

    • Yago Nunes says:

      Cabe a instituição e ao professor saber orientar e incentivar seus estudantes a PESQUISAREM e não a ficar no “facebook escondido”.

      • Letícia Sartori says:

        Cabe a instituição e aos professores, sim. Mas também é meio complicado não se desvirtuar no meio de uma aula de Física 3. Ficar no Facebook ou em qualquer outro site na hora da aula é mais fácil do que realmente prestar atenção em algumas matérias. Não que seja certo mas, enfim…

    • Marco Antonio says:

      Acho q n vale pra mta gente pq tem mto vagabundo ai, mas eu pesquiso MTO conteúdo relevante à aula qnd em sala! Aliás, as vezes acho q aprendo coisas ali q nunca veria em outro lugar!

  2. Regis says:

    De novo a trollagem da HTML, ta ficando velha essa, além de você já ter revelado ser uma de suas trollbaits favoritas…

  3. Rafael Roque says:

    “Essa criançada de hoje em dia com acesso à internet serão, provavelmente, muito mais sociais do que a gente era na época de escola.”

    Nesse ponto eu vou discordar.

    Acho que a tecnologia,infelizmente, vem sendo usada principalmente pra criar ‘barreiras’ entre as pessoas.Cada um se isola no seu próprio ‘mundo’ virtual.

    É o paradigma dessa geração:nunca tivemos tanta informação,e nunca fomos tão mal-informados.

    • Inclusive uma professora minha, da pós-graduação, está bastante interessada em fazer uma pesquisa sobre como o comportamento mal-educado, grosseiro e sem argumentos da geração Y tende a ser repetido FORA da internet.

      Ela não começou ainda a pesquisa mas disse que de acordo com uns estudos preliminares esse fato tende a ser confirmado.

  4. Matt (Louis) says:

    Realmente, sou um garoto nascido em 1994. Em 2007, várias brigas da sétima série foram postadas no youtube, meninas arrancando brincos uma das outras e olhe lá. E em 2010 várias difamações contra colegas de sala no twitter e elas leram tudo (pessoas da minha sala difamando a escola e as colegas) e em 2011, meu último ano na escola: montagens com a menina mais “garibalda” da sala. Agora concluí o ensino médio e curso o primeiro ano de ciência da computação de uma universidade pública qualquer do país e a história não para. Meus colegas de sala insistem em fazer montagens com fotos uns dos outros.

  5. Rafael says:

    Infelismente aqui no Brasil, até o ensino médio o uso de eletronicos ainda não é permitido na grande maioria das escolas.

  6. Felipe Fraga says:

    o problema ,é com a internet ,as pessoas não se aprofundam em nada ,mas o positivo que ficam sabendo (pelo menos superficilmente)algo que não saberiam sem ela ,temos que balancear ,seu uso (agora da licensa que vou compartilhar tirinhas no facebook)

  7. Gonzo says:

    Hey Izzy,advinha só,São Luís completa 400 anos por esses dias (ñ tenho certeza se foi ontem,é hoje ou amanha). Vai rolar uma programação com shows do tipo alcione e etc.A cidade ta extremamente perigosa,suja,cheia de buracos,os ônibus estão em um estado que eu gosto de descrever como ‘representação física do caos e violência entre pessoas que nunca se viram ‘. Não sei se o DP II ainda existe,mas arrisco dizer que não (não escuto sobre essa escola a muitos anos).Continuo esperando mais textos seus sobre o tempo que vc morou aqui,e quando cursou a UFMA.Alias,nunca tinha dito antes,mas teu blog é foda justamente por pegar esse estilão de diário,modelo clássico que hoje está em extinção. Um abraço ai cara,e parabens pelo casamento 🙂

  8. HTML NÃO é linguagem de programação. Eu sei que é zueira

  9. Leonardo Cezar says:

    Hoje a mulecada só quer ficar na PORRA do Facebook o dia inteiro, vendo memes idiotas comentando abóbrinhas de vidas alheia… Essa é a geração Z.

  10. Carlos says:

    Mas tem também a parte boa do uso da internet por alunos. Não sei se você ficou sabendo do tal “Diário de Classe”, mas a parada é assim: uma menina de 13 anos criou uma página no FB pra denunciar as coisas erradas da escola dela e teve muita repercussão.

    http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681651-15605,00.html

    • Lucho says:

      Sim, teve muita repercussão. Como por exemplo, no caso em que ela seguiu, perseguiu e humilhou publicamente um pintor. Ou quando ela humilhou publicamente a diretora da escola dela. Ou, especialmente, quando ela humilhou e causou a demissão de alguns professores.

      Se ela está tão preocupada assim com a educação no país, por que ela não vai atrás dos principais responsáveis pela merda que é a educação na cidade dela, que são o prefeito e, principalmente, a secretária de educação? Deve ser porque bater no mais fraco é mais fácil. Além de que, professor tem mais que se fuder. Ainda mais depois dessa demonstração (pt-br . facebook . com / DiariodeClasseSC / posts / 354036874702825) da grande conta que ela tem para com os professores.

      Isso sem falar da ideia jeneau que ela teve de usar kinect nas aulas de educação física. O Brasil já quase não ganha medalhas em olimpíadas e tem a sexta maior população obesa do mundo. Uma ideia dijeniu dessas só vai melhorar as coisas. Pode ter certeza.

      E vc considerada isso como coisa boa? Se por coisa boa for tudo isso aí, eu prefiro que os alunos usem a Internet para encontrar formas inventivas de fazer merda. Pelo menos eles só vão fuder com a vida deles.

  11. Luiz Felipe says:

    Eu pensei que tu ia falar no texto sobre o fato das crianças de hoje em dia terem acesso fácil à essas tecnologias, estão sendo mais prejudicadas na escola e no aprendizado.

    O foda é que os jovens da tua época eram mais espertos. Os de hoje são burros, estão com a mente tão paralisada que pensam que só o Facebook existe na internet inteira.

    E outra, acho que tanta facilidade só vai foder mais ainda a mente de todos.

    Bom texto.

  12. Gerry Duarte says:

    Eu também sou professor e pelo menos na escola que leciono, eles tão pouco se importando em pesquisar…

    Viva a progressão continuada e a vida mansa oferecida nas escolas desse meu Brasil maravilhoso.

    Mas de todo modo, hoje é um bom dia. Feriado né…

  13. André says:

    Eu sou professor faz uns anos e, pelo o que eu observo, a pivetada hoje em dia tá muito mais emburrecida que a da minha epoca, conhecimento geral é perto de zero e a capacidade pra entender e interpretar as coisas é também bem perto de zero.

    Lembro que eu tinha uns 11, 12 anos eu via filmes mais sérios, de adultos e entendia tudo perfeitamente.

    Hoje vc passa um filme infantojuvenil pro pessoal ver e eles não entendem nem o básico do enredo.

    Passa um texto pra eles interpretarem e eles não entendem nem sequer a porra da pergunta.

    Pega um mapa e pede pra eles falarem onde fica EUA, Australia ou Japão (que são paises fáceis de identificar) e eles não sabem. Numa aula de inglês mesmo teve um exercicio que era pra colocar o nome de alguns paises no mapa. Tudo pais fácil (Canada, EUA, Inglaterra, Australia e Africa do Sul).

    Na moral, na minha epoca nego da quinta série já sabia isso e muito mais. Essa aula foi pra um pessoal com 16, 17 anos… Nenhum deles sabia (teve um que acertou EUA e foi só). =/

    Até os videos games. Na minha época se jogava JRPGs, negada terminava Chronno Trigger, Pokémon e o caralho a quatro em inglês mesmo, usando a Internet (que era um bosta) e o dicionário pra ajudar.

    Hoje a única coisa que eles conseguem jogar é aquele lixo de Minecraft e “futebol” (é, nem o nome do jogo eles sabem, só sabem que é “futebol”).

    Kid, vc realmente acha que o pessoal usa Internet pra pegar o assunto da aula no Wikipedia? A maioria não conhece o Wikipedia e, se conhece, não sabe usar.

    Internet é usada EXCLUSIVAMENTE pra se entrar no Facebook e naqueles blogs retardados de memes e coteudo de humor copiado.

    Eu lembro que quando eu tava no ensino médio, na minha sala, tinha um monte de gente que fazia sites, montava canais no IRC e até montavam servidores de CS pra alugar.

    Chega agora e pergunta pra algum moleque se eles sequer saber o que significa HTML…

    A Internet, pelo menos no Brasil, não tá ajudando a geração atual. Eu já dei aula em vários colégios, publicos e particulares, também em cursos de inglês e, em todos os lugares os jovens estão, invariavelmente, mais “burros” que o pessoal da nossa época. Conhecimento geral, conhecimento de mundo é ZERO mesmo.

    Isso daí se observa tb pela mídia. Na nossa época nego ouvia o que? Offspring, Metalica… Quando ouvia algo ruim, era Blink 182 ou Green Day (que na época não eram bandas emos). Hoje em dia é “Aí Se eu Te pego” e o idolo da mulecada é aquele FDP do Neymar (e tudo anda com cabelo estilo Neymar).

    Até a porra dos desenhos animados de hoje tão ficando mais retardados pra acompanhar o público. Anime não se passa mais pq o molecada vai achar chato e complicados demais; coisas como Doung, A vida Moderna de Rocko, Super Patos, etc não existem mais. Programas como Ratimbum e Mundo do Beackman já eram. O máximo da intelectualidade cartoonistica infantil é a bosta do Bob Esponja.

    Junte isso ao fato de que TODO MUNDO tá virando evangelico e acreditando no lixo que tem na biblia sobre criação do mundo e etc.

    Enfim, não sei como é no Canadá, mas aqui no Brasil a geração já está perdida.

    • Thiago says:

      Acho que você generalizou demais. Tenho 16 anos, sou do segundo ano médio e tenho absoluta certeza de que a geração não está perdida. Concordo com a sua ideia de que não usam(os) o wikipédia, entre outros, para pesquisar a matéria que nos é dada.. Mas falar que estamos perdidos? Não é porque a maioria, fã desses jogos e músicas fedidas que a geração é perdida. Quando você era menor, os estúpidos gostavam -- praticamente -- das mesmas coisas que os contemporâneos gostam, só que essas merdas evoluiram. Da próxima vez, lembre que a minoria sempre vai existir.
      E, a propósito, duas observações farão você refletir:
      1. O Brasil é atualmente um dos países que mais investe em geografia no mundo. (não estou dizendo que esta é aproveitada por todos)
      2. Blink-182 é foda, assim como Offspring. (não estou comparando)

      • André says:

        Não é generalização, é observação. Eu já dei aula pra milhares e milhares de alunos, cara.

        É claro que alguns se salvam, mas é absolutamente claro que, comparado o passado, os alunos de hoje tendem a ser mais ignorantes e emburrecidos.

        Antigamente existia adolescente burro, mas a proporção era bem menor se comparada com hoje em dia.

    • Thomás says:

      Po cara, acho que isso é meio saudosismo exagerado.
      Claro, há pessoas e pessoas. Há aqueles que só visitam sites de memes e não reconhecem que estão sendo xingados, quando chamados de poríferos, como também há aquela galera que usa a internet de maneira mais produtiva.
      Acho que a juventude nunca muda, o que muda são os meios o qual ela é exposta e como ela interage com eles. Sempre existirá a galera que só quer saber do resultado do jogo de quarta e o pessoal que sabe o nome de todo os pokemons.
      Duvido que na sua geração, todos zeraram Chrono Trigger ou que todos sabiam como criar um server de CS.
      Falo isso como um membro dessa geração “emburrecida”. Não sou nenhum poço de conhecimento, mas conheço alguma coisa de cultura em geral, graças é claro, dessa maravilhoso meio que é a internet.
      Aliás, outro exemplo é um rapaz da minha escola que fez uma rede social para alunos do nosso colégio, similar ao facebook. Ficou bacana até.
      Bem, em relação a usar para pesquisar durante a aula, obviamente quase nunca acontece. Mas pense só, se imagine com o advento da internet com a idade de 14-15 anos, no que você iria usar além de nerdices? Pornografia, obviamente, e tentar se dar bem com o sexo oposto, intrínseco a juventude cheia de hormônios.
      Desculpe algum erro ortográfico ou de concordância, já está tarde e o sono já faz efeito.

    • casaesm says:

      Isso atingiu mais gerações do que deveria e do que parece, na realidade. A minha geração -- 1992 -- já apresenta traços bem semelhantes aos que tu apresentou aí. Na real, foi um processo de evolução. Os idiotas ficaram mais idiotas ainda. Creio que até a geração de 1990 ainda seja entupida por boçais que não conseguem conversar sobre nada além de ‘baladas’, futebol e mulher.

      E estão transformando a Internet em um instrumento para expandir essa imbecilidade. Na boa, as tais tirinhas com memes chegam a doer o coração.

      E claro, numa geração que todo mundo usa a Internet… Todos vão sair idiotas.

      Coisa triste. Eu ainda cheguei a pegar o tempo em que Internet era coisa de nerd, sinto saudades.

  14. Ian says:

    Esse negócio aí de pesquisar no meio da aula eu to fazendo direto na faculdade.
    Enquanto to anotando no MS Word, eu linko pgs da Wikipedia pra quando for estudar depois. (:

  15. Caio says:

    Eh izzy, essa do HTML jah perdeu a graca 🙁

    Na minha epoca do colegio rolava umas fuleragens parecidas 🙂

  16. Felipe Gandolfi says:

    Izzy, acho que hoje em dia não se pensa mais em pesquisas na hora da aula, e sim o uso das redes sociais. O Facebook é mais legal que pesquisar sobre o calculo do triangulo retângulo.

  17. Fabio says:

    Só é inteligente aquele que se esforça, 70% da sala de aula tá perdida..

  18. Panda says:

    Izzy, não sei se a galera da sua faculdade saiu direto do High School (Não sei como funcionam as Faculdades aí).

    Mas eu reparo a mesma coisa que você, eu terminei o colegial (ensino médio) em 2005, na época, smartphone era um luxo bem caro e pouco popular.

    Voltei a estudar agora no começo do ano e vejo que todos tem smartphone, sem falar dos professores que tem que disputar atenção com as redes sociais.

    Quando eu vejo crianças de 12 anos com iPhone na rua, fico pensando o quanto essa geração e as próximas serão diferentes.

    Enquanto para eles tecnologia como o Playstation 3 é comum, para nós ainda existe aquela coisa de comparar com o NES e pensar o quanto as coisas se desenvolveram nesses anos.

  19. alpha says:

    me lembro dos idos de 2007 quando um brother imprimiu uma mulher comendo merda e levou esta gravura escatológica pro colégio. foi um sucesso!

  20. MH says:

    Bom texto, Izzy…
    A molecada de hoje tá perdida no conformismo e oprimida por qualquer diretorzinho de escola com menos de 1.60; São os famosos leite com pera…
    Tudo que acontece de engraçado ou inusitado na escola, porém, tá na internet. O pessoalzinho não entende nada de internet além do básico, também… O que eu faço muito, é fuder quem pede ajuda pra hackear fulano ou sicrano (fazer o cabra excluir pastas vitais, ou baixar vírus, etc).

    A última traquinagem que fiz na escola referente à internet foi quando eu mais 2 amigos saímos pro recreio, roubamos (Na verdade eu roubei, os fdps só ficaram olhando) a sala da chave de informática, e nos trancamos lá até o final da aula. O problema é que vários arquivos importantes do colégio ficavam na rede da escola. (todos os computadores tinham senha, que eu já tinha surrupiado com o Ardamax muito tempo antes, graças a incompetência da técnica de informática/professora). Uma semana depois, o papo se espalhou porque um de nós três contou pros outros, e foderam a gente. Tomamos 3 dias de suspensão, a professora de informática e os funcionários do lugar onde ficavam as chaves tomaram comida de cu também, foi uma beleza…

  21. Gary M. Silva says:

    Olha, Kid… Eu já passei por mais de 10 escolas e só tenho quinze anos. Em geral, eu sempre tive uns 3 ou 4 broderes tbm, e, quando acabava a aula, era cada um pro seu microcosmo. Internet em casa, eu só fui ter em 2006, se não me engano, e só a partir daí q eu consegui manter contato com a galera. Mas até hoje são poucos amigos mesmo, a maioria é só colega…

  22. Art says:

    Vou falar um negócio, as vezes agradeço por não ter tido acesso à internet na minha vida escolar.
    Eu peguei o bonde da internet lá a partir da segunda metade do ensino fundamental. Mas era a discada, longe da realidade da criançada atual. Só usava ela pra Bate-Papo UOL, ICQ e fazer alguma pesquisa escolar rápida, num ambiente internético bem menos convidativo que o de hoje. E isso em fins de semana pra pagar um pulso só (sábado depois das 14:00 haha).
    Fui pegar a era da mobilidade 3G e Wi-Fi só na faculdade. E vou falar que faz um estrago. Não é raro ver mais da metade da sala sintonizada em seus smartphones no Facebook, Twitter, ou afins. Pouco ligando pra aula.
    Imagine então no ensino fundamental/médio?! Numa fase essencial do aprendizado!?
    Tem vantagens, tem! Mas pouca gente vai querer saber de Wikipedia! Vai querer mesmo é um “chat no Face”, ou xeretar o twitter. Isso prejudica o aprendizado demais, e poucos professores conseguem conter o avanço, até porque o uso de smartphones pode ser feito de maneira bem discreta.
    Aí fico bem em dúvida se a internet torna as crianças de hoje em dia mais inteligentes, ou só emburrece mesmo…

  23. Tiago says:

    Nasci no começo dos anos 90, sou pobre e moro no interior demorei pra ter um computador “descnete” (até hoje não tenho mas dá pra levar) e uma internet banda larga podreira sei bem como é procurar as coisas no braço:(

  24. Jotazêr says:

    Nem li o texto e vim ler os coments pra ver se alguém ainda cai nessa de programar em html. Pelo visto ainda não, xô ir lá terminar de ler.

  25. André says:

    Adoro o site, leio cada post, acho vc um gênio aiuehuiaheuiea brincs, mas então, não comento por preguiça msm, vc devia colocar um plugin social do facebook, não que eu o ache melhor, mas acho mais prático, enfim, sobre o texto, acho que estamos criando monstros mirins e em breve noé precisará fazer a arca e exterminar tudo novamente. abraço

  26. Lucas Lopes says:

    Eu acho que a culpa pelo emburrecimento dessa mulecada é a retirada da bala soft do mercado. Ela funcionava como um instrumento artificial da seleção natural da espécies, sendo que os menos capazes morriam engasgados logo cedo, enquanto que os mais capazes poderiam viver sua vida tranquilamente degustando aquele saboroso doce.

  27. Christian Maciel says:

    Nem tudo é alegria nesse avanço tecnológico Izzy, tenho pensado muito nisso tendo como espelho meu próprio caso, tenho 17 anos e estou no último ano da escola tenho internet no celular há mais de 3, fui o primeiro da minha sala há ter pois aqui nem 3G tem ainda, acontece que com o uso do celular eu simplesmente parei completamente de estuda, sinceramente não me lembro a ultima vez que abri os cadernos em casa para estudar, eu só chego na hora da prova escondo meu celular num canto e procuro as respostas no google, isso em todas as matérias. Mas como estou nos últimos meses de escola venho me perguntando, e agora nos vestibulares o que vai ser de mim? Não aprendi nada em 3 anos e agora nos vestibulares não poderei usar o celular, ou seja estou completamente fodido. Sem contar que toda hora na aula eu fico entrando na internet e tal, inclusive, acredita se quiser estou nesse exato momento perdendo uma explicação de química sobre reação de substituição para escrever esse comentário.

  28. Igor Cantelmo says:

    Realmente a chamada geração “Z” é individualista e o interesse mais forte desse meio é essa interação em redes sociais… Não sei o que será o futuro dessa geração mais nova.
    Outro dia mesmo descobri que meu irmão tem conversas de teor duvidoso com garotos de outro estado, que podem até ser perfis fakes.