Hbdia
  • Feed do Hbdia
  • Twitter
  • Youtube

Então, o Desencontro…

Postado em 4 April 2012 Escrito por Izzy Nobre 2 Comentários

Se você participou do evento, você INEVITAVELMENTE vai ler esse texto esperando ser mencionado. Farei o máximo pra lembrar de todo mundo.

Dizem os especialistas desses negócios aí de internet que o timing de um texto ou vlog é extremamente importante pra tal da “viralização” do mesmo. Se você fala sobre algo no auge do interesse sobre o assunto, as chances de que sua opinião percorra as redes sociais via botões de retweet e like são bem mais altas.Por causa dessa teoria, eu queria escrever sobre o Desencontro o mais rápido possível; no dia seguinte ao encerramento do evento, se desse. Entretanto, executar esta tarefa foi impossível por causa de um fenômeno que eu jamais havia experimentado, e portanto me arrisco a batizar de “ressaca emocional”. Tal qual a versão etílica, a ressaca emocional é o resultado de exageros em noites anteriores; no meu caso, foi um exagero de sensações.

Pra quem ainda não saiba, o Desencontro é um evento de mídias sociais de 3 dias que se passa em Fortaleza. Diversas personalidades virtuais são convidadas para dar palestras sobre assuntos relevantes à sua área de atuação na web (eu participei, por exemplo, dos painéis de trollagem e pirataria).

Mais importante que isso, julgo, é que somos convidados a conhecer uns aos outros, e conhecer a turma que acompanha e admira nosso trabalho.


A bela @pietraprincipe, sorrindo pra câmera enquanto eu converso com o @pecesiqueira ali atrás.

Cheguei no Vila Galé na noite anterior ao início do evento, pra fazer uma espécie de reconhecimento — me acostumar com o layout do hotel e ver quem já estava por lá.

Logo de cara encontrei duas amigas queridas — a @pietraprincipe e a @JuDacoregio. A primeira eu estaria conhecendo pela primeira vez (após muito tempo conversando no tuíter), já a segunda é uma veterana do evento.


@JuDacoregio, @anadecesaro, eu e @pietraprincipe na festa de encerramento do Desencontro, no Fiteiro Praia.

Deixa eu falar logo algo que eu estive pensando durante todo o evento: é uma observação estranha constatar que eu, nerd gordo, baixinho e feio, estive cercado de meninas tão bonitas durante todo o evento.

Parece uma inversão da ordem natural das coisas; nos tempos de escola, a companhia das beldades da sala era algo exclusivo aos moleques filhinhos de papai e com afiliação a academia. Ser tratado com tanto carinho por estas garotas é uma parada surreal.

“Carinho” aliás é a palavra chave. Não apenas os palestrantes do evento tinham uma conexão sentimental que causaria inveja em amigos de infância, o público que compareceu ao evento também demonstrava gostar muito da gente.


@manusaldanha e eu, logo após ela me COERGIR a tomar um shot de tequila

Fui tratado com um carinho que experimentei em raras circunstâncias na vida (uma delas, coincidentemente, o Desencontro do ano passado). Pessoas que eu nunca vi na vida se aproximavam pra pedir pra tirar fotos, pedir autógrafos — pra si mesmas e para amigos que não puderam comparecer -, pra falar que gostam do meu site, ou do meu vlog, ou das bobagens que eu falo no tuíter.

Esse sentimento de apreciação de “fã” conhecendo o “ídolo” é algo que, como tudo que a gente tem sem merecer, eu valorizo absurdamente — e tenho medo de um dia perder.

A comparação fã/ídolo, a propósito, é só uma analogia. Eu considero vocês todos amigos de bolso, como vivo falando no tuíter. Companheiros que moram aqui no meu iPhone e a quem posso trazer a qualquer lugar, consultar sobre qualquer assunto, e com quem desabafo frequentemente.


@luide com sua máscara de cavalo que fez sucesso, @morroida com sua cabeça imensa e a linda @tchulimtchulim

Foi muito bom reencontrar os velhos amigos aqui em Fortaleza. Gente como o @luide, que me deixou honrado quando me contou ano passado que adora o HBD (e inclusive mencionou-me em sua palestra), o @morroida, um blogueiro — embora ele provavelmente não goste de usar esse título pra se identificar — que eu lia e admirava muito anos antes de conhece-lo e me sinto feliz por poder te-lo como amigo próximo, ou o @gravz e o @emersonanomia, a quem tenho como irmãos mais velhos e cujos conselhos busco e sigo como se fossem instruções religiosas.


@cauemoura e eu, com o @diegoquinteiro ali ao fundo

Houve uma dicotomia interessante no Desencontro, aliás. Acontecia de “fãs” (novamente, uso as aspas porque na real considero vocês mais como amigos; chamar alguém que gosta de mim de “fã” é até um pouco exagerado se você parar pra pensar — por mais que vários deles se identifiquem assim quando se apresentam) se aproximarem pra bater um papo e pedir pra registrar o momento com fotos e autógrafos; em outras ocasiões, EU era o fã tiete.

Veja o @cauemoura, por exemplo. Eu acompanho o trabalho do cara há bastante tempo; o cara é um dos gigantes do youtube brasileiro. Imagine minha surpresa quando o sujeito revela que assiste meu vlog há anos? Como se tivesse lido a incredulidade em meu rosto, ele vai e descreve detalhe de episódios antigaços do HBDtv, tipo de 2 ou 3 anos atrás (o meu vlog começou em 2008, justamente durante as olimpíadas aliás).


Curiosamente, essa é a única foto que tenho com o PC aqui no iPad

 

Ou o @pecesiqueira. Ele faz parte da santíssima trindade de maiores vloggers brasileiros, e entretanto sempre nos demos super bem (temos umas neuroses similares) e o cara me trata com o maior carinho do mundo, se preocupando comigo quando estive meio down e se encarregando da tarefa de “me ensinar a beber feito homem”, surgindo mais tarde com uma sacola cheia de vodca. Como falei diretamente pra ele em diversas situações, considero-o um broderzaço.


@felipeneto e eu no lounge do evento. Eu estava bebendo uma caipirinha de maracujá no momento, indício de que o PC Siqueira falhou em sua missão

Ou o @felipeneto, o outro maior vlogger do Brasil. Conheci-o brigando no tuíter, mas eventualmente resolvemos nossas diferenças e tornamos-nos chegados. O cara sempre me trata muitíssimo bem, por mais que eu às vezes me sinta extremamente inferior, como se fosse um penetra tentando se entrosar com uma celebridade.

YouTube Preview Image

Idem com os irmãos Castro. Na primeira vez que vi um vídeo do @marcoscastro e @-matheuscastro (esse aí, aliás) eu literalmente falei “por favor me apontem os perfis de tuíter dos gênios que produziram isso para que eu possa tieta-los”. Imagina então a sensação de ser tão bem recebido por eles, e de descobrir que um deles me conhecia há anos por causa da minha participação num fórum que eu achei que ninguém conhecia.

Bom, o texto tá ficando longo pra caralho. É tão difícil mencionar todo mundo porque foi muita gente em muito pouco tempo e pelo que estou vendo aqui não tirei fotos com todos; geralmente é vendo as fotos do evento que me lembro de acontecimentos relevantes pra comentar em posts desse tipo.

Mas tem gente que eu não posso esquecer de citar aqui. Gente como a @claraaverbuck (a quem eu mais tietei lá, acho), o @MussumAlive, a @KehhBuchmann — que foi tão carinhosa comigo (apesar de me confundir com o @rafacst hahaha) –, a @madumagalhaes-, a @juzao, o @naosalvo (que sempre me trata de igual pra igual, algo que me deixa honrado pra caralho), o @dr-marcelo, o maluco responsável pela @nairbello (com quem discuti numa mesa de bar a respeito dos particulares sobre sexo anal), o @Na-Igreja — que se prontificou a me dar uma carona ao hotel; jamais esqueço amigos que me ajudam dessa forma –, a linda @Mari-Graciolli, quem mais?

O @Nerdpai, que sempre me ajuda pra caralho em qualquer momento que preciso, o @rafa-coimbra, que passou tão pouco tempo no evento mas que me deixou feliz por poder reve-lo mesmo assim, o @peashrek, a @manusaldanha (que não é palestrante do evento, aliás, pra que vocês não fiquem pensando que só interajo com os “famosos”. Amo essa menina, aliás), o @ianblack e a belíssima @santahelena…


O @pablo-peixoto “sacaneando” o @lucasradaelli

Não posso esquecer também do @bqeg, o Marcel. Mais um dos muitos que conheci tretando e acabaram se tornando não só um amigo, mas um GRANDE amigo. É como o @gravz e o @emersonanomia: ele serve como um irmão mais velho por proxy, me dando conselhos sobre as minhas inacabáveis neuroses.

Se esqueci alguém, não é porque você significou menos pra mim. É apenas um testamento da minha péssima memória.

Acho que o saldo geral do Desencontro sintetiza-se em uma palavra: carinho. Dos organizadores do evento, passando pelo público que veio aqui nos ver, e até aos próprios outros palestrantes, havia uma aura de carinho muito grande durante todo o evento.

Isso torna-se evidente nas fotos e nos vídeos do Desencontro, em que freqüentemente estamos nos abraçando com força ou distribuindo beijos. E intangível ao registro fotográfico era a atmosfera de confidência, de velhos amigos se encontrando pra conviver ao máximo durante aqueles 3 dias.

Em relação a experiência emocional do evento, obviamente só posso falar por mim mesmo. Eu tenho uma facilidade imensa de me apegar às pessoas, e sou bastante sensível (olha que bicha louca) a certas coisas — em particular, a ser tratado com carinho. Talvez por isso, meu relato pareça piegas demais, mas foda-se — não vou manter um blog se não puder ser sincero comigo mesmo em relação a como me sinto.

Por isso, digo que foi maravilhoso, sem nenhuma hipérbole, estar durante aqueles 3 dias com vocês.

A sensação de pertencer a um grupo, de ser querido por essa gente a quem tanto admiro, de compreender vocês e de ser compreendido por vocês e, finalmente, a sensação de ter um propósito. De ser importante. O lembrete de que, por mais insignificante que eu às vezes me sinta, de um pequeno modo estou causando um impacto na vida de alguém. A sensação de que há pessoas que ficariam tristes se eu de repente parasse de fazer parte da vida delas.

Eu disse (diversas vezes) que o Desencontro do ano passado foi o melhor evento da minha vida. A segunda edição do evento tomou esse lugar.

Como conclusão, só posso dizer que me sinto extremamente sortudo e privilegiado de poder, ainda que brevemente, experimentar esse estilo de vida — as festas com grandes amigos, o carinho intenso (de mão-dupla, aliás) de pessoas que sabem que em breve se separarão por muito tempo, e a sensação de ser uma celebridade nesse microcosmo internético.

É por isso que falei de “ressaca emocional”. Sinto que “tomei todas” no sentido metafórico (e não apenas neste sentido, mas deixemos isso pra lá no momento). Entreguei-me completamente à emoção de pertencer a esse grupo, e agora a melancolia de ir pra muito longe de vocês me faz pensar, como o bebum na manhã seguinte, que eu deveria ter me limitado mais.

Mas, como falei no começo, me apego muito facilmente às pessoas. Fazer o que…

E que venha o Desencontro 2013. Espero poder rever todos vocês.

Agora deixa eu ir jogar um Mario Worldzim ou alguma coisa assim antes que eu pare pra pensar que minha residência canadense me impedirá pra sempre de passar muito tempo com vocês e eu fique todo melancólico aqui.

” target=”-blank”>E aqui está o videozim que fiz do evento, se você ainda não o viu.

![CDATA[/p

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe sua opinião aí. Você não tá fazendo nada mesmo!

comments

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

2 Comentários \o/

  1. JUNIOR says:

    fuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

  2. @IceVinii says:

    Caaaraca Kid, no video da pra sentir a emoção cara.