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A pergunta que nenhum anarcocapitalista consegue responder

Postado em 19 March 2017 Escrito por Izzy Nobre 65 Comentários

[ Update ] Depois das respostas que recebi, o texto foi atualizado. Confere o adicional lá embaixo.

***

Esse é o assunto da semana. Vai se acostumando aí.

Eu tenho uma pergunta simples pros ancaps. Toda a filosofia dos caras se baseia na resistência à ilegitimidade da iniciação de força por agentes ilegítimos (ou seja, aqueles com os quais você não assinou contrato algum e não reconhece a autoridade).

Ok, vamos partir do princípio que a idéia é auto-evidentemente válida. Ela tem de fato um certo mérito, ao menos superficialmente, antes que você comece a analisar situações mais a fundo.

Igual faremos agora.

Imagine que estamos na utopia anarcocapitalista de Daniel Fraga e Paulo Kogos.

(Aliás, quando os ancaps concordam com que esses dois dizem, são expoentes do movimento, intelectuais sem rivais, exímios debatedores com os quais poucos conseguem competir em pé de igualdade. Exceto quando discordam, aí Fraga e Kogos viram piadas dentro da comunidade e eu sou burro por sequer dar atenção a eles. Ancaps mudam isso a bel prazer conforme é conveniente. Não podemos esperar muita coerência de um grupo anárquico que frequentemente cita em tom de autoridade os escritos de um cara que era explicitamente anti-anarquia, né…)

Então, no mundo ancap, ninguém te obriga a pagar pelo serviço dos tribunais, ou da polícia. Existem vários serviços policiais competidores, você assinaria um contrato com a que você quer que te sirva, ou não assinaria com nenhuma.

E foi o que você decidiu: sendo você inteiramente livre, você não assina contrato com polícia alguma ou tribunal algum. Você existe completamente à parte do sistema jurídico no que diz respeito a financiar — e portanto utilizar — o sistema.

Suponhamos que você esteja numa praça, tranquilo e feliz, lendo The Ethics of Liberty embaixo de uma árvore. Primeiro você perguntou ao dono da árvore se tem a autorização pra se aproximar dela, e ele consente após uma rápida revista (embaixo desta árvore em particular é proibido fumar, e ele quer ter certeza que você não tem um maço de cigarros no bolso). Você pagou a taxa ao dono da árvore para poder se abrigar embaixo de sua sombra, após uma breve discussão de qual das 80 moedas competidoras o dono da árvore aceita (após uns 15 minutos pra pesquisar qual das criptomoedas na sua carteira virtual tá em câmbio mais favorável pra você hoje), e assinar um contrato de 5 páginas delimitando o que você pode ou não pode fazer embaixo da árvore, e optando pelo plano que NÃO permite a divulgação de selfies embaixo da árvore no Instagram pra economizar um pouco.

Com eu estava falando, uma utopia livre daquelas burocracias estatais que só complicam a vida do cidadão.1

Nisso chega a McDonalds™ Police Services

A imagem de uma força policial militarizada completamente sob mandato de uma entidade privada e indiferente ao seu voto ou representação te conforta imediatamente porque isso é o retrato da mais pura liberdade, mas nesse dia você tem motivos pra se preocupar.

Os 3 jagunços armados da MPS sao acompanhados de alguém que você nunca viu na vida (digamos que o nome dele é João), mas que alega que você cometeu um crime contra ele. O João está convencido, ou pelo menos parece convencido, de que você cometeu um crime contra ele. Talvez ele esteja até certo: com esses cinquenta tribunais competidores, e tudo ao seu redor pertencendo a alguém, é difícil saber que lei vale onde e quando você realmente cometeu um crime contra alguém. Será que você encostou numa parede privada sem antes abrir o Uberede pra aluga-la temporariamente pra amarrar o cadarço hoje de manhã?

Pois bem. Você, como uma entidade completamente à parte do sistema policio-jurídico, não concordou se submeter à autoridade da MPS. Eles são simplesmente homens como você, só que armados. Você, como todo bom cidadão livre, também tem uma Glock 18 no bolso da calça, mas a situação aqui são 3 contra um.

O oficial da MPS informa que você foi acusado de um crime, e portanto deve paralizar suas atividades e acompanha-los algemado à delegacia da McDonalds Police Services mais próxima.

E aí fica a pergunta.

O que você faz neste momento?

Se você for de fato um fiel praticante do libertarianismo, você vai se recusar terminantemente a acompanhar os jagunços da MPS. Afinal de contas, você não tem contrato algum com eles, logo, você não reconhece sua autoridade, logo, eles não tem qualquer direito legítimo de deter a sua pessoa.

E aí o jeito vai ser passar bala pra se defender dos caras, deixando sua esposa com uma conta do dono da árvore do parque porque o contrato que você assinou proibia terminantemente a efetuação de disparos lá.

Você morreu. The end.

A segunda opção é você se submeter à força de uma entidade cuja autoridade você não reconhece, sob pena de iniciação de força letal, por motivos moralmente inválidos (já que você foi acusado sem razão), e depoooooois você discute a ilegitimidade da ação no tribOh wait, você não tem convênio com tribunal algum. Você é um ser a parte do sistema jurídico, lembra? Correr pra assinar o seguro-advogado depois da situação não funcionaria, já que seguros não costumam cobrir eventualidades que ocorreram ANTES de você assina-los.

Usar um serviço FORA dos planos de seguro geralmente são bem mais caros, então você ia gastar uma grana absurda pra processar o João… num tribunal com o qual ele não tem contrato, e portanto não reconhece.

Então ele simplesmente não comparece. E você não tem dinheiro suficiente pra custear a condução coercitiva do João ao Tribunal da Nintendo.

O que é uma pena, porque você tava afim de testar se o Konami Code funciona no cenário jurídico

Essa commodity-zação de justiça é um dos inúmeros motivos pelo qual o anarcocapitalismo desmorona se você avaliar a praticidade do modelo, em vez de se ater às filosofias de adolescentes refutadores de Facebook que “debatem” igual esse cara. Na prática, a diferença do Estado à anarquia capitalista2 é que no Estado, existe UMA entidade sem legitimidade pra iniciar de força com a qual você precisa lidar.

Numa nação ancap com 50 polícias onde você têm convênio com apenas uma, existem então QUARENTA E NOVE entidades armadas com a autonomia pra iniciar força contra você, quarenta e nove entidades cuja autoridade você não reconhece, e você não tem escolha senão se sujeitar a isso exatamente da mesma forma que já fazia quando o Estado existia. Ou isso, ou tomar bala.

O que você visava extinguir, o problema de uma entidade que você nao reconhece exercendo força ilegitima contra você, se MULTIPLICOU.

O problema que o anarcocapitalismo tinha como objetivo resolver tornou-se literalmente pior.

Com o agravante é que agora, quem inicia a força contra você é uma entidade armada sendo diretamente paga por alguém que tem algo contra você. Num mundo em que todo mundo ganha exatamente o mesmo, isso seria um pouquinho menos preocupante, porque a sua capacidade de retaliação seria equivalente a do agressor, gerando assim uma mini-MAD. Um mundo em que eu ganho o dobro do salário do meu vizinho seria um terreno fértil pra injustiças.

Esse é o dilema. Ancaps que batem o pé e insistem que a questão é o fim da iniciação de força por uma entidade ilegítima precisam admitir que este mesmo fenômeno aconteceria rotineiramente no anarcocapitalismo, possívelmente com MAIOR frequência pela inevitabilidade da multidude de agentes policiais privados, e que portanto é ilógico fundamentar a defesa desse sistema na suposta extinção da relação “homens armados impondo força em pessoas pacíficas”.

Admitir “é, até seria o mesmo, mas pelo menos eu não pagaria mais impostos!” é até válido… mas aí você vai ter que abandonar esse discurso de luta ideológica contra a ilegitimidade da iniciação de força, e admitir que o ímpeto de defender essa ideologia é que você quer apenas ter mais dinheiro em caixa pra comprar uns negócio no eBay — foda-se os inúmeros sendo presos ilegitimamente todo dia como resultado disso3.

Mas me responde.

MPS na sua cara, armas em punho, e você sendo “convidado” a ir à delegacia algemado prestar depoimento. Você não assina contrato com eles nem os reconhece como figura de autoridade.

Cê vai de boa, se submetendo ao que é na prática a MESMA iniciação de força ilegítima do Estado, ou finca o pé, põe em prática seu discurso e passa bala nos caras? Ou você vai discutir que a iniciação de força da MPS é menos ilegítima porque ao menos você não tá dando dinheiro a ela… o que significa dizer que eu estou menos errado em te dar um soco se eu não te cobrei por isso antes…?

No próximo post, elaborarei minha teoria de por que é tão díficil dialogar de forma produtiva com ancaps. Essa imagem deixa a pista:

(Ancaps que querem me xingar por eu ousar criticar o modelo no meu próprio espaço privado no qual você entrou voluntariamente: sintam-se à vontade, não vou apagar nada. Preciso de mais exemplos de vocês chilicando como crianças mimadas pro próximo post.)

[ Update ] Estou fora de casa num teclado sem acentos, peco perdao antecipadamente pelo aparente analfabetismo. Ao chegar em casa, corrigirei a ortografia e apagarei este trecho.

Apos receber mil respostas completamente non-sequitur aqui, no Facebook, e no Twitter, ficou flagrantemente claro que os ancaps simplesmente nao conseguiram sequer entender o dilema proposto pelo texto (nao entenderam as piadinhas, tambem, mas eu ja espero isso deles).

Vou tentar simplificar.

No cenario que eu descrevi, Joao aciona a McDonalds Police Services pra prender o Marcelo (que NAO tem contrato com a MPS, nao reconhece sua autoridade nem sua legitimidade). Marcelo NAO cometeu um crime; Joao esta enganado, ou recebeu uma denuncia erronea.

Neste caso, a MPS vai la, a pedido de seu cliente, efetuar a prisao do suspeito.

A MCDONALDS POLICE SERVICE TEM LEGITIMIDADE PRA EXECUTAR ESSA PRISAO DE UMA PESSOA PACIFICA QUE NAO ASSINOU CONTRATO ALGUM COM ELA E NAO FERIU A PNA DE NINGUEM?

(Isso nao eh nenhuma situacao hipotetica mirabolante; basta alguem acionar uma policia privada pra prender um sujeito inocente que nao tem contrato com aquela policia especifica, e portanto nao reconhece sua autoridade. Pessoas inocentes sao presas por engano o tempo inteiro. Eh impossivel previnir isso.)

Se o ancap responde que SIM, a MPS tem legitimidade pra prender o Marcelo, eles estao dizendo que uma entidade armada “mais forte” tem autonomia moral pra prender alguem que nao feriu a PNA de ninguem, e assim forca-lo a fazer algo contrario a sua vontade — em essencia, o sequestrando.

Ao falar isso, o ancap essencialmente nao perde a capacidade de objecao moral contra o Estado, porque quando o Estado prende alguem, eh exatamente isso que esta acontecendo. Por que a MPS pode, e o Estado nao? Em todos as suas descricoes do modelo anarcocapitalistas, eles diriam que a MPS tem poder sobre voce porque voce assinou contrato com ela dando esse consentimento.

Mas basta um cenario em que voce NAO tem contrato com a policia em questao que a doutrina desmorona.

Se o ancap responde que NAO, ele esta tacitamente admitindo que a policia privada nao poderia funcionar de forma moral, a menos que existisse apenas UMA policia a que TODOS pagassem e a comunidade como um todo concordasse unanimemente que ela tem poder e autoridade pra prender a populacao… que eh exatamente o sistema que temos hoje.

O ponto do dilema eh ilustrar que mesmo se adequando ao que os ancaps propoe, o sistema eh inerentemente instavel, pragmaticamente inviavel, e vai pouco a pouco, inevitavelmente, se organizando como o que temos hoje. A prevalencia do modelo estatal em todos os paises do mundo apos vinte milenios da existencia humana neste planeta parece propor que o sistema estatal eh simplesmente o de menor entropia, ou seja — tudo acaba no Estado.

Vamos la, segundo round, ancaps.

A MPS tem legitimidade pra prender o Marcelo nesse cenario? Sim ou nao? Sem firulas, sem rodeios, sem palavras bonitas pescadas do site do Instituto Mises. SIM OU NAO?

[ Update 2 ] Ancaps provam constantemente que não conseguem entender coisas simples. Nos comentários, vi vários falando MAS A POLÍCIA NÃO PODE PRENDER NINGUÉM ANTES DO JULGAMENTO ENTÃO SEU ENUNCIADO ESTÁ ERRADO, o que é um completo disparate.

Sim, a polícia prende pessoas baseando-se na acusação pra então investigar tal acusação. Alguns respondem em liberdade, outros permanecem presos até a data do julgamento. Vocês estão saindo pela tangente com uma burrice.

Parem de ser burros, assim fica difícil.

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Categorias: ancap

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", e moro no Canadá há 13 anos. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

65 Comentários \o/

  1. Juca Amil says:

    Esse post me lembrou o episodio (S03E02) de Todo Mundo Odeia o Chris em que o Caruso apanha do japonês e decide abandonar o posto de valentão da escola. Como resultado, surgiram vários Carusos diferentes para assumir seu lugar.

  2. Raphael Alves says:

    Olá, Izzy. Não sou ancap, considero-me liberal ou minarquista e já adianto que não vou me propor a responder, do ponto de vista ancap, a questão trazida por você. Mas, gostaria de trazer uma questão: você disse que Mises é frequentemente citado em tom de autoridade pelos ancaps, certo? A questão é que o anarco-capitalismo, embora tivesse raízes na escola austríaca, inclusive com a praxeologia de Mises, tem mais base, como estrutura ideológica e econômica, no anarquismo individualista de Rothbard. Dessa forma, não é estranho que Mises e outros nomes da Escola Austríaca, mesmo os contrários à ausência total de um Estado, sejam citados, pois foram a base do anarco-capitalismo rothbardiano. E mais, não me parece inadequado vermos autores que divirjam em alguns pontos serem agrupados como “autoridades” para algumas ideologias.

  3. Pedro X. says:

    Vc criou um monte de situações que não existiam antes do estado, de onde vc tira que seria mais fácil gerir uma sociedade desse jeito, por que as pessoas aceitariam ir a um lugar que não tem escrito na porta só uma placa com “seguimos as normas da lei de comércio”?

    Quem iria sua submeter a um lugar extremamente burocratico pra poder realizar coisas do dia a dia, não sei se entra no seu entendimento humano, mas as pessoas na verdade buscam menos burocracia, ou se vc pudesse escolher entre atravessar a cidade e preencher relatórios ou só preencher na sua casa através da Internet vc iria escolher o primeiro?

    Se sua maior preocupação é com a burocracia possível de existir, hoje as pessoas já fogem disso e tendo a possibilidade de simpleficar muita gente vai tentar simplificar e oferecer esse serviço, isso também é um mercado.

    Se vc se preocupa com os pobres, nesse sistema vc poderia agir em relação a isso, diferente de hoje que o estado regula a caridade, ela seria livre e com certeza as pessoas não vão deixar de se preocupar com as outras pq sumiu o estado… Seria como eu te dizer que se não tenho arma dentro da minha casa todas as pessoas que vierem aqui me roubarão, não faz sentido prático acreditar que o caos é uma coisa desejável e que todos buscariam intensamente continuar no caos e não resolver conflitos. Eu quero resolver conflitos e acredito que vc também.

    Sobre essa descentralização, as leis não são exatamente assim. O modelo mais discutido é de secessão máxima, tipo seu bairro é um país, e dentro dele se obedece o princípio da não agressão como lei absoluta e podem ser decididas leis morais que todos seguiram nesse lugar, um forasteiro no seu país é ilegal assim como em qualquer pais do mundo atual. A descentralizacao da justiça não é feita pra forçar leis que vc não se submeteu e sim arbitrar em contratos que vc faz parte. Isso de fugir da justiça te transforma em um fora da lei, simples assim. Então não tem incentivo de vc não ter uma justiça pra responder por vc e te auxiliar se vc for acusado de algum crime, pq sendo um fora da lei vc não responde a sociedade e ela te considera um inimigo público, no estilo de por sua foto atrás do leite com dizeres procurado e recompensa haha.

    Se sua preocupação é com a ética, seus problemas acabaram, a escravidão foi abolida na maioria dos países do mundo, mesmo assim ainda existe a escravidão governamental, afinal vc mudar seu senhor de quatro em quatro anos não te tira da posição de escravo que vai obedecer tudo que eles mandarem.

    Então o objetivo do Anarco capitalismo nunca foi resolver todos os seus problemas que vc acha que vai existir, esse é o objetivo do empreendedor e seus empreendimentos. O libertarianism é uma negação à escravidão ao estado e a libertação das pessoas dessa máquina de extorsão, não é sobre libertinagem, inclusive autores concordam entre si que seria muito mais restrito esse tipo de libertinagem que destrói sociedades.

    Sobre regulação, a maioria das regulaçoes são proteções a empresas amigas dos estado contra a concorrência. Além de ser imoral a coação de indivíduos por infringir danos próprios, a população é capaz de escolher regulaçoes privadas e de parar de consumir algo que eles não considerem seguro se tiverem outras opções. Afinal as maiores reguladoras que são confiáveis já hoje são privadas como as ISO da vida.

    Não é sobre liberar as drogas pra todo mundo ficar doidão e sim sobre não proibir todos de fazer algo arbitrário e tirar a responsabilidade da pessoa escolher o que é melhor pra ela e sua família.

    Tipo só tentei esclarecer que a natureza humana não gosta de burocracia, humanos não produzem bem acorrentados e ninguém buscaria isso dentro de uma sociedade em que se pode escolher seus prestadores de serviços livremente.

    Mas uma coisa recorrente aonde existe estudo sério é que vc tenta simular um ambiente estatal dentro do ancap por isso suas teorias ficam meio doidas Kkkkk só lembrar que sem o estado pra dar uma ajudinha, as empresas que são imorais não são bem vista e respondem por isso em faturamento. Então uma polícia do McDonald’s que é abusiva iria causar uma visão extremamente negativa da rede McDonald’s e não teria quem dar uma ajudinha externa, eles responderiam por isso financeiramente.

    • Izzy Nobre says:

      Voce nao respondeu a pergunta. Repito:

      A forca policial privada com a qual voce NAO tem contrato tem legitimidade pra te prender?

      • PNA says:

        E o PNA? Você no seu texto cheio de situações hipotéticas não falou nada sobre o PNA. Eles não tem porque fere o PNA. E não possuem legitimidade pela livre concorrência do mercado no qual eu posso recorrer.

        • Izzy Nobre says:

          Nao entendi seu argumento. A policia nao vai me prender a mando do Joao porque isso fere o PNA? Mas o Joao falou pra policia que eu feri o PNA.

          • Cesar Scur says:

            Gostaria que alguém mais gabaritado como o Raphael ou o Alexandre te respondessem, mas essa sua pergunta é bem simples pra mim responder.
            A policia tem o trabalho de proteger e não de prender. A policia que vc tá imaginando é a policia atual, mas a que vc deveria estar pensando é as seguranças privadas que fazem ronda, já bem comuns aqui no Br. Prender inclusive é um artefato do estado. Não existe valor nenhum pra quem foi lesado em ter o criminoso em uma caixa. Por isso quem sofreu o dano seria indenizado. E o mais importante, como que vc vai ser preso se ainda não foi julgado? A ideia do ancap não é uma terra sem leis, mas sim sem leis contraditórias que dão poderes pro estado que são ilegais, como o direito de cobrar imposto a força e prender uma pessoa. Pra entender o conceito de lei natura e lei de propriedade da qual o PNA ou NAP (que são simplificações toscas) derivam basta assistir o video do Alexandre Porto pra uma explicação curta ou ler Bastiat -- The Law.

          • Izzy Nobre says:

            >E o mais importante, como que vc vai ser preso se ainda não foi julgado?

            Essa pergunta é séria? Acusados de um crime SEMPRE são presos antes do julgamento, então autuados, e aí decide-se se ficam presos até o julgamento, ou se respondem em liberdade.

            Eu tenho a impressão de que alguns de vocês não entendem como o processo funciona.

          • Danney says:

            “A policia tem o dever de te proteger”. Os caras tão armados, se eles decidirem que a melhor maneira de te proteger é te matando? (Mortos não sofrem perigo) Quem vai impedir?

  4. Natan says:

    Aew Izzy que ver mais vivendo no canada!!!

  5. […] injustiças cometidas através do sistema que você defende e vai para a internet escrever textos estúpidos e trollagens direcionadas aos que propõem um sistema diferente. Seja como for, no estatismo, a […]

  6. Fabricio Biazzotto says:

    Mais um espantalho refutado…

  7. Aileoz says:

    Na boa. Que babality(!). Galera ancap não para pra pensar com os próprios Tico-e-teco, fica presa nos devaneios rasos de internet, e não consegue perceber a incoerência do próprio ~pensamento~.

    O pior é que eles têm respostona pronta pra tudo. Logo chega um ás do PNA cacarejando sandices, mas responder à sua pergunta, que é bom, nada! 😀

    • Izzy Nobre says:

      Voce nao respondeu a pergunta. Leia o update ao texto.

      • Caio says:

        Nem você respondeu a minha.

        • Izzy Nobre says:

          Caraio, que conversa de maluco. Meu texto propoe uma pergunta, voce spameia seu site que nao responde a minha pergunta, eu pressiono voce por uma resposta novamente e voce me manda essa?

          Eu nao fui bater no seu site, e portanto nao tenho interesse algum na sua pergunta. VOCE veio no meu.

          Responda a pergunta do post ou toma um block agora. Decisao eh sua.

          • Caio says:

            Eu não spameei “meu site”. Apesar de ter colocado esse link, eu RARAMENTE posto algo nesse site e coloquei aí só como forma de agregar uma resposta a você. O texto foi a forma como eu decidi te responder. E por mais que você ache que não está de acordo com o proposto, você também não é capaz de respondê-lo por um motivo óbvio, o mesmo motivo, aliás, pelo qual uma resposta direta ao seu texto seria infrutífera para AMBAS as partes. Por isso, preferi respondê-lo dessa forma. Se você não consegue enxergar o motivo, o problema não é meu. Mas a verdade é que você nem ao menos TOCA na teoria libertária pelo simples motivo que você não tem capacidade para tal. Toda sua argumentação gira em torno de SUPOSIÇÕES e experimentos mentais que não provam por A + B que você está correto. Meus argumentos não dependem de suposições. Se algum dia você provar que (a) é legítimo agredir inocentes e (b) é possível realizar cálculo econômico sem sistema de lucros e prejuízos, aí sim você terá chegado ao ponto central da teoria libertária. Até lá, você não provou nada.

          • Izzy Nobre says:

            Não resoondeu a pergunta.

            >Se algum dia você provar que (a) é legítimo agredir inocentes

            Seu burraldo, a idéia de uma polícia privada INERENTEMENTE agride inocentes, essa é justamente a questão aqui. Pelo jeito você nem leu.

            Toma seu block.

          • Danney says:

            “Toda sua argumentação gira em torno de SUPOSIÇÕES e experimentos mentais que não provam por A + B que você está correto. Meus argumentos não dependem de suposições.”

            Esse cara tem que estar zuando, só pode! hahahaahahaha

  8. Abdul Alalm Alabdi says:

    Acompanho esse debate e queria aproveitar a oportunidade para questionar o seguinte cenário:

    Dentro de minha propriedade privada decido construir bombas de gás Sarim capazes de matar milhões e devastar metrópoles. O famoso PNA (Princípio da Não-Agressão) na sociedade AnCap é voluntário ou posso não concordar com ele e simplesmente matar todos e tomar as cidades pra mim?

    • Dentro do sistema proposto por estes (malucos) ancaps, você tem todo o direito de fazer o que quiser na sua propriedade, mas não tem o direito (na verdade nem a moral) de matar pessoas inocentes. É mais ou menos como confiar uma câmera de gás ao hitler (e dizer para ele não usar) -- resumindo: o sistema dos ancaps acredita no ser humano (e nega toda uma história de vários séculos que prova o contrário -- que o ser humano não é bonzinho-)

  9. Guilherme Canoa Amador de Oliveira says:

    Izzy, um ponto essencial sobre o anarcocapitalismo que você esqueceu:
    Ninguém pode ser punido antes de um processo terminar. Não pode haver punição sem julgamento.
    João não pode atirar nem prender o outro cara. É permitido uma defesa mínima no momento que ocorre a agressão.Como João não corria risco nenhum ali no momento, não podia tomar ação nenhuma contra o acusado. Nem mandar prende-lo sem julgamento. A polícia existe pra proteger propriedade privada, e você não estava violando nenhuma.

    • Guilherme Canoa Amador de Oliveira says:

      Respondendo a pergunta: você sendo acusado de um crime teria sim que se submeter a julgamento. Porém ambas as partes devem concordar com o mesmo tribunal privado antes de serem julgados.
      Esse caso do indivíduo que vive sem NENHUMA justiça seria extremamente raro. A justiça faria parte do contrato de outras propriedades. Ex: quando você compra uma casa, é especificado no contrato o tribunal que ficará responsável. Se você estava nessa praça, nessa cidade, todas privadas, estava de acordo com a justiça do local.

      • Izzy Nobre says:

        >Respondendo a pergunta: você sendo acusado de um crime teria sim que se submeter a julgamento.

        Se eu digo “sou inocente, não vou e pronto”?

        >Esse caso do indivíduo que vive sem NENHUMA justiça seria extremamente raro. A justiça faria parte do contrato de outras propriedades. Ex: quando você compra uma casa, é especificado no contrato o tribunal que ficará responsável. Se você estava nessa praça, nessa cidade, todas privadas, estava de acordo com a justiça do local.

        Você não percebe, mas está descrevendo como o Estado se formou. Essa obrigatoriedade de usar os sistemas “voluntários” eventualmente aglutina tudo num estado. A prova disso? Aconteceu em literalmente o mundo INTEIRO.

        • Guilherme Canoa Amador de Oliveira says:

          Caso seu desejo seja nem sequer ser julgado, você ficará marcado publicamente como alguém quem recusou todas as justiças. Semelhante a alguém que ficou devendo em vários bancos. Dificilmente alguém negociaria algo ou viveria com você.
          Não, isso não estimula as pessoas a terem uma vida outlaw. Basta lembrar que a legítima defesa é permitida e ladrão nenhum teria a facilidade pra assaltar que já tem hoje.
          De novo, pra certas coisas (maioria) você já faria parte de alguma justiça quando NEGOCIOU, voluntariamente, sobre certa propriedade. Totalmente diferente do contrato social estatal.
          Eu compro uma casa e no contrato é especificado qual justiça terá responsabilidade caso houverem problemas. Ambas as partes concordam estar na mesma justiça. Isso já existe hoje no futebol, onde os times aceitam participar de uma certa justiça privada para jogar certos campeonatos.
          Sem coerção institucionalizada.

          • Izzy Nobre says:

            >você ficará marcado publicamente como alguém quem recusou todas as justiças

            Fico marcado onde…? Vamos elaborar o raciocínio. Imagino que você se refira a uma espécie de SPC/Serasa social né? Haveriam vários, obviamente. Quem paga pra manter meu nome lá (Afinal, pôr meu nome lá seria um serviço, eles não fariam de graça). Meu acusador pagaria em todos os SPCs/Serasas? Pra manter lá até eu morrer? E o SPC/Serasa social aceitaria pôr meu nome lá sem confirmar comigo antes pra avaliar a veracidade dos fatos? Então qualquer um pode colocar o nome de qualquer um neles…?

            Em outras palavras, no seu sistema, eu desembolso, digamos, mil reais, e arruino a imagem de alguém permanentemente pro resto da vida, e ela que se vire pra limpar o nome agora?

            Você realmente acha que isso funcionaria perfeitamente sem abusos?

            Isso não faz sentido algum mano.

            >Eu compro uma casa e no contrato é especificado qual justiça terá responsabilidade caso houverem problemas.

            E é nesse momento que você começa a perceber que a “voluntariedade total” é um conto de fadas, e que pra sociedade funcionar algumas coisas TEM que ser empurradas pra todo mundo.

            É por isso que críticos do anarcocapitalismo fazem essas perguntas. Porque ao explicar a “solução” pra elas, vocês vão, sem perceber, montando o estado que já temos hoje.

    • Izzy Nobre says:

      E como a polícia obriga o acusado a participar do processo investigativo…? Você parece que acaba de confirmar que a polícia ancap não poderia funcionar, exceto em casos de flagrante óbvio.

      Não tou falando que a MPS naquele caso iria jogar o cara na prisão antes de um processo. Acontece que pra o processo acontecer, geralmente o acusado é preso e autuado. E a polícia ancap falha já no começo disso, já que não teria legitimidade pra prender ninguém.

      • Danney says:

        Isso tudo sem pensar que como vão fazer pra processar a pessoa física já que não haverá um registro. É só alegar ser outra pessoa que já fudeu com tudo.
        “Ah, mas você não pode provar ser outra pessoa”
        E também não pode provar ser você mesmo, já que não existe algo que reconheça você quanto pessoa.
        AnCap é a maior idiotice que eu já vi na minha vida! Dá dó desses caras

  10. Italo says:

    Respondendo: Os polícias não tem legitimidade, pois estão cometendo CRIME. Tudo oq os polícias fizeram foi cometer crimes. Eles cometeria crime em qualquer regime político.

    Agora qual a diferença da sua situação entre um assaltante te roubar hoje? Ou vc dá seu celular ou ele te mata. Ou os 2.Tudo foi cometer crimes.

    Crimes vão ocorrer no socialismo, ancap, democracia, comunismo, e em todos as organizações. Entende isso.
    Vc diz que o sistema jurídico do ancap é instável. Vc já foi a algum congresso mundial jurídico? TODOS os países reclamam da alta litigância desnecessária, da morosidade, e da pouca eficiência.

    • Izzy Nobre says:

      Você provou meu ponto — a menos que a polícia ancap prendesse alguém EM FLAGRANTE, quando as provas do crime são claras e inegáveis, todas as prisões efetuadas por eles seriam potencialmente criminosas e ilegítimas.

      >Agora qual a diferença da sua situação entre um assaltante te roubar hoje?

      Você ACABOU de me dizer que a polícia ancap e um ASSALTANTE são equivalentes, e no entanto você me diz que o sistema policial ancap seria moralmente superior…? Isso se chama dissonância cognitiva.

  11. Nando says:

    Não tem como vc prender alguém, ou conduzir alguém sem provas. A empresa que fizer isso está fadada a fracassar pq ninguém vai querer por dinheiro em seu mini estado, fora as chances de retaliação, nas quais mesmo se a milicia saísse vitoriosa haveria um custo que poderia ser evitado, isto é se a milicia usasse alguma lógica (coisa que a do exemplo não usa).
    A MPS não tem legitimidade se não tiver provas de que foi Marcelo de fato. Simples, Marcelo deve ser uma pessoa comum, ele pode muito bem contratar um advogado e se o João querer prender o Marcelo deverá passar pelo julgamento. Esse cara vai ter que provar que Marcelo é culpado, prender o Marcelo sem provas é um golpe duro contra a imagem do tribunal. Haveriam outros concorrentes que adorariam essa brecha para mostrar uma superioridade e julgar a questão mais a sério.
    Enfim, não é pq vc não sabe a solução para o problema que ela não exista. Pode até ser que pensem em soluções melhores do que a que pensei durante seu texto, essa é a graça do mercado.

    • Izzy Nobre says:

      >Não tem como vc prender alguém, ou conduzir alguém sem provas

      Então a polícia privada só serviria pra prender pessoas em flagrante? Todo crime que não fosse em flagrante passaria em branco?

      • Nando says:

        Não precisa ser pego em flagrante para que você possa ter provas. Vc precisaria de um conjunto de provas que realmente comprovasse o crime.
        (Todos são inocentes até que se prove o contrário)

    • Danney says:

      Um tribunal que prende sem provas, com certeza seria o mais procurado. Cidadãos mandariam prender uns aos outros só por não se darem bem. Afianl não precisam de provas pra nada.
      Ou você acha que todo mundo tem um bom coração? Quer mesmo depender da boa vontade do próximo? Deixa de ser idiota cara!

  12. Leonardo Freitas de Almeida says:

    Olá, izzy.
    Bem, não sei se minha resposta vai fazer diferença na questão, mas pelo proposto, não “deveria” haver a prisao pela McPolicia.
    A ideia de prisao preventiva deriva da autoridade estatal. Nos casos previstos pelo codigo de processo penal (acusado representa perigo pra instrução processual, perigo de fuga e perigo praa vitimas).
    Grosso modo, o valor por trás da prisão pre-processual eh preservar as pessoas, o processo ou mesmo o acusado.
    No caso da prisão em flagrante, ela deriva da necessidade de terminar a continuidade delitiva. Nao raro, ela acaba sendo relaxada, se provado q o acusado pode responder o processo em paz.
    Tudo.deriva do poder do estado, atraves da legislação.
    No ancapistao, a policia seria especialmente defensiva. Os serviços judiciais, inicialmente pactuados mas relativamente independentes.

    Se temos uma situação de ancapistao, o acusado deveria ser citado direto, sem prisão preventiva.
    Alias, uma policia que prende direto no ancapistao estaria ela mesmo incorrendo em.crime contra a liberdade alheia. Poderia sofrer ojeriza, processo e ate mesmo terminar suas atividades por boicote.
    Entao, no ancapistao nenhuma policia tem.moral pra realizar prisões pre processuais exceto em flagrante.
    A base eh pq a atividade policial no ancapistao eh a repressiva, tipo pm, que só prende pre processualmente por ordme judicial. Nao haveria ordem de prisão pre processual najustica do ancapistao.
    Caso a Mcpolicia prenda alguem preventivamente, mesmo q por um motivo “JUSTO”, tendo cometido algum delito, ainda assim.nao teria lei por trás para se arvorar.
    Ainda.estou estudando essas questões, vejo umas falhas. Mas nada q invalide o liberalismo.
    Talvez o problema da sua visao dos ancap seja a rapida associação aos sovereign citizen, q vc mesmo escrachou antes. Nao eh a msm coisa, os sovereign sao agoristas extremos demais.
    No mais, abraços.

    • Izzy Nobre says:

      >mas pelo proposto, não “deveria” haver a prisao pela McPolicia.

      E este é o problema. Esse dilema prova que a polícia privada seria tão ilegítima quanto o Estado.

      • Leonardo Freitas de Almeida says:

        Izzy, a atividade investigativa da Polícia difere da atividade repressiva. No exemplo, a prisão seria algo nao repressivo, seria pra conveniencia da instrução processual. E isso, essa conveniência, não há na justiça ancap.

        A investigação policial na verdade seria englobada pela atividade jurisdicional.
        As polícias privadas funcionariam como a segurança particular: defender propriedade e repelir agressões.

        A própria noção de crime e pena seria outra no ancapistao. O ser humano que gerasse uma suspeita de delito e obstruisse a ação investigativa direto de algum tribunal privado obviamente q nao.sofreria as mesmas sanções q o estado propõe (encarceramento), mas poderia sofret outro tipo de sanção de acordo com a sociedade local, boicotes, proibições de acessos e afins.
        Nao haveria o “público” ou”espaço minimo público” a qual ele pudesse recorrer como minimo existencial.
        No ancapistao a autonomia dele dependerá sempre da relação com seus vizinhos/concidadãos.

        Essa realidade ancap parece muito com.a realidade d emuitos municípios do interior do piaui, onde trabalho: quando muito, tem 2 ou 3 policiais. E nao existe a chuva de crimes q se preconiza no “vacuo” estatal.

        Mas no ancapistao a premissa (crime) e a premissa (procedimento policial) seriam diferebte da q vc propõe, pq a própria atividade policial seria reduzida à defesa contra força, enquanto q a investigação ficaria a cargo dos orgaos judiciais ou a ele vinculados.

        Logo, a McPrisao seria algo levado a conhecimento de todos, equivaleria a sequestro e o mcdonalds seria chamado a responder processo pela familia do sequestrado perante algum tribunal.
        Haveria “n” possibilidades de se resolver a questao, desde composição civil ate multa.

        Acho q.a.dificuldade q vc tem de conceber eh a modificação da esfera criminal: muitos crimes deixariam de ser crimes e seria ilicitos civis, resolvidos commulta e afins.
        Crime só seriam atividades contra vida/propriedade. Sua investigação seria conhecida pelo investigado e qualquer recusa deste em cooperar lhe geraria uma serie de repercussões sociais diretas.
        No ancap ngm eh inocente e perfeito, exatamente por isso eh racional crer que haverá repercussões pra qualquer conduta imoral que embargue a convivência.

        Existe movimento chamado “direito penal mínimo” q justamente vem se opondo a escalada da penalização das condutas. O ancapistao seria o espaço onde o direito penal minimo encontra oe estado minimo.

        • Izzy Nobre says:

          …você AINDA não respondeu o problema. Se você PERMITE que o McPolícia te leve “pra não piorar a situação”, você é conivente com iniciação de força por um agente ilegítimo.

          Se você NÃO permite, o sistema rui, porque cidadãos podendo apenas dizer “fuck the police” leva à ruína. Rule of law é impossível se você pode responder a polícia com “não reconheço sua autoridade”.

          De uma forma ou outra você está sujeito a uma força ilegítima. Qualquer polícia com a qual você não tenha contrato é ilegítima pra você, e como não haveria só UMA polícia…

          • Leonardo Freitas de Almeida says:

            Izzy,

            A polícia do Estado, enquanto entidade, não se torna ilegítima porque alguns membros agiram ilegitimamente.

            De mesma maneira, uma empresa de segurança privada não se torna ilegítima porque alguns membros tomaram ações ilegítimas.

            O que acontece é que esses membros serão punidos e a “instituição” permanece.

            Quando você fala em “rule of law” existem 2 corolários: “due process” (imprecisamente traduzido no Brasil como “devido processo legal”. O sentido em inglês é mais amplo que a expressão brazuca) e “abide by law”(“aceitar” a lei, agir a partir dela).

            [aqui interrompo: vc fez curso de paralegal? Não recordo, lembro q vc fez pra algo da área médica, mas tenho a impressão q entre a loja erótica e a profissão da área médica vc flertou em algo com o direito. Enfim, se estiver chovendo no molhado ou sendo idiota/pedante, me perdoe, não é essa a intenção.]

            alguém só é obrigado a “abide” na medida do “due process”.

            ainda que alguém tolere que seja feito um process “not due”(undue?), no caso da Mcprisão vc não a convalida pela não oferta de resistência.

            A resistência a uma agressão é um direito seu; vc exerce se quiser (ou se achar vantajoso). Não exercer o direito de resistência contra alguém que viole algo seu implica tolerância, não concordância/aceitação.

            Fora que no ancapistão os ancaps não são “johns McLanes”. São pessoas que podem portar armas e se defenderem, mas não quer dizer que em toda situação eles necessariamente lutem ou morram contra opositores.

            Há a opção de se render a uma força maior, ainda que ilegítima.
            Isso não legitima a força, apenas é um reconhecimento que se prefere viver a lutar contra a morte certa.

            Recapitulando, a questão não é que a McPolícia é ilegítima em si; aquela ação de prender é que é.

            Diante desta ação, eu resistir estaria em meu direito tanto quanto eu me entregar à força maior.

            O ancap parte da premissa que a “rule of law” vem do costume reconhecido a partir do direito natural à propriedade e vida, sendo a não-agressão um desdobramento lógico oponível contra todos.

            esses direitos seriam “costumeiros das gentes” como de fato os direitos estadunidense, inglês, creio que o canadense tb o seja. As leis iniciaram como codificação dos costumes legais nesses sistemas, por isso a ausência de uma Constituição ou sua brevidade.
            A ideia é o direito ter como fonte “o costume das gentes”(direito natural a partir da moral) em contraposição ao direito do estado, positivado a partir de um poder constituinte originário pleno e revolucionário.

            Pelo menos é o que penso que esteja no cerne dos argumentos ancap. Não li tudo.

            Por questões como esse sua que o Mises preferia ainda haver Estado pra gerir judiciário/segurança e exército.

            Abs.

        • Danney says:

          Só me explica…
          O quê impediria de uma polícia privada ao meu comando de sair escravizando pessoas que eu encontro na rua? Minha boa vontade?Ou outra polícia privada? O que impediria uma guerra entre as duas?

  13. André says:

    “A MPS tem legitimidade pra prender o Marcelo nesse cenario? Sim ou nao?”
    Não, ela não tem legitimidade. “O protagonista vai acompanhar?” Sim, claro que ele vai pelo contrário ele morre, mas ele sabe que está sendo sequestrado.

    “ele esta tacitamente admitindo que a policia privada nao poderia funcionar de forma moral”
    Vocês está certo nesse ponto, a polícia NÃO pode funcionar DESSA FORMA DESCRITA.
    A defesa pela polícia do McDonalds só pode ocorrer durante o ato criminoso (ou na iminência dele), se o sujeito João não ESTÁ sendo vítima do Marcelo a tal da polícia do McDonalds não tem legitimidade alguma de ir sequestrar o Marcelo.

    Paralelo com a polícia estatal: Atualemtne quando o sujeito é acusado de ter cometido um crime a primeira coisa que a “justiça estatal” faz não é ir prender o indivíduo.
    “Ah mas aí você tá falando que o estado tá fazendo certo”
    Não é porque o estado é um erro que alguns métodos que ele aplica estão errados, o devido processo legal deve ser mantido.

    Essa situação detalhadamente polida pode acontecer mas é um crime que está ocorrendo.

  14. Estevam says:

    “A MPS tem legitimidade pra prender o Marcelo nesse cenario? Sim ou nao? Sem firulas, sem rodeios, sem palavras bonitas pescadas do site do Instituto Mises. SIM OU NAO?”

    Não.

    João chegou pra MPS dizendo, “O Estevam fez XXX contra mim, quero que pegue ele.”

    A MPS é um sistema de coerção privado. Está preocupado com a sua reputação para com a sociedade. Por quê? Ora, se começa a usar da força sem motivos justificados e de forma descabida, criará uma demanda na sociedade para ser destruída que acionaria as outras 80 empresas de segurança privada — que têm todos os motivos do mundo para derrubá-la.

    Logo, a MPS diria, “Como Estevam não foi pego em flagrante e não existem evidências explícitas, não podemos prendê-lo sem o parecer de um juiz.”

    João me acusaria em algum sistema de reputação privado e mancharia o meu nome pra sociedade. Eu o chamaria para um tribunal privado a fim de resolver este conflito e provar a minha inocência.

    Se ele se recusar, não tem provas contra mim e fica manchado como um criador de boatos — perde a credibilidade para toda a sociedade.

    Se eu me negar a resolver este conflito sem qualquer justificativa razoável, estarei consentindo com a acusação.

    Por isso, ambos somos compelidos a entrar em um acordo quanto à terceira parte imparcial — um juiz privado de boa reputação.

    Vamos ao tribunal e o juiz dá a sua sentença após a defesa das duas teses.

    Se a sentença for contra mim, a MPS poderá usar de coerção para comigo e restituir João de acordo com o parecer do juiz.

    Se a sentença for a meu favor, a MPS obrigará João a me indenizar e indenizar a própria MPS por lançar boatos.

    No mais, percebe-se que os incentivos para propagar boatos e usar a coerção de forma equivocada são mínimos.

    E, Izzy, a história tá MUITO mal desenhada. A fanfic não condiz em ponto algum com a estrutura de incentivos dos agentes privados.

    • Izzy Nobre says:

      Você ignora a questão fundamental do dilema.

      Se a polícia privada não pode NUNCA prender um acusado, ela não tem como funcionar. Uma investigação policial de um acusado OBRIGATORIAMENTE impede a liberdade de alguém — se o acusado não é obrigado a comparecer pra se explicar, não é obrigado a quebrar o próprio sigilo, não há incentivo algum pra que ele faça isso.

      Essa idéia de que ser mal falado na sociedade seria o “ultimate mover” de toda interação humana não faz qualquer sentido. Num sistema descentralizado de mil “agências privadas de reputação”, você realmente pensa que todo mundo ficaria verificando os arquivos de todo mundo pra qualquer transação…?

      >No mais, percebe-se que os incentivos para propagar boatos e usar a coerção de forma equivocada são mínimos.

      Eu fico surpreso que vocês realmente acreditem nisso. No mundo mágico ancap, todos os seres humanos se tornaram perfeitamente racionais do dia pra noite.

      • Fabricio says:

        E digo mais, ser mal falado, e daí?

        Se você fizesse um ‘banco de dados dos bandidos’ (ou seja, os com má reputação), essas pessoas trocariam com outras desse banco de dados.

        Ou eu um cara ‘bem falado’ poderia cobrar uma taxa para fazer transações ‘legais’ nesse mercado, das pessoas mal faladas.

        Das duas uma:

        1 -- Eu posso ter meu tribunal privado e colocar todos os meus concorrentes nessa lista (pra impedir eles de realizarem transações comerciais)

        2 -- Eu posso cobrar uma taxa de 10 reais de todo mundo, compro as coisas e repasso pra elas

        3 -- Um ‘mercado negro paralelo’ é criado e nada muda.

  15. Josy says:

    Bom texto Izzy, ultimamente eu também vinha me irritando com ancaps por causa de comentários sem sentido em sequência na internet, em um post de um assunto totalmente aleatório sobre política sempre via um bando de adolescentes fazendo comentários com frases feita do tipo: imposto é roubo; sonegar é legítima defesa; mais marx, menos mises, etc, como se isso fosse ajudar o debate de alguma forma. No fim eles acabaram ficando mais chatos que os SJW e as feministas que tanto criticam. Enfim, eu também tenho um questionamento quanto à aplicação do anarcocapitalismo, diz respeito ao crime cometido por crianças (o que não é nenhuma situação impossível). Imagine a situação hipotética: Joãozinho tem 12 anos e é acusado por alguém de cometer assassinato (supondo que o acusador e a família de Joãozinho tem contrato com o mesmo tribunal e polícia), como no mundo dos ancaps não há prisão, mas somente “multa”, não cabe aqui discutir maioridade penal, mas como uma criança (que pressupõe-se que não tenha patrimônio para o pagamento da dívida) pagaria esta multa? Os pais seriam responsáveis e, portanto, obrigados ao pagamento da multa no lugar do filho? Se sim, uma pena passaria de uma pessoa pra terceiros e isso é bem errado do ponto de vista jurídico presente no Estado, mas e no ancapistão? Como isso seria possível, sendo que os pais teoricamente “não deveriam ter a obrigação legal de alimentar, de vestir ou de educar seus filhos, já que estas obrigações acarretariam em ações positivas compelidas aos pais, privando-os de seus direitos” (Murray N. Rothbard. A Ética da Liberdade. pág 163)? Me parece incoerente então defender que os pais sejam obrigados a pagar a multa pelo delito cometido pelo filho. Nesse caso o que aconteceria? Como o Joãozinho pagaria a dívida? Obrigariam ele a trabalhar para os familiares das vítimas, para pagar a multa? Se sim, isso seria basicamente escravidão por dívida, logo seria irônico dizer que o sistema capitalista acabou com a escravidão. Mas ainda a possibilidade de os pais de Joãozinho venderem a sua “tutela” para o pagamento da multa. Entretanto, e se o Joãozinho se recusa à reconhecer a nova autoridade? Não estariam exercendo fora ilegitimamente contra ele?
    O caso ficou um pouco confuso, mas espero que seja possível entender. Além dos casos eu ainda tenho algum questionamento aos ancaps: quando eles afirmam que o Estado é uma gangue imoral e anti-ética, eles sabem não existe uma ética ou moral universal, mas isso varia, inclusive, de pessoa pra pessoa? E por último, mas não menos importante, como seria reconhecida a proprriedade no ancapistão? Se seria através da posse, o que ocorreria se duas pessoas afirmassem serem donas de um imóvel, mas uma é proprietária e a outra possuidora? (Aliás, será que eles sabe que posse e propriedade são coisas distintas?)

    • Fabricio says:

      E sobre cobrar a multa. Uma pessoa pode só dizer ‘não pago’.

      Nenhuma instituição teria o direito de mexer na sua conta bancária, pois está iniciando uma agressão.

      Hoje se o estado te pune dizendo que você roubou, ele vai lá e bloqueia a sua conta e seus bens.

      No AnCap isso seria impossível. Ou se fosse possível, eu poderia ter um tribunal que sai bloqueando os bens de todo mundo.

    • Danney says:

      “Joãozinho ficaria mal falado na sociedade e ninguém faria negócios com ele, ele perderia credibilidade”
      Essa é a única coisa que podem fazer
      É incrível como esses caras acreditam que um sistema à base de fofocas funcionaria! Chega a ser cômico hahahaha

  16. Tiago says:

    Então, vamos começar: Não existe tal coisa como “reconhecer a autoridade da policia privada” ou Estar
    “filiado ao Tribunal Privado”. Todos os crimes em uma perspectiva Libertária são Objetivos. E se resumem na Violação da propriedade privada. Se uma policia privada prender um inocente outras 49 como você mesmo disse vão acabar com a vida do cara que chamou essa polícia. A palavra chave em toda essa história é interesses. Talvez cheguemos a um patamar onde você não precise pagar pela justiça privada. Os tribunais vão punir os criminosos fazendo com que eles indenizem em dinheiro (algum dos 80 que existem) relativo a aquilo que ele destruiu mais juros e uma taxa que se chama: “taxa para deixar de ser besta” Resumindo no final o bandido gasta mais do que o que ele roubou, mesmo se ele devolver, e se não tiver como pagar vai ter que trabalhar pra isso. E se ele se recusar mesmo havendo provas concretas do crime que ele fez a justiça vai ignorar ele. Assim pessoas vão se apropriar dos bens que ele possui para pagar a divida que ele tinha, pagar o tribunal e lucrar em cima. Essas pessoas se chamam: “Policia Privada”. Qualquer tribunal que tomar uma decisão fora do ramo possíveis de decisões objetivamente melhores, ira ser boicotado pela sociedade. Então haverá interesse em uma multa justa (que funciona melhor que cadeia) para indenizar a vitima e punir o agressor. No seu exemplo a policia pode fazer algumas coisas:

    1 -- Saia dessa propriedade imediatamente ou vamos ter de usar a força.

    2 -- Parado, nós vimos você agora mesmo fazendo essa ação Objetivamente destrutiva e podemos atirar devido a magnitude desse ato, logo sem querer fazer um miligrama de areia entrar no olho de alguém e coçar por meio milésimo de segundo é uma externalidade e não faz com que você possa chamar a policia privada.

    Mas a polícia não pode levar ninguém sem evidências.

    E você não tem que reconhecer a autoridade de nenhuma policia, pois elas não tem “autoridade” Você tem que reconhecer a propriedade privada de outras pessoas e aceitar que independente da questão de autoridade a sociedade tem um interesse maior de punir aqueles que não seguem a lei. Alguém rico vai querer que ladrões que não possam devolver o que roubaram trabalhem de graça, ganhando apenas sustento, o magnata lucra o tribunal que decidiu o julgamento é pago e a vitima é indenizada, independente do quanto dinheiro a vitima tem para pagar, o trabalho livro do agressor já é um valor em si. No caso, o direito de processar alguém é seu ingresso a justiça privada. Eu não preciso estar inscrito em nenhum tribunal de justiça eu só preciso aparecer em algum falar do ocorrido. É difícil prever, mas sem duvida a sociedade eliminaria os indivíduos indesejados sem chamar a policia privada do Mc Donalds.

  17. Danney says:

    Mc Polícia Feliz! 😉

  18. Pablo says:

    Sabe o que mais foda? ninguém ligava pro anarco capitalismo e uma cara com bastante engajamento na net como vc, mesmo falando mal ainda assim ta dando mais visualização pro movimento e fazendo cada vez mais pessoas se interessar pelo assunto, não sei te responder, mas é assim que a coisa funciona, críticos fazem as perguntas, a gente pensa e decide qual é, em consenso a melhor opção, valeu pelo apoio indireto, e tmb por apontar as falhas a serem corrigidas.

  19. Marcelo says:

    Izzy, teu raciocínio todo está em cima de uma exceção. Queres refutar uma idéia baseado numa exceção como se ela fosse a regra.

    Vamos fazer uma analogia com o Estado. Eu posso citar que o estado mata e condena inocentes sem direito a defesa a todo momento. Pessoas são mortas por serem de opinião contrária, por serem gays ou por consumirem drogas. Sim, tudo isso ocorre na coréia do norte, no iraque, em cuba, na venezuela, nas filipinas, e em ditaduras espalhadas por aí. Daí, já sei o que você vai dizer, vai alegar que esses lugares são exceção, que o estado funciona no Canadá e na Suiça. Mas pela tua lógica o estado está completamente refutado já que na coréia pessoas são mortas simplesmente porque o líder máximo do estado nao foi com a cara dela.

    Eu posso ir mais além. CENTENAS de MILHARES de pessoas já morreram em guerras iniciadas pelo estado e por vontade de seus líderes populares ou representantes eleitos. Mas daí você vai alegar que isto não é a regra, que o normal é tempos de paz. kkk notou como teu argumento é bobo? vc pega uma hipótese que seria a exceção e acha que isto invalida a ética e a moral do libertarianismo.

  20. LG says:

    Existe um argumento melhor:

    Imagine a seguinte situação hipotética: No Ancapistão, Geodásio, um homem solteiro, 26 é pedófilo. Não apenas sente atração por crianças, mas efetivamente tem relações com elas. Já teve relações com crianças de 4 anos. As relações foram consentidas, pois Geodásio ofereceu balas e chocolates para ele em troca da “relação”. Não houve coação física ou moral. Logo não houve “dano” á propriedade alheia.

    O pai do menino de uma das crianças resolve tirar satisfação contra Geodásio. Ele conta para todos naquela cidade sobre o ocorrido (esqueça a vergonha da criança, isso é irrelevante, já que o objetivo é punir Geodásio).

    Todos os empresários daquela cidade decidem então punir Geodásio. Mas como? Levá-lo coercitivamente preso fere a “propriedade privada” de Geodásio e ele se recusa a ir voluntariamente para uma prisão (inclusive o pai da criança se prontificou a pagar os custos de prisão de Geodásio, já que no Ancapistão não existem presídios públicos, apenas privados).

    Os empresários então decidem, não vão mais vender nada para Geodásio. Ele não mais poderá comprar iPhones, Nikes, nem nenhum outro produto de consumo.

    Geodásio seguirá livre, e sua punção será contenta-se com seu iPhone 6S, o último modelo que pode comprar antes de ser punido.

    A não ser que ele se mude para outra cidade, onde não será reconhecido e possa então adquirir o novo iPhone 7 🙂

    • satan says:

      A resposta é simples, 12 na cabeça dele.

      Da mesma maneira que ferir alguém sem consciência em uso de drogas é errado, ferir uma criança com consciência em fase desenvolvimento e sob responsabilidade de um conjunto familiar é errado e ponto.
      Cara, em uma sociedade onde moral e ética é estabelecida pelos próprios viventes dela e por entendimento da Lei Natural, porque caralhos você acha que alguém que violou crianças(sim ele violou, não importa sua relativização) sairia impune? Ancaps não desconsideram fatos científicos de desenvolvimento e responsabilidade familiar sobre o ser ainda não formado, quem faz isso na verdade são vocês, que não leem ou procuram nada sobre e levantam seus narizes em arrogância pensando que criaram um argumento válido.

  21. Cloverfield says:

    Imagine como seria um mundo com polícias filiadas a times de futebol no Brasil.

  22. Paulo Figueiredo says:

    Estou rindo muito com os comentários dos anarcocapitalistas… huahuahhua

    É ter muita fé na humanidade acreditar que isso iria funcionar.

    Sou a favor de um estado mínimo, mas ainda assim, tem que ter um estado para botar ordem.
    Pode não ser algo excelente, que deixe todos felizes, mas é a melhor opção que temos para hoje.

  23. Eduardo says:

    Ahhh izzy como é bom ver você voltar a escrever!!

    Parabéns pelo texto!! Concordo contigo.

    O anarcocapitalismo usa um discurso popular de que Imposto é roubo para justificar sua Utopia sem sentido.

    Costumo dizer que o Anarcocapitalismo é o novo Socialismo, usa um discurso bonitinho mais ordinário.

    tenho ideais libertários, defendo o liberalismo mas nem por isso sou contra a figura do Estado.

    O estado deve se preocupar com Saúde, Segurança e no bem estar social fazendo seu papel de mantedor da Paz, e cuidar das estruturas publicas (Ruas, Lixo, Energia, Hospitais) que compõem o País.

    Olhe o Canadá, Japão e Reino Unido, você paga impostos e você tem o retorno de seus impostos em serviços públicos de qualidade. È isso que defendo, a eficiência do estado em gerenciar a arrecadação dos impostos que recolhe.

    è nítido que o brasil tem uma maquina publica enorme e ineficiente.. sou contra isso e o discurso Anarcocapitalista ajuda a fomentar a ideia de que quanto menos estado melhor.

    Agora tem uns doido de pedra que defende com unhas e dentes a ausência total de estado…. aí vamos virar um mundo alá Mad Max, e onde qualquer um pode usar sua força coercitiva contra o outro…

    Você resumiu bem: “o sistema é inerentemente instável, pragmaticamente inviável, e vai pouco a pouco, inevitavelmente, se organizando como o que temos hoje”

    é engraçados ver que eles não tem argumentos quando são questionados, e é mais preocupante ver que no seu cenário que você descreveu tem maluco que diz “pelo menos não pago imposto”…

    Sim você não paga imposto, mas a qualquer momento você pode ter uma “Força Policial” em seu encalço para te prender.. basta uma pessoa te acusar e usar sua policia privada pra te caçar, alegando qualquer motivo fútil…

    ai bonito você paga um tribunal X e o outro paga um tribunal Y… qual é o correto? A quem vou respeitar?

    No mundo Anacap é nítido que quer tiver mais Capital vai se sobressair muito mais facilmente sobre os outros….

  24. Nielsen says:

    Fala Izzy, to no trampo e só li os Updates. Apesar do cenário proposto ser plausível, creio eu, num mundo ancap, se a MPS for uma empresa minimamente idônea eles não irão prender Marcelo simplesmente pq João quer.
    Se João não fornecer provas de que Marcelo seja merecedor de cárcere. Caso a MPS resolva prender um fulano de injustamente, sua reputação perante a sociedade cairá, inclusive Marcelo (o causador) pode ser preso pela MPC mesmo sendo inocente. Agora se João for culpado, pouco importa se ele reconhece ou não a empresa MPC. (digo isso baseado no que li sobre ancap e me identifico muito com o sistema, sei q existem falhas “operacionais”, mas na questão moral e lógica me parece bem consistente)

    Ex. eu sou profissional técnico em informática, posso, voluntariamente, me negar a fazer um serviço em qqr maquina que me trouxerem, mesmo o cliente querendo contratar meus serviços.

    Finalizo parabenizando pelo seu trabalho, acompanho bastante o vlog. Poderia fazer um debate com no youtube com o Alexandre Porto, seria bem legal ver duas visões sobre ancap.

    Abraço.

    PS Juro que vou ler o texto todo depois.

  25. Lem0n says:

    Sou novo nesse assunto de ancaps.. uma dúvida com base nas “respostas” que vi nos comentários:
    Digamos que o Bill Gates tenha torturado e matado uma pessoa no ancapistão e se recusado a ser julgado. Qual seria a punição dele?
    Pessoas não deixariam de fazer negócio com ele porque dificilmente ele não acharia alguém disposto a ser comprado (ou a intermediar um negócio) com o dinheiro dele.
    Aliás, ele poderia torturar e matar pessoas semanalmente; desde que não fosse pego em flagrante.
    A punição dele seria um ágio, que ele poderia pagar tranquilamente e ainda morrer bilionário.

  26. Giuseppe says:

    Okay, vamos lá:

    Vamos supor que existam duas empresas na região A e B

    Eu contrato a empresa A e aceito seus termos de contrato, um belo dia ao chegar do trabalho descubro que minha casa vou envadida e alguns itens foram furtados, desconfio que seja o Joãozinho o infrator.

    Faço essa denúncia a minha agẽncia de segurança (A) que entra em contato com a agência de segurança de Joãozinho (B), após a agência de joaõzinho, aquela que ELE voluntariamente aceitou os termos, investigar e com provas concretas (como um vídeo dele sainda da minha residência com objetos) ele sera condenado pela empresa que ELE contratou os seviços, bastando que uma das clausulas do contrato com a empresa assinada voluntariamente o mantenha em carcere sob trabalho forçado caso ele se se nege a pagar multas. Pronto tudo resolvido.

    • Giuseppe says:

      Supondo que joãonzinho não tenho contratado neunhuma agência de segurança para evitar essa situação, caso eventualmente ele venha a ser morto nada sera feito, pois não há nenhuma lei sobre ele, do mesmo modo que ele virou as costa para as agências, as agências viram as costas para ele, vide os estrupadores atualmente, que são mortos em retaliações pública, nem seria necessáriocontratar um caçador de recompensas…