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O dia em que quase morri esquiando

Postado em 29 August 2008 Escrito por Izzy Nobre 118 Comentários

O texto a seguir foi publicado aqui em 2005, quando eu estava cursando o colegial canadense e tal. O post retrata a minha quase trágica viagem a um resort de ski em Ontario. Muitos de vocês devem lembrar do texto, que na época foi publicado em 3 partes, enquanto a maioria de novos leitores provavelmente nunca leu. Aí está sua oportunidade de acompanhar uma saga clássica do HBD.

Fevereiro de 2005

A correria naquele outro dia foi porque eu estava atrasado (como sempre) pra ir à escola. Acontece que este não era um dia normal de escola. Neste dia eu não iria humilhar meus colegas matematicamente analfabetos com minha habilidade de resolver equações de primeiro grau, ou recortar triângulos em feltro. Iriámos esquiar!

Que escola legal“, vocês devem estar pensando. E é mesmo. A cada dois meses, a diretoria premia os vinte melhores alunos da escola com uma viagem pra algum lugar legal. Como sou aparentemente o único no prédio que sabe fazer de cabeça contas de adição de números de dois dígitos, é uma concorrência um tanto quando injusta pros canadenses.

No bimestre passado, fomos ao Playdium, um arcade imenso que fica em Mississauga, Ontario. Jogos, comida, viagem até lá e de volta, tudo de grátis. Brinquei num simulador de vôo com três telas de cristal líquido e mais botões que o avião de verdade por quase uma hora. Enchi a barriga de batata frita como se não comesse frituras há anos. Tirei muitas fotos pra escrever um post sobre o acontecido e fazer inveja aos coitados que gastam dinheiro jogando King of Fighters em arcades mais velhos que a tia da minha avó, mas não encontro mais as fotos.

Então, a viagem pro chalé, o SkyLoft. Antes de nos dar os passes pro troço, a coordenação da escola nos fez assinar um longuíssimo termo de compromisso:

Entendo os riscos que os esportes de neve significam. Assumo total responsabilidade sobre qualquer calamidade que me possa ocorrer, citadas abaixo mas não limitadas a:- Fraturas nos braços, pernas, dedos, crânio ou qualquer outra estrutura óssea;- Perda de dentes;

– Deslocamento, torções, rompimento de ligamentos ou tecidos musculares;

– Frostbite

– Cortes e consequente perda de sangue;

– Queda dos lifts e todas as lesões que isso implica;

– Ataques de velociraptors;

– Esmagamento por geladeiras que porventura caiam sobre você (um risco constante);

– Colisão com aviões;

– Ser atacado por um velociraptor enquanto uma geladeira cai em você;

– Etc.

E um espaço embaixo pra assinar. Cada item lido diminuia a vontade de participar do negócio. Os caras queriam deixar BEM claro que se você se fodesse lá em cima, não era culpa de ninguém a não ser de você mesmo.

“Bom, é de graça mesmo!” pensei, pondo em prática tudo que aprendi nesses anos sendo brasileiro. Se há uma coisa que não se rejeita, é algo que não custa nada. Ignorando-se obviamente o fato de que esse algo pode provocar um acidente doloroso que ceifará sua vida ao mesmo tempo que você berra desesperado em arrependimento por ter assinado o tal termo de compromisso.

Mas é de graça.

Assinei o papel e entreguei de volta pra secretária.

– Ô, você esqueceu de preencher o espaço do seu cartão de saúde.

– Hm, eu não tenho cartão de saúde.

– …

– E você quer ir… assim mesmo?

– Hmm… pra falar a verdade tou meio em dúvida.

– Eu também estaria, se fosse você. Afinal, às vezes…

– O almoço lá vai ser de graça, né?

– É, mas…

– Toma o formulário. Vou sim.

E fui pro ônibus da escola.

Isso aqui vale uma ressalva revoltada. Seja lá quem foi que projetou ônibus escolares, essa pessoa não devia ter pernas, ou nunca viu seres humanos que tivessem tais membros. O espaço entre as fileiras do ônibus escolar (não sei se todos são assim, você que já andou num ônibus escolar diferente se dê por sortudo) era menor que a distância entre meu dedo indicador e médio. Minhas pernas estavam presas entre o meu assento e o da frente, fazendo com que meus joelhos quase encostassem meu queixo. Se alguém me visse de perfil, poderia me confundir com um N maiúsculo. Me segurei nessa torturante posição até chegarmos no chalé.

A viagem até o lugar me fez pensar nos riscos que eu estava prestes a correr. Se eu seria exposto a velocidades e impactos que estraçalham ossos, quebram dentes e rompem músculos, como eu protegeria o palm pilot e o mp3, meus fiéis seguidores que me acompanham pra todos os lugares? Cocei meu queixo com o joelho, pensativo. Quem se preocupa em fratura exposta múltipla ou rompimento transversal quando ossos e músculos têm um sistema de auto-reparo?! Se eu cair de bunda em cima do meu mp3 player, comé que fica? Quem vai me dar um novo? Diante dessa real preocupação, comecei a pensar direito no que eu havia me metido.

Aí me lembrei do que a patroa tinha feito com a bolsa no dia do show do Slipknot. Quando entramos no chalé, peguei minhas bugigangas tecnológicas (que somam um valor de mais de R$ 600), botei dentro da mochila e simplesmente larguei-a num cantinho do chalé, perto de um banco. Agora era a hora de provar a índole desses canadenses.

Fui ao lugarzinho onde os funcionários do local nos entregam o equipamento que estaria preso nos nossos pés enquanto caíamos colina abaixo. Havia duas opções: snowboard e esquis. Como todos me falavam que esquis eram mais fáceis de controlar que snowboard (nota: MENTIRA DO CARALHO), optei pelos esquis. Ao me entregar o equipamento, o funcionário do SkyLoft me entregou também o seguinte papelzinho, que tem como utilidade tranquilizar e inspirar confiança em brasileiros que mal se acostumaram com neve e nunca puseram esquis na vida:

Se você morrer, não pode dizer que eles não avisaram


Prendi a porra toda nos pés e caminhei desajeitadamente em direção às colinas, onde um instrutor aguardava os menos entrosados com as atividades de inverno.

Eu e mais uns seis carinhas recebemos todas as noções básicas do esporte que deu pra enfiar numa micro-aula de trinta minutos (o que significou que alguns voltaram pra casa sem saber dar saltos mortais triplos). Não que fizesse muita diferença, e todos sabem disso: a única coisa que alguém que está descendo uma montanha com esquis precisa saber é diminuir a velocidade sem que isso envolva uma colisão de frente com uma árvore, uma lata de lixo ou outro esquiador – o que causaria danos a árvores, latas de lixo ou outras pessoas.

Portanto aqueles trinta minutos não realmente ensinavam nada de muito importante, era apenas um “tentem não se matar no caminho” disfarçado de aula. Então a única coisa que realmente aprendemos nessa “aula” foi como reduzir a velocidade (reduzir a velocidade, e não parar. Iniciante no esqui só pára quando encontra uma árvore, uma lata de lixo ou outro esquiador).

Então, pra diminuir a velocidade, nos ensinaram uma técnica chamada snowplow (leia-se “isnou-pláu”). Essa complexa e revolucionária técnica consiste em cruzar as pontas frontais dos esquis, transformando o que era outrora um feixe paralelo de tábuas de fibra de vidro em duas linhas concorrentes. Abaixo, mais um de meus incríveis GIFs explicativos:

Abre e fecha, abre e fecha

Bem, eu sou iniciante no mundo do esqui, mas não são um leigo completo. Quando criança, joguei muito aquele joguinho de esqui do Windows, o clássico Skifree, que era uma fonte inesgotável de conhecimento esportivo e animações composta de três pixels e duas cores que se você espremesse os olhos pareciam vagamente com esquiadores. Se esse jogo me ensinou uma coisa, é que devemos desviar de árvores, linhas coloridas no chão fazem você saltar trinta metros no ar, e que o monstro acinzentado que come esquiadores no fim da montanha é invencível.

(Adendo: Lembro que passei grande parte da minha infância tentando descobrir o que diabos era aquele monstro pixelado. Quando eu não estava tentando desvendar a que espécie ele pertencia, estava pensando numa forma de escapar de suas temíveis garras. Obviamente, eu não teria passado anos bolando uma estratégia de fuga se o primo do amigo do vizinho não tivesse dito que um cara da escola dele conseguiu escapar do monstro… Malditas lendas de jogos eletrônicos)

Então, apoiado pelos meus conhecimentos no esporte – duas varetas de metal que em diversas ocasiões foram a única ajuda contra a força da gravidade -, me senti preparado pra enfrentar a primeira montanha.

Lá estava eu, tendo recebido minha aulinha de (menos de) trinta minutos sobre não me arrebentar em árvores e outros esquiadores. Para um canadense, talvez fosse suficiente; de fato, meus amigos gringos esperavam impacientes pelo fim da aulinha para poder descer a montanha de costas e dando saltos mortais, essas coisas que canadenses fazem quando não estão jogando hockey do dois ou cortando triângulo em feltro. Enquanto isso, eu dava passos desengonçados, me equilibrando precariamente com meus novos pés de um metro e meio de metal colorido.

O instrutor finalizou a aula, convencido de que já estávamos preparados para enfrentar as descidas congeladas sem quebrar algo importante como o pescoço ou, Deus o livre, o equipamento cedido pelo SkyLoft, o que causaria ao usuário um prejuízo no valor equivalente ao número de ossos que ele estralhaçaria na queda provocada pelo defeito nos esquis.

Os mais familiarizados, ou seja, aqueles que não precisaram de ajuda pra pôr os snowboards ou se manterem em pé com eles, desceram a montanha assim que receberam permissão, gritando e fazendo brincadeiras uns com os outros. Morreu neste exato momento aquele velho lugar-comum de que gringos são frios e apáticos; poucas vezes na vida vi gente tão animada pra descer em alta velocidade um declive cujo atrito é nulo, tendo os pés firmemente presos a tábuas de madeira/alumínio.

Após a descida dos canadenses, avaliei a situação. Lá estava eu, com esquis nos pés e recém-superficialmente-instruído nas noções básicas de um esporte em que uma falha não significa perder o gol ou fazer tesoura quando o oponente faz pedra, mas quebrar o pescoço em três pontos ou até mesmo perder os esquis alugados. Respirei fundo e caminhei desajeitadamente até a beirada das montanhas, decidindo cuidadosamente em qual delas eu esquiaria (substitua a palavra “esquiaria” por “cairia de forma humilhante na frente da geral, levantando-me em seguida e alegando não ter doído, a despeito do fato de que meu antebraço está fazendo um ângulo de 90 graus. “).

As trilhas são separadas em grupos de cores (a primeira escolha era enumerar as trilhas, mas os canadenses não são lá apaixonados por números, então recorreram à alternativa colorida, conhecida em outras freguesias como “Solução Jardim-De-Infância”). Há trilhas verdes, azuis e pretas. Verdes são aquelas a qual enviam aquelas pessoas que estão aprendendo a fixar os esquis nos pés e que não têm planos de saúde, como é o meu caso. As azuis são as trilhas intermediárias, ou trilhas “sei esquiar mas o seguro morreu de velho“. As pretas são o destino de esquiadores olímpicos, pessoas que despertaram da Matrix e agora dominam a lei da gravidade ou daqueles com seguros de vida cujas cláusulas tiveram que ser calculadas em algum outro país, pois a cifra bate a casa das centenas de milhar e os canadenses ainda estão terminando a tabuada de dois.

Diante as opções, julguei-me pertencente a uma trilha verde e pus-me a caminho da mais próxima.

Aí entrou em cena aquele cara lá de cima que não gosta muito de mim.

Coincidentemente (ou “muitíssimo infelizmente“), alguém colocou uma imensa lata de lixo VERDE na entrada de uma trilha PRETA. Isso, aliado ao fato de que as plaquinhas que indicavam as cores das trilhas tinham aproximadamente o tamanho de um ícone num desktop cuja resolução é 1280 x 1024, provocou a maior descarga de adrenalina que senti na vida desde o dia em que dormi na casa da patroa e a mãe dela voltou de manhã cedo antes do previsto.

Posicionei-me na frente da trilha “verde”. Olhei pra baixo. “Esses canadenses devem ser muito fodas mesmo“, pensei, “porque a parede lá de casa é menos íngreme que essa porra de montanha, entrentanto é essa que os iniciantes descem“. Deus deve ter rido enquanto eu dava uma última olhada pra baixo. Dava pra ver alguns dos meus amigos lá embaixo, a mais ou menos dois quilômetros de distância. Usando o pensamento patenteado de quem está prestes a se aventurar a algo que escapa totalmente de suas habilidades mas ainda assim procura se reassegurar que vai conseguir, conclui que “se os canadenses conseguem, eu consigo também“.

Usando os poles, umas hastes de metal que dão pra gente cujo nome em português desconheço, me impulsionei em direção à beirada. Lembrei do palm pilot e do mp3 player que eu havia deixado no saguão do SkyLoft, e decidi que tinha sido uma melhor idéia deixa-los à mercê da índole canadense que à minha (falta de) habilidade como esquiador.

Após muita procrastinação, reuni os últimos resquícios de coragem que a altura da montanha não afugentou e me lancei em direção ao meu destino.

No começo tudo tava indo muito bem, como todas as coisas sempre vão até que você perceba que na verdade foi uma péssima idéia. Os esquis estavam estáveis (argh, isso soou horrível), a brisa fria batia no rosto e no cabelo, tudo uma beleza.

Isso foi um pouco antes das coisas começaram a ficar azedas. Em pouco tempo, eu aprenderia uma lição muito importante no esqui, algo que eles não incluíram naquela aulinha: a velocidade que você atinge naquela porra é diretamente proporcional a dificuldade de diminui-la.

A cada segundo eu ficava mais rápido e menos capaz de fazer o tal “snowplow”, o movimento redentor que salvaria meus órgãos internos de serem trespassados por fragmentos ósseos resultados de uma fratura múltipla exposta. Não demorou nada para que eu começasse a ultrapassar o pessoal que tinha saído bem antes de mim. Estes, mais cuidadosos – talvez por saber que aquilo não era colina verde porra nenhuma -, não largavam o snowplow. Eu, que seria igualmente cuidadoso caso tivesse consciência do que tinha me metido, descia descaralhadamente.

Então ligou-se na minha cabeça aquele alarme que sempre dispara quando percebemos que perdemos nossa carteira ou quando você está assistindo um filme pornô na sala e se dá conta de que alguém chegou em casa há pelo menos 10 minutos atrás. “Me fodi“, gritava a voz na minha cabeça. Meu coração batia desesperado. Os poles nas minhas mãos eram totalmente inúteis agora, não dá pra usá-los pra parar quando você está indo mais rápido que uma Ferrari com gasolina aditivada descendo uma ladeira.

Eu estava ultrapassando todo mundo a uma velocidade estonteante, usando cada um de meus neurônios que venho desenvolvendo após quase duas décadas me equilibrando em duas pernas na árdua tarefa de não cair. Cada vez que eu me aproximava de alguém, batia o desespero. Desviar de esquiadores mais lentos quanto você está descendo a uns cinquenta quilômetros por hora (não é exagero) não é algo que se deve fazer se o seu objetivo é permanecer em pé. Miraculosamente, eu consegui curvar os esquis e passar muito rente a duas menininhas que se aventuraram na perigosa decida. Foi tão rápido por elas que a impressão que tive é que elas estavam paradas.

Aí a situação ficou pior.

Há dois tipos de neve, powder snow e packing snow. A primeira é a neve recém caída, ainda fofinha, não tocada por esquis os snowboards. Essa é a neve ideal para novatos porque, além de mais macia, ela causa mais atrito, que é aquela coisa que impede você de sair voando colina abaixo mais rápido que a supracitada Ferrari com gasolina aditivada. Já a segunda é aquele tipo de neve porcaria que sobra após as Olimpíadas de Inverno. Vítima da pressão que os corpos gordos dos esquiadores promovem, a neve derrete. O clima ártico da montanha acaba por congelar a água novamente. Porém, ao invés de flocos, temos agora longas camadas de gelo.

E gelo, como todos sabemos, não causa atrito NENHUM.

Então, como se eu já não estivesse indo rápido o bastante após ter quase colidido com as duas menininhas, o gelo me arremessou pra frente com mais velocidade ainda. Nem que Jesus Cristo pilotando um X-Wing poderia mais me alcançar. O gelo fica todo arrebentado por causa das prévias esquiadas, então passar por ele foi o equivalente a andar de patins num ralador de queijo. As imperfeições no gelo fizeram os esquis chacoalhar assustadoramente, e num momento tive a impressão de que eles estavam indo em direções opostas. Uma simulação mental me deu a conclusão de que, se os esquis se afastassem mais ainda, eu aabaria sendo rasgado ao meio. Fiz um esforço hercúleo e trouxe-os de volta à forma paralela.

Um pouco à frente estavam meus amigos da escola. Este ponto era o mais rápido de toda a trilha. Como eu estava indo durante todo o trajeto “em paralelas”, ou seja, sem cruzar os esquis, eu estava indo pelo menos umas três vezes mais rápido do que todo o resto da galera. Vi-os tornarem-se cada vez mais próximos. Os miseráveis estavam indo mais ou menos na mesma velocidade, formando uma espécie de fila lateral bloqueando cada centímetro esquiável da trilha. Pra mim, é como se eles estivessem parados no meio da porra da trilha. Uma parede de canadenses esperando para que um brasileiro se arremessasse nela.

O desesperto de estar se movimentando àquela velocidade logo atrás de um monte de gente que sequer sabia que eu estava ali foi inigualável. Qualquer um que já desceu de patins ou skate uma ladeira muito íngreme e comprida e percebeu que havia alguém atravessando a rua lá na frente sabe do que estou falando. Sabendo que ia cair de qualquer jeito e que nada poderia ser mais embaraçoso (e doloroso), comecei a berrar desesperadamente. Sim, berrar.

Os canadenses ouviram meus gritos e perceberam o que ia acontecer. A coisa toda não durou mais que três segundos, mas pareceu uma eternidade.

Ao mesmo tempo em que eu movia-me como um bólido montanha abaixo, os coitados se movimentaram num esforço um tanto quanto cômico pra sair da frente. Alguns mantiveram a calma e aplicaram seus conhecimentos no esporte para fazer uma graciosa curva pra direita e abrir o caminho, outros simplesmente jogaram-se de peito na neve. Abaixo, imagens captadas por uma câmera de vigilância do SkyLoft, e não um GIF animado feito por mim mesmo com frames desenhados no Paint e sprites de Skifree.

Depois de momentos de puro terror, a trilha chegou à área plana. Eu simplesmente não conseguia acreditar que havia descido aquela montanha sem cair. A adrenalina foi sendo consumida aos poucos, mas eu ainda sentia os efeitos do susto. Andei em direção aos teleféricos que levavam os esquiadores de volta ao topo da montanha, fazendo um lembrete mental de trocar de cuecas quando chegasse em casa. Ao chegar no topo da montanha, decidi enfrentá-la de novo. E de novo. E de novo. E me diverti pra caralho.

Por algum motivo, ter chegado ao fim da colina são e salvo me deu toda a coragem que eu precisava pra encarar o negócio novamente.

A primeira descida foi a única em que não caí. Ironicamente, foi também a em que atingi maior velocidade. Em todas as outras tentativas, acabei de cara na neve – o que confirmou uma teoria e aniquilou outra.

Costumamos pensar que praticantes de esportes em países frios não se machucam tanto quanto nossos esportistas conterrâneos porque a neve não é tão dura quanto, digamos, asfalto ou uma bala perdida. Se trata de um ledo engano. Há dor em quedas na neve, e dores bem dolorosas eu vos digo. Voltei de Parry Sound com um puta hematoma na coxa, e não foi sequer por causa de queda em alta velocidade. Eu estava descendo uma colininha de nada num trenó e o troço levantou vôo numa pequena rampa. A queda, que não foi de mais que meio metro, me custou uma enorme mancha roxa na perna (que até assustou minha namorada, de tão grave que parecia), e três dias mancando.

E isso é apenas uma dos fatores que tornam seu agradável dia esquiando não tão agradável assim. Quando você cai em alta velocidade e sai rolando, seus braços e pernas às vezes dobram em ângulos impróprios para o bom funcionamento de uma articulação. Isso sem contar nos esquis que estão presos aos seus pés, que são mais um fator a ser considerado. Descobri que um corpo que cai na neve desenvolve um misterioso magnetismo; isso pôde ser comprovado pela estranha atração que sua cabeça exerceu sobre meus esquis todas as vezes em que cai. Sempre que eu caia, a impressão era de que eu estava me espancando com dois pedaços de metal. E eu batia forte, preferencialmente na cabeça.

Mas eu não fui o único a me acidentar. Aliás, em retrospecto, eu fui o mais sortudo. Uma colega quebrou o braço nessa mesma viagem, e outro quebrou o tornozelo. Apesar das quedas, todos os meus ossos voltaram pra casa no mesmo formato.

O palm e o mp3 player estavam intactos, também.

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comments

Categorias: Artigos clássicos

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

118 Comentários \o/

  1. Lulu says:

    Mtu bom! nunca tinha lido

  2. kbça says:

    Lembro do quanto ri ao ler esse texto pela primeira vez…

    E me espanto em constatar o quanto ainda dou risada lendo-o agora, 3 anos depois.

    Valeu, Quide 😉

  3. Daniel says:

    “O palm e o mp3 player estavam intactos, também.”
    lembrei de um amigo que estava em cima da pickup e numa curva mais fechada caiu.. levantou.. e disse.. não se preocupem o litro de cana está intacto!

  4. Kei says:

    Com certeza um clássico. Nunca canso de ler essa de novo. Um dos textos que eu mais ri nesse site. Com menção a imagem do esquiador que é sensacional, nunca ri tanto.
    Top 10???

  5. ianwlad says:

    huahuahua mto bom, a 1ª img é foda

  6. XxMPxX says:

    Vinte melhores alunos da escola o cassete! Tu foi por causa da cota que eu sei.

  7. Mateus Arcanjo says:

    aew
    ja vi.. mas verei de novo!

  8. Galada says:

    *não consegue parar de rir*

  9. kbça says:

    “Se eu seria exposto a velocidades e impactos que estraçalham ossos, quebram dentes e rompem músculos, como eu protegeria o palm pilot e o mp3, meus fiéis seguidores que me acompanham pra todos os lugares?”

    Those were simpler times…

  10. Naftali says:

    Muito bom! Nossa, tenho muita vontade de esquiar um dia. Espero que possa realizar em breve. Mas foi bom ler o texto, terei cuidado para pegar o caminho verde huahuahuahuauha

  11. Rodrigo says:

    Aeee, esse texto é muito bom, eu já li ele nos 3 posts originais.

    Inclusive votei nele no censo HBD como “Melhor texto”

    É muito bom, tipo de texto que você morre de rir, não importa quantas vezes já tenha lido, hahah

  12. R_the_alien says:

    Nossa,

    simplesmente hilária essa historia, nunca nem andei de patins direito, imagina de ski.
    A queda no frio deve doer 3 vezes mais.
    Primeiro comentário aqui. Descobri seu blog essa semana e constatei que minha sala seria exatamente igual a sua.

  13. dotKEY says:

    MUITO BOM!

    Escreva mais textos como esse!

    com gifs animados, câmeras de vigilância, velociraptors e geladeiras ^^

  14. Kayaphas says:

    q sem graça…achei q vc tivesse morrido =P


    “essas coisas que canadenses fazem quando não estão jogando hockey do dois ou cortando triângulo em feltro”

    euahauehuuhe

  15. Raphael says:

    “Isso, aliado ao fato de que as plaquinhas que indicavam as cores das trilhas tinham aproximadamente o tamanho de um ícone num desktop cuja resolução é 1280 x 1024, provocou a maior descarga de adrenalina que senti na vida desde o dia em que dormi na casa da patroa e a mãe dela voltou de manhã cedo antes do previsto.”
    Texto mto bom!!

  16. PF says:

    Chorei de rir.

    :’)

  17. HBDia ressuscitando grandes sucessos, hein?

    Continua engraçado, embora eu tenha impressão que algumas imagens foram pro espaço… Mas tudo bem.

  18. Rodrigo Cardoso says:

    Esse texto me fez lembrar minha aventura na neve no mês passado.

    Mas só fiquei na parte de iniciantes, caindo, e caindo, e caindo…

    Na proxima vou pro Snowboard.

    • Kamino says:

      Neve em julho? Você está no hemisfério sul né?

      @
      Nossa cara, como ri disso, acabei de ver no twitter e não me arrependi HAUUHAHUA

  19. Angelo says:

    ‘“Bom, é de graça mesmo!” pensei, pondo em prática tudo que aprendi nesses anos sendo brasileiro.”

    AHahahahahah cara, como isso é engraçado!
    Muito bom o texto.

  20. Rodrigo says:

    “Seja lá quem foi que projetou ônibus escolares, essa pessoa não devia ter pernas, ou nunca viu seres humanos que tivessem tais membros. O espaço entre as fileiras do ônibus escolar (não sei se todos são assim, você que já andou num ônibus escolar diferente se dê por sortudo) era menor que a distância entre meu dedo indicador e médio. Minhas pernas estavam presas entre o meu assento e o da frente, fazendo com que meus joelhos quase encostassem meu queixo. Se alguém me visse de perfil, poderia me confundir com um N maiúsculo.”

    HAHAHAHAHAHAHAHA
    Sei exatamente o que você passou, tenho 1.88 e parece que os caras produzem ônibus pra Hobbits, anões…whatever,
    diga-se de passagem que a moda por aqui agora é Micro-Ônibus, ou seja, mais reduzido ainda, tem que anda na bagaça em pé, e ainda me pôe porras loucas pra dirigirem a bagacera…

    Rí de mais…hahahahahaha

  21. anonimous says:

    e as garotas intercambistas escrotas?

  22. Aminaw says:

    Uma das melhores histórias que eu já li aqui, confesso que fiquei esperando a parte que vc se acabava e quebrava alguma parte do corpo=D

    “Uma parede de canadenses esperando para que um brasileiro se arremessasse nela.”

    hahahahaha mto foda!

  23. rodrigo says:

    Obrigado!
    Você tornou os últimos trinta minutos de meu expediente agradabilíssimos.

  24. huahuahuahauhauahuahua
    Muito bom! Não tinha lido ainda!
    Essa ilusão de que a neve não machuca é parecida com a ilusão de que “surfar é seguro” porque a água não machuca…
    Quando eu “tentava” surfar, eu percebia esse magnetismo também, entre minha cabeça e a prancha de surf…
    Hoje eu sou mais um bom jackaroots [jacaré pros leigos; pro Kid que não fala mais português, bodysurf]

    Nota mental: ler os posts mais antigos…

    Abração!

  25. Banana says:

    Vou me lembrar bem desse clássico quando eu for esquiar… O.o

    Amei os gifs auto-explicativos AHuhuahUAhuHUAhuAhuHA

    Foda de mais!

    Ah… e Kid… sobre o HBDtv #6… consÓle, por favor! xD

  26. LordZero says:

    Orra, primeiro?

  27. Rocky says:

    Não li, deu preguiça dessa vez…. mas lerei mais tarde para ver a vossa pessoa se foder….

  28. Banana says:

    Aproveitando o comentário do Gabriel que eu não tinha visto… A última vez que eu fui tentar surfar de bodyboard eu acabei levando uma vaca (leia-se caldo, ou seja, por pouco não entrou areia em todos os orifícios do meu corpo…) e perdendo a minha blusa na praia. O.O
    Incrivelmente ela foi achada por um senhor a mais ou menos 1km da onde eu estava. o.o’

  29. Weslly says:

    eu já joguei o joguinho da ultima gif 😛

  30. Tiago Muramoto says:

    LEmbro-me que fiz algo parecido quando tinha 9 anos. Fui ao Japão para conhecer o resto da minha família, e fui andar de esqui também (que é difícil pra caralho, em comparação com o snowboard). Agora imagine você um moleque brasileiro peraltinha tentando ler placas em japonês. Pelos desenhos estranhos, conclui que subir a montanha e desce-la logo em seguida era o certo. 1/3 foi esquiando. 2/3 rolando como merda de cachorro endurecida quando chutada sem querer por um incauto.

  31. Tiago Muramoto says:

    Ao menos tinha gelo para eu passar nos machucados logo que os ganhava.

  32. davi says:

    esse é meu texto favorito. 🙂

    obrigado, Kid! 😀

  33. duuardo says:

    Foda! o/
    Pena não conhecer o blog nessa epoca. 🙁

    Mas curti muito. Coloca mais Clássicos de vez em quando. o/
    Abraços, Kid.

  34. Rafael Gorga says:

    ” “Bom, é de graça mesmo!” pensei, pondo em prática tudo que aprendi nesses anos sendo brasileiro. ”

    Kid, você é uma criatura lendária.

  35. Weslly says:

    Você vai ficar nos devendo a foto de um velociraptor 🙂

  36. Skr - A.K.A. Pedro Negro says:

    pUTZ… EU TINHA LIDO MAS NEM LEMBRAVA… ALIÁS, EU SÓ LEMBREI DO (DAMN cAPS lOCK) texto por causa das imagens…

    Crássico

  37. Geek In The Pink says:

    Isso Kid! Os posts engraçados são os que você se fode.
    Se fode fisicamente, não psicologicamente.

    Pegou mal, mas … você entendeu.

    Anyway, por isso eu só ando a pé. 🙂

  38. Anon says:

    Kid, é consÔle e você sabe disso, ignore esses imbecis não acostumados com os gringos,QUE CRIARAM A PORRA DO CONSÔLE.
    Fodam-se todos.

  39. Muisinha_xD says:

    é que nem um toboga gigante num dia de frio, com a água fria.

  40. NaiyanHCL says:

    Hahaha…

    primenta nos olhos dos outros é refresco mesmo =P
    engraçado d+

  41. CCC says:

    Kid viado vai morrer de tanto esqui no cu

  42. PunKi says:

    “”Se alguém me visse de perfil, poderia me confundir com um N maiúsculo. “”

    Sem comentários cara, mto foda!

  43. InSaNo says:

    Eu sou de antes dessa época.

  44. Thito says:

    Skifree!!
    Porra de jogo! Eu rachei minha cabeça tentando fugir daquele monstrinho escroto. Afinal qual a finalidade daquele joguinho? Ser comida de monstro? Ou ficar jogando que nem um retardado tentando escapar de algo impossível? hummm morra maldito criador de Skifree!

  45. Tiago Muramoto says:

    Baixei kotor 2 para matar a saudade mas decidi que vou procurar skifree para jogar agora!

  46. Hikaru says:

    canadenses honestos :3

  47. Crístian Viana says:

    você conseguiu me deixar nervoso lendo esse post!!! legal! =D

  48. o.O says:

    caramba, hauhuauha
    só a gif já valeu o re-post
    usaduausdhuashud

  49. Porkispin says:

    já havia lido o pooost… mas nem lembrava direito hehehe li tudo denovo!
    o ultimo gif tá muito foda haahaha

    e porra… não sabia q era tao comum quebrar braços e pernas nessas porras aí não! sabia q doia… mas nem tanto =)

    ..e cara… eu já desviei do mostro do ski O.O ..e não é mentira! só q ele aparecia denovo… e denovo… e denooovo… até q ele comia o homi ahahah =D

  50. Rafael says:

    Ah velho esse post é de fuder! ^^,

  51. Darox says:

    Muito bom!Animações Fantásticas!

  52. Victor K.~ says:

    Ótimo post, ainda não tinha lido !
    e eu pensei que você fosse quebrar alguma(s) coisa(s) :/

    @Kibe
    AUIHEIUAHEIUHAIUHEIUAHIUEHAIUHEIUAHIUEHAIUHEIUAHEUIHAIUEHIAUHEIUAHUEHAUEA

  53. Banana says:

    @Kibe

    OMFG! LOL!

  54. Neryuuk says:

    @Rodrigo
    “tipo de texto que você morre de rir, não importa quantas vezes já tenha lido”

    FATO

    hahaha

    muito bom esse texto. ri muito… de novo… hahaha

  55. Teoc says:

    Muito bom ! Nunca tinha lido, mas texto ótimo !

    Só fiquei confuso..você foi terminar o colegial ai no canada ? Achei que já tivesse ido pra lá formado…enfim.
    Muito boa a gif !

    @Kibe

    Hahahahaah

  56. Kid says:

    @Teoc

    Cursei colegial canadense pra adquirir créditos necessários pra obter o diploma canadense.

  57. Eduardo says:

    ahh,realmente é um clássico,ri pra caramba quando li isso pela primeira vez,e ri novamente agora.

  58. Chucrutes says:

    Shasuuhasuhasuhasuh
    Tinha me esquecido desse texto até…clássico mesmo…
    Merece ir pros hits…

  59. Pirani says:

    Ahh ri demais ! Lembrei das minhas ultimas ferias no vale nevado em chile.. no ultimo dia consegui cair feio hehe.. fora as caidas normais que doem tbm hahuahuuhahu…. tive sorte de n quebrar nada apesar de cair de cabeca.. aqui ta o video acabei de por no youtube rel="nofollow">

    que ta gravando eh a minha patroa u huhahuahuahu

  60. Lars says:

    Bom demais, como sempre boas risadas, imaginei a cena.
    O pessoal da escola depois tirou muita onda de você descer gritando: sai da frente ae não consigo parar ?

  61. Trailblazer says:

    Muito bom!

  62. Motta says:

    AEeahouaeAEUOAEUOEH

    caralho, fazia tempo que eu não ria tanto num post seu Kid xD

    esse daí eu nunca tinha visto, mesmo catucando seus posts antigos

  63. tHeus says:

    Cara estou rindo até agora. Muito boa narração, puts. A espera de outas pérolas.

    p.s.: Top 5.

  64. Tom says:

    comentando o twitter:

    poxa, se voce gosta tanto de aplicações móveis devia considerar comprar um PocketPc com windows mobile. Como já é uma plataforma bem mais antiga e consolidadea tem aplicações pra tudo o que exsite no mundo. E tem aparelhos geniais, principalmente da HTC (o htc diamond é um exemplo). Tenho um e posso dizer que a navegação na internet com o opera é muito agradável e o fato de poder ter MSN em qualquer lugar é praticamente um sonho realizado =)

  65. ThiagoOn says:

    E vc não encontrou o maldito monstro da neve q come esquiadores no final da trilha PRETA !? =D
    E sobre a grance falta de habilidade dos canadenses com os numeros …mostra p eles como se resolve uma uma equação d 2º e vira prof .. salalario deve ser BOM !
    xD

  66. Makuro says:

    N maiúsculo foi foda.

  67. Marsson says:

    Pode crer… esse eh um texto “Chaves”. nao importa quantas vezes voce le, sempre dah risada… 😛

  68. Piuii says:

    Gizmodo Brasil no ar.. aweee 🙂
    http://gizmodo.com.br/

  69. Hugo says:

    aiasuhIAUSHASIUhASIUhASIUhSIUAh

    baralho mano!!!

    eu me racho com seus textos menino Kid!
    ^^

    mas ficou uma dúvida…
    no joguinho do sky TEM ou não tem como escapar dos Pixels cinzas assassinos que devoram ‘esquiadores’!?!?!

  70. Kid says:

    AUAduhaDUHahudUHADUHad

    EU Vou voltar para o brazil, to odiando o canada, vo fazer um post sobre isso

  71. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!

    Estou ficando viciado no seu blog!!!

    Hilária essa sua história!!!

    Bom ski pra vc!!!!

    aBS!

  72. Jpunker says:

    KKKKK… nossa tudo culpa de uma lata de lixo!!!

  73. Gabrol says:

    (o que significou que alguns voltaram pra casa sem saber dar saltos mortais triplos)

    Que pena :-

  74. Fonte: http://irradiandoluz.blogspot.com/2008/08/blogday-2008.html
    “O Kid é um nerd muito engraçado… só cuidado pra não mexer com ele, porque o bicho pega! Ele (e os leitores do blogue dele) adoram uma picuinha entre blogueiros… eu cheguei a ser vítima dele, mas depois de esclarecido o ocorrido, me desculpei, ele também, e no fim das contas ele teve uma atitude muito legal com relação ao tal mal entendido… Não curto muito essa parte das tretas entre blogueiros, mas tem algumas postagens muito engraçadas… Ele tem o dom de transformar os acontecimentos cotidianos da vida dele em uma grande piada… é um clown nato! Sabe rir de si mesmo…”

  75. @Kid: confira lá…

    abraços

  76. Kei says:

    @Kibe

    Hahahahahahaha! Muito bom!

  77. Adam says:

    Fazia tempo que nao ria tanto

    muito bom mesmo

  78. Antonio F. says:

    Depois escrevo direito! Mas tá engraçado.

    Canadenses q num sabem resolver eq.linear?!?!wtf? exagero poético ou escola/turmas para crianças “especiais”?

    obs.:Nipples no perolas…kkk…qual o nome da criatura mesmo?

  79. M says:

    Cacete, nos filmes parace tao facil esquiar…

  80. M says:

    Sera que as paticinhas se esborracharam tambem?

  81. Kei says:

    @Kid

    IPhone preto. O Branco alem de ser muito “chamativo”, arranhões são visiveis.

  82. João Vitor says:

    @Geek In The Pink
    Mesmo você sendo uma criança, e tendo aprendido sobre pilotagem no PSone

  83. Geek In The Pink says:

    @M

    nos filmes parece tão fácil pilotar um avião em chamas e sem duas hélices …

  84. Geek In The Pink says:

    *comentando de novo pra ir pro top, rá!*

  85. Antonio F. says:

    Duvido q o kid tenha ido numa pista “expert” ou algo assim! Tem q ser muito rabudo pra escapar numa primeira vez!

    Sempre duvidei q esquis fossem mais fáceis do q snowboard, até hj só ouvi pessoas injuriando os malditos esquis qnd comparando os dois. Pelo menos reles mortais como nós e ñ instrutores de esqui e outros esquiadores profissionais!
    Pior q bater os esquis(ou os “poles”) na cabeça(imagino q vc estava de capacete) seria bater no saco…com certeza ocorre!
    obs.:As patricinha intercambistas andaram de esqui tmb?

  86. Kayaphas says:

    As patricinha intercambistas andaram de esqui tmb? [2]

  87. Darox says:

    o/ post sendo aguardado hehehehe

  88. NM says:

    rel="nofollow">

    Pior é que é possível escapar daquela porra de monstro.

  89. Thiago says:

    massacote!

  90. Rapaz says:

    Muito massa!doido hehe
    As patricinha intercambistas andaram de esqui tmb? [3]

  91. ruskiii says:

    estive fora da porra toda aki por conta de uns Georgianos malvados aki…

    ó, namoral, esse artigo merece “hbd hits” hein…

    loko loko

  92. algust21 says:

    Pô, muito foda!
    hahahaha
    ri demais aqui! =]
    merece HBDHits mesmo!

  93. SLy says:

    Ri pra caralho, pela terceira vez.
    HUSUHA

  94. felipetenor says:

    @pguitar esse post q me matou de rir -- http://bit.ly/33v8bL

  95. leonmrs says:

    haha gostei muito! 😀

  96. Galdiano says:

    bom demais o texto!

    pq nao temos mais textos q nem esse?? xD

  97. Daniela Reis says:

    RAchando o bico de tanto rir

  98. “Se alguém me visse de perfil, poderia me confundir com um N maiúsculo.”
    “Cocei meu queixo com o joelho, pensativo.”
    “O gelo fica todo arrebentado por causa das prévias esquiadas, então passar por ele foi o equivalente a andar de patins num ralador de queijo.”

    Frases que me fizeram chorar de rir!!!!!!

  99. Pedro C. says:

    HAHAHAauhauah
    Nunca tinha lido esse, foi épico cara.
    A “câmera de segurança” também foi foda…
    “Wow, that was close”
    Ploft

  100. Gabriel Oliva says:

    haha, muito foda!

  101. Clary Mota says:

    Tenso, mas ri demais do texto.
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    Vc quase fica sem andar por causa de uma queda da cama, mas não sofre um arranhão descendo uma montanha a km/h. Êlaia hein?
    Os textos favoritos são esses pq são os mais engraçados. Hhauahuahuahauahu.

  102. Thiago says:

    Relembrar é viver.
    Esses posts olds são muito fodas. (:

  103. OgFux69 says:

    Coincidentemente (ou “muitíssimo infelizmente“), alguém colocou uma imensa lata de lixo VERDE na entrada de uma trilha PRETA.

    RACHEI O BICO quando percebi o que ia acontecer EHAUEHAUHEAUHEAUHEAUHEHEAHEAE
    E continuei rindo ATÉ O FINAL do texto, aquele gif AEHAUEHAEHAE

  104. DERP says:

    “No começo tudo tava indo muito bem, como todas as coisas sempre vão até que você perceba que na verdade foi uma péssima idéia.”

    isso pareceu muito Guia do mochileiro das galáxias

  105. Guilherme Trindade says:

    Pizza,batata frita…

  106. Thábata says:

    Pra escapar do monstro comedor de esquiadores do Skifree (que pra mim era claramente o Abominável Homem das Neves) era só apertar o F -- o atlético esquiador ficava mais rápido e conseguia passar ileso pelo monstro!

  107. Vinícius Martarello says:

    melhor texto do HBD

  108. Daniel says:

    Izzy, pesquisei agora “procrastinação” no seu blog e este é o ÚNICO post em que esta palavra é sequer utilizada.

    Procurei esse termo porque alguns anos atrás a sua decisão de começar a postar textos quase diariamente no blog me inspirou a criar um blog com textos verdadeiramente diários.
    A criação de um site é algo que procrastinei por vários anos, depois veio a ideia de um blog, que continuei procrastinando, enfim criei um blog em parceria, mas as postagens foram poucas e fui procrastinando a criação do meu blog próprio.
    Quando tive essa inspiração no final de 2011 de criar um blog com postagens diárias, preparei uma tonelada de assuntos e tópicos e marquei uma data para o início deste compromisso: 1o de janeiro de 2012.
    Nos dias 1, 2 e 3 postei impecavelmente. No dia 4 fiquei BEM doente e não dei conta de postar mais nada por alguns dias…
    Com uma falha tão grande, tão perto do início, o impulso inicial se perdeu e se instalou a procrastinação do post de retratação (aquele em que eu explicaria o que aconteceu com minha determinação inicial e daria um novo início ao blog).
    Só uns 2 meses atrás, com um atraso de 4 anos e meio, fiz este post… e nele citei que no dia seguinte postaria um texto sobre procrastinação, a não ser que a procrastinação me impedisse…
    Até hoje não postei o segundo post dessa nova época, e o pior é que nesse meio tempo conheci o Wait But Why que tem um post originalíssimo sobre procrastinação e, sendo eu contra cópias e não me sentindo inspirado o suficiente para criar algo mais interessante, praticamente larguei mão de escrever sobre procrastinação (um tema que já estava na minha pauta desde 2011). Se bem que, talvez seja importante para mim escrever deste assunto.

    Resumindo o motivo pelo qual estou escrevendo este comentário para você (a.k.a. “o que o kid tem a ver com isso”): Imagino que procrastinação não seja uma parte tão representativa na sua vida como é na minha. Independente disso ser verdade ou não, gostaria que escrevesse sobre o seu ponto de vista da procrastinação:
    ou sobre “Como é a vida de um não-procrastinador” ou então sobre “Como um procrastinador conseguiu se comprometer a postar todos os dias às 11 horas ‘menos aos fins de semana né, caralho'”