A internet está lotada de gente com bastante tempo livre nas mãos, uma câmera digital prontamente disponível e idéias criativas e/ou malucas que nos levam a especular quantos amigos este indivíduo possui, qual a última vez que ele teve um contato erótico consensual com um membro do sexo oposto, ou até mesmo durante qual gestão presidencial americana ele teve seu último banho. Esta seção do HBD é dedicada quase que inteiramente a dar mais visibilidade a esses talentosos cineastas internéticos e suas criativas produções youtubísticas.
Por causa da natureza fantástica ou surreal dessas produções, convencionamos a enxergar os criadores desses vídeos como idéias abstratas, pessoas que não existem de verdade no mundo real. Afinal, quem teria tanto tempo ou disposição pra executar esses projetos? Quando tive a idéia de trazer esse tipo de conteúdo pra vocês, não imaginava que ia acabar esbarrando pela internet a fora com algo produzido por alguém que eu conheço na vida real, uma pessoa de carne e osso cuja existência eu posso verificar.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=pw9GMieq3fU[/youtube]
O maluco narrando o vídeo se chama Clifford; ele trabalha no Wendy’s, onde eu trabalhava até o meio do ano passado. O que o maluco fez foi jogar Wolfenstein 3D por DUAS SEMANAS SEM PARAR, até decorar não apenas a localização de cada inimigo no jogo, mas as áreas secretas e os power-ups. O resultado disso é um speedrun de precisão cirúrgica, em que o moleque não apenas se posiciona na direção exata do inimigo antes mesmo de entrar na próxima sala, mas ainda dá a localização geográfica dos nazistas virtuais em relação angular à sua própria posição. “Vou entrar na próxima sala, virar 90 graus pra direita, dar três tiros, e em seguida 27 graus pra esquerda e matar os outros dois guardas que estão dando a volta na esquina nesse exato momento. Agora vou abrir essa porta e matar os dois guardas atrás dela antes mesmo da porta abrir completamente”.
O moleque vai e termina o jogo na dificuldade mais elevada permitida, sem levar um tiro sequer, em doze minutos. Toda essa habilidade, no entanto, não o impede de se referir aos guardas nazistas como “JESTAFO”, o que se provou mais irritante do que eu imaginava. A polícia nazista, a Gestapo, provavelmente não se agradaria disso. Mas eles também não se agradariam em levar tiros na cara com uma precisão que daria inveja ao Bullseye, então dá na mesma.
Eu me pergunto até agora a que tipo de ambiente o moleque foi submetido a ponto de que jogar Wolfenstein 3D por 14 dias consecutivos se tratasse de uma boa idéia. Aí conclui que eu não posso compreender a mente de um sujeito que quer se tornar mundialmente conhecido como o melhor jogador de Wolfenstein do mundo (e ele diz isso sem o menor sarcasmo).
Vá com deus, Clifford.





Ok Ok, eu aumento mais não invento.
Não foi SOMENTE por causa do Wolfenstein 3D.
Quando eu não tava jogando ele, tava jogando Prince of Persia ou Stunts (mais alguém aqui foi loucamente viciado em Stunts? Duvido que o Kid jogou Stunts, há).
Kbça você entendeu errado a parte que ele fala Too slow… Ele queria cronometrar matar os guardas e se encontrar com um terceiro virando a esquina… ele não fez rápido o suficiente e falhou em matar o outro perfeitamente. Por isso o No too slow
…
E quem fala aqui é o Trunks não o Kid
Faz sentido Trunks. É que por ter ouvido mais de uma vez, achei que era alguma pagação da parte dele.
Acho que se eu rever o vídeo vou concordar com você, mas nem vou fazer isso não… Não posso perder tempo, tô concentrado aqui no Doom 2, rumo ao título de ‘best Doom 2 player of the whole fucking world’!