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Postado em 31 August 2005 Escrito por Izzy Nobre 3 Comentários


Escrever resenhas cinematográficas de filmes ruins é mais ou menos como pular de cabeça do topo de um prédio de 58 andares – não precisa ser um ciêntista da computação como o Graf pra saber que não vai ser coisa boa. No entanto, tenho como compromisso assistir filmes horríveis para que vocês não precisem assistir, então aceito minha sina mais ou menos como o Homem Aranha, que tem super poderes mas tem que ficar correndo pra cima e pra baixo (literalmente) pela cidade ajudando bundões.Acontece que a resenha de hoje exigiu um pouco mais de mim. Na ocasião em que assisti essa bomba pela primeira vez, a presença da namorada (combinada à ausência de suas roupas) disputaram minha atenção com o filme. O impasse durou quase 4 segundos, e ao fim dos quais joguei um sapato na televisão e fiquei com apenas metade do filme em minha mente perturbada. Quase UM MÊS se passou; decidi que apesar de nem ter assistido o filme inteiro, o pouco que vi já daria uma excelente resenha.Não tive escolha a não ser abrir o Limewire e procurar o vídeo.


Não vou manter nenhum suspense: Resident Evil: Apocalypse é Opior filme que eu já me submeti a assistir. Ever.Particularmente, me surpreendo muito pelo fato de que esse filme foi um grande lançamento hollywoodiano na época. Não há absolutamente nenhum quesito do filme que não possa ser resumido como “abismalmente horrível”. Já vi mais profissionalismo em produções amadoras para feiras de ciências. Tenho plena certeza que um macaco munido de uma câmera digital, um estilingue e um picolé de framboesa (que eu mesmo poderia fornecer) seria capaz de filmar algo pelo menos oitenta vezes melhor que esse filmeco. Ainda estou pensando se perdôo vocês por terem me feito passar pelo suplício de assistir esse filme não apenas uma ou duas vezes, mas ainda baixá-lo pro computador e admitir que o assisti.


Jill Valentine. É gostosa, então deixa quieto

Paul Anderson decidiu que o público que não se interessou em assistir o primeiro filme era grande o bastante pra justificar um resumo do primeiro filme nos créditos de abertura do segundo. Por isso, Resident Evil: Apocalypse abre com um breve resumo do filme original. Isso foi uma jogada bastante útil praqueles que viram apenas 4 minutos do filme até decidir que bater a cabeça contra a parede pelos próximos 90 minutos seria mais divertido que terminar de assistir o filme.Eu, por exemplo. Nunca esperei muita coisa de filmes sobre videogames, especialmente se eu nunca gostei do jogo em questão. O primeiro Resident Evil já não inspirava muita confiança, e portanto a única coisa que sei sobre ele é que há zumbis em algum momento no filme. Assim sendo, não assisti.Enfim. Pelo resuminho de trinta segundos, entendi que no primeiro filme os zumbis passearam por laboratório gigante comendo a geral, claramente sem camisinhas, até que Mila Jovovich chegou chutando bundas com outros personagens secundários descartáveis. A narração é da própria Jovovich, a propósito, que canaliza toda a sensibilidade artística de um absorvente usado lendo o texto da introdução. Então, a Mila chutou muitas bundas zumbis, e finalmente escapou com vida do tal laboratório recheado de mortos-vivos.

Aí beleza, acontece que a super corporação maligna “Umbrela” decide que seria uma boa idéia abrir o laboratório pra entender o que aconteceu lá. Aparentemente o contexto da frase “os zumbis tão lá, fudeu geral” foi muito subjetivo para que eles sacassem a gravidade da situação. Previsivelmente, os caras abrem o laboratório, os zumbis escapam, e a putaria começa (de novo).

Somos então apresentados pra primeira personagem de alguma importância no filme: Jill Valentine, uma agente especial de um grupo chamado “S.T.A.R.S.” – possivelmente o nome mais imbecil pra uma organização de elite. Aliás, Residente Evil está bem servido no departamento de nomes imbecis: Raccoon City, Umbrela, STARS…

Divago.

Jill está em casa quando ouve no seu radinho à pilha que os zumbis estão a solta. Segundos depois ela aparece numa delegacia, mata algumas dúzias de zumbis que estavam ali de bobeira, fala suas linhas de diálogo e vai embora. Essa é basicamente a transcrição exata do que aconteceu de relevante na cena, ou seja, dá pra perceber que ela não teve propósito nenhum a não ser mostrar que a Jill é boa de mira e de pernas.

Aparece então o segundo personagem de certa relevância na trama. Olivera é o esteriotípico mocinho que não respeita regras se isso for necessário para salvar um inocente. Alguém de bom coração. Ou, como eu prefiro interpretar, alguém burro o bastante pra arriscar a própria carreira por alguém que ele sequer conhecer. Aquele tipo de gente tapada que cai em golpes do vigário e outras safadezas similares.

Então. Uma vadia qualquer está sendo perseguida por aproximadamente trinta mil zumbis. Ela é acuada no topo de um prédio, e o Olivera vendo tudo de um helicóptero lá. O mocinho implora ao piloto pra que eles voltem e resgatem a mulé, mas o piloto responde que “não há tempo”. Malditos pilotos contratados por organizações malignas, nunca têm tempo para salvar um inocente!

Olivera se emputece e decide que a força da gravidade não respeitaria a autoridade do piloto, então ele pula do helicóptero pra resgatar a mulezinha. Em queda livre, o cara dá vários tiros a esmos, e obviamente todos matam ao menos duas dúzias de zumbis porque nos filmes os caras são bons de mira mesmo, não precisam nem estar olhando pros alvos.

Mas é tarde demais: a mulé já foi mordida por um zumbi. Ou melhor, acho que essa era a idéia que a cena deveria ter passado, embora a tal mordida parecesse mais uma fatia de mortadela grudada no braço dela. Mas façamos de conta que era uma mordida mesmo.

E como todos sabem, os tratados médicos mais recentes são unânimes em afirmar que ser mordido por um zumbi transforma você AUTOMATICAMENTE em um. Ou seja, se possível, evite.

“Mas é tarde demais: a mulé já foi mordida por um zumbi. Ou melhor, acho que essa era a idéia que a cena deveria ter passado, embora a tal mordida parecesse mais uma fatia de mortadela grudada no braço dela. Mas façamos de conta que era uma mordida mesmo.

E como todos sabem, os tratados médicos mais recentes são unânimes em afirmar que ser mordido por um zumbi transforma você AUTOMATICAMENTE em um. Ou seja, se possível, evite.”

O filme avança algumas horas. É noite em Raccoon City, e vemos uma imagem aérea da cidade que agora está em estado de calamidade pública porque a zumbizada tá apavorando geral. A sapkgem tava mto grande mermaum.

É nesse momento que descobrimos que a Umbrela deveria largar todas as pesquisas e projetos em que estava envolvida e se dedicar exclusivamente à construção civil: os caras construiram um muro AO REDOR DA CIDADE INTEIRA num dia só, pra conter a epidemia. NUM DIA. E não tou falando de um muro qualquer de cimento e tijolo não, é um mega muro metálico de metros de altura, com portões automáticos e o caralho a quatro.


Olha o portãozão aí

Foram momentos como esse que reforçaram a idéia de que ninguém estava sequer tentando escrever uma história verossímil. O roteiro do filme deve ter sido escrito em 5 minutos no verso de um guardanapo do bar mais próximo à casa do diretor.

Então. Nossos heróis estão tentando sair da cidade, mas aí a galera da Umbrela percebe que a putaria atingiu níveis incontroláveis e então os portões são fechados. Raccoon City se torna automaticamente a maior prisão mista da galáxia.

A partir daí encerra-se qualquer resquício de história, porque o filme basicamente se torna um documentário sobre a stand de tiro que Raccoon City subitamente se tornou. Há uma cena de dois minutos com nada além de imagens de soldados de afiliação misteriosa atirando contra exércitos infinitos de zumbis.

Vale lembrar que há um personagem chamado Doutor Ashford que aparentemente é responsável pelo vírus, ou algo assim. Não prestei muita atenção. A única coisa digna de menção sobre o personagem é que ele tem um pesadíssimo sotaque britânico, porque aparentemente há uma lei em Hollywood que obriga ao menos um personagem ter sotaque britânico.

Imagine a situação. Você está numa cidade onde há um vírus a solta que transforma pessoas em mortos-vivos. Você precisa chegar do ponto A ao ponto B, talvez porque o ponto B tem consideravelmente menos zumbis que o ponto A. O que fazer?


ATRAVESSAR UM CEMITÉRIO, CLARO!

A foto aí prova que não inventei isso. Os caras precisavam DESESPERADAMENTE enfiar no filme a clássica cena dos mortos saindo da terra, e a melhor solução pra justificar a cena é pôr os personagens atravessando um cemitério VOLUNTARIAMENTE. Preciso relembrar que há um vírus zumbificador a solta? Não.


Precisa-se de dignidade, pago bem. Favor entrar em contato.

Um detalhe também digno de menção é a presença do Nemesis na película. Quer dizer, ouvi falar que ele estava no filme, mas acho que sacanearam o vídeo que eu baixei. Devem ter editado o filme ou algo assim, porque no lugar do terrível Nemesis de Resident Evil 3, havia um maluco vestindo uma fantasia CLARAMENTE de borracha, tão assustador quanto uma pilha gasta.
Simplesmente ridículo. O pior é que tenho absoluta certeza de que deve haver gente que se orgulha de ter participado da produção dessa porcaria.
Ah, quer saber de uma coisa? Não há nada no mundo que justifique assistir esse filme inteiro. São onze da noite de sexta-feira, tou com a mochila pronta pra ir passar o fim de semana na casa da namorada, e estou perdendo meu tempo em idas e voltas entre o bloco de notas e o Windows Media Player, assistindo essa grandíssima porcaria. Basta.

O filme é horrível e pronto.

E que venham os fanzinhos que se agradam com lixo me criticar.

A propósito, a versão “unificada” da resenha está lá na área Cinema. A data tá errada, porque na verdade estou apagando um post qualquer e substituindo com a resenha, pra poder ficar com o layout bacaninha e tudo.

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Categorias: Cinema

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

3 Comentários \o/

  1. Carol says:

    Parei de ver esse filme na parte do cemitério…

  2. mariane says:

    bom,eu amo os filmes do resident,,e eu achei muito bom os 3 ,,até era mais do que eu esperava ,só não gotei no 3 resident evil “a extinção” que o carlos morre ,mais fazer o que no final todos acabam morrendo mesmo!!!!brigado por ler meu comentario!!!beijossss!!!!ha e lembrando gotei de te conhecer valew

  3. lucassimaoo says:

    ainda acho q o wesker vai matar todo mundo, tanto no filme como na saga de video game