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Defendendo Matrix Reloaded

Postado em 16 December 2013 Escrito por Izzy Nobre 19 Comentários

thematrixreloaded_2003

Em 1999, o lançamento de The Matrix foi um acontecimento ímpar pra mim.

Aquela era uma época em que ainda tínhamos aquele luxo de ir ao cinema e assistir um filme sem grandes noções do que a trama se tratava. Tínhamos UM trailer e só — e a gente não podia ficar assistindo repetidamente via YouTube. Você assistia trailers em prestações, pegando este ou aquele trecho enquanto mudava de canal na TV aberta e tal.

Algumas poucas vezes, o filme tinha um site que oferecia um trailer em resolução porquíssima, tipo sub 240p. E de fato, o trailer de The Matrix foi o primeiro que eu baixei na internet.

Fui ver o filme no cinema e não gostei muito. Como muita gente, eu achei os conceitos do filme complicados de seguir; muitas referências e nuances narrativas/filosóficas passaram totalmente batido. Cheguei até a dormir no cinema, de tão confuso/desinteressado eu acabei ficando.

Aí o filme saiu em DVD — foi, inclusive, um dos primeiros DVDs que meu pai comprou, junto com Aliens (filmaço do caralho) e Deed Blue Sea (que bosta). Assisti-lo repetidamente me permitiu absorver tudo que os irmãos (bom, hoje, irmão e irmã) Wachoskswwskplxlki enfiaram naquele script.

E vou te falar que não foram os efeitos especiais revolucionários (que influenciaram o cinema de ação naquela época ao ponto de exaustão; os early 2000 MATARAM o bullet time) que me prenderam: foram os conceitos filosóficos.

Acho que esse GIF é mais pesado que aquele trailer de Matrix que baixei em 1999

The Matrix apresentou a mim um dos meus conceitos narrativos favoritos: a idéia de que a realidade que conhecemos não é tão real assim. De lá pra cá eu me amarro imediatamente em qualquer história que aborde isso.

A quase perfeita execução desse conceito no filme (junto com a ação revolucionária) fez de The Matrix um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Eu sou daqueles que tem praticamente o roteiro INTEIRO do filme memorizado. Aliás, eu baixei o script original do filme e tudo, o tipo de coisa que só o fã mais ardoso e desocupado faz.

Quando The Matrix Reloaded foi anunciado pra 2003, evidentemente eu fiquei maluco. Já completamente fanático pelo filme, fui assistir a continuação no dia que saiu, e ao chegar em casa do cinema corri pros sites/fóruns pra ver o que a galera estava falando.

E as opiniões eram bem divididas. Com o lançamento de The Matrix Revolutions poucos meses depois (um filme TÃO decepcionante que no final da sessão no cinema eu me sentia como se meus pais tivessem revelado que eu sou adotado ou algo assim), me parece que as resenhas retroativas de The Matrix Reloaded pintaram o filme como igualmente merda.

Essa introdução toda aí foi pra falar o que você já sabia lendo o título deste artigo — hoje eu estou aqui para defender The Matrix Reloaded.

Em primeiro lugar, quase todo o setup de The Matrix Reloaded foi excelente. A trama foi expandida de formas que a gente não esperava; por exemplo — o segundo filme mostra logo de cara que os papos do Morpheus (basicamente aceitos como fato pela grande maioria dos personagens) representam uma crença religiosa extremista. Inúmeras vezes o filme se dá ao trabalho de mostrar que não, Morpheus, nem todo mundo acredita nessas suas maluquices de Oráculo, profecia, “o Escolhido”, porra nenhuma. Para de falar merda e me ajuda aqui a defender essa cidade!

E a cidade, então? Zion nos foi apresentada apenas por nome no primeiro filme, como aquela garota que seu amigo jura que é gostosa mas você nunca viu. O segundo filme nos mostrou a última cidade humana como o lugar miserável, escuro e decrépito que você imaginava que deveria ser — o que trouxe de volta à baila o dilema do Cypher, que deus o tenha: acordar da Matrix é realmente uma coisa boa…? Conhecer a “verdade” a preço do conforto e segurança pessoal valem a pena…? Independente disso, foi legal ver a cidade subterrânea.

Agora, uma das coisas que mais saltou aos meus olhos reassistindo Reloaded recentemente foi a totalmente injustiçada cena da “orgia na caverna”. Você sabe do que eu estou falando.

caverna

Após um discurso inspirador do Morpheus, os Zionenses (que estavam até então com o cu na mão com papos de que as máquinas estão vindo pra detonar tudo) bradam orgulhosos, e sem seguida começam a se pegar fortemente. target=”_blank”>Eis a cena, caso você não se lembre.

Até hoje, muita gente diz que a cena foi “desnecessária”, ou “vergonhosa”. Repare que os comentários do vídeo que eu linkei são, em geral, negativos. Eu acho que essa galera não prestou atenção em alguns temas do filme.

Em uns 2 ou 3 momentos diferentes do filme, a frase “apenas humano(s)” é dita por um personagem pra outro. Essa repetição não é acidental; a mensagem nas entrelinhas é que apesar dos super poderes, das roupas super cool, das cenas de ação… essa galera é apenas humana.

E na cena da caverna, vemos uma cambada que não apenas vive completamente na merda mas que também acabou de ouvir que um exército de máquinas está a caminho pra matar a todos.

E eles são apenas humanos — qual seria o ímpeto MAIS HUMANO nessa situação?

Naquela cena, eu penso que os cineastas estavam culminando o discurso de que essas pessoas são, apesar de tudo, inerentemente humanas — e que os ímpetos interentemente humanos não podem ser ignorados. Aliás, lembra da cena do primeiro filme em que o Mouse oferece pro Neo um encontro sexual com a “Mulher de Vermelho”? Você prestou atenção no que ele disse pro Neo…?

Mouse: Pay no attention to these hypocrites, Neo. To deny our own impulses is to deny the very thing that makes us human.

Essa frase não foi por acaso. A semente desse conceito tava lá. Sexualidade, queira ou não, é uma parte intrínsica da condição humana. E somos “apenas humanos”, o filme deixa claro inúmeras vezes. Diga pra um monte de humanos que eles estão prestes a encarar a aniquilação total e você não verá uma cena diferente daquela.

A outra cena que causou incômodo foi a cena do Arquiteto.

(Repare nessa cena a presença da frase “você continua irrevogavelmente humano“; novamente batendo na tecla da identidade dos protagonistas. Agora que paro pra pensar, essa fala aparece no filme mais do que eu lembrava)

O primeiro nível do incômodo é que a cena é bem difícil de acompanhar. Eu vi o filme duas vezes no cinema e entendi quase nada das duas vezes. Hoje, uma década depois, sendo um pouco menos burro e não dependendo da tradução da legenda, a cena faz mais sentido.

Basicamente, a Matrix roda em ciclos porque eventualmente um grande número de humanos começa a rejeitar o sistema. Pra contra-balancear isso, eles criaram a opção de humanos fugirem pra Zion — ou seja, Zion não era a “Matrix dentro da Matrix” que tantos interpretaram, mas é sim uma parte do sistema de controle.

Só que mesmo com Zion, os humanos continuam insatisfeitos e se “desplugando” em demasia — vide que o papo do Morpheus de que eles liberaram “mais mentes nos últimos 6 meses do que nos últimos 6 anos”, que ele interpretava como vitória da causa, nada mais é do que uma característica do sistema. E isso acaba fazendo com que a Matrix dê pau.

Chega num ponto da simulação em que ninguém mais a aceita, e ameaça o negócio todo a entrar em colapso. E é nisso que entra o Escolhido: ele pega 23 pessoas da Matrix, as liberta, essas pessoas repopulam Zion, e a Matrix é recarregada (daí o nome “Reloaded”).

E o processo se repete infinitamente. No universo do filme, esta é a 6a vez.

Isso cai naquilo que eu falei da expansão do universo. Muitas continuações são basicamente o mesmo filme com alguns elementos substituídos de forma inconsequente por outros. Matrix Reloaded realmente expande o universo do primeiro.

O outro nível em que essa cena funciona, pra mim, é na alegoria religiosa — outra coisa que acontece sem parar na série inteira. Neo é, muito evidentemente, uma metáfora pra Jesus. E o Arquiteto, o “pai” da Matrix, seria então Deus.

Existem inúmeros textos religiosos neste mundo, boa parte deles completamente contraditórios entre si. Todos não podem estar simultaneamente corretos, evidentemente, o que me leva a concluir que se um contato entre humanos e Deus(es) já ocorreu de fato, ele é muito confuso e/ou insatisfatório, pra gerar tanta falta de consenso. O que é de se esperar; você acha que numa tentativa de comunicação entre um homem e uma formiga, a formiga entenderia alguma coisa…?

E talvez por isso a cena seja tão difícil de entender, e gera tantas diferentes interpretações. É a “palavra de Deus”, explicando o significado da vida e do universo, pra alguém que não tem o aparato intelectual pra compreender.

E existe um paralelo bíblico para a reação do Neo de não entender/discordar/ficar puto com os planos do Arquiteto. Jesus nem sempre entendeu ou concordou com os planos de seu Pai; tanto no jardim do Getsemani (Lucas 22) quanto no Calvário (Mateus 27:46), isso fica patente.

Então é isso. Acho Matrix Reloaded um filme melhor do que damos crédito, E as partes que mais reclamaram fazem sentido dentro de seus contextos.

Pode chilicar aí nos comentários.

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comments

Categorias: Cinema

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

19 Comentários \o/

  1. Hoje, 10 anos depois, descobri o porque tem o nome Matrix RELOADED. ehehhehehe Nunca tinha parado para pensar, apesar de ter pensado muito nos filmes. Gostei do filme tanto quanto você, e gostei do revolutions, apesar de saber a galhofa que foi no final, mas tudo que se faz na pressa, dá naquilo. Faça um post a mais sobre Matrix, é um assunto que nunca morre e consegue deixar a gente perplexo até hoje.

  2. Gabrielp says:

    Sou fanzão de Matrix. Até hoje é meu meu filme favorito. Entendo que a cena da suruba lok reforça que o povo de Zion é “apenas humano”, como foi citado várias vezes no filme, mas eu acho q

  3. Jotazêr says:

    Gostei do texto, nunca tinha entendido a parte do arquiteto, e é uma parte muito importante pro filme mesmo. Só assisti na época, umas 2 vezes. Obrigado por me fazer entender hehehe.

  4. Gabrielp says:

    Eu sou fanzão de Matrix. Até hoje é o meu filme favorito. Eu entendo que a cena da suruba lok reforça que o povo de Zion é apenas humano, como foi citado várias vezes, mas eu acho que ela não foi usada direito. Não houve contraste no roteiro para mostrar como os humanos querem dar umazinha mesmo em um momento de destruição. Acho que essa cena seria muito mais foda logo após a conversa entre Neo e o Arquiteto, Imagine, rola todo o papo de destruição e futuro dos humanos e depois corta para sacanagem. Teria muito mais contraste. Realmente Matrix Reloaded é um filme injustiçado. Filosoficamente ele é até melhor que o primeiro. Excelente texto Izzy.

  5. diego matias says:

    Também acho que as duas sequências adicionam muita informação legal pro universo do primeiro filme. E por mais inconclusivo que o final do 3o filme seja, a guerra em Zion é animal!!!

  6. Bruno Guedes says:

    Eu realmente não entendi bulhufas do discurso do Arquiteto no cinema, e agora estou vendo que realmente é genial. Mas essa nunca foi a parte que me causou desgosto em Matrix Reloaded. Nem a orgia da caverna. Nem a ação dita gratuita no resto do filme.

    Foi o final. Os últimos, sei lá, 5 minutos. O ponto em que a trama dá uma reviravolta sem nenhum sentido e sem nenhuma pista de que isso poderia acontecer, só pra ser um sequel hook descarado(como se precisasse, já que era certeza que ia ter um terceiro filme a essa altura do campeonato). Foi um choque de entusiasmo tão grande que eu já decidi nem sequer assistir o Revelations ali mesmo. E até hoje não assisti.

    Enfim, eu nunca tive muito contra Matrix Reloaded, exceto aquele final maldito. É tipo o final de Dark Knight Rises, também, simplesmente não rola pra mim.

    • Josemar says:

      Eu também achei. Aquela história de mostrar Neo tendo poderes fora da Matrix foi de matar. Não faz nenhum sentido no contexto do universo criado. Aí você ainda espera que tenha alguma explicação convincente no terceiro e nada. Pior, mostram Neo conectado (e preso) à Matrix sem plugue nenhum.

  7. Até que enfim mais alguém que gostou desse filme!
    Da trilogia, só fico chateado com o Revolutions. No final do Reload, NEO mostra que tem poderes especiais fora da Matrix, também. Eu saí do cinema acreditando que o sexto escolhido tinha reunido tantas falhas no sistema, que foi o primeiro escolhido FORA da Matrix!
    SIM!
    Eu achei que Zion e o mundo das máquinas TAMBÉM fosse uma Matrix, tal qual o enredo do filme “13º andar”. Uma Matrix DENTRO de outra Matriz, para conter até mesmo as mentes mais rebeldes. Programas rodando DENTRO de um programa, para manter o controle absoluto. TUDO seria fantástico demais.

    Mas não. Depois de dois filmes EXCELENTES, os irmãos Watchoasdjiaudha (hehe, boa Kid) resolveram a trilogia na base da pancadaria. =(

  8. André says:

    Apesar de ser um copia safada de Ghost in The Shell, eu gostei de Matrix. Do segundo também.

    Ruim é o terceiro. Inclusive, o terceiro foi o unico que recebeu criticas pesadas. Pelo o que eu sei, o primeiro é considerado um classico e o segundo é considerado como uma boa continuação.

    O terceiro eu nunca conseguir ver todo, pelamordeus.

    Pros “mimimimi Matrix não é copia de nada”, assistam isso: rel="nofollow">

  9. Joao says:

    Cara, adoro matrix e estudo religião desde pequeno. Tenho algumas considerações:

    “homem e uma formiga, a formiga entenderia alguma coisa…?”

    Aí é que tá, Jesus é Deus que se fez homem, ou seja, é um homem que se fez formiga e viveu entre formigas para que as formigas o entendessem.

  10. Edson Souza says:

    A única ressalva é que imagino eu que Neo é um programa criado pelo Arquiteto. Zion é sim um novo nível da Matrix. O Oráculo é um programa criado pelo arquiteto para entender a falibilidade humana que tanto prejudica a Matrix. E Merovingian foi o primeiro escolhido. Analise que é impossível um vírus cibernético infectar realmente um ser humano. O “mundo real” ser um novo nível da Matrix explica o motivo pelo qual Neo consegue controlar as sentinelas. Tudo foi planejado pelo Arquiteto. E aconteceu quase 100% da forma que ele queria. Com exceção do agente Smith. Que após “deletado” voltou como vírus e prejudicou a Matrix. O problema de Revolutions é não afirmar nem negar essas informações. Ficaram em cima do muro. Abraços.

  11. Guilherme says:

    Izzy, concordo 100% na parte da ‘orgia da caverna’. Existem duas coisas que o ser humano, por mais fudido que ele esteja, vai sempre fazer: aliviar as tensões e se expressar sexualmente (sendo que o segundo pode ou não estar inserido no primeiro). Quer um exemplo: em “Germinal” de Émile Zola, autor naturalista francês, os personagens principais do livre são trabalhadores de uma mina de carvão que mal recebem pra se alimentar durante o mês. No tempo livre deles, o que eles fazem? Bebem e trepam loucamente. Logo, a falta de dinheiro não os impede de fazer isso, nem a falta de condição de vida/ higiene. Logo, creio que não podemos nunca excluir o instinto da equação. Irmãos Wachuuuuu (saúde!) estavam certos, os críticos é que são idiotas.

  12. Hawk says:

    Nestes anos todos, os irmãos Wachowsyehligsgvahlonk não deram uma única entrevista explicando os conceitos “obscuros” dos filmes?

  13. Richard says:

    Cara, tava lendo os comentários e acho que su o único que achou a conclusão da trilogia boa… Izzy, mandou bem demais nos pontos que comentou. O filme realmente é complexo e nem todos conseguem entender. Sobre a conclusão da trilogia, ficou claro pra mim que o Agente Smith, após ser “alterado” por NEO no 1º filme se torna um “vírus” e assim é capaz de afetar todo o hardware pelo qual ele trafega. Dessa forma ele é capaz de remodelar a cidade das máquinas, que por sua vez arquitetam a humanidade. Daí ele se torna um inimigo comum pra máquinas e humanos. Isso da um mérito do pq do Neo do filme é diferente dos outros Neos que existiram e da uma liga perfeita a todo o restante.

  14. MARCELA says:

    The Matrix = Mito da caverna. Leia mais sobre isso, estou certa que vai te interessar.

    Abcs

    Marcela

  15. Tomás says:

    “The Matrix apresentou a mim um dos meus conceitos narrativos favoritos: a idéia de que a realidade que conhecemos não é tão real assim. De lá pra cá eu me amarro imediatamente em qualquer história que aborde isso.”
    Recomendo e muito a leitura da obra do Philip K. Dick então que trata especialmente disso. Em especial pelas suas últimas obras que segundo ele foi baseado numa história real. Tem esse artigo que fala sobre o cara também: http://gamobranco.wordpress.com/2012/04/27/philip-k-dick-e-a-matrix/

    Ps: Não sou o dono do blog nem conheço o cidadão então não quero fazer propaganda só indiquei para complementar meu comentário.

  16. matheus says:

    o impeto mais humano nessa situaçao seria lutar pela sobrevivencia, e nao desistir disso e esperar que as maquinas cheguem e matem todo mundo. Me desculpe, mas a cena é sim ridícula e vergonhosa, nao chega nem perto de representar como agente iria reagir de um perigo de morte eminente como esse. O instinto de sobreviver seria prioridade maxima nessa situação, e nao sexo caralho.PQP

  17. Ágatha says:

    Izzy, queria deixar um adendo: Matrix (o primeiro filme) tem muitas informações filosóficas e da física quântica. Inicialmente, eles gravaram os 3 filmes seguidos, de uma vez. Com o lançamento do primeiro filme, os dois outros filmes foram bloqueados, perdidos, pois dava muita continuidade as informações de física quantica e de filosofia, e então regravaram tudo, de forma que fosse mais ficção do que conhecimento real.