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[ Resenha de Filme ] As Branquelas (White Chicks, 2004), parte 1

Postado em 29 May 2014 Escrito por Izzy Nobre 32 Comentários

Eu odeio tanto esse filme, e por isso o texto está ficando TÃO longo, que resolvi resenhar esta bosta em duas partes. Eis aqui a Parte 1.

Há muito tempo aqui no HBD, eu tinha o hábito de resenhar péssimos filmes, porque eu sou masoquista. Esste hábito se perdeu, sei lá por que. Talvez tenha algo a ver que na época “áurea” do HBD eu não trabalhava e nem estudava e tinha literalmente o dia inteiro livre pra me dedicar à ingrata (e desgraçadamente inútil) tarefa de assistir filme ruim e depois atualizar a porra desse site.

Poizentão. Há algum tempo eu venho sentindo saudade desse antigo hobby, então arrumei um tempo pra resenhar um filme pra vocês. E resolvi retornar com as resenhas em grande estilo, com um filme que inexplicavel e vergonhosamente é bastante popular no nosso país. Palavras não conseguem descrever o quanto eu odeio esse filme, mas vou escrever várias delas mesmo assim.

branquelas

As Branquelas, ou em seu título original, “White Chicks”, é um filme com uma premissa ridícula e uma execução tão absurda que só funcionaria mesmo no universo de desenho animado — e eu suspeito que nem num desenho animado os personagens que interagem com os protagonistas seriam tão ingênuos. Mas vamos começar pelo começo.

O filme abre com os dois protagonistas, os agentes do FBI Kevin e Marcus (da infame família Wayans, que suspeito odiarem Hollywood em geral e a mim pessoalmente), disfarçados de estereotipos cubanos.

A imitação gratuita (e até um pouco racista, pelo menos para os padrões norte americanos) é completa com maracas, charuto, a religiosidade e as dancinhas/músicas características.

Então, tá vendo esse moço ali na direita? Ele é um brutamontes de sotaque russo fazendo o papel de entregador de sorvete. Compreenda que os agentes estão lá numa tocaia pra pegar um grupo de contrabandistas que chegariam lá disfarçados de entregadores de sorvete.

Nessa hora eu vim chegando lá na esquina a inevitável “surpresa” de que esse cara na real é um entregador de sorvete de verdade que os irmãos vão atacar por achar que se trata do seu alvo criminoso. Penso que meu irmãozinho David, que tem 10 meses de idade e ainda não detém a habilidade para controlar o próprio esfíncter, também teria previsto a “reviravolta” caso eu quisesse arriscar uma visita do Conselho Tutelar o fazendo assistir essa merda.

Depois da troca de frases-código, o entregador russo traz o sorvete. É a deixa pra que os agentes revelem suas reais identidades e dêem voz de prisão aos entregadores.

Os “bandidos” tentam fugir, e os agentes começam a lutar com eles. Após alguns minutos de uma cena de luta imbecil, os agentes controlam a situação e derrotam os “bandidos”. Aí OLHA QUE SURPRESA QUE NINGUÉM ESPERAVA: Esses caras eram entregador de sorvete de verdade! Os barris de sorvete, que eles esperavam estar cheios de drogas, estavam cheios de… sorvete.

E os reais traficantes aparecem na loja em seguida, com o mesmo disfarce e frase secreta de sorvete!

Por que os vendedores reais teriam fugido/lutado contra policiais se não tinham absolutamente nada sujo no cartório não faz o menor sentido; isso é pra você já ir se acostumando com o tipo de universo paralelo em que esse filme se passa — uma dimensão onde coisas completamente sem nexo acontecem pra que piadinhas/reviravoltas óbvias possam rolar.

Os agentes dão voz de prisão aos bandidos, que sacam armas e atiram neles. Os policias atiram de volta, os bandidos fogem. A tocaia foi completamente arruinada.

Entra a cena nada clichê dos policiais “porra-loucas” (eles inclusive são literalmente chamados do equivalente cultural disso; é preciso que fique bem explícito o tipo de policial lugar-comum de filmes que eles são) levando um esporro do tradicional “chefe de polícia que já não aguenta mais suas putarias”. Os dois são zoados por uma dupla de colegas de trabalho — porque o diretor dessa merda tinha assistindo Bad Boys 2 naquela semana, que tem exatamente a MESMA situação de uma dupla de policiais negros sendo zoados por 2 colegas de outra etnia –, e então eles vão pra casa.

Chegando em casa, Marcus leva outro esporro, dessa vez da sua namorada (que estranhou ele ter chegado 2 minutos atrasado em casa). Novamente — o tipo de exagero cartunesco que contribui pra que nenhum personagem dessa bosta se pareça muito com seres humanos, e sim com paródias ambulantes. É o tipo de erro terrível que torna os personagens absolutamente insuportáveis.

Falando em insuportável, a namorada ciumenta tá dando bronca lá no Marcus por ter chegado em casa 2 minutos atrasado. O rapaz senta na mesa porque ela reclama que eles precisam se comunicar mais. Ela começa a contar como foi o seu dia, e o cara começa a cair no sono enquanto a menina tá falando.

O problema dessa cena é que o filme nunca estabeleceu que o cara é particularmente ocupado ou o maior trabalhador do mundo, então em vez de “olhaí o cara tá tão cansado que caiu no sono enquanto falava com a mulher, coitado”, acaba ficando mais como “que falta de consideração dormir no meio duma conversa com a namorada”. Novamente: o filme pecou em não estabelecer um bom motivo pras ações na cena, e por isso a parada fica sem sentido.

Isso é um padrão no filme.

Depois dessa cena imbecil sem qualquer propósito no filme, temos outra cena dos dois policiais brancos antagonizando os protagonistas.

Além de isso ser um clichê barato provavelmente importado de Bad Boys 2 (que só tem 23% nos Rotten Tomatoes, sabia? Eu fiquei sabendo agora), isso acontece menos de TRÊS MINUTOS depois da última cena dessa treta entre as duas duplas. Tediosamente repetitivo.

E aí entramos na trama real do filme. Como o chefe de polícia explica, tem duas garotinhas socialites quaisquer (numa pegada meio Paris Hilton/Nicole Richie do universo desse filme) que foram ameaçadas de sequestro. Porque aparentemente é assim que sequestros funcionam, avisando as vítimas com antecedência. E a missão da polícia é ficar de tocaia esperando os bandidos tentarem raptar as garotas, pra então pegá-los no ato.

Como esta e a cena inicial indicam, a polícia do universo desse filme trabalha exclusivamente na base das armadilhas, esperando os bandidos se revelarem pra então prenderem-nos. Investigar a parada, interrogar possíveis testemunhas/suspeitos, analisar pistas?

Não. O chefe de polícia assistiu bastante o Papa-Léguas, e talvez por nunca ver a conclusão dos planos do Coiote ele achava suas artimanhas geniais e pensou “um dia vou conduzir um departamento de polícia inteiro com essa metodologia!”

alpiste

Eis o manual de treinamento deles

Os protagonistas, que foram zoados pela outra dupla de policiais por não estarem trabalhando no prestigioso caso do hipotético sequestro das socialites, interrompem a reunião de briefing do chefe pra exigir entrarem no caso. E o chefe aceita prontamente, porque o PRESTIGIOSO CASO do qual os carinhas estavam se gabando é basicamente agir como babás das duas garotas.

Na próxima cena, os dois estão esperando as meninas no aeroporto. Kevin, o protagonista que incentivou que a dupla exigisse participar do caso, começa a reclamar dele literalmente na próxima cena. Seu irmão, Marcus, é que chega como a voz da razão mandando o “deixa disso, a gente faz esse trampo aí e o chefe fica de boa com a gente”. Novamente, essa cena não faz sentido — este deveria ser o cara que estava empolgado pra participar da missão a qualquer custo (pelo menos 10 segundos atrás ele estava), e o irmão que foi arrastado junto é que deveria ser o reclamão.

Eu estou reclamando de inconsistências narrativas na porra de As Branquelas. Eu odeio a minha vida.

E então somos apresentados às proto-Paris e Nicole do filme.

Evidentemente, Hilton e Richie eram instituições da cultura popular em 2004, e por isso essas meninas do filme foram quase completamente modeladas com base nas duas celebridades do The Simple Life, com direito até ao cachorrinho dentro da bolsa que foi marca registrada da Paris Hilton por alguns anos.

A diferença é que, como tudo nesse filme, a emulação das celebridades nessas personagens é exagerada e caricaturizada. Ou seja: as Brittany e Tiffany Wilson são exageradamente arrogantes, e superficiais. Mais uma dupla de personagens impossível de gostar nessa porra de filme.

Aliás, isso aqui é um nitpicking relativamente pequeno mas como eu odeio esse filme com todas as células do meu corpo eu vou mencionar.

cont1

Na cena seguinte, os irmãos pegaram as garotas e as estão levando pra casa. Marcus teve que ir no bagageiro, junto com as malas, porque as meninas exigem que o cachorro vá no assento da frente. Aliás, não — o seu irmão Kevin é que exige isso. O filme não mostra as meninas fazendo essa exigência, o que faria mais sentido, em vez de colocar um cara que nem é tão simpático à missão de escoltar as garotas justificando seus caprichos.

Enfim. Nada nesse roteiro faz sentido.

Na cena seguinte vemos o Marcus emergindo das malas:

cont2

Como você pode ver, a mala à direita dele sumiu. Uma tomada mais tarde, ela reaparece:

cont3

Isso é um tipo de preguiça cinematográfica inexcusável que serve pra exemplificar o descaso com o qual esse filme foi feito, na justificativa de que “quem se importa, imbecis rirão das piadinhas óbvias de qualquer forma!”

Então. Depois de uma cena de “ação” com o uso mais óbvio de chroma key desde Chaves (e bizarramente, até em cenas com o carro parado usaram chroma key. Pra que?!), Kevin perde o controle do carro por causa daquele cachorro retardado, começa a costurar a estrada, e se vê de frente com um caminhão. Só que…

truck

O caminhão vem trafegando no meio de duas faixas. Ou seja: eles estariam de frente com a morte INDEPENDENTE DA CENA RIDÍCULA DO CACHORRO PULANDO NO PAINEL DO CARRO.

Mas então, o Kevin se desespera, enfia o carro numa vala, e as garotas acabam desenvolvendo minúsculos ferimentos. Considerando que elas quase foram espatifadas por um caminhão vindo na contra-mão (sério, qual é a explicação daquele caminhão no meio da estrada…?), elas saíram no lucro. Óbvio e evidente que estas desgraçadas irão é dar chilique por causa dos pequenos cortes que ganharam.

E aí dá o grande conflito que impulsiona a trama do filme: como as garotas estão horrivelmente desfiguradas (de acordo com elas próprias), elas decidiram não ir mais para o tal evento social onde seriam usadas como isca pro tal sequestrador. E assim, os irmãos Wayans — e por extensão, o FBI — não poderão pega-lo.

Justo nessa hora o chefe deles liga pra ver como estão as coisas. Marcus quer confessar a cagada pra chefia, mas Kevin impede-o de contar a verdade esmagando seus testículos, o que extrai de Marcus ricas reações faciais.

O filme Idiocracy, que curiosamente tem em comum com esta desgraça a presença do hilário Terry Crews, teoriza um futuro distópico onde as massas se perderam num abismo de desinteligência tão profundo que o programa de TV mais assistido é Ow! My Balls, em que um protagonista tem os testículos machucados ao som da risada dos espectadores.

O futuro, a julgar pelo número de pessoas que me condenaram por não achar graça no desperdício de celulóide que é White Chicks, é agora.

Então né, até que vem a lógica idéia idiota para resolver o impasse: vamos nos disfarçar delas e ir no lugar delas. A idéia vem literalmente do NADA, sem absolutamente nada na narrativa até aqui que estabelecesse previamente que os dois tem acesso a esse tipo de recurso. Até os produtos da Acme que o Coiote encomendava eram pelo menos justificados pelo cânon anterior do desenho. Já os irmãos FBI aí conseguem, com UMA ligação telefônica, uma imensa equipe de maquiadores que aceitam a missão prontamente, sem questionar a finalidade do disfarce, sem qualquer pagamento.

E depois dessa rápida montagem que mostra o time transformando os irmãos, vemos a abominação que é o carro-chefe desta bosta.

Caras, vocês tem uma conta bancária hollywoodiana a seu dispor. Se queriam TANTO se travestir dessa forma, que o fizessem sem nos sujeitar à bosta desse filme.

E como estamos falando de uma missão secretíssima, evidentemente um dos dois esculhamba o disfarce imediatamente ao chegar no country club comprando briga com um sujeito que o cantou. O outro critica o primeiro, admoestando que ele se controle, e também roda a baiana quando outro transeunte o canta.

O resto do filme prossegue com os dois interagindo mal e porcamente com pessoas que supostamente conhecem as garotas que eles estão tentando emular. Não bastasse a aparência geral dos dois ser um misto de “meu amigo carioca no Bloco das Piranhas” e “vovó Mafalda”, teremos que engolir por uma hora e meia o típico clichê de “impostor tentando ser aceito no meio social ao qual ele não pertence”.

Lembra que eu falei que esse filme tem a pior continuidade já vista num filme produzido profissionalmente, o que serve como uma indicação inegável de que os responsáveis por esta bosta superfaturaram os produtores e transformaram a grana em farinha em vez de pagar por recursos cinematográficos que impediriam essas coisas?

Numa cena seguinte, uma das “garotas” derruba um mostruário ao chegar num hotel chique:

Dois segundos depois, como que por forças misteriosas, os lápis estão agora dentro do cilindro plástico que ela acaba de derrubar pra fora do frame:

O ângulo da cena muda, e logo em seguida, os lápis estão espalhados livremente de novo no balcão:

São coisinhas assim, normalmente triviais, que galvanizam meu ódio profundo pela bosta desse filme. É como se o diretor estivesse zoando com a minha cara: “isso mesmo, a gente não tava nem aí quando fez essa bosta e AINDA ASSIM você terá que ouvir seus compatriotas brasileiros falando que adoram esse filme“.

Então, Marcus e Kevin chegam no hotel pra fazer o check-in, e o atendente (um dos policiais que viviam azucrinando os dois irmãos, também em disfarce) pede a identidade e o cartão de crédito das meninas. Coisa que os irmãos não tem, porque afinal de conta, arrumar um time de maquiadores experts de calibre hollywoodiano sem qualquer aviso prévio com uma única ligação é moleza, difícil mesmo é produzir uma identidade falsa que crianças norte-americanas em idade colegial descolam o tempo todo pra comprar cerveja.

Enfim, o Kevin (ou seria o Marcus, eu lá sei mais a essa altura) dá um chilique pra escapar de ter que mostrar identidade e cartão de crédito. Nisso chega o chefe deles — também disfarçado na missão, porque é assim que missões policiais funcionam, né? — e alivia as meninas.

Estes são agentes especiais treinados pelo FBI que não conseguem perceber absolutamente nada de errado com as duas meninas, nem o fato de que elas mudaram completamente de complexão facial. Como eu falei antes, é como um desenho animado live action, tipo quando o Pica Pau ou o Pernalonga se vestiam de mulher e ninguém achava estranho.

As duas garotas esbarram com supostas amigas. Rola aquela “tensão” de “epa, tem algo diferente com vocês duas…”, que você sabe com plena certeza que não é uma ameaça real. A acusadora chuta na trave, Marcus e Kevin riem aliviados, e seguem pra próxima cena.

Puta que pariu, só se passaram 25 minutos dessa bosta de filme.

As três garotas que quaaaaase perceberam o disfarce dos agentes, ou o Trio Exposition como eu as chamo, vão ajudando Marcus e Kevin a navegar o traiçoeiro mar social dessas patricinhas ricas — inclusive identificando a elas as irmãs Vandergeld, suas supostas inimigas. Essas aí se aproximam dos agentes disfarçados, mandam uns desaforos, e estes revidam na cena que acredito ter popularizado as piadinhas “yo mamma” no Brasil.

Durante a festa, Kevin vê uma jornalista de quem ele é fã ou algo assim — novamente, o filme jamais estabeleceu isso em momento algum — e ele vai lá se apresentar pra ela como ele mesmo, como se ele tivesse acabado de esquecer que está usando mais maquiagem que uma prostituta de beira de estrada que caiu num container da Avon. É mais uma cena imbecil num festival de cenas imbecis.

Voltando para o Marcus, que está devorando canapés ou sei lá que merda é aquela, quando uma das garotas comenta que ela deveria “pegar leve no queijo”. É uma das raras cenas do filme que faz referência a algo previamente estabelecido — o fato de que o Marcus tem intolerância a lactose –, só que o filme precisa estupidecer a sequência, fazendo Marcus explicitar que “queijo? Tipo, queijo que tem lactose e tal…?”, porque vai que um dos espectadores não sabe o que é queijo.

Queijo? Feito de leite, que sai de vacas e tal? Que tem lactose? A mesma lactose que eu, Agente do FBI Marcus Copeland, sou intolerante?

“Queijo? Feito de leite, aquele líquido branco que sai de vacas e tal? Que contem lactose? A mesma lactose que eu, Agente do FBI Marcus Copeland, sou intolerante?”

Segue uma cena do Marcus aflito na privada, peidando e cagando até a alma, enquanto o Trio Exposition dá mais explicações sobre o universo do filme.

E nisso entra, finalmente, o supracitado Terry Crews.

Tal qual a bela orquídea que consegue crescer, e deslumbrar, num punhado fumegante de bosta, a interpretação de Terry Crews é a única coisa que chega próximo de poder ser considerado algo bom neste filme. Tudo bem que suas cenas são basicamente a versão live-action do Pepé Le Pew, aquele gambá quase estuprador dos Looney Toons. Aliás, toda a subtrama do Terry Crews é basicamente o plot deste episódio do predador sexual mais romântico dos desenhos animados.

O resto da participação do Terry Crews nesse filme pode ser resumida por esta imagem:

terrycrews

“Vosso cu me pertence”

Ou seja, o cara faz avanços sexuais que beiram, não, ULTRAPASSAM a linha do inaceitável pra alguém que é na verdade um homem disfarçado de mulher.

Na próxima cena teremos um leilão beneficente, então os dois Agentes Travestis e o Trio Exposition vão comprar roupas novas. Esta cena deixou o filme 0.7% mais suportável porque vemos a bundinha de uma das mais gostosinhas do Trio Exposition, que está se trocando na frente do Kevin. A cena prossegue com uma imbecilidade que é exatamente o que eu já me acostumei a esperar de White Chicks — a tal gostosinha tem um exageradíssimo ataque nervoso porque se acha gorda, e o Marcus, que foi espremido dentro de roupas que não cabem nele (“HAHAHA MULHERES SÃO TÃO VAIDOSAS NÉ, ESSAS IMBECIS, ELAS TODAS FAZEM ISSO GENTE! RSRSRS”), apenas para explodir as roupas como se fosse o Bruce Banner após dar uma topada na quina da mesa.

Após uma cena igualmente imbecil e desnecessária em que Kevin é assaltado e persegue o ladrão, voltamos ao country club pra o tal leilão beneficente. Não sei se o modelo existe no Brasil, mas é basicamente o seguinte: garotas são “leiloadas” a malucos ricos, a grana é doada à caridade e as meninas vão pra um jantar com os caras. Não há conotação sexual na parada, ou melhor, não deveria, mas Terry Crews (acompanhando pela mais horrenda gravata que alguém já gastou tecido pra fazer) estão na platéia.

Parafraseando o poeta MC Maromba, Terry Crews tem aspirações de levar Marcus no cartório para que este passe o cu para o seu nome

Terry oferece mil dólares por um jantar com Marcus, e Kevin sai pela sala afora berrando valores mais altos para salvar o cu de seu irmão e pisando no pé/batendo na bunda de outros homens na platéia (o que INEXPLICAVELMENTE os faz levantar a mão, e assim torna válidas as ofertas que eles não fizeram. Novamente: desenho animado live-action). E Terry Crews vence o leilão pela virgindade anal de Marcus Copeland.

Na cena seguinte, as meninas do Trio Exposition vão ao quarto dos dois agentes pra uma festinha do pijama. A maquiagem dos dois, que o filme estabeleceu mais cedo que requer um time inteiro pra aplicar convincentemente, é colocada pelos dois sem grandes dificuldades nos 10 segundos que demora pra que eles abram a porta.

Uma das garotas puxa do nada um dildo (porque não é isso que meninas fazem em festinhas do pijama, mesmo…?) e então este Wayan faz algo ainda mais lamentável que estrelar nesse filme pra começo de conversa:

Pelo amor do Shigeru Miyamoto. Isso é tudo que eu consigo aguentar por enquanto. Aguardem a parte 2 da resenha!

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comments

Categorias: Cinema

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 29 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

32 Comentários \o/

  1. BrunoHe says:

    KRL quando eu assisti esse filme não percebi nada disso.

    Also, eu era uma criança e quando vi a cena do dildo eu não entendi porra nenhuma. Só percebi quando reassisti anos mais tarde.

  2. Pulga peluda says:

    Po izzy…tu gosta de loucademia de polícia ? Top secret? Apertem os cintos o piloto sumiu ? Enfim, filmes de comédias pra divertir, só isso. Não que eu goste, mas qdo assisti, morri de rir. Agora, analisar consistência de roteiro e erros de continuação, claro que vira uma merda. Talvez o seja, mas quem se importa ?

    • Izzy Nobre says:

      Eu quero que você pare e atente ao fato de que você está defendendo um filme que tem 15% no Rotten Tomatoes. Apertem os Cintos o Piloto Sumiu tem 98%, por outro lado.

      Ou seja, “mas é só uma comédia” não é desculpa pra filme merda, não.

      • Thiago Fraga Habib says:

        HEADSHOT.

      • Leandro says:

        Acho que você não entendeu que em um filme de comédia pastelão, inconsistência com o roteiro e erros de continuidade é a última coisa que você vai encontrar. Você precisa desligar o cérebro.

        Análise o Apertem os Cintos o piloto sumiu com esse mesmo tom.

        • Izzy Nobre says:

          Por que vocês comparam um filme CLÁSSICO com 98% no Rotten Tomatoes com a bosta que é White Chicks…?

          • PhOeNiX_H says:

            “2001″ tem 92% no RT e “Donnie Darko” tem 85%. Mudou de opinião, Izzy? Pergunta sincera mesmo, porque você disse isso aqui no review do “Cube Zero”:

            “Esse povim que tem orgasmos tentando decifrar filmes (ou pior, que se convencem que a interpretação deles é dogma, e que todos nós devemos não apenas assistir o filme o quanto antes mas também se afiliar à mesma corrente de pensamento deles) me dão raiva. É o mesmo tipo de sujeito que adora 2001, ou Donnie Darko. Ou seja, o tipo de pessoa que não faria muita falta no universo caso de repente pisasse numa mina anti-tanques.”
            http://hbdia.com/cinema/resenha-cube-zero/

            Por que a nota do RT é tão importante agora?

            E nem digo que “Airplane!” é ruim e “White Chicks” é bom, muito pelo contrário, “Airplane!” é um clássico da comédia e “White Chicks” é uma completa bosta. A questão é que nota não significa porcaria alguma, seja ela do RT, IMDB ou qualquer outro site que exista de filmes por aí.

          • Izzy Nobre says:

            É sério essa pergunta? Quer dizer que de 2008 pra cá, tendo passado “apenas” 6 anos, eu não posso… mudar de idéia?

  3. Henrique FM says:

    Cara, esses prints que você colocou tem alguns megas cada. Foi pra emular no leitor a sua frustração quando você viu o filme, hehehe? Abraços

  4. ura__q says:

    Cara, eu deveria ter ido dormir e já tinha decidido de que leria essa primeira parte da resenha só amanhã, mas não resisti e tive que ler agora mesmo. Sinceramente a MELHOR COISA QUE FIZ HOJE FOI ISSO!!!

    Pqp, mermão! Assim como foi quando resenhou Wishmaster, que me deu uma puta vontade de reassistir pra ir lembrando tudo o que vc comentou, aconteceu agora o mesmo lendo tudo o que disse até agora sobre White Chicks.
    Amanhã mesmo darei um jeito de reassistir só pra rir mais ainda do quão ridiculo é tudo graças a esse destrinchamento que fez da obra. hahahaha

    E ainda é só a primeira parte, imagina depois que sair a segunda! Boas risadas garantidas. A propósito, falando em risadas, ri demais quando comparou com desenho animado live action. Eu NUNCA tinha feito tal ligação e é bem isso mesmo. Sem falar que de fato o Terry Crews é REALMENTE o Pepé Le Pew todo! hahahahahahaha

    Fantástico! Genial, mano!!!
    Tô louco pra ler a parte 2. =D

  5. Flavio says:

    Caralho Izzy, grave esta resenha em áudio, no estilo ‘cenas comentadas pelo diretor’. Sucesso na certa!

  6. Cirerus says:

    Pior que conheço uma porrada de gente que acha esse um dos filmes mais hilários de todos.

  7. Danilo says:

    “O filme da vida do Izzy” Carvalho, Bruno. 99Vidas

  8. Eric Draven says:

    Eu acho que o Izzy só tá mesmo querendo soltar o kraken no filme e usando a falta de aceitação da crítica como base pra deixar consistente.

    Não acho que esteja errado mas gosto de White Chicks e Bad Boys 2. Se o filme, por mais débil e mal feito que seja, consegue divertir e tem aceitação do público (que no fim das contas é quem interessa e paga pra assistir em vez de cobrar pra criticar) cumpre o propósito pro qual foi feito.

    E fazendo das suas palavras as minhas, claro que isso é só a minha opinião de merda.

    • Antikhrist says:

      A maioria das pessoas acham que as minhas opiniões são uma merda, e ninguém concorda comigo. Recentemente eu fui xingada porque eu gosto de Full House (Três É Demais). Deu a impressão que eu sou a única pessoa no mundo que gosta da série…

      As pessoas levam coisas muito a sério, e também, eu nem acho Full House tão ruim assim. Tem coisa pior.

      Reviews e etc não importam, o que importa é o que você acha do filme. Você tem que ter opinião própria, mesmo que ninguém goste de você por isso.

  9. Flavio says:

    nunca vi e nunca verei, acho que a única comédia que lembro dos irmãos Wayans é Vizinhança do Barulho

  10. Jonas K says:

    Tem uma questão que é central que você esqueceu de comentar:

    A fantástica equipe de maquiagem consegue transformar dois homens negros em patricinhas branquelas e não consegue esconder os pequenos arranhões das moças!

    Espero pela segunda parte.

  11. Hell says:

    Nunca vi esse “filme” e nunca verei. Já dava pra perceber que era uma bomba quando vi as fotos na época do lançamento. E falar que a “aceitação do público, no fim das contas, é o que interessa e paga pra assistir em vez de cobrar pra criticar” é uma puta desculpa pra não botar o cérebro pra funcionar e ter discernimento pra falar que esse filme é RUIM e NÃO DIVERTE!

    Boa sorte ao lançar a segunda parte, Izzy. Você vai precisar! Hehehehehehe!!!

  12. Fábio Alves Corrêa says:

    É um filme boboca. Prá quem gosta de humor boboca (que é BEM diferente do pastelão, não confundam), é um filme divertido. Prá quem não gosta (ex: eu), é um filme tão nhé que nem merece ser analisado.
    A não ser que quem esteja analisando seja o Izzy, por motivos evidentes.

  13. Gustavo C. says:

    Concordo com todos os defeitos do filme, mas penso que quando a gente se depara com um filme em que dois marmanjos negros se passam disfarçados por duas magrelas loiras brancas, é um aviso pra deixarmos todo o senso crítico do lado de fora.. ^^
    Enfim, entendo a diversão que deve ser fazer esta resenha hehe.. Quantas vezes já não fiquei assistindo um programa na TV de tão ruim que era, só pelo prazer de apontar mentalmente todas as porcarias que ele continha..

  14. Nícolas says:

    Nem terminei de ler essa “review”, parece que alguém andou esquecendo de tomar os remédio para evitar “Felipe Netagens” na internet. Na boa Izzy, querer analisar um filme pastelão que tem com único objetivo ser engraçado da mesma forma que você analisa outros filmes de respeito que pertencem a universos extremamente bem trabalhados é uma incoerência do cacete. Você basicamente diz em toda que o filme é uma merda porque VOCÊ odeia ele. Eu tenho um tremendo respeito por você cara, mas você extrapolou os limites de arrogância, DESDE QUANDO existe um padrão a ser seguido pelo humor ?? Única coisa que vi aqui foi uma baita hipocrisia, ao mesmo que critica os moralistas critica e dita que é HORRÍVEL a porra de um filme PASTELÃO por não te agradar. OS SEUS GOSTOS NÃO DEFINEM COMO DEVE SER O HUMOR.

    • Izzy Nobre says:

      >Você basicamente diz em toda que o filme é uma merda porque VOCÊ odeia ele.

      Não, ele é é uma merda mesmo. 15% no Rotten Tomatoes e 41% no Metacritic é o que?

      Apertem os Cintos o Piloto Sumiu é pastelão e tem 98% no Rotten Tomatoes. Ser comedia não é desculpa pra ser uma merda.

      >Única coisa que vi aqui foi uma baita hipocrisia, ao mesmo que critica os moralistas critica e dita que é HORRÍVEL a porra de um filme PASTELÃO por não te agradar.

      Três coisas:

      1) Quando eu “critiquei moralistas”?

      2) O que criticar moralistas tem a ver com não gostar de um filme?

      3) Se eu não posso criticar um filme por não me agradar, por que motivo eu poderia criticar então…?

  15. Wagner says:

    Eu entendo que o filme as branquelas não é obra prima do humor, mas eu consigo rir de algumas coisas que o filme mostra. Apesar dele não parecer incrivelmente sensacional, eu curti o enredo tosco. Tipo, a premissa de dois cara estarem fantasiados toscamente é engraçado pra mim. E nem é algo novo de filme desse tipo. Já que mencionou, eu acho tedioso o filme Airplane. Simplesmente não suporto assistir isso. Mas acho que não dá pra comparar os dois filmes. Só acho que o izzy pegou pesado demais e nem precisava hahahahaha. 2 partes? Parem as máquinas!!!! Hahahaha. Valeu cara!

  16. Erick Ibernon says:

    As branquelas entraria FÁCIL no nerdcast “É uma merda mas eu gosto” . kkkk

  17. Tama says:

    SEMPRE odiei esse filme e tive que aguentar pessoas surpresas por eu não apreciar essa pérola cinematográfica! Tanto humor bom por aí, minha gente, pq eu iria rir disso?!

  18. Olivia says:

    Meu deus, esse filme é um LIXO. Nem reparei em erro de continuidade e também não é o plot de bosta que estraga tudo. São as piadas manjadas e estereotipadas. Toilet humor, piada de loira burra e negão parrudo? Parece o tipo de merda que divertida os coleguinhas da quinta série. Horrível.

  19. ramone says:

    Esses problemas de continuidade são foda, mas, ao meu ver, nem são o problema. O grande problema do filme é que ele é SEM GRAÇA. SEM UM PINGO DE GRAÇA.

  20. IBG says:

    Olha a última foto! Olha o quão porcamente tá maquiada a mão do cara!

  21. Antikhrist says:

    Eu até gosto de White Chicks… mas também faz uns anos que não assisto, e também eu comecei a ver filmes de verdade em vez de porcarias de Sessão da Tarde… não sei o que eu iria achar disso agora.