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[ Resenha de filme ] Capitão América 2: O Soldado Invernal (SEM SPOILERS!)

Postado em 7 April 2014 Escrito por Izzy Nobre 6 Comentários

ATENÇÃO: NESTE POST COMENTO RAPIDAMENTE UMA CENA DO TRAILER. SE VOCÊ CONSIDERA COMENTÁRIOS SOBRE O TRAILER COMO “SPOILER”, ENTÃO TEM UM SPOILER.

Feliz segunda feira, turma! Vamo trabalhar com gosto porque faltam só 4 dias pro fim de semana. Então, como o título entrega, o post de hoje é sobre o…

capitas

O Chris Evans já bateu o recorde de ator que mais aparece em franquias diferentes de quadrinhos, ou o que?

Assisti o Capitão América 2 neste final de semana. Fazia MUITO tempo que eu não resenhava filmes contemporâneos aqui no HBD (os poucos que eu analiso são filmes mais antigos, e quase exclusivamente com fins galhofeiros), então resolvi quebrar essa tradição.

Falando em galhofa, vamos esclarecer algo antes de mais nada. Vi muitos no tuíter falando “nossa essas distribuidoras sempre tirando uma onda né, ~Soldado Invernal~, que nome mais toooooosco!”, sempre insinuando que o “Invernal” do título teria sido uma gracinha dos tradutores fazendo trocadilho com “Infernal”.

Em primeiro lugar, “Invernal” é o adjetivo relacionado a inverno mesmo; “Soldado do/de Inverno” ia ficar bem atrapalhado. Em segundo, o Winter Soldier é chamado de “Soldado Invernal” no Brasil desde sempre, não é uma brincadeirinha recente da distribuidora. Mas vamos ao filme!

É difícil dar uma resenha sem spoilers (como explicar o que é tão bom — ou ruim — sobre um filme sem entregar detalhes?), mas tentarei. Em Capitão América 2, o Steve Rogers se une novamente à Viúva Negra e ao recém chegado Sam Wilson, o Falcão dos quadrinhos (um personagem com asas tecnológicas que o torna capaz de voar).

A trama do filme é um lugar comum do gênero de espionagem militar, com um tom geral de “não confie em ninguém/ninguém é o que parece” tão estereotípico que só pelo trailer já dá pra sacar uma boa parcela da história, incluindo algumas reviravoltas. Entretanto, não vamos pro cinema ver um filme que estrela um personagem chamado “CAPITÃO AMéRICA” esperando ver Cidadão Kane, né? A trama, embora um pouco manjada e beeeeeem previsível, serve pro personagem e pro universo em que ele está inserido.

Falando desse universo, eu achei que o Capitão América 2 expandiu excelentemente o personagem e sua participação no canon cinematográfico Marvel. Por exemplo: seu desconfortável relacionamento com a SHIELD e com figuras políticas americanas, duas entidades com as quais o Capitas dos quadrinhos já bateu de frente com força, é relativamente bem explorado no filme.

Minha única real crítica é o pacing do filme. Por causa da trama (paranóia de espionagem), há num trecho do filme um relativamente longo interlúdio da ação — necessário pra ir montando os pontos chaves da trama, claro. Começar o filme na porrada de uma cena de resgate militar a um navio sequestrado pra de repente paralisar tudo e explicar a posição política da SHIELD no mundo cinematográfico Marvel foi um pouco mais longo do que eu gostaria, mas fazer o que.

E definitivamente há um viés político FORTE no filme, com alusões bem descaradas ao escândalo da NSA, e a ética da total monitoração/intervencionismo militar americano/punições preemptivas. Torna o mundo mais fidedigno, e esse tipo de coisa É presente nos quadrinhos, mas eu me surpreendi desejando que o Capitão América aparecesse dando saltos mortais e detonando capangas com o escudo — algo que ele faz mais nesse filme do que em qualquer outro. Aliás, nesse filme deu pra realmente sentir que o Rogers vê o escudo como uma extensão de si mesmo, e o usa com exatamente essa mesma maestria.

No geral, o filme é muito bom. É bem quadrinho — a trama em geral, e especialmente as reviravoltas/surpresas do roteiro. Há uma tradição nos quadrinhos de surpreender o leitor com uma página inteira dando um highlight num personagem inesperado ou numa situação chocante, e isso acontece com uma frequência nesse filme que me faaz pensar que os diretores estavam ativamente tentando emular a estrutura narrativa das HQs.

Inclusive, falando em fidelidade aos quadrinhos, é importante citar que temos neste filme Helicarriers caindo — uma dos mais frequentes acontecimentos do mundo dos quadrinhos Marvel. Em Avengers temos um Helicarrier danificado, mas resolvem a treta e o bicho permanece no ar. Já em Capitão América 2 temos Helicarriers se esbagaçando no chão com tudo, exatamente como deve ser.

Acho que o que eu mais gostei é que Capitão América 2 é ousado. O final do filme implica em mudanças drástica no status quo/balanço de poder das entidades do mundo Marvel, e estou curioso pra saber o que acontecerá em seguida nos próximos filmes. E é muito bacana como ele expande pontos da trama do primeiro filme do Capitão, aliás. Rola um “lembra disso e disso, e deste cara? Então, entre o primeiro filme e este, foi ISSO que aconteceu!

Ah, e tem uma referência relâmpago ao personagem do Samuel L. Jackson em Pulp Fiction. Boa parte da sala riu nessa parte, aliás.

E tem as obrigatórias cenas pós-créditos,  uma tradição meio que fundada pela própria Marvel em Iron Man como um pequeno preview do que há por vir no futuro cinematográfico do estúdio. Há 2 em Capitão América 2; um que apresenta dois personagens do futuro Avengers 2, e um segundo que serve como um “…e foi isso que aconteceu com aquele personagem!”, praticamente garantindo que ele ainda dará as caras num próximo filme.

Gostei bastante. Recomendo.

Ah, e o Capitão América gosta muito da Apple. Tipo, MUITO. Você entenderá.

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Categorias: Cinema

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 29 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

6 Comentários \o/

  1. há uma resenha que diz que em certo momento, onde contam pro cap o que anda acontecendo e sobre o que ele deveria se informar, houve uma modificação para o Br, onde trocaram os termos originais por coisas como Mamonas assassinas, Xuxa e Ayrton Senna.

  2. Fábio Alves Corrêa says:

    Excelente Izzy, obrigado por não dar spoilers e também por me fazer ficar com vontade de ver o filme, não tava dando nada por ele até agora.

  3. David says:

    Sem contar que o nome em português da saga em quadrinhos que inspirou o filme era “Soldado Invernal”.

    Aliás, a distribuidora teve a brilhante ideia de batizar o filme aqui de “Capitão América 2: O Retorno do Primeiro Vingador”, mas, aí, algum iluminado deve ter dado o toque para deixar como “Soldado Invernal” para manter o link com a HQ.

  4. Pedro Guedes says:

    Você chegou a ver Thor 2 – O Mundo Sombrio? Se sim, o que achou? Se não, pretende ver?

    Por sinal, ótimo review – e obrigado por não dar spoilers. Excelente mesmo!

  5. paulo henrique says:

    opa blz? queria saber se você tem alguma preferência ao universo marvel, ou universo da DC

  6. Tonny José says:

    Uma ótima resenha principalmente por não conter spoilers, apessar de que ainda não asistir ao filme dublado, mas uma parte que eu achei crucial no roteiro da trama são as reviravoltas.
    E o robocop já chegasse a ver o filme?