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[ Resenha de Filme ] Prometheus (2012, Ridley Scott)

Postado em 13 June 2012 Escrito por Izzy Nobre 88 Comentários

ATENÇÃO AMIGOS QUERIDOS:  Spoilers abaixo. Eles são necessários para a compreensão da minha opinião sobre o filme. Teje avisado e não venha choramingar nos comentários!

Aliás, o texto é inteiramente dependente do seu conhecimento da trama. Só leia mesmo se você já tiver visto o filme.

Eu sou um grandíssimo fã da franquia Alien. Aliás, não, deixa eu recapitular isso — sou um grandíssimo fã de Alien e Aliens (mais conhecidos por platéias brasileiras como O Oitavo Passageiro e O Resgate, respectivamente).

A partir daí a coisa degringolou: Alien 3 é um negócio sem pé nem cabeça — mas admito que chorei quando a Ripley se matou, a ÚNICA vez que chorei abertamente por causa de um filme aliás –, Alien Ressurection é inteiramente sem propósito, e a sub-série Alien versus Predator é uma galhofa tão absurda que chega a empobrecer os dois personagens.

Mas Alien e Aliens? Puta que pariu, estes filmes marcaram minha infância. Meu pai, mostrando como se cria um macho de verdade, me deixava assistir Alien(s) quando eu era molequinho, mal tinha lá meus 10 anos. Me choquei com a cena a primeira cena do chestburster e vibrei com a Ripley dando tapa de power loader na cara da rainha alien.

Diga-se de passagem, o power loader é um troço foda cujo brinquedo eu sempre quis ter quando criança (um desejo que só vim realizar recentemente).

A foto tá uma merda mas são 2 da manhã e eu quero ir dormir, vai essa mesmo

Eita série foda.

Pois bem, décadas após o lançamento do primeiro filme (o único com envolvimento direto do Ridley Scott), o diretor retorna ao universo da franquia. Prometheus mostra a história anterior aos eventos do primeiro Alien numa trama que, de acordo com o trailer e os posters, explorará a própria origem da vida humana.

Resumão: uma turma de cientistas encontra pictogramas pertencentes a diversas civilizações antigas. Todos apontam para o mesmo sistema estelar, então os cientistas embarcam em direção à lua de um dos planetas indicados (na pressuposição meio non sequitur de que tais alienígenas são nossos criadores). Como o trailer deixa óbvio, uma bela catastrofe acontece. Até aí, beleza.

Vamos começar falando do que funcionou no filme: os sustos. Eles lembraram bastante a atmosfera do primeiro Alien, que era um filme de terror e não de ação como seu sucessor. Boa parte dos sustos são óbvios — um personagem investiga um ambiente, e a música fica totalmente silenciosa. Você SABE que vai ter uma merda pulando na tela ao mesmo tempo em que o editor adiciona 200 decibéis à trilha sonoroa. É clichê obrigatório de filme do gênero, mas funciona mesmo assim.

Outra coisa que me lembrou o primeiro Alien foi a violência. Alguns personagens de Prometheus (alguns buchas, outros nem tanto) abotoam o paletó de madeira das formas mais graficamente violentas possíveis. Alguns têm suas cabeças explodidas, por exemplo.

O retorno ao universo dos filmes (e mais que isso, uma exploração do passado dos aliens titulares) foi também extremamente bem vinda.

Os tons religiosos do filme foram excelentes, também: cresci lendo Erich Von Daniken e Zecharia Sitchin (os maiores proponentes da teoria de que os deuses antigos eram astronautas alienígenas) então eu sou predisposto naturalmente a curtir esses temas.

O trailer sugere esse tema, mas o filme entra mais profundamente nele — com direito a simbolismo claro de auto-sacrifício para criação/avanço da vida humana (a propósito, você sabe quem era Prometeu, né?). A cena de abertura dá um exemplo visual, e um dos personagens — David, o android — reafirma verbalmente que “para criar algo, é às vezes necessário destruir alguma outra coisa”.

Agora, o que não funcionou: os inúmeros plot holes.

Veja bem: eu sou geralmente o tipo de fã de sci-fi que se dá ao luxo de uma suspensão de descrença agressiva. Não me importo com o fato de que o funcionamento das máquinas de Matrix insinuam um moto-perpétuo (as máquinas têm energia suficiente pra manter os humanos vivos E também pra se manterem funcionando indefinidamente…? Como pode uma máquina se operar com a energia de uma bateria, e carregar a própria bateria com a energia que sobra…? ALÔ BOA TARDE, DONA TERMODINÂMICA SE ENCONTRA*?), por exemplo. Eu varro certas tecnicalidades pra baixo do tapete para o prosseguimento da trama.

Mas os plotholes de Prometheus são absurdos e incomodam de uma forma que me distraiu do enredo.

Por exemplo: em um ponto do filme descobrimos que o Peter Weyland, o megamagnata (teria ele inventado um novo Facebook no futuro…?)  recém-falecido que custeou a expedição, não está morto e sim escondido dentro da nave. Ele fez isso porque queria encontrar os alienígenas na esperança que eles curassem de sei lá qual doença maluca ele aparenta ter no filme — creio que o nome científico dela é “ser velho pra caralho”.

Acontece que o indivíduo é o DONO DA PORRA DA NAVE. Ele que pagou o tal trilhão de dólares necessários para a expedição. Por que, me responda, era necessário que o velhote se escondesse dentro da nave…? É como o Richard Branson, dono da Virgin Airlines, decidisse viajar pros EUA se encarapitando no compartimento do trem de pouso de um avião de sua frota. Sabemos que o maluco é meio excêntrico (porque é rico; se fosse pobre seria “maluco”) mas aí já é putaria.

Qual a explicação pra isso? Não há. Nem “ah, ele queria esconder seus reais interesses do resto da tripulação” cola. Pra que isso seria necessário? Um “como estamos indo investigar o planeta que possivelmente gerou a vida humana, talvez eu encontre algo que me ajude a estender a minha” serviria perfeitamente e não há nada de sombrio ou imoral nisso.

E PORRA, o cara é o dono da parada toda. Vão vetar sua participação como?

Mas não, a idéia do cara que o cara tem é se dar ao trabalho de forjar a própria morte e se esconder (junto com toda uma equipe de suporte) dentro de uma nave espacial por anos. É um plot twist completamente desnecessário e barato. Simplesmente não faz sentido.

Por que o David passou por um súbito desenvolvimento de personagem que o tornou “malvado”, e de repente abandonou seus planos? Num momento do filme, o robô (que era até então interpretado com muita graciosidade e uma inocência/curiosidade quase pueril) parece desenvolver uma agenda secreta cujo avanço se dará ao custo das vidas de seus colegas de expedição.

Pra reforçar o ângulo de revolta da máquina contra o homem, o diálogo do David se torna amargo, e ele indaga a um dos outros personagens sobre a ironia de ir caçar a resposta pra origem da própria vida quando os seres humanos criam vidas artificiais sem nenhum motivo, apenas “porque podem” nas palavras de um dos cientistas. “Você tem noção de como é decepcionante para mim ouvir isso?”, pergunta o robô, e o humano o antagoniza zoando seu dilema psicológico.

Eu gostei pra caralho desse desenvolvimento; de repente, imaginei que a reviravolta do filme é que David, atingindo total self-awareness, passou a odiar os seres humanos e então tentaria enviar a ameaça alienígena para o planeta Terra, para destruir seus criadores.

Mas não. O mistério por trás das ações do David (e que aparentemente requeria atuação vilanesca) é que ele estava agindo a mando do Weyland, tentando acelerar a descoberta de algo que estendesse sua frágil vida. E a metodologia científica para alcançar isso é aparentemente “vou infectar alguém com esse organismo alienígena aleatório que eu achei no chão e torcer pra que isso o dê fator de cura tipo o do Wolverine ou algo assim”.

Isso não faz o menor sentido — especialmente porque cenas mais tarde mostram o David explorando a nave espacial alienígena e descobrindo como ativa-la (sempre com aquela cara de “MWAHAHA AGORA ELES ME PAGAM RAPÁ), o que me fez ter certeza que o desfecho seria um monólogo dramático do robô explicando como aniquilaria a humanidade enviando a nave pra Terra por puro ódio.

E pior ainda, ele subitamente abandona essa atuação e volta a ser o robô bonzinho e prestativo de antes. A impressão que eu tive é que misturaram dois drafts de roteiro e esqueceram das incongruências.

Eis outro detalhe. O plot principal do filme envolve um mapa estelar que os “Engenheiros” alienígenas espalharam ao redor de pinturas e pictografias por várias civilizações diferentes. Acontece que a lua que o mapa apontava não era sequer o planeta dos ETs — era uma instalação científica/militar onde eles supostamente fabricavam armas biológicas.

Então, qual a significância da tal lua nos desenhos pre-históricos? Por que os ETs ensinaram homens das cavernas sobre ela…? Pra que chamar os humanos pra sua fábrica de mutações assassinas…?

Outro negócio dispensável é o obrigatório clichê do desmoronamento da estrutura social numa situação de tensão. Filmes de zumbis fazem isso direto: o grupo de sobreviventes começa rapidinho a entrar em conflitos internos, isso é uma constante em todos eles. É até realista, e é necessário para o desenvolvimento da trama (afinal, lutar só com zumbis o tempo inteiro ficaria meio maçante, né?), mas é usado com frequência demais.

Seguindo esse roteiro, a tripulação do Prometheus passa a se odiar em tempo recorde e por pouquíssimo motivo, o que é chato por ser tão óbvio.

Outra coisa que me incomodou foi a cena em que a Charlize Theron, a burocrata engravatadinha responsável por supervisionar a expedição, acorda os tripulantes e dá um briefing da coisa. É um remanscente (desnecessário) de uma cena de Aliens, obviamente.

Acontece que em Aliens isso faz sentido: os personagens eram um grupo de fuzileiros navais contratados pela empresa pra prestar segurança à operação de resgate. Militares não fazem muitas perguntas e não recebem muitas informações: eles são enviados para uma área pra executar seu trabalho e é isso aí e pronto. Faz sentido informar os caras sobre a situação só quando eles chegam lá.

Mas a cena não faz sentido quando o grupo é composto por cientistas civis. Cientistas civis são participantes voluntários; eles foram, presume-se, contratados pela empresa porque sua área de atuação é relevante para a expedição. E isso implica que alguém teria que ter abordado os caras, explicado do que se tratava a coisa, oferecido um pagamento e esperado a aceitação ou rejeição da proposta.

Como o filme espera que imaginemos que a contratação daqueles cientistas se deu? “Opa Doutor Qualquer Coisa, tamos mandando uma nave pra puta que o pariu, no terceiro quadrante do sistema solar XPTO, porque sua área de atuação é relevante pra uma expedição. Sobre o que se trata? Não importa, assine aqui embaixo e quando você chegar lá daqui 2 anos a gente explica”.

ISSO NÃO FAZ SENTIDO CARALHO. Quanto mais eu penso nesse filme, mais coisas param de fazer sentido.

E aquela máquina médica nos aposentos da Charlize Theron, que descobre-se ser “calibrada apenas para homens” quando a protagonista feminina precisa montar nela às pressas pra dar a luz a um alienígena?

Primeiro de tudo: por que prestar socorro a uma mulher seria tão fundamentalmente diferente de prestar socorro a um homem, a ponto de que a máquina tenha settings pra homens e mulheres…? Tirando vasectomia e cesareana, praticamente todo o resto das operações que a máquina efetuaria serviriam pra homens E mulheres. “Doutora fulana, a senhora quebrou o braço? Me desculpe, só sei consertar osso de homem”.

E por que diabos configurariam a máquina instalada no quarto de uma mulher com preset pra operar homem? Além de, claro, servir como a versão futurista-espacial do clichê “o monstro tá chegando e eu não consigo dar a partida no meu carro!”. Aquilo só faz sentido no contexto de aumentar a tensão da cena mesmo.

Aliás, outra coisa que me deixou puto foi a cena final em que a aeronave-rosquinha rola e cai em cima da Charlize. Uma tragédia estilo Pica-Pau que poderia ser evitada se ela simplesmente ANDASSE PRO LADO. Sério, isso é acidente cartunesco porra — a  árvore tá caindo em cima do Patolino e ele nem pensa em dar um passo pro lado.

São esses pequenos detalhes que destroem o filme pra mim.

Pior que no geral, eu até gostei do filme. Gostei do final que implica continuação — e uma continuação do filme seria muito melhor, principalmente porque o filme não precisaria mais se ater àquela convenção de prequels de sempre terminar posicionando os pinos, digamos assim, pro enredo do filme que o sucede. Uma continuação de Prometheus seria totalmente tangente à série e poderia tomar qualquer rumo que o roteirista desejasse.

Gostei dos tons religiosos; aliás, o tema de sacrifício e redenção foi repetido a exaustão no filme: o Engenheiro no começo se mata pra liberar na água o DNA que deu origem à vida na Terra, o namorado da protagonista, infectado pela gororoba alienígena, se entrega ao lança-chamas da Charlize Theron. E gostei do desenvolvimento da idéia de deuses astronautas.

Mas sei não. O filme parece uma salada de roteiros às vezes, e me parece que não tinha ninguém lá no set pra apontar inconsistências no roteiro e erros na trama.

E pior, são muitas perguntas sem resposta. Por que diabos os Engenheiros queriam aniquilar a raça humana “do nada”? Por que um ser intelectualmente superior reagiria com violência ao ser contactado por uma forma de vida inferior (imagina o rebuliço se um porquinho da índia aparecesse falando, por exemplo. Que cientista mataria o bicho no ato)? O que era aquela gosma preta, afinal de contas?

Dou 3 de 5 ao filme, e porque estou sendo caridoso.

A propósito, olha o detalhezinho que eu acabei de perceber sobre os robôs da série.

Alien: Ash

Aliens: Bishop

Alien Ressurection: Call

Prometheus: David.

*Sim, eu sei que o Morpheus explica que as máquinas usam a energia do corpo humano “junto com uma forma de fusão“. Só que isso é como por a cabeça pra fora do carro em movimento, soprar para trás, e dizer que o carro está se movendo graças ao seu sopro junto com a energia do motor a combustão. Fusão geraria uma quantidade de energia infinitamente maior que peidos de humanos enclausurados em gororoba cor de rosas, e a insinuação de que um método complementa o outro é tão ridículo quanto o exemplo que dei acima.

[ UPDATE ] Acabei de achar este vídeo, que expoe mais plotholes ainda que eu nem havia apontado. Achei curioso que ele mencionou vários pontos que eu percebi, porque isso me fez me sentir inteligente.

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Categorias: Cinema

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

88 Comentários \o/

  1. lucas says:

    realmente vc foi caridoso em dar nota 3… para mim nada funcionou no filme levando em conta a grana que eles devem ter gasta nessa porra!! fui no sábado em pre-estreia e assisti em 3d.. ou seja paguei o mais caro possível para ver esse filme tosco.. o bom é que vc fez um texto que me rendeu umas risadas relembrando os momentos toscos.. como o da rosca gigante rolando e nada dos caras correrem pro lado!! 😀

  2. Eu vi muita gente reclamando da doutora lá, e acho isso intrigante: as pessoas normalmente são muito críticas em relação a personalidade dos personagens porque querem coisas preto no branco. Ou ela é religiosa ou cientista. Ou é Flamengo ou Vasco. Ou é blogger ou tem vida social. Essas coisas. Não vi o filme ainda para uma analise coesa sobre a personagem, mas eu imagino que ela deve ter tentado passar alguém que é extremamente religiosa mas está encontrando evidências que Deus não existe. Fé não é algo que dê para desligar tão facilmente (“oba! achei evidências que Deus não existe. Agora sou ateu”), é algo bem mais complexo, porém, o público médio do cinema não está acostumado com essa profundidade em um personagem.

    Uma colega minha assistiu a pré-estréia que teve semana passada por aqui (infelizmente, eu n assisti), e ela está dividida. Mas dou esse direito a ela, já que ela nem sabia que Prometheus era um prequel de Alien, ficou achando que tinha alguma ligação, mas só assistiu Alien uma vez, há muito tempo. Ela me deu altos spoilers e o filme realmente parece promissor naquilo que busca alcançar. E ela deixou claro que o filme tem trocentas portas abertas para uma continuação.Deixa o Ridley Scott expandir uma nova atmosfera em um ambiente já conhecido. O universo é dele.

    A partir das coisas que você falou, Kid, vou prestar uma atenção maior nela e ver se acho coerentes.

    Abração.

  3. apesar de td filme com esse gênero ter os cientistas trapalhões esse me conseguiu me deixar nervoso até, os cara ficaram presos la na nave extraterrestre e eles que estavam com medo e até voltaram por causa da descoberta dos engenheiros mortos voltam ao local e escolhem esse lugar para eles dormirem, PQP

  4. iGOMD says:

    É amigo Kid, tenho que concordar com você. Os pontos citados também tornaram a apreciação do filme um tanto indigesta.

    2.5/5 Robôs Gigantes

  5. Então kid, não li nenhuma parte de seu texto pra não ter spoilers, mas eu só queria saber: Gostou ou não?

    valeu 😛

  6. Tavim says:

    Kid, vamos as respostas:

    1º O weyland foi escondido da filha dele pois ela era a chefe da expedição.
    2º Eles foram para a lua e não para o planeta pois a lua tinha a atmosfera mais parecida com a terra, as escrituras apontavam para uma galaxia não para um planeta especifico.
    3º a maquina estava calibrada para homens porque era pra o weyland usar caso fosse necessário tanto que a doutora explica que a maquina realiza ponte de safena.
    4º no caso em que a filha de weyland corre para frente e não para o lado pode-se usar a desculpa do desespero, porque nessas situações é difícil pensar com clareza e ate porque uma merda daquele tamanho era pra ter matado ate a doutora sem condição de simplesmente correr pro lado.

    agora aquela de eles só saberem na hora porque estão la é completamente sem noção mesmo.

    • Izzy Nobre says:

      A filha sabia que ele estava lá, assista o filme de novo.

    • Izzy Nobre says:

      E ainda assim, ele é o DONO da empresa, dono da nave, e custeador da expedição. A Vickers é EMPREGADA DELE. Por que ele precisaria se esconder dela?!?!?!?

    • Thárvison says:

      1.É importante lembrar que a expedição era particular. O Magnata tinha intenção de prolongar sua vida encontrando os criadores dos humanos e tudo baseando-se em suposição, sem provas concretas. Acham que os cientistas, na maioria deles céticos, aceitariam ir numa viagem dessas pra satisfazer uma teoria maluca de um velho rico? Ninguem, tirando o casal, aceitaria a missão, mesmo pagando bem. A maneira que ele encontrou foi se esconder, esperar os cientistas reconhecerem o terreno e, se houvesse vestígio dos criadores, ele sairia do esconderijo

      Agora, a expedição custou 3 trilhões, fica fácil pagar uns bilhões para os cientistas irem a um satélite natural com o simples pretexto de estudá-lo (havia um geólogo e um biólogo na equipe) Quem não aceitaria uns bilhões/milhões pra viajar ao espaço e ainda para explorar outro planeta??

      2. Concordo
      3. Concordo
      4. Concordo. Numa situação de desespero,nao da pra pensar em correr pro lado, mesmo porque a nave é muito grande e vc não sabe se vai dar tempo, e sem falar que ela poderia ter tombado de lado, como no final aconteceu.

      • Izzy Nobre says:

        Mano, tua proposição não faz sentido algum. Os cientistas que estudaram a hipótese de alienígenas criando seres humanos não iam querer embarcar numa viagem para encontra-los só porque o cara que está pagando a expedição quer ir junto?!?!? Por que não? E o motivo dele de querer ir não tinha nada de imoral; ele estava querendo descobrir uma forma de estender a própria vida.

        “Acham que os cientistas, na maioria deles céticos, aceitariam ir numa viagem dessas pra satisfazer uma teoria maluca de um velho rico? Ninguem, tirando o casal, aceitaria a missão, mesmo pagando bem”

        Acho que assistimos dois filmes diferentes. Ninguém, além do casal, sabia do que se tratava a expedição. Eles aceitaram SEM SABER, conforme aquela cena do casal dando o briefing pro resto da equipe. É por isso que a sua explicação não faz sentido.

        Sério, não há qualquer motivo pro cara se esconder, na boa. Não vejo como a presença do velho faria alguém que aceitou a missão sem nem saber do que se tratava desistir da idéia. A propósito, você fala que a missão era baseada em “teoria de velho maluco rico”. Qual o problema com isso, exatamente? Isso é essencialmente o mesmo que “teoria de dois cientistas malucos” (em contexto e substância), se você parar pra pensar.

        Não dá, cara. O plot twist do velhinho escondido foi desnecessário e inexplicável.

        • luiz filipi baraun says:

          não acho tão estranho os cientistas terem aceitado o trabalho sem saber exatamente do que se tratava, isso é mostrado na série alien, por exemplo.
          além disso, o comportamento do geólogo no primeiro diálogo com o biólogo mostra que eles sabiam que estavam indo a outro planeta e só se importavam com a grana.

          • Izzy Nobre says:

            >>não acho tão estranho os cientistas terem aceitado o trabalho sem saber exatamente do que se tratava, isso é mostrado na série alien, por exemplo.

            Acho que vimos uma série diferente ein. Exemplifique!

            E cara, me perdoe mas ninguém aceita missão de pelo menos 4 anos no espaço sideral sem saber do que se trata.

  7. André says:

    Esse filme é uma MERDA. E olha que eu fui assistir ele sem pré-conceito nenhum: nunca vi alien, não sei quem é o diretor e só vi tipo metade do trailer. Fui 100% neutro.

    Vou colocar um comentário que fiz um forum:

    O enredo é uma bosta generica sem um pingo de criatividade. É basicamente a repetição do mantra: grupo de pessoas entra em local desconhecido, local desconhecido tem coisas desconhecidas ameaçadoras, os membros do grupos vão morrendo em sequencia até sobre um ou dois infeliz no final. Tudo bem, podia até ser isso, mas se tivesse algo interessante no meio, poderia compensar… Mas não tem. É basicamente isso mesmo. O que eles descobrem é lixo sem criatividade tb.

    Os personagens são genericos também. Alias, chega a ser retardado como esses roteirisatas de merda repetem esse padrão de “tripulação formada por pessoas egocentricas que se odeiam”.

    É foda… Os caras gastam 1 bilhão numa missão e, na hora de selecionar a tripulação, eles escolhem a dedo as pessoas mais burras que eles conseguem encontrar. E o pior, quase todo mundo ali tá na missão com aquela atitude de “eu não queria estar aqui” e agindo como se tivesse fazendo um favor de estar. Todo mundo se odeia, ninguem tem atitudade profissional (o que seria o minimo que se poderia esperar). Metade dos personagens tb são genericos e vc nem sequer vai lembrar quem é quem nessa merda (alias, NENHUM personagem tem algum tipo de profundidade… O que consegue se desenvolver mais ou menos é a porra do robo, e mesmo assim não é nada demais, ele é só a porra de um robo curioso e chato).

    Fora isso, todas as cenas são rertardas. Por exemplo, eles chegam no planeta sem ter certeza de nada. O ideal seria primeiro mandar uns robos pra explorarem 100% do local, verificarem tudo e, só depois, colocarem os humanos ir. Mas não, os idiotas vão direto. Depois tem dois imbecis que encontram um bicho que se parece e que age exatamente como uma serpente venenosa. O que os idiotas fazem? Resolvem tocar no bicho. Em praticamente todo o filme existem problema desses, com personagens retardados agindo de forma idiota, resultando em problemas imbecis. Não vou contar o resto pq seria spoiler.

    Os dialogos se resumem a duas coisas:

    1. Os personagens cientistas falando coisas cientificas de forma random que provavelmente estão erradas.
    2. Como todos os personagens se odeiam e não tem o minimo de profissionalismo, o resto do dialogos é basicamente um dando patada no outro, reclamando, etc.

    O filme é isso, SÓ isso.

    Enfim, essa merda é uma perda de tempo total.

  8. Tiago Sá says:

    Acho que a máquina nos aposentos dela era pro velho. Vou continuar lendo agora.

    • Izzy Nobre says:

      Isso só gera outro plothole. Por que a maquina PRO VELHO ficaria no quarto da Vickers?

      Ele não tinha dinheiro pra instalar um no quarto dele?

      • Tavim says:

        Talvez porque o quarto da filha era um modulo separado de suporte. Agora oque eu nao entendi foi o david conversando com ele ainda em animação suspensa.

        • Thárvison says:

          Talvez o equipamento (capacete com visor) sirva não apenas para comunicação em animação suspensa. em 2093 é plausivel que ele sirva tambem como comunicador com alguem que esta escondido, afim de manter a confidencialidade do tripulante.

  9. Eric Prieto says:

    Eu adorei o filme, com todos os seus defeitos. As vezes acho que a gente cobra muitas respostas, sendo que na vida mesmo não temos resposta pra tudo. E sobre os erros cometidos pelo time, e no planejamento da missão, erro humano sempre existe…

    Anyway, leia essa resenha http://cavalorn.livejournal.com/584135.html , o cara revela várias informações “escondidas” no filme, abriu meus olhos para muitos detalhes interessantes. Principalmente o motivo da briga entre os Engenheiros.

    Abraços!

  10. Porkispin says:

    Não li pq não vi o filme ainda. Ainda não foi lançado no pirate bay com uma qualidade que preste.. vou ter que esperar!

  11. […] Review feito pelo IzzyNobre (Texto em português) Review e Análise feitos pela ComicBookGirl19 (Vídeo em inglês) “Conversa” sobre o filme pela RedLetterMedia (Vídeo em inglês) […]

  12. Leonardo says:

    Concordo com o Eric Prieto… Adorei o filme mesmo sabendo que ha muitos plot holes… Acho que alguma dos defeitos citados pelo Kid são explicados pelo Tavim acima…. Mas com certeza algumas coisas incomodam…. Achei que o filme se perde um pouco na hora que a doutora se descobre gravida… As reacoes dos personagens nao fazem muito sentido ao que esta acontecendo… E um procedimento como aquele nao passaria desapercebido pela major parte da tripulacao… Parecia que a qualquer momento ela iria acordar de um sonho…. A evolucao do David como pontuou o Kid tambem foi um pouco estranha… Num primeiro momento voce via um robo deslumbrado com a criacao e o universo e ao final ele diz nao compreender a busca da doutora… Ou seja, nao houve uma evolucao do personagem, sendo que em alguns momentos ele parecia estar se tornando quase um ser humano, principalmente nas suas otimas tiradas ironicas…. Mas como ja disse, Adorei o filme, a atmosfera, as cenas que remetem a Alien ( cara eu sabia que em algum momento aquele robo teria suas partes do corpo separadas! Hehehe), e as reflexoes religiosas, que sao muito boas…

  13. Anderson says:

    Alguém mais percebeu que o Space Jockey no filme Alien foi encontrado morto com o peito estourado naquela cadeira maluca de dentista, e que no Prometeus ele morreu na nave de fuga?

    • Izzy Nobre says:

      A explicação é que aquela lua não é o mesmo planeta do primeiro Alien. E faz sentido; não há porque imaginar que aquela era a única nave dos caras (o próprio David diz que há várias naquela lua, em alguma outra o xenomorfo escapou, matou o Space Jockey, e a nave caiu no planeta de Alien).

      A designação da lua de Prometheus aliás é diferente da de Alien; uma é LV-XXX, a outra é LV-YYY (esqueci os números agora).

      O que não me parece fazer muito sentido é o facehugger ter atacado um Space Jockey e ele voltar aos controles da nave normalmente.

  14. Mendes says:

    Izzy, eu acabei de assistir o filme e me fiz algumas das mesmas perguntas que você se fez. A única explicação plausível para o DONO da nave estar escondido é a seguinte: Ele estava altamente debilitado, então ficar em estado de hibernação era mais seguro. Beleza, ele ficou “dormindo por mais tempo” mas isso ainda não explica porque ele inventou a própria morte e se escondeu. Mas pense bem, você precisa de uma tripulação com especialistas de diversas áreas. Mas o velhote DONO da nave conhece bem o ser humano e sabe que as pessoas não fazem algo com perfeição por simples obrigação ou pagamento (por mais dinheiro que seja), então o trilhonário DONO da nave deixou que cada tripulante estivesse lá atrás de seus próprios sonhos, assim eles dariam 100% de si para a missão, ao invés de fazer o trabalho designado. O DONO da nave apenas aplicou uma estratégia corporativa -- deixo eles acharem que estão no comando, assim vão doar tudo de si na missão, e quando chegar a hora certa eu corto o barato deles e consigo o que eu quero.

    • Izzy Nobre says:

      …exceto que a Vickers LOGO NO COMEÇO DE TUDO chegou nos 2 cientistas altamente motivados e cortou o barato deles NA HORA. Nao lembra da cena dela cortando as asinhas deles, impedindo de tentar se comunicar com os Engenheiros?

      E os outros cientistas não sabiam nem do que se tratava a missão, trazer “motivação” pra explicar esse plot hole só complica as coisas. A motivação deles era única e simplesmente fazer o que mandam e receber dinheiro.

      Não faz o menor sentido o cara “se matar” pra assim motivar os cientistas a “fazerem o que quiserem”.

  15. Amorim says:

    Bem, eu acabei de ver o filme sem ter visto qualquer trailler ou informação adicional e vibrei quando no final aparece o primeiro alien e percebi que se iniciava toda a história dos filmes passados (claro tive que explicar isso pro resto do grupo que não tinham entendido nada e estavam falando como o filme era ruim).
    Enquanto assistia eu notei exatamente os mesmos pontos que você aponta no texto como.. Como a Vickers pode ser filha do Cara Muito Velho, ou Porque o David infectar o outro cientista, ou principalmente COMO UMA MULHER CORRE O RESTO DO FILME LOGO DEPOIS DE TER A BARRIGA ABERTA, EXTRAIDA UMA LULA E GRAMPEADA?
    Ok, filme futurista e blablabla, agente releva para não tentar trazer o que é ficção pra realidade, mas tem uma coisa que fiquei muito curioso e não encontrei qualquer resposta. O que o David disse para o E.T. que estava em hibernação. Ele disse o que o Cara Muito Velho queria saber? Ele disse o que a cintista estava querendo saber? Ele tinha realmente alguma intenção secreta de matar a todos mas acabou sobrando pra ele também? Não sei.
    O filme me agradou muito, como disse, não tinha qualquer expectativas sobre o filme e apesar dos pesares e alguns pontos ruins ou mau desenvolvidos no filme, é um ótimo filme para se assistir. Não me arrependi.

  16. FBSLikan says:

    Assisti o filme na Sexta-feira super empolgado! (mesmo tendo lido as criticas e reviews tando do Kid quanto de outros blogueiros)
    Minha conclusão.

    Tinha todos os elementos pra uma PUTA HISTÓRIA FODA!!! Mas não souberam como conta-la!
    Chegou alguns momentos do filme que eu e ri como se estivesse em uma sessão de comédia.

    Sinceramente, acho um mistério como a Weyland consegue se manter com um RH TÃO INCOMPETENTE!
    O geologo se perde na “caverna” (tá, era uma nave! mas ainda assim cadê a porra da memória fotografica ou então um tablet com um sistema que exibisse o mapa dos “droids” DELE tal qual apareciam na nave?)
    O biologo ao ver o primeiro engenheiro já decide que quer sair daquela porra o quanto antes, mas na hora que vê um proto-facehuger fica querendo fazer “carinho na cobra”.

    O namorado da doutora Shaw é um retardado, por que por mais que os sensores alertem que é respiravel puta que pariu não tinha nenhuma idéia se haveria algum tipo de bacteria, virus ou qlq outra coisa desconhecida no ar (e toda a galera vai no embalo… bom senso pra que?). Alias, isso me leva a crer que o sensores para “formas de vida” da prometheus era uma merda que só reconhecia coisas acima de 1,5m de altura. Porque logo que eles entraram na camara de incubação os “vermezinhos” já apareceram.

    fora as falhas de continuidade e o escamb…puta que pariu o que a mão da dra estava fazendo sem luva em um ambiente com ar venenoso!? a presurização da roupa teria ido pro espaço!

    Mas de todas as coisas, a que sinceramente me incomodou e ao mesmo tempo me agradou foi o surgimento da primeira rainha alien xenomorph!

    me incomodou pq eu imaginei o engenheiro saindo da capsula de sobrevivÊncia cambaleando após a batalha com a lula gigante. indo para outra nave também repleta de armas biologicas, habilitando sistemas e ai sim, tendo o peito explodido pela rainha. Mas isso não aconteceu, o que me faz pensar que tipo de merda aconteceu com o spacejockey original.

    me agradou pq a história me remeteu ao 4 filme!
    A primeira rainha alien foi concebida em uma mulher que não poderia ter filhos, enquanto a Nova Ripley perdeu o útero para a rainha alien quando foi clonada.

    • FBSLikan says:

      Lendo outros sites eu me toquei de uma coisa.
      Prometheus se passa em LV-233 e não LV-426 o que elimina a heresia do Space Jockey. =/
      Ou seja, doutora Shaw deve ter contaminado o universo com os Xenomorph que ela levou na nave junto com o David.

  17. Rogério says:

    Gostei muito de PROMETHEUS apesar de todos esses furos…
    Não tinha parado pra pensar na incoerência da localização da base militar extra-terrestre nas cavernas da Terra, nem na razão do dono do projeto inteiro ter que viajar clandestinamente em sua propria nave,a bipolaridade robótica de David, nem em um monte de coisas que você disse aí…
    A única coisa que me incomodou no momento do filme foi a resposta violenta do “engenheiro” à pergunta dos homens. Esperava algo um pouco mais filosófico do que simples agressão, em Blade Runner o confronto criador vs criatura foi bem melhor trabalhado. Tambem achei gratuito o pos-creditos com os flashes do Alien virando o Alien só pra nos lembrar do que viria depois.
    O filme é bonito, muito bem filmado e com algumas sequências memoraveis, mas depois deste post vou diminuir 1 ponto na minha nota do filme…

    • FBSLikan says:

      a questão da base ser mostrada nos pictogramas pré-históricos foi presumida como um “convite” poderia ser nada mais que uma aula de história para os recém criados humanos, ou ainda uma placa de “NÃO CHEGUEM PERTO DESSA PORRA! BANDO DE MACACO SEM PELO INÚTIL!”

      • Izzy Nobre says:

        Não seria mais prático não pôr placa nenhuma então?

        • Dani says:

          Seguindo a ideia do FBSLikan, a placa foi tipo o aviso de Deus: “tá vendo essa fruta, Adão? Tá vendo essa fruta, Eva? NÃO COME ESSA PORRA MININU DOIDO, NÃO COME!” e sai correndo tipo “lálálá, se ferrô-ou, não vai comê-er”
          Ou seja, sem sentido algum.

  18. […]   8/10 (atualizado depois de ler a resenha do Sr IzzyNobre ) Gostar disso:GostoBe the first to like […]

  19. Breno says:

    Assim, não sei como ninguém pensou nisso, mas ligando os pontinhos com relação ao dono da expedição (chamarei ele assim pois esqueci o nome do caquético) e a Vickers isso foi o que eu entendi de uma parte da trama.
    Antes de tudo, estou tendo como base a cena em que a Vickers fala com o Dono como se fosse uma funcionária e no final demonstra certo carinho e o chama de PAI , portanto subentendo que ela é a filha dele.
    O que eu entendi é o seguinte, se percebe dês da apresentação do dono da expedição que a Vickers tem uma relação de amor e ódio com ele, se percebe isso, pois ele dá mais valor ao David que é mais fácil de controlar do que a Vickers que supostamente depois revela ser sua filha, e no momento em que ele solta o comentário dele com relação ao David ser o “filho que nunca teve” a cara que ela faz quando isso é dito evidencia seu rancor com o suposto PAI.
    Digo o David ser mais fácil de controlar por ser um robô, isso se evidencia quando cientista Shaw pergunta a ele dentro do transporte quando estão indo ver o engenheiro encubado “o que vai fazer quando ele (Weyland…@#$% lembrei agora…=p ) parar de te programar”, e ele responde “ser livre”, ou seja apesar dos pesares , ele foi programado pelo dono da expedição e conversava ele no equipamento de sonhos recebendo as instruções das quais nesta cena com a Shaw ao meu parecer revelou que ele não fazia por bem grado , mas sim pelo fato que foi programado para isso, isso se revela pelo fato de ele começar bom ficar malvado quando tem a grande descoberta e ficar bom no final quando o Weyland morre.
    Mais tarde quando Weyland acorda, a primeira frase que ele diz a Shaw é “tenho somente mais dois dias de vida”, muito provavelmente ele acordou somente aquele momento por ter pouco tempo de vida mesmo, entre o David encontrar o engenheiro e até a chegada deles na Lua pelo que eu lembro foram dois dias e meio (contando da chegada na hora do briefing até o momento do David encontrar a sala).
    Para mim a cereja no bolo não está a estes fatores, mas ao fato da conversa da Vickers com ele, ela diz a ele “pensou que eu ia ficar na diretoria brigando por algo melhor ??” e depois ela diz “todo reinado chega ao fim dando lugar ao próximo”, e ao tom irônico do começo da conversa quando ela da ao entender que “pensou que eu ia ficar fora desta grande descoberta ??” (não com estas palavras mas com este sentido).
    Ao que da a impressão é que a Vickers mexeu os pauzinhos para estar na expedição (sendo ela uma das diretoras da companhia) e pegou o modulo de sobrevivência para ela enquanto o pai dela não acordava sem ele saber, sendo assim aquele modulo não era dela e sim do pai dela, isso se explica pelo fato de que há duas vezes que aparece o modulo de sobrevivência, sempre é com uma garotinha tocando violino no fundo (seria ela quando criança no sonho do Pai ??) e pelo fato da mesa médica ser projetada somente para Homens , e como a Shaw disse “permitir fazer ponte de safena ??” ou seja, aquele módulo de sobrevivência definitivamente não era para ela , e sim para o Pai dela.
    Outra coisa que eu entendi é que o velho não quer sair do controle da empresa e dar o controle a Vickers por algum motivo de intriga familiar que para mim não ficou claro (por ele ser um velho do restelo ou pela inveja que ela tem da relação do Pai com o David, ou atitudes que ela tenha que o Wayland não goste), mas deu para perceber que a Vickers quer assumir o lugar do Pai e ele não quer deixar, por isso ele quis ir a expedição para como ele mesmo disse, “saber se há um jeito de me concertar para viver mais” e por consequência, permanecer mais tempo na cabeça da companhia.
    Em momento algum eu ao menos entendi que ele forjou a própria morte até por que a Vickers sabia dês do inicio que ele estava vivo e dentro da nave (discussão com o David após primeira entrada na caverna e pelo fato de ela ter dado um jeito de estar na missão), e no briefing ele diz “quando verem isso provavelmente estarei morto”, ele pode ter dito isso justamente por saber que ele já estava para bater as botas, e não sabia se ia ter ou não tempo para embarcar junto com a expedição pois como eu já disse, ele tinha somente dois dias de vida.
    O fato de ter tornado a expedição secreta é que,como foi dito, eles iam encontrar nossos criadores, eles iam encontrar a origem da nossa espécie, será que para uma mega corporação manter isso em segredo até que esteja tudo certo para acontecer não é um motivo plausível ? Para evitar sabotagens ou uma “corrida pelo novo ou melhor”, já tivemos fatos disso na história real (expansões marítimas, corrida para o espaço..etc..etc..), por que não ter na ficção ?
    Sem falar que se era uma mega corporação mothafóca, para as concorrentes saber que o dono dela estava indo junto para ir arranjar um jeito de viver já seria motivo bastante para sabotar e matar todos da expedição e destruir ou “destronar” a empresa (apesar de que no final isso realmente aconteceu de qualquer jeito).
    Concordo com o fato da morte da Vickers ser zuado , um filme de suspense deste jeito não merecia isso, na sala de cinema eu e minha namorada gritamos “corre para o lado vadia”…xD…me lembrou dos velhos tempos de pica-pau , Tom & Jerry….rsrsrs
    Como diria o Diogo Braga , esta é a minha opinião de merda do que eu entendi do filme, achei MUITO FODA a relação que colocaram com a religião, da para abrir muitos leques de entendimento e como o Izzi disse dando liberdade de roteiro para o próximo filme.
    Acho que é isso…=)

    • FBSLikan says:

      Bem, eu concordo plenamente sobre a sua visão com relação as complicações e participações do trio Vickers X Weyland X David. pensei em abordar esses pontos no meu comentário, mas não consegui sintetizar minha visão.
      a morte da Vickers é de longe a cena mais ridicula de todo o filme.

      Ainda assim, acho o briefing algo desnecessário em uma expedição desse porte. exceto em uma única situação. No caso de Weyland ter acelerado o andamento da expedição por causa da questão dele estar quase morrendo.
      Pra mim o questionamento sobre a calibragem da maquina médica inclusive era devido a isso, portanto achei meio sem propósito o questionamento do Kid nesse ponto.

  20. Eduardo says:

    Pra mim o filme foi feito só pra sacanear as mulheres que fazem partos cesarianos. O Ridley quis mostrar que após uma rápida cirurgia, a mulher pode sair andando, correndo, pulando, pegando peso, fazendo rapel e o diabo a quatro. Isso é pra essas molengas aprenderem a parir os filhos e voltarem as suas obrigações de casa. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (Desculpem as mulheres,não resisti!)

  21. oofey says:

    prometheus e não cumphrius

  22. Dalton says:

    Caro Izzy

    Li no cinema em cena uma observação importante sobre o fato dos alienígenas tentarem destruir a terra. Eles estavam mortos a cerca de 2000 anos (conforme o teste de carbono), quando se preparavam para ir a terra eliminar os humanos que criaram. A teoria era que Jesus Cristo seria um alienígena e como foi morto, seria uma espécie de vingança dos criadores.
    Fica a dúvida.
    Abraço

    • Izzy Nobre says:

      O Ridley Scott já até confirmou essa teoria, hahaha.

      • Rafael Gbur says:

        Eu já tava criando uma teoria diferente na minha cabeça. O engenheiro que toma o biotônico fontoura poderia ser de uma vertente que divergia das idéias dos outros engenheiros, algo meio religioso mesmo. Essa vertente resolve criar vida, contrariando os outros engenheiros, por isso eles ficam putos e resolvem matar todo mundo.

        • Acho que é exatamente isso! Se vocês repararem a nave que deixa o “engenheiro” para se sacrificar e gerar a vida é completamente diferente. É “OVAL” como as clássicas naves dos “greys” que conhecemos… já as naves que eles encontram são aquelas ferraduras. Acho plausível que existam seres da mesma espécie com objetivos diferentes. É muito estranho um deles ser digamos… “autruísta” para dar a própria vida para fazer nascer um mundo… enquanto outros agem com truculência ao se deparar com a própria “obra”.

  23. Diego de Souza says:

    Fui ver o filme na estreia com um amigo. Eu estava na maior expectativa e meu amigo crente que o filme seria uma mer***. Por fim, eu saí da sala de cinema com aquele gosto amargo e ele se divertiu pacas! “É um filme de alienígenas o que mais vc esperava?” ele disse.
    Ache que o filme começou bem, mais deu pra ver bem que o filme se perdeu todo no roteiro, parece que o diretor disse: vou tomar um café e vcs continuem ai gravando.
    Pois bem, dou 2.5/5 Robôs Gigantes mais pelo visual do que pelo filme em si.

  24. Abner Antunes says:

    Izzy,

    creio que a calibragem da máquina só pra homens se deu pq a máquina seria de uso exclusivo do Weyland. Aliás, todo aquele centro de sobrevivência (acho que o nome era esse mesmo), não estava ali para a Meredith e sim para o Weyland. Era só fachada…

    ‘Mas, como também acho que a água é molhada, não sei se minha opnião é confiável.’ rsrsrs

    Abraço!

  25. Caue Moura says:

    Amigo Izzy, concordei com toda a parte que fala mal do filme.
    Os pontos positivos citados em oposição à PILHA DE MERDA que está do outro lado da balança não ajudam em nada pra salvar minhas horas e dinheiros.

    Nota 1.
    De 100.

    ps.: gostei do vídeo linkado!

  26. Luiz Desenhista says:

    Amigo Kid,

    Concordo e discordo em alguns pontos da sua análise. Vou tentar discuti-los na ordem que são apresentados no texto *SPOILERS*

    A Vickers (Charlise Teron) é uma personagem cética, fria, calculista, estrategista, lógica, gananciosa e com uma peculiar capacidade de liderança, praticamente uma caricatura de um super-capitalista. Mesmo indo à missão contrariada, a intenção dela era simplesmente descobrir um sítio arqueológico e extrair o máximo de lucro que o lugar poderia gerar. Quando ela descobre que o Weyland está vivo, imediatamente demonstra insatisfação pela motivação do magnata de buscar vida eterna. Se prestar bem atenção, ela diz que todo rei cai e deixa seu legado e em seguida revela ser filha do Weyland o que deixa explícita suas motivações e explica que a ganância é hereditária.

    Então, como a Vickers era contrária às ideias do Weyland, ele se esconde na nave para usa-la como uma líder executiva até o final da missão, para então se revelar e cumprir seu objetivo. Isso faz sentido, já que ele estava debilitado e praticamente reconheceu que estava sob a influência dos antropólogos idealistas, alguém precisava por um freio administrativo neles e ninguém melhor que ela para fazer isso.

    Acho que pagam muito pau para o diálogo do David com o antropólogo -- “Nós criamos porque podemos” Oh, toda a humanidade não presta! -- o cara estava bêbado e é um especialista em antropologia e não cibernética/robótica! São áreas que se tangenciam, mas com motivações extremamente diferentes. Poderia substituir o antropologista por um faxineiro bêbado que a resposta soaria igualmente “like a asshole”. Agora substitui o antropólogo por um cientista em robótica, Megaman perguntando pra o Dr. Light (ok, se fosse um cientista japonês com certeza ele iria ouvir que o projeto era para aperfeiçoar bonecas infláveis).

    O David contaminou o antropólogo para testar a gosma preta. Testar em amostras ou ratos, pra quê? Praticidade lógica e desumana, digna de um robô de primeira geração: Achou que um antropólogo era descartável e o fez.

    Concordo contigo quanto aos desenhos apontarem para uma instalação militar dos engenheiros. Parece imbecil, mas pode não ser, poderiam existir engenheiros “bonzinhos” que queriam avisar a humanidade do perigo que corriam. É mania do ser humano pensar que povos alienígenas pensam como uma unidade e que existe apenas bem e mal em extremos.

    Quanto ao briefing ser passado no local da missão, faz pleno sentido. Afinal, outros filmes abordaram situações que forçam especialistas a participar de missões obscuras (vide Jurassic Park). Muita gente reclama disso, acho que o Ridley Scott superestimou a inteligência do público e achou que não precisava mostrar, deixando implícito na apresentação dos personagens. Mas vejamos os “especialistas”: o geólogo quando é abordado pelo biólogo diz: “estou aqui pelo dinheiro, não quero ser seu amigo” um cara desses não quer saber muitos detalhes do trabalho até chegar o momento de executá-lo, pode crer, existe gente assim, já trabalhei com muitos. O Biólogo demonstra ser um cara extremamente inseguro, ele pode ter sido pressionado direta ou indiretamente a aceitar a missão. Outro detalhe: tanto o geólogo quanto o biólogo não pareciam ser tão competentes assim, pois o geólogo conseguiu se perder e o biólogo não contribui em nada. Pode-se deduzir que eles aceitaram a grana cegamente porque não teriam condições de ganhar bem em outro lugar. O capitão da Prometheus é um motorista de luxo espacial, ele vai pra puta que o pariu se mandarem, na verdade, nem precisaria “brifa-lo” fizeram por considerção mesmo. O restante da tripulação se encaixa no perfil do capitão.

    No mais, concordo contigo quando se refere à máquina de cirurgia para homens e a incapacidade dos personagens de pensar em correr na diagonal.

    Detesto escrever megatextos. Mas não podia ser diferente.

    • Murilo Neto says:

      Unica merda foi mesmo a morte da Charlize.Deveria correr na diagonal! Mas não destrói o brilho do filme.

      Concordo com tudo que foi dito, e digo mais, o David escolheu o Holloway pelo simples fato de que o Holloway era o único na tripulação que fazia questão de tentar inferiorizar o android. Ele ja tinha essa missão embutida nele, porém o processo de escolha não foi pura maldade, ele foi até bondoso e “correto”.

      A máquina era para o Weyland e não para a filha, ela não me parece ser a pessoa que verifica tudo, ela me pareceu alguem com poder, que manda e odiaria ver seu pai voltando ao seu posto. Portanto quando ela mandou instalarem aquilo lá, ela simplesmente acreditou que haviam feito o correto, pois não tinha porque alguem não instalar a máquina correta.

      Ouvi muita gente falar sobre a atitude do capitão, o cara sempre demonstrou um senso de responsabilidade e cidadania, não apenas um piloto de luxo. Ele fazia questão de voltar com todos intactos e sem nenhum virus que destruisse a Terra. Sendo assim, é perfeitamente plausivel que ele tenha tomado aquela atitude, agora o japinha e o outro lá, foram apenas na onda ou se sentem orgulhosos em salvar a humanidade por simples altruísmo. Afinal, bombeiros fazem isso todo dia.

  27. Ariel says:

    Vou ser sincero sobre eu mesmo:Gosto muito de filmes de tema espacial,mas cometo o pecado de nunca ter visto “Alien” na vida,mas já aluguei(sério!) pra ver hoje,e pretendia até ver Prometheus antes,mas queria saber o quanto a ligação entre os dois filmes é forte.

    É algo do nível dos filmes dos Vingadores,ou apenas uma referência fina mesmo?

  28. Wellington says:

    “Então, qual a significância da tal lua nos desenhos pre-históricos? Por que os ETs ensinaram homens das cavernas sobre ela…? Pra que chamar os humanos pra sua fábrica de mutações assassinas…?”

    A nave alienígena estava prestes a partir em torno de 2000 anos atrás. As pinturas foram feitas nas cavernas há mais de 10000 anos. Podemos supor que aquilo que era uma base militar há 2000 anos, não o era 10000 anos atrás.

  29. “em um ponto do filme descobrimos que o Peter Weyland, recém-falecido (…) o cara se dá ao trabalho de forjar a própria morte (…) É um plot twist completamente desnecessário e barato.”

    -- Não sabemos se ele forjou mesmo. Foi só uma mensagem pros caras da nave. Talvez na Terra ele nem tenha se dado ao trabalho de forjar a morte. E o cara tava nas últimas, tinha que se poupar de discussões com a tripulação e tal. Ele só se levantou pra ir ao encontro do Engenheiro.

    “Por que o David passou por um súbito desenvolvimento de personagem que o tornou malvado, e de repente abandonou seus planos? (…) E pior ainda, ele subitamente abandona essa atuação e volta a ser o robô bonzinho e prestativo de antes.”

    -- O androide vai tomando raivinha dos humanos no contato mais próximo com o cientista. O chefe dele quer experimentos pra saber o que as substâncias alienígenas fazem, nada demais o robô testar em quem passou a “odiar”. E meter um bichinho no cientista é também uma forma de criar algo novo, o poder da criação. E o androide criou uma agenda paralela, ao ver que se seu chefe morresse, ele estaria livre. E ele não ficou bonzinho depois. Ficou colaborativo com a cientista pra poder escapar do planeta.

    “Acontece que a lua que o mapa apontava não era sequer o planeta dos ETs — era uma instalação científica/militar onde eles supostamente fabricavam armas biológicas. Então, qual a significância da tal lua nos desenhos pre-históricos? Por que os ETs ensinaram homens das cavernas sobre ela…? Pra que chamar os humanos pra sua fábrica de mutações assassinas…?”

    -- Os desenhos foram feitos antes da época em que decidiram exterminar a gente. O corpo fossilizado do engenheiro tinha só uns 2mil anos. Quando os desenhos foram feitos pros nossos antepassados, a tal lua poderia ser um local apropriado para o contato, mais tarde transformado em base militar pra criar as armas contra a gente.

    “Faz sentido informar os caras sobre a situação só quando eles chegam lá. Mas a cena não faz sentido quando o grupo é composto por cientistas civis. Cientistas civis são participantes voluntários; eles foram, presume-se, contratados pela empresa porque sua área de atuação é relevante para a expedição”

    -- Não vimos o recrutamento. Podem ter dito que eles iam para um planeta distante para explorar possíveis formas de vida. Não exatamente uma raça superiora que nos criou. O papo com todos ali foi pra revelar algo maior do que a missão inicial.

    “E aquela máquina médica nos aposentos da Charlize Theron, que descobre-se ser calibrada apenas para homens. Por que prestar socorro a uma mulher seria tão fundamentalmente diferente de prestar socorro a um homem, a ponto de que a máquina tenha settings pra homens e mulheres…? Tirando vasectomia e cesareana, praticamente todo o resto das operações que a máquina efetuaria serviriam pra homens E mulheres. E por que diabos configurariam a máquina instalada no quarto de uma mulher com preset pra operar homem?”

    -- Creio que a máquina só fala que está programada pra um sexo específico quando requisitada a operar uma prática que também seja específica. No caso de um braço quebrado, ela toparia na boa. Mas cesariana é algo bem difícil mesmo, envolve até cuidado com mais uma vida. Então talvez não tenha nem máquina feminina que dê conta disso. E, sim, há grande diferenças entre a morfologia masculina e feminina, talvez seja realmente necessário uma sintonia mais fina pra atender melhor cada paciente. E a mensagem tb não foi bem elaborada. Em vez de “Esta máquina não está pronta para realizar certos procedimentos específicos para pacientes do sexo feminino, muito menos para uma cesariana, que também não é possível ser realizada por aparelhos calibrados para as fêmeas”, metem um “Essa máquina não está calibrada para mulheres”, que é mais fácil. E a máquina era pra homem pq devia ser uma reserva pro pai da Charlize. Acredito que lá no quartinho dele deveria ter outra pra ele. Em todo caso, seria melhor pra história se a máquina não estivesse no quarto da Charlize mesmo.

    “Aliás, outra coisa que me deixou puto foi a cena final em que a aeronave-rosquinha rola e cai em cima da Charlize. Uma tragédia estilo Pica-Pau que poderia ser evitada se ela simplesmente ANDASSE PRO LADO. Sério, isso é acidente cartunesco porra — a árvore tá caindo em cima do Patolino e ele nem pensa em dar um passo pro lado”

    -- Andar pro lado resolve no caso de uma árvore. No caso de uma nave gigante…

    “Por que diabos os Engenheiros queriam aniquilar a raça humana “do nada”? Por que um ser intelectualmente superior reagiria com violência ao ser contactado por uma forma de vida inferior”

    -- Se não me engano, o plano de destruição dos humanos foi bolado há uns 2mil anos. Será que foi depois da ocorrência do Cristianismo? Será que isso mexeu com os nossos criadores? Será que a gente começou a ser muito escroto e os Engenheiros consideraram a gente uma experiência que não deu certo? Será que os caras que criaram a gente são de uma seita (aquele capuz dá uma boa dica disso) que foi desautorizada depois que outro “governo” ou casta assumiu o poder no planeta dos Engenheiros, e agora eles querem dar fim nesse papo de espalhar seus preciosos genes por aí? Essas dúvidas e múltiplas possibilidades de continuação são o que torna o roteiro mais rico, na minha opinião.

    E tenho dito.

  30. Wellington says:

    O problema é que o filme deu uma ênfase muito grande naquilo de “viemos atrás de respostas, queremos saber por que nos criaram, por que mudaram de ideia”, o que gera uma expectativa muito grande em torno das respostas.
    Se o diretor não achar uma forma inteligente de responder as perguntas nos próximos filmes da série, toda a série terá sido inútil.

  31. Érico Oliveira says:

    Também achei que o filme teve muitos “buracos”, mas lendo o seu texto percebi que tinha muito mais…

  32. rinaldo says:

    Creio que tu percebeste muito bem a trilha “esburacada” que este roteiro deixa. Contraria qualquer pretensão de verossimilhança, mesmo com muito boa vontade. Além disso, a própria estrutura narrativa parece dar saltos, como se fossem inseridas novas cenas na montagem para tentar explicar a história. E a tal máquina médica sexista super futurista, que faz tudo sozinha , mas corta a laser e grampeia depois? Me desculpem os fãs, mas neste filme, além da gosma habitual, faltou nexo

  33. Rodrigo says:

    Vídeo com mais algumas teorias legais, inclusive a personagem da Theron.

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    Abraços

  34. O que realmente me impressiona é que no final de nosso século as mulheres usarão faixas de gaze ao invés de lingerie. Sinistro.

  35. Tiago says:

    Sem contar no pós operatório conturbado e totalmente irreal da Elizabeth Shaw. A necessidade de utilizar grampos revela que eles não tinham nenhuma tecnologia nova de colar tecidos instantaneamente.

  36. Sandro Hansen says:

    Muito boa a sua analise, fiquei com a mesma sensação ao ver o filme. Principalmente a morte da personagem da Charlize. Ela podia ter morrido em uma luta com o engenheiro ou alien, bem mais inteligente do que simplesmente não correr na diagonal !

  37. victorprs says:

    É incrível como esse seu texto é muito parecido com a Nerdologia do JovemNerd. Ou o contrário, já que o seu veio antes…

  38. victorprs says:

    E eu curti o filme, assisti hoje. Ouvi tanta coisa ruim desse filme que não esperava quase nada, acabei não me surpreendendo muito com os plotholes… e considerando Damon Lindelof, era quase inevitável.
    Mas coincidentemente, acho que daria a mesma nota, 3/5.

  39. Eduardo says:

    Eu penso o seguinte quanto a máquina de cirurgias calibrada para homens. A intenção que Ridley Scott quer passar nesta hora é que, apesar de toda tecnologia, a época ainda é anterior ao filme Alien, ou seja, ainda é primitiva, ou meio mecânica, ou sei lá. Ele não queria que a tecnologia fosse melhor que a dos outros filmes, e sim, imperfeita, só isso.

  40. Fernanda says:

    Eu sei que não podemos comparar.
    Entendi que é o mesmo universo do Alien, mas não é propriamente uma sequencia…

    Mas cara, não dá, faltou a Ripley. Saí pensando: se a Sigourney estivesse aqui, acabava com esta palhaçada.

  41. Victor says:

    Muito boa resenha! Mas, porra, fiquei muito puto com o spoiler de Alien 3 no início. Não vi ainda, carai!!

  42. Lucas Rodrigues says:

    Eu gostei do filme. Me incomodei um pouco com algumas coisas, mas nada que me traga o ódio e revolta. Realmente não tinha percebido algumas coisas que foram ditas no teu texto, mas algumas eu não dou a mínima importância, imaginei e tirei conclusões de outra forma, com outro ponto de vista. Tenho um problema (ou talvez não seja um problema, já que traz certos beneficios pra mim) de tentar enxergar o que é bem feito num filme e dar maior valor a isso.
    Um ponto que estava pensando aqui é sobre a forma que o Engenheiro reagiu quando foi “acordado” pelos humanos. Não achei tão absurdo o que ele fez, ele devia tá puto por alguma razão. E outra, o que diabos o robô David disse pra ele?

    Ah, tem cena pós-creditos no filme? Tive que sair logo por alguma razão.

  43. luiz filipi baraun says:

    acho que você não entendeu o filme, sério.
    a maioria desses plot holes são respondidos no próprio filme…
    eu sugiro que você veja novamente, aposto que vai pegar várias referências e respostas que não captou da primeira vez e vai gostar do filme.

  44. Pedro Mota says:

    Eu li,li e li mas por enquanto só vo me ater a rir do video,ri infinitamente pqp,hahauhauha,lol,opsopksposskpsospkspo,nenhuma risada definirá o quanto eu ri.

  45. Xunda says:

    Zoando cara, te amamos muito Izzy Nobre. Nome de suco foda esse!

  46. Bituca says:

    Cara, discordo de todo mundo.

    Ninguém sabe de mais nada, nem fazer filme, nem assistir filme, nem resenhar filme e nem comentar resenha. Nem trollar sabem mais. Affff !!!11!

  47. Carol Ahmed says:

    Tudo o que eu tenho a dizer é que adorei o seu texto, e ele me fez rir e ficar bem agora. São 5 da manhã e não conseguir dormir ainda por não estar muito feliz com certas coisas, mas seu texto salvou a madrugada! Sério, não abandone/ignore este blog e o poder que os textos tem! ;D

  48. mullerjones says:

    Kid, eu provavelmente não entendi o filme pra tere chegado essa conclusão, mas eu enodo que eles iam destruir os humanos porque toda a criação de vida aqui foi um teste. Imaginei que eles tivessem se fudido no planeta deles e precisavam de um novo, então criaram vida igual a deles aqui para ver se o planeta suportava algo do tipo e, quando viram que sim, decidiram acabar conosco pra que eles pudessem tomar nosso lugar e viver aqui. Alguém concorda comigo/esta afim de me mostrar porque estou errado?

  49. Art says:

    Quando eu vejo um filme ser tão questionado, e o diretor dele ser o Ridley Scott, me lembro que um tal de Blade Runner foi muito contestado quando lançado, para anos mais tarde se tornar um clássico e ser reconhecido.

    Seria esse o destino de Prometheus? Não tanto. Mas o que vai mudar é que quando a poeira baixar, talvez o pessoal reconheça o que o filme trouxe de bom, parando de se prender a detalhes. Tem plotholes sim, mas não é um lixo!

    A começar que ele ressuscitou um gênero de ficção-científica que há muito tempo não se via. E revisitou o universo de Alien, com explicações bacanas para ele. Genial!

    Além disso, tem uma fotografia e direção de arte maravilhosas (3D muito bem usado). A experiência de vê-lo no cinema é fantástica!

    Menção honrosa para o David. Melhor personagem! Muitos criticam sua reviravivolta no final. Mas pô, o cara era ainda “servo” dos humanos, programado para obedecer, teria coisa mais clichê do que o cara se revoltar “like a boss” por completo no final???

    De 0 a 10, dou um 7,5. Só não dou mais porque reconheço as falhas do roteiro. Mas é um filme que vale a pena ser visto e discutido. Tem os bons elementos de um sci-fi! Eu recomendo!

  50. Renato Cesar says:

    Putz…
    Fiquei feliz em ler seu texto, assisti este filme três vezes para tentar amarrar as várias pontas soltas que encontrava no filme, cada vez que assistia achava mais pontos, conclusão que estava me sentindo um retardado.
    Vim procurar alguma luz na net e encontrei seu texto.
    O filme deixa a desejar para aqueles que tem um mínimo de raciocínio.
    O Argumento do filme é fascinante, mas o roteiro se mostrou imaturo e mal elaborado.
    Esperava muito mais do diretor Ridley Scott, torço para que ele supere estes problemas para a sequência.

  51. FABRICIO says:

    so nao entendi até agora prq no começo o aliens la toma o treco e morre espedaçado ! prq diabos ele faria aquilo e ele por acaso estava em nosso PLANETA ? prq ele se suicidou ?

  52. mrhertz says:

    Acabei de ver, saltando as partes de dialogo besta, e nao sei onde o ridley scott achou tempo pra fazer um filme tao euim?

    muita coisa sem sentido. O cara levar os “3 patetas” a uma misso que poderia rrereefinir o onhecimento da humanidade?

    porra izzy, era pra ter dado 1.5 %

  53. Felipe Sanches says:

    E tudo isso nos leva à pergunta: se fomos criados pelos Engenheiros, quem os criou? Se é que eles foram criados.

  54. Alexandre Felipe says:

    Realmente deixou muito a desejar, cientistas de filme fazem coisas fenomenais mas ao mesmo tempo sao sempre ingenuos e imprudentes, isso ja eh marca registrada de sci-fi filmes e isso inclui ate cientistas ETS.
    Como os engenheiros estavam mortos ha 2.000 anos e ninguem da raça deles foi procura-los, entao eh de se supor q eles queriam acabar com os humanos por conta propria, sem o conhecimento dos demais do seu planeta. So isso pra explicar a violencia daquele ultimo engenheiro q foi acordado e ja levantou matando todo mundo pela frente, ou seja ETs rebeldes xiitas que queriam acabar com as criaturas da Terra.

  55. Alexandre Felipe says:

    So q essa minha conclusao de ETs rebeldes xiitas nao explica uma coisa basica no filme: a raça Alien so foi criada pq foi concebida por uma humana e logo em seguida incubada em um engenheiro, o Alien evoluiu de um vermezinho para Lula gigante e finalmente Alien. Ate ai ok, super acelerada evoluçao, mas e como esse ser criado foi parar na lua lv 426 do primeiro filme Alien? Unica explicaçao seria ter mais um engenheiro dormindo em algum lugar e q foi infectado pelo Alien recem nascido ja q pro Alien ter essa forma fisica final ele tem q ser necessariamente incubado por um humando e depois por um engenheiro.
    Uma continuaçao do filme vai ser complicado pq vai faltar barbante pra amarrar tanta ponta solta…

  56. Vinicius Santana says:

    Acho que o texto foi muito ‘duro’ com o filme, pra que ficar perdendo tempo analisando coisas que podem ser interpretadas de diversas formas por pessoas diferentes… ja vi diversas explicações nos comentários sobre o pq do velho estar na nave e todas elas são aceitáveis.. isso não é de extrema importância para o filme, acho muita bobagem ficar criticando coisas assim. Adorei o filme, principalmente o final, pois li um texto que o final era uma porcaria e eu não achei!
    Mudando de assunto agora, pra mim vai ser explicado pq os ‘engenheiros’ querem exterminar a raça humana, vamos aguardar!
    Outra coisa, só eu tive uma leve impressão de que os seres humanos foram criados somente para serem os hospedeiros dos ‘aliens’??? Foi apenas uma impressão, mas se fosse isso surgiriam várias outras perguntas no ar…

  57. Cuzero says:

    Manu!, vai trabalhar véio, vai procurar oque fazer, ao invés de criticar o filme, muito loco o filme vai vê marlon brando fdp. lixo.

  58. Ricardo says:

    Kid, acredito que no matrix, algum personagem (nao lembro qual), explica que o metabolismo baixo dos humanos dentro da gosma rosa permite que eles sejam alimentados com os proprios humanos, mortos e liquefeitos, de forma intra-venosa.

    Entao acho que os humanos sao auto-suficientes. Pelo que eu entendo.

  59. Igor says:

    Uma coisa que eu nunca entendi. Comparando os ‘ovos’ apresentados em Alien e em Prometheus. Em Alien os ovos dão origem ao face-hugger, já em Prometheus, aquelas serpentes estranhas saem dos ovos.