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Uma análise objetiva de Chaves

Postado em 11 March 2012 Escrito por Izzy Nobre 32 Comentários

Eu tenho a teoria de que Chaves é o grande equalizador cultural da civilização sulamericana. Não importa sua idade, sua classe social, e nem sua nacionalidade — se você teve o infortúnio de nascer na parte da América que fica abaixo da linha do equador, há ao menos uma influência televisiva a que todos fomos submetidos.

Isso³

Aqui no Canadá conheci pessoas de inúmeras nacionalidades sulamericanas diferentes, todos (sem exceção) esboçam imensos sorrisos quando pergunto se eles também assistiam El Chavo del Ocho, o nome original dessa excelente sitcom.

Como fiquei sabendo recentemente, o Netflix brasileiro — que é paupérrimo — compensa suas falhas trazendo vários episódios do Chaves. Eu invejava vocês por isso, até descobrir este usuário do youtube. O canal, mantido pela Televisa, traz o que parecem ser TODOS OS EPISÓDIOS DE CHAVES. Todos eles.

Aquele em que o Chaves é engraxate? target=”-blank”>Tá lá.

O icônico restaurante da Dona Florinda, naquele episódio em que uma placa com dizeres em espanhol obrigou os dubladores a justificarem o uso do termo “mesero” em vez de “garçon”?   target=”-blank”>Tá lá também.

 O episódio em que aparece a clássica brasília amarela do Senhor Barriga, muitos anos antes de tal veículo ser romantizado numa música da mais significativa banda brasileira? target=”-blank”>Olha lá.

O EPISÓDIO EM QUE TODA A VILA VAI A ACAPULCO? target=”-blank”>Clique rápido. Aliás, eu podia JURAR que na dublagem clássica, eles se referiam a “Guarujá”, e não Acapulco. Ou estou confundindo com algum outro episódio…? É esquisito ver como o dublador do Chaves mudava entre episódios, aliás. Enfim.

(Yep, assisti o episódio e de fato o nome no título é “Acapulco”, mas os personagens referem-se a “Guarujá”. E fazem alusão a morarem em São Paulo, também)

Eu estou reassistindo inúmeros episódios e apresentando o personagem à minha mulher. E ter que explicar certos conceitos em relação à série me fez perceber que Chaves tem um lado muito sombrio.

Senão, vejamos:

Boa parte das piadas do seriado satirizam o fato de que o Chaves é pobre e passa fome. Passa tanta fome, aliás, que reage euforicamente em qualquer momento que comida é mencionada — o que é especialmente verdade no caso do mítico “sanduíche de presunto”.

O Chaves é também constantemente “bulliado” pelos dois garotos ricos do seriado, o Nhonho e o Quico (especialmente este último). Quando não zoam o pobre Chaves esfregando brinquedos caros na cara dele, fazem algo ainda mais cruel: esfregam comida na cara dele.

"Tenho X e não te do-ou!" — 70% do diálogo do Quico

 E o pior é que isso não é feito com a intenção de passar uma lição e moral no final; o comportamento dos moleques não é punido de forma alguma, e eles não aprendem nada com a experiência (tanto é que a brincadeira do “você quer?/quero/então compra!” tornou-se um exemplo de meme pré-internet e se espalhou em pátios escolares nos anos 90).

As provocações deles não são vistas como algo reprovável, e sim algo engraçado. Compare com o comportamento do Jorge Del Salto, de Carrossel — todos sabíamos que o cara estava sendo um filho da puta e que era portanto pintado como vilão no seriado. No caso do Chaves, zoar o moleque pobre é um esporte.

Aquele clipe em particular do Nhonho é especialmente cruel porque ele está TORTURANDO PSICOLOGICAMENTE o pobre Chaves. O garoto SABE que o gordo vai escrotiza-lo, mas a fome é tamanha que ele resolve arriscar pedir a comida mesmo assim — apenas pra virar um punchline.

E essa é a graça da piada. O moleque passa fome e seus “amigos” abastados o zoam por causa disso, sem qualquer consequência.

Veja o Senhor Madruga, aliás. O cara é um vagabundo convicto — tendo cunhado o célebre ditado popular “Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar” –, é inadimplente com seu aluguel, e agride fisicamente os garotos da vizinhança. Como se isso não fosse o suficiente, ele se aproveita da afinidade que a dona Clotilde sente por ele pra se dar bem às custas da velha.

E esse é o personagem MENOS filho da puta e mais benquisto pelos telespectadores! Como no caso dos esculachos do Quico e do Nhonho em cima do Chaves, nenhum desses comportamentos do seu Madruga é visto como reprovável. É tudo feito pela risada, e não há nenhuma lição de moral; o personagem não aprende nada.

E a Dona Florinda? Elitista, cria o filho único com todos os mimos, e ensina o garoto (que já provamos ser um mal caráter do caralho) a segregar os menos afortunados (“não se misture com essa gentalha!”). É uma condição perene aliás — como todas as outras falhas de caráter dos outros personagens, nada disso é explorado como um conto de moral. É todo mundo um filho da puta e continuam sendo filhos da puta durante todo o seriado.

O Chaves é outro filho da puta, aliás. Veja-o target=”-blank”>surrupiando o troco de um cliente feito os tais garçons que meus amigos vivem acusando no Facebook. Neste outro, target=”-blank”>ele rouba dinheiro do Quico, também. Note aliás que a Dona Florinda empregava o Chaves como trabalhador escravo no seu restaurante. É um fodendo o outro.

A prova desse tipo de relacionamento que os personagens tem entre si é que boa parte das piadas de Chaves envolvem um dos personagens revelando alguma opinião negativa em relação a outro acidentalmente, e tentando se explicar desastradamente em seguida. Todos ali se odeiam, na realidade.

Este episódio da dona Neves no restaurante da Dona Florinda é um exemplo excelente de como todo mundo ali é uma turma de escrotos. Olha o Jaiminho, aliás: outro personagem muito querido pelos fãs, e um vagabundo incompetente do caralho.

Se você analisar todos os personagens de Chaves friamente (e esperarei que vocês deixem outros exemplos aí nos comentários), você verá que são todos uma cambada de filhos da puta moradores de país de terceiro mundo e que vivem tentando escrotizar e tomar vantagem uns em cima dos outros.

Não entendo por que esse seriado fez tanto sucesso no Brasil.

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Categorias: Dossiê HBD

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

32 Comentários \o/

  1. Kanziel says:

    Po, tava esperando pra ver o q vc ia dizer da chiquinha…hahaa. Essa merece um post único

  2. Anderson Alves, says:

    pelo titulo e pelo começo do post, meus olhos já lagrimava esperando uma grande homenagem ao chaves, com o izzy dizendo que o seriado marcou sua infância como marcou a minha e a de milhões de pessoas…
    mas, não foi isso que aconteceu
    hoje já com 19 anos e mais maduro, vejo o seriado com olhos mais crítico e tbm ja fiz essa análise parecida com essa.. mais cheguei a conclusão que não devemos discutir o ” nunca entendi porque faz tanto sucesso?”.. o seriado chaves surgiu com um programa de tv HUMORÍSTICO mexicano(HUMOR) pessoas de hoje (não falando de vc izzy, sou seu fã.. rsrs) tão com uma moda de condenar qualquer tipo de humor que não agrade a si mesmo, as mesmas pessoal em que nos anos 90 e 2000 passavam a tarde ansiosos para sentar na frente da televisão pegar se achocolatado e seu pão de queijo e passar adoráveis 30,60 minutos assistindo uns dos maiores programas que já vi passar.
    Roberto Bolaños um gênio do Humor.

  3. Joice says:

    Bem, pra começar se somente agora você se deu conta de que os personagens do seriado “chaves” ficavam se sacaneando o tempo todo então “em que mundo você vivia na sua infância? Eu pelo menos quando assistia tinha total convicção de que o que os personagens faziam não era bem um comportamento saudável “pessoas um tanto problemáticas digamos assim”, mas é humor justamente porque retrata o que é humano “as nossas falhas, medos, pré-conceitos, sonhos, etc”.
    Bem cada um com sua opinião, mas a educação agente herda da base familiar então não serão programas de televisão que farão um individuo com conhecimento critico da realidade sair por ai reproduzindo feito um robozinho.
    Aprendemos com seriado se não aquilo que era certo, mas aquilo que não era certo, pois não se aprende só com os acertos.
    O seriado teve seu tempo e a sua história acredito que não cabe a nós que tanto assistimos a eles ficar criticando e julgando uma produção que no fim
    mostrou as faces do comportamento humano. É isso.

  4. Julio says:

    O seriado nada mais nada menos que retrata a realidade do caráter humano de muitas pessoas.

  5. Fabrício Carraro says:

    É relativamente simples. Ainda não estávamos infectados, como sociedade, ao vírus do “politicamente correto”.

    Trapalhões fazia um mega sucesso e era até pior do que Chaves, com piadas racistas até, mas que eram visto como o que eram, apenas piadas.

  6. Alessandro R. C. says:

    Eu não esculhacho o pobre e nem roubo o rico. Eu abomino a agressão, a “metidice”, e as demais coisas ruins. No entanto, Chaves vai ser pra sempre o melhor programa de humor pra mim, e nunca tive senso crítico ou detonador desse programa. É simplesmente sorrir e brincar. Acho que só os mais fracos levariam a sério essas coisas…

    Mas entendo o lado latino. Se o programa fosse europeu ou americano, iriam dar lição de moral no final para as malvadezas. Se bem que no Chaves, vários episódios dão ensinamentos…

  7. Tiago says:

    Sim!A dublagem tentou “mudar” para Guarujá pq assim faria mais “sentido” uma vez que a vila ficaria em São Paulo.

  8. Tiago says:

    Tinha o Godines, o típico vagabundo do fundão,não estudava, não fazia a ‘tarefa de casa’ e não dava a mínima para o que tava rolando na aula, como naquele episódio da célebre frase “Dizia eu que aritimética…” quando a classe finalmente fica quieta ele começa assoviar nem aí para a aula.

  9. Rogério says:

    Tava demorando para os “politicamente corretos” atacarem o inocente seriado Chaves.

  10. Bruno says:

    Só um detalhe: e a prova mais antiga e viva, de que fazer comedia, nao e necessário citar um palavrão se quer!!!!

  11. Aloander Oliveira says:

    Um episódio que exemplifica bem a filhadaputisse dos personagens.

  12. Arthur Aroha says:

    Izzy. Interessante tentar abordar a série através deste lado “politicamente incorreto”. Mas sinto necessidade de chamar sua atenção para outros elementos do caráter dos personagens: o lado bom que todos eles tem.
    A questão é a seguinte, tu está atentando ao lado “negativo” deles. À suas falcatruas, sacanagens e afins. Mas está esquecendo que eles não são feitos só disso.
    Como exemplos:
    -- Seu Madruga, embora de fato seja um “vagal” e recorrentemente seja violento com as crianças. Por outro lado em diversos episódios se mostra extremamente caridoso, mesmo sendo desempregado e tendo pouco dinheiro. Exemplo disso são as inúmeras vezes em que ele convida o Chaves a participar de refeições em sua casa (em geral o desjejum). Em suma, ele mal tem dinheiro para viver, não paga o aluguel, mas gasta dando de comer a um morador de rua. Isto não é uma “boa ação”? Claro que é. E é um exemplo de bondade que pouquíssimas pessoas praticam. Além disso, em inúmeros episódios Seu Madruga procura ensinar uma profissão a Chaves.
    -- Dona Florinda, embora de fato seja uma “perua” e mime seu filho, o ensinando a não se misturar com “pobres”. É outra que, ainda assim, por diversas vezes ajuda Chaves. Seja o alimentando, seja permitindo que Quico o receba em sua casa, seja dando a Chaves um emprego. E creio que tu se enganou dizendo que ela tinha chaves como um trabalhador escravo. Pois ela pagava um salário a ele.
    -- Seu Barriga, embora seja o “ricaço” da parada, e sempre apareça cobrando o aluguel (procurando enriquecer mais). Em incontáveis episódios demonstra um altruísmo tão grande que é comparável à sua pança. Pra começar ele permite que seu Madruga continue na casa mesmo devendo eternos 11 meses de aluguel: e mesmo no episódio em que ameaça despejá-lo, no fim acaba assumindo que não se importa que seu madruga não tenha como pagar, e que permitirá que ele viva lá, pois o considera um amigo, não apenas um inquilino. Neste episódio se não me engano até a florinda defende a permanência do madruga. Outro exemplo clássico é quando Seu Barriga banca a viagem de Chaves a Acapulco, a fim de que este não fique sozinho na vila (até porque se ele ficasse sozinho aí sim passaria fome, visto que quem o alimenta, em geral, são os moradores de lá).

    Vou ficar por aqui com os exemplos mas eu poderia falar de todos os personagens. O que quero dizer no fim é: todos os personagens de chavo del ocho tem, como qualquer ser humano, duas faces -- uma “boa”, outra “ruim”. No sentido de “bem e mal” que nós, ocidentais, temos. Todos eles são falcatruas, em dados momentos são filhos da puta um com os outros. Todos tem seus preconceitos e idéias questionáveis. Por outro lado todos são também altruístas, ajudam uns aos outros.

    E é por isso que este seriado fez sucesso, oras!!!
    Ele não traz heróis idealizados. Ele traz a realidade. Ele traz retratos caricatos de pessoas que existem em qualquer vizinhança! de pessoas com quem fomos criados! Quer um exemplo? tu sempre se denomina um “playboyzinho” que foi criado em meio à crianças mais pobres. Em suma, tu era um Quico. Ou melhor, o quico é uma caricatura sua. Tanto no lado “ruim” (talvez tu tirasse um sarro de seus amigos que não pudessem comprar algo que tu tinha. Como no lado “bom”, de os defender ou ajudar em outras situações.

    Sabe por que este seriado fez sucesso no Brasil, e também em toda América Latina?
    Porque ele não faz questão de ser politicamente correto. Não faz questão de criar heróis utópicos, pessoas idealizadas, ou um mundo perfeito. Ele traz à tona o que a sociedade realmente é -- e sem vergonha disso. Ele expõe os podres e as coisas boas. Ele mostra como elas sempre caminham juntas, como nem um de nós está livre de ser “bom” e “ruim” ao mesmo tempo. (segundo os padrões ocidentais, claro).

    É isso.

    • Roger says:

      Falou td Arthur,faço minhas suas palavras.O problema é que qd o ser humano se vê diante de algo que possui o bem e o mal,tem sempre a maldita tendência de dar mais importância ao que é ruim,feio e trágico e ressalta sempre o lado negativo de td mas esquece de dar valor ao que é bom pq não se importa com o bem.A grande maioria prefere lembrar das brigas,discussões e mentiras mas quase ninguém fala de : “as pessoas boas devem amar seus inimigos”, “a vingança nunca é plena”;ninguém fala dos momentos de generosidade como quando o Chaves após a festa do Quico,compartilhou sanduíches com seu madruga que também compartilhou seu refresco,e tantos outros exemplos.Mas o ser humano tende sempre a dar mais importância pro que é ruim.Ningué é politicamente correto e não existe heroi ou pessoa ideal pq do jeito que o Arthur falou todos temos o bem e mal dentro de nós.É humano

    • Emerson says:

      Seu comentário é um belíssimo completo do texto, cara! Como diria os antigos: você não merece palmas, merece o Tocantins inteiro!

  13. Puts … sabe aquela sensação de que você sabia e mesmo assim ignorava? É isso mesmo. E é mais uma prova de que esse lance de “politicamente correto” é uma frescura …

    Fomos criados dessa forma e ainda assim temos a capacidade de visualisar o que nos cerca e discernir o que é certo e errado.

    Excelente post.

  14. Puts … digitar um comentário e clicar em “enviar” sem ler é uma droga. “Visualizar”

  15. Lucas says:

    Por favor, me diga que esse posto foi irônico.

  16. Evandro Lougue says:

    Pelo jeito essa fedelha Izzy só é chegada nas novelinhas ridículas da Globo, com seus personagens escrotos, clichês, sem graça, péssimos atores, e com toneladas de putarias. Pelo menos Chaves não fica criando um ‘Fantástico Mundo de Malhação’ pra um monte de idiotas ficarem sonhando em um dia viverem algo parecido.
    Pra alguém que só quer ver draminhas clichês nas novelinhas da Globo, acho que é pura perda de tempo eu querer argumentar as qualidades de Chaves (as quais são milhares) pra essa criança que PENSA que é crítica de algo.

  17. Carlos Galvani says:

    A questão é que nos melhores seriados de comédia só tem filho da puta, vide The Office e Seinfeld

  18. gabriel says:

    fez sucesso no brasil pq as pessoas se identificaram com a filhadaputagem

  19. Vítor Ramalho says:

    Complementando o que falaram aí do “vírus do politicamente correto” (massa o termo) é bom lembrar que tanto o Seu Madruga como o Professor Girafales fumavam direto na frente das crianças, dentro das casas e, inclusive, dentro da sala de aula.

  20. Wellington Alves says:

    Chaves acabou se tornando um programa acima do bem o do mal, por isso ninguém mexe com ele. Mas já imaginaram se alguém tentasse produzir o mesmo programa nos dias atuais? Com essa patrulha do pol´liticamente correto seria impossível!
    As grandes piadas do Chaves são basicamente em cima de bulling: riem da barriga do nhonho, das bochechas do quico, da magreza do seu Madruga e por aí vai.

  21. anderson says:

    A analise é valida,mas humor de antigamente era humor e não assunto para debater ,vc assistia ria e desligava a tv e dormia,ngm ficava fazendo drama com isso ou aquilo.

  22. Vitor Beghini says:

    Interessante análise! Recomendo a leitura desta interpretação rica e carregada em sarcasmo, pelo mestre Ademir Luiz: http://acervo.revistabula.com/posts/colunistas/chaves-do-inferno

  23. Há lições aprendidas, esporádicamente.

    É engraçado como a Chiquinha é a personagem mais filha-da-puta da história da TV.

    E o Godinez, cara?

  24. João says:

    “Não entendo por que esse seriado fez tanto sucesso no Brasil.”

  25. Titi says:

    Olha, Izzy, o seriado realmente é uma merda por servir de perda de tempo pros pirralhos. Fez sucesso cá no Brazil porque era televisionado em todo canto, e brasileiro tem uma mania natural de gostar do que é ruim. Pra umas e outras pessoas que eu conheço, Mc donalds é a melhor refeição do mundo, enquanto nos EUA, os mesmos restaurantes tem como freguesia mendigos. E aquele pão murcho com queijo mal cheiroso com um bife com gosto de plástico batido e colado na super bonder realmente é uma merda.

  26. Titi says:

    E a maior merda e que é modinha. Se você não gosta de Chaves a reação é a mesma “ai meu deus, você não gosta de chaves, você não teve infância, filho duma égua, chaves e vida Chaves e muito engraçado” lê as aspas como se fosse um gordo tabacudo falando. Daqueles que fazem (e riem) da piada do “é pavê ou pacomê?”