Ok, nem tanto. Mas vamos transformar a coisa em drama mexicano mesmo que é mais legal.
Antes de mais nada, peço perdão pela minha ausência. Ou nem tanto, qualquer um de vocês teria feito o mesmo se tivesse acabado de comprar Rock Band. nas palavras do imortal Gil Brother, “DÁ UM TEMPO, MORÔ?”. Deixa eu brincar de ser feliz com minha bateria de brinquedo.
Então, brinquei pra caralho no negócio, mas o show aqui tem que continuar. E nada melhor pra retomar as operações digitais que um dramalhão online trazido a você por cortesia da burrice humana associada ao uso indiscriminado do orkut. Eu nunca me canso de ver as tragédias que essa combinação tráz pra gente.
A Naty, uma internauta notavelmente peituda porém muitíssimo feia, resolveu expressar seus desejos pelo João Henrique através do popular site de relacionamentos. Até aí nada digno de nota, mulher com fogo na periquita é algo que existe desde os primórdios da raça humana e a internet é usada desde sua concepção pra finalidades sexuais.
E agora vem a parte que vocês estavam esperando.
Não, o mote principal não é o fato de que a Naty tem um namorado (o link ainda não foi desovado, mas nossos detetives internéticos estão trabalhando hora extra com esse objetivo em mente). Por motivos que eu jamais compreenderei, essa massa de retardados que compõe os usuários padrão do orkut passou a usar um método alternativo pra enviar mensagens secretíssimas pros seus destinatários – tais jumentos mandam as mensagens em forma de depoimento. “Assim”, pensam os retardados, “ninguém verá a mensagem!”. Não tendo conhecimento da existência do email, os imbecis enviam a sua mensagem de conteúdo compromissor de uma forma que torna sua exposição tão simples quando apertar um único botão.
E ADIVINHA O QUE ACONTECEU, AMIGO. Sim, isso mesmo.

O sujeito, por imbecilidade ou malícia (o ditado popular diz que ambos são indistinguíveis às vezes, eu adoto essa corrente de pensamento também), publicou o depoimento da menina. E a história rapidamente começou a correr fóruns pela internet afora, e no momento desta publicação os scraps da menina batiam a casa dos 5 dígitos.
Desesperada, a Naty tentou alertar seu concumbino. Ou seja, como se não bastasse a publicação de uma mensagem daquelas por depoimento, ela vai e manda um scrap confirmando que a missiva era autêntica.
O que leva alguém a adotar esse método de enviar mensagens de conteúdo sensível? Nego tá TENTANDO se foder, não é possível. Contemplei todas as possibilidades permitidas pelo nosso universo tridimensional e concluo que não há explicação a não ser “a menina estava intencionalmente tentando se lascar”.
Eu não sei nem o que pensar quando vejo uma história dessas. Essa tal de inclusão social me apavora algumas vezes, e o avanço dela pelo jeito é como o Juggernaut – absolutamente “imparável”. Não dá mais pra voltar aos tempos em que os usuários da internet eram poucos privilegiados – privilegiados tanto pela habilidade financeira de manter o hábito, quanto pelo intelecto necessário pra desvendar o uso dos serviços primitivos da Web 1.0. Esse acesso facilitado dá nisso aí.
Os mais socialmente consciente (você sabe, os filhinhos de papai estudantes de filosofia que dão esmola no sinal no caminho do shopping e por causa disso acham que estão atentos às necessidades do povão) vão nos chamar de elitistas metidos, e dirão que a internet deveria ser considerada um bem público que permite à massa acessar conhecimento de forma nunca antes possível.
Balela. Não sei quem eles estão tentando enganar com esse papinho comunista de Nova Era do Conhecimento, porque pobre burro não usa internet pra aprender sobre open source software, ou corrigir artigos na wikipedia, ou colaborar com o Folding@Home. Pobre burro usa internet pra mandar apresentação de powerpoint, pegar (e espalhar) vírus e postar mensagens comprometedores no orkut.
Sabe aquele lance de que às vezes a gente tem que tirar o direito de alguém pra proteger a pessoa dela mesma? A internet é um caso exemplar disso.





que bobagem…