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[ Frugalidade ] Há como ser geek de tecnologia, porém frugal?

Postado em 11 September 2014 Escrito por Izzy Nobre 38 Comentários

Hoje aqui no HBD Social Media & Restaurante Self Service vamos falar sobre um assunto sobre o qual leio bastante ultimamente.

porquinho

Eu já sei até o que você está pensando e nem é por causa dos meus genes mutantes que meu médico se recusa a admitir que eu tenho.

Izzy Nobre falando sobre frugalidade IZZY NOBRE FALANDO SOBRE FRUGALIDADE RSRSRSRS FAZ ME RIR É COMO O MALAFAIA FALANDO SOBRE DIREITOS HUMANOS OU O MALAFAIA FALANDO SOBRE QUALQUER COISA NA REAL

Sim, de fato eu construí ao longos dos anos internéticos uma imagem de um esbanjador megaconsumista que joga dinheiro fora à toa na fútil e incessante busca dos gadgets do momento. Acho que este seria um excelente momento pra corrigir essa imagem.

De fato, eu adoro tecnologia. Acompanho e participo ativamente do culto ao chip. Tenho iPhone, iPad, Macbook, ereader, câmeras digitais, múltiplos consoles portáteis, etc.

Por algum motivo, no entanto, pessoas vêem isso e pensam que o sujeito comprou tudo no mesmo dia, de tanto que odeia o próprio dinheiro. Ou que esses gastos com tecnologia são a ponta do iceberg de um estilo de vida esbanjador. Que o sujeito não faz a menor idéia do que é um estilo de vida frugal, porque certamente endividou-se até a alma pra brincar com passatempos eletrônicos.

Certamente muita gente se encaixa nesse perfil — ainda mais no Brasil, que por políticas protecionistas sem qualquer sentido tarifam produtos importados com valores absurdos –, mas eu queria iniciar essa série sobre finanças e frugalidade explicando que não é meu caso.

O motivo pelo qual eu posso ter essas coisinhas são dois, na verdade. Primeiro…

Esses eletrônicos é que são extremamente acessíveis aqui no Canadá

Pra te dar uma noção, eu paguei na época míseros 300 dólares canadenses pra upgradear meu iPhone 4 pro iPhone 5, que saiu dois anos depois.

topic_iphone_5

Alguns achariam que upgradear de 2 em 2 anos é um exagero financeiramente irresponsável, mesmo assim.

Pra obter esse preço tive que renovar meu contrato com a minha operadora, sim, mas entenda que isso não tem o estigma que tem aí no Brasil. TODO MUNDO aqui compra celulares subsidiados por um contrato com a operadora, ao contrário do nosso país onde fugimos de obrigações contratuais com prestadoras de serviço como o diabo foge da cruz feita de cruzinhas menores que por sua vez foram ungidas com o sangue do Papa.

Pra você compreender melhor o que 300 dólares significa pra vida financeira do canadense médio: trabalhos de fast food aqui costumam pagar entre 11 e 14 dólares por hora, numa semana de trabalho de 40 horas. Vamos com a média então, CAD$ 12.50 por hora.

Assim, um trabalhador de fast food tira exatamente 2 mil dólares por mes, antes dos impostos. Acaba saindo uns 1700 dólares líquidos, mais ou menos.

Ou seja: com o salário líquido de UM MÊS DE TRABALHO, um funcionário de fast food poderia comprar, se quisesse, CINCO iPhones.

Mas sei que vocês realmente gostam de celulares desbloqueados, então usemos isso como exemplo. Com o salário de um mês, um balconista do McDonalds pode comprar o iPhone 6 Plus de 128gb, o modelo mais caro oferecido pela Apple.

E sobraria dinheiro.

(Lembrando que este hipotético sujeito com literalmente um dos salários mais baixos do país tem acesso — além de pequenos luxos consumistas como o gadget do momento — a boa saúde, segurança, infraestrutura pública, e outras coisas. Algumas das vantagens de morar num país entre os 10 com maiores índices de desenvolvimento humano. Mas isso é assunto pra outro post, não quero deixar você ainda MAIS revoltado com o Brasil no momento)

Como se pode ver, esses pequenos luxos eletrônicos são infinitamente mais acessíveis aqui. Além disso, tem outro fator.

Eu sou INCRIVELMENTE frugal em todas as outras esferas, que é justamente o que me permite gastar dinheiro com tecnologia.

Eu não bebo, não uso drogas, não faço nada no fim de semana, ou em qualquer outro dia pra ser sincero. Há MESES não compro roupas novas, e geralmente compro sapatos baratos que faço durar por ANOS. Não faço basicamente NADA da vida a não ser trabalhar no hospital, e então voltar pra casa e trabalhar aqui no site e no meu canal.

O único luxo a que me dou direito é comer no restaurante do hospital quando não tive tempo de preparar comida, e fazer esses upgrades tecnológicos uma vez a cada dois anos.

Por isso, embora você às pense que eu sou um consumista super esbanjador, nem é o caso — é uma questão de como priorizo os meus gastos. Meu irmão, que caga e anda pra tecnologia, prefere gastar dinheiro com roupas de marca, por exemplo.

É possível, sim, ser frugal e ainda assim fã de tecnologia — especialmente quando você fatora o QUANTO você usará o aparelho em questão.

Darei um exemplo prático. Em 2008, enjoyei meu primeiro auge financeiro: um emprego que pagava 18 dólares por hora (até então meu salário mais alto na vida inteira), além de dividir apê com outras 2 pessoas e não ter carro.

Eu estava torrando dinheiro de uma forma inacreditável, e o fato de que eu não comecei uma poupança NESSA época me causa raiva até hoje. Em uma ocasião, eu comprei o volante da Microsoft pro Xbox 360 porque haveria uma festinha lá em casa e eu achei que seria bacana comprar pra galera jogar Burnout.

Ninguém jogou; o Rock Band ao lado dominou a atenção do núcleo videogamico da confraternização

volante

Era esse volante. Na época, se me lembro bem, paguei uns 200 dólares por ele. Eu sequer curto jogo de corrida. Foi um gasto absurdamente desnecessário, se compararmos com um aparelho como um smartphone — que uso pra me comunicar com família, amigos e leitores, gerenciar meu site e meu canal — que são fontes de renda, afinal de conta, em vez de um simples hobby –, entre inúmeras outras coisas.

Hoje eu JAMAIS gastaria dinheiro com algo tão supérfluo, que eu SEI que usarei pouquíssimo. É por isso que passei ANOS sem consoles de mesa — quando eu e meu irmão prosseguimos cada um em direção à sua própria casa, na “partilha de bens” ele fez questão de ficar com os consoles, e eu não fiz questão de comprar substitutos pra eles.

Eu sabia que eu não ia extrair deles um valor equivalente ao preço da etiqueta. Preferi ficar sem.

Outra atitude minha em relação a gadgets, e que eu compreendo que é um pouco mais difícil no Brasil, é que eu sigo o seguinte algoritmo pra comprar um novo eletrônico (ou qualquer outra coisa na real):

test

Simples assim. Os nossos bons amigos Visa e Master Card condicionaram gerações a avaliar a hipotética compra de um objeto em termos de “tem limite no cartão? Tem? Então foda-se“. Pra muita gente, essa é a única variável que importa.

Esse algoritmo está fatalmente errado, e leva muitos a dívidas inescapáveis.

Convido-os a adotar um novo sistema. Como falei, sei que no Brasil é um POUCO mais difícil, mas não é impossível. Se você não pode comprar à vista, se compromete o seu orçamento mensal, e se você no fundo sabe que nem vai de fato usar a parada pra algo útil ou constante… refreie o impulso de abrir a carteira. Deixe passar a vontade.

Não sou nenhum especialista no assunto, mas quero ter uma conversa frequente com vocês aqui no HBD sobre hábitos de frugalidade, repensar consumismo, e priorizar experiências em vez de posses. Vamos de mãos dadas dominar o mundo financeiro!

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comments

Categorias: frugalidade

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 32 anos, também sou conhecido como "Kid", e moro no Canadá há 13 anos. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas, e sobre notícias bizarras n'O MELHOR PODCAST DO BRASIL. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

38 Comentários \o/

  1. Hawk says:

    São textos como esse que me deixam decepcionado com essa política protecionista brasileira. 🙁

  2. Independente das políticas protecionistas, dos baixos salários, da cotação do dólar, é exatamente assim que tento viver também.

    Não consigo conceber comprar um celular, que faz a mesma coisa que o meu já faz, porém um POUCO mais rápido, só porque ele é novo.

    Fora que temos todo aquele papo de lucros gigantescos por aqui. Aí já num dá ânimo nenhum mesmo.

    O algoritmo que você usa é bem próximo do meu. Exemplificando no celular: tenho um celular de baixo custo que foi lançado já tem mais de um ano. Só comprei porque o meu outro deu defeito. Existem zilhões de celulares melhores, porém, no momento, 1) não preciso; 2) tenho outras coisas melhores pra gastar meu dinheiro (comida).

    Mas nem sempre fui assim. E nem sempre tive o salário que tenho hoje também. A parada é que temos que nos desprender um pouco das propagandas e ideias de que “olha, colegas, meu celular é novo e bonito e caro”. Por mais difícil que isso seja.

    A vida simples é linda. E não tô falando de não ter nada. Tô falando de não ter muita coisa inútil e não ficar se preocupando com essas coisas. Aí dá até pra viajar haha

    Bjunda

  3. gustavo says:

    Já faz anos que eu não tenho console. Tv eu só tenho pq o inquilino anterior do meu ap largou uma aqui, pq senão o meu computador me serviria sem problemas.

    Mesmo em coisas virtuais, já tem uns anos que resisto bravamente aos Steam Sales.

  4. André says:

    Também sou bem assim.

    E já sabia que nos EUA e Canadá qualquer atendente de McDonalds pode comprar MUITOS produtos que aqui no Brasil são LUXO. Incluindo carros.

    Então nunca achei que você torrasse dinheiro.

    Mas realmente essa não deve ser a visão para quem não sabe o quanto os salários daí são melhores.

  5. Mauricio says:

    Preciso mandar esse texto pra todos os meus amigos manés que dizem que eu cago dinheiro só porque eu tenho quase 200 itens na minha biblioteca da Steam e compro um jogo novo todo mês.

  6. Vinícius says:

    Traduzindo: O Brasil é um País merda com imposto pra caralho, e se você pensa assim se prepare pra ser chamado de “baba ovo de gringo” :/

  7. GiullyanoRocha says:

    è Realmente as coisas aqui no Canadá são muito acessíveis, pra alguem que era um consumista moderado no BR, está sendo dificil tantas novidades por aqui, mas tenho me contido, e principalmente conseguido conter minha esposa, nossos objetivos aqui são outros, e ainda nao posso trabalhar por aqui, ou seja gasto em REAIS ainda :x, tá dificil, mais ultimamente tenho usado essa mesma primícia sua de ser util, de extrema necessidade, priorizando sempre comida hehehe 😉 é o que haá…
    Estou analizando se compro um IPAD, hehehe preciso ler, inclusive se tiver dicas de bons livros aqui no canadá aceito, fui na livraria hoje, gastei 2 horas lá dentro e saí sem nada na mão :/

  8. Tiago says:

    Só compro tecnotranqueiras que eu posso pagar a vista, mas parcelo no cartão se não me derem um bom desconto por dar o dinheiro todo de uma vez (e eu controlo bem a fatura, não estouro o orçamento comprando mil coisas parceladas)

    • Rodrigo Santiago says:

      Exato. Dá uma raiva quando lojas não dão desconto quando se compra em dinheiro. Tem comerciante que é otário, prefere vender em cartão de crédito, que só vai receber em 30 dias, pagar a taxa da administradora, do que receber o valor integral sem dar um desconto sequer. Quando acontece isso, faço questão de pagar no crédito (que é o que mais cobra taxas dos comerciantes, além de só receber em 30 dias) e deixo o dinheiro na conta rendendo juros.

  9. Marco Túlio says:

    Esse texto veio em uma boa hora. Eu estou querendo upgreadear meu Moto X pra versão 2014 dele. No caso ru venderia o meu atual por 500 reais e tiraria o restante do meu salário (que na verdade é o meu salário todo). Como eu moro com meus pais e o meu salário é todo pra mim acho que posso me dar esse “luxo”, mas tem hora, como agora, que eu paro e penso se realmente preciso fazer isso e não chego a uma respostq conclusiva se preciso trocar ou não.

    OBS: meu celular está com 10 meses de uso apenas.

    • Mateus Alves says:

      Tô (quase) na mesma cara.
      Tenho o Moto X de 1ª Geração com apenas 6 meses de uso (só que eu acho que consigo vender mais caro) e tô num frenesi pra comprar o novo (R$ 1280,00).
      Felizmente, a diferença dos valores não é nem metade do meu salário e não me compromete mas o que me faz pensar é se realmente essa troca é necessária agora.
      A justificativa que eu tento me dar o tempo todo é que o smartphone é o objeto que eu MAIS USO na vida, uso mais ele que meu notebook, meu computador, meu tablet e etc e além disso é o que eu mais gosto também.
      Ajuda a gente Kid!

      • Caras, a minha ideia é: o que o celular novo vai fazer de melhor realmente vale o preço a pagar? E se vale, realmente vale agora? Será que não é melhor esperar um pouco com um celular que te atende e, quando baixar o preço pegar o outro(se isso ainda estiver nos seus planos)?

        Eu tô afim de pegar um Kobo, porém a duvida era: pego o Glo? Aí coloquei na balança: são R$ 100 por uma iluminação que provavelmente quase não vou usar (não leio no escuro, menos ainda se for em casa), não vale (pra mim).

        Com R$ 100 eu poderia almoçar perto do trabalho durante uma semana, lanchar perto da faculdade durante duas semanas, comprar um outro controle de xbox pro PC, comprar de 5 a 20 joguinhos na Steam/Humble, pagar metade da bicicleta que eu quero, comprar uns 3 a 5 livros bons, etc..

        No momento tô com um Moto D1 e tá me atendendo bem. Pretendo trocar só quando esse não estiver mais aguentando os problemas, já que ele me atende legal para o que eu uso (inclusive a porrada de apps que esperei pra comprar em promoção e talz)

        Mas, a minha balança serve pra mim e talvez não sirva pra vocês. Acho que gastar um salário inteiro numa parada não tão necessária, é arriscado (melhor guardar pra eventualidade?). Quando me dou a luxos, é porque já economizei bastante e ele não vai doer tanto no orçamento (estou falando de você, ticket refeição).

        Enfim, fica aí minha ideia..

        • Mateus Alves says:

          Ô cara igual eu falei, o meu caso e o do companheiro ali são diferentes.
          Eu posso pagar essa diferença entre os celulares sem me comprometer, a diferença deve ser cerca de 30% do meu salário, fora o dinheiro que eu já tinha “em caixa”.
          Além disso, eu tenho um comportamento parecido com o do Izzy: eu não compro roupa (muito menos “de marca”), não sou de sair muito e etc.

    • Diéfersom says:

      Seguindo a premissa do Izzy, não faça isso.
      Duvido que teu celular esteja tão defasado a ponto de valer o upgrade…

    • Rodrigo Santiago says:

      Não faça isso, cara, sério. experiência própria. Faz alguns anos, antes da era Android e quando eu era menos esperto, eu comprei 3 celulares em 3 anos, sendo que não eram nem perto de tops. Gastei, somando-os, uns R$ 1.500. Por esse preço, na época, eu comprava o top dos tops.

      Por mais que você tenha o dinheiro, guarde ou invista em outra coisa. Pensa comigo: você tem um celular com 10 meses de uso. Provavelmente comprou, à vista, por R$ 1.000,00.

      Supondo que você venda, você vai investir mais R$ 800,00 pra fechar R$ 1.300,00 do Novo Moto X.

      Contudo, você precisa considerar os R$ 500,00 que você perdeu de depreciação do seu velho X. Então, na verdade você vai investir R$ 1.300,00 no novo X. Seria como comprar o novo X como se você não tivesse celular! É loucura!

    • Rodrigo Santiago says:

      Ilustrando melhor, acompanhe meu raciocínio:

      DESPESA:
      1.000,00 (Moto X)
      1.300,00 (Novo Moto X)

      RECEITA:
      500,00 (Venda do Moto X)

      DESPESA TOTAL: 2.300,00
      RECEITA TOTAL: 500,00

      Só nesta operação de compra e venda de celulares você teria um desembolso de R$ 1.800,00!

  10. Wbrown says:

    A grande lição do livro “Pai Rico, pai Pobre” é que pobre investe em despesas e o rico em ativos… Enquanto o pobre fica mais pobre os ativos do rico geram mais riqueza, e mais ativos, e mais riqueza, e mais ativos…

    Vai de encontro com este algoritmo que você postou.

    Vai lhe trazer mais de um beneficio? Se sim esta ok, se não cai fora

  11. Priscila says:

    Esse seu texto me lembrou de um que li há alguns anos, em que a autora falava sobre como as pessoas gastam seu dinheiro e julgam como as outras pessoas gastam o dinheiro delas.
    Segue um trecho do texto dela:

    “Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!”

    Enfim, acho bacana sua postura de gastar com o que você realmente vai usar e economizar em outras e principalmente, sempre pagar as coisas à vista. Continue assim, para que você possa viajar mais e consequentemente fazer mais posts e vídeos sobre suas viagens! Junto com os vídeos da Bebba lendo a internet, são os meus favoritos!

    Abraços.

  12. Artur says:

    Faz tempo que eu fico pensando se teria coragem de emigrar, caso tivesse oportunidade. Sempre acho que não, pois a ideia de apertar o RESET na vida e largar TUDO pra trás pra recomeçar do ZERO em outro país me parece um pouco intimidadora e até aterrorizante…

    …mas porra, tu fica aí falando os preços ridiculamente baixos, a saúde, a segurança, tudo MUITO superior ao Brasil… Aí tu me fode, Izzy.

  13. Fala Izzy, é a primeira vez que escrevo, embora já sigo o blog e o canal há algum tempo. É realmente uma grande vantagem que temos (vivo na Italia) não só conseguir comprar os gadgets muito mais barato que no Brasil, mas também a facilidade no crédito, já que praticamente não existe juros. Estou fazendo o leasing para um iMac direto com a Apple para trabalhar no meu blog e irei pagar menos de 50 euros por mês, incluindo o Final Cut Pro, ou seja depois de 30 meses não terei gasto mais do que 200 euros de juros!!! No Brasil com certeza o iMac sairia por duas ou três vezes mais…

  14. Fábio F. says:

    Esse post era tudo que eu precisava, agora consigo enchergar o óbvio, sério, ajudou pra caralho. A uns dias tenho refletido sobre o assunto, virei ate leitor do HC investimentos e do quero ficar rico. Ai você veio com esse post que me caiu como luva, um belo tapa na cara! De uma pessoa que eu realmente admiro e consequentemente levo mais a sério as opniões. Claro que sempre com radar critico ligado.

  15. Ercy de Miranda says:

    Comprometeria minha renda anual, haha. E mesmo que eu pudesse comprar, acabaria nem levando pra rua com medo de ser assaltado.

  16. Mariano says:

    Oi Izzy, minha ideia sobre comprar coisas de qualquer tipo é a seguinte: se o produto que tenho está funcionando razoavelmente, não compro outro.
    se ele não funciona mais, eu tento arrumar sozinho. Se não arrumo sozinho, tento arrumar com um bom desconto. Caso, e só caso tudo isso falhar é que
    eu penso em comprar um substituto. E isso vale pra tudo, roupas, chinelos, sapatos, celulares, computadores, etc etc. E também serviços, por exemplo:
    pago uns R$15,00 de internet (15 reais), usando 3G no notebook. E o celular é Android, um modelão bem popular e barato. E viva a vida simples!!!
    Forte abraço, grande Izzy!

  17. Jota says:

    Bem interessante ver que isso é algo bem comum.

    Eu também não tenho costume de sair pra baladas, bares ou ficar gastando grana com roupas de marca. A consequência é que também consigo guardar uma grana pra comprar alguns eletrônicos quando preciso (como recentemente investi num tablet) e começar minha coleção de quadrinhos. Procuro sempre comprar a vista também, parcelo mais por precaução do tipo “vai que acontece algum imprevisto e que eu precise desta grana antes de receber o próximo pagamento” do que por não ter a grana no momento da compra.

  18. Isabella says:

    Eu tive que aprender na marra a deixar de ser consumista. Me atolei em dívida comprando maquiagem, coisa pra cabelo e gadgets (eu cheguei a ter 2 tablets sendo que já tenho celular, notebook e e-reader), se não fosse a ajuda financeira do meu pai pra pagar a conta enorme no banco, eu estaria com nome no SERASA e com juros rolando até o fim da vida.
    Hoje em dia eu ainda gasto com coisas meio inúteis porque não sou de ferro, mas eu penso MUITO antes de comprar, evito usar o cartão e sempre opto por pagar à vista. Assim que terminar de pagar a dívida com o meu pai começo a guardar dinheiro pra poupança.

    Pagar à vista, inclusive, é o primeiro passo pra ter uma vida financeira mais regrada e evitar problemas futuros. Concordo plenamento com o seu diagrama 🙂

  19. Suellen says:

    Eu sou extremamente controlada com superfluos. Me mudei ha alguns meses pro canada, ganho um salario minimo e mesmo assim me vejo com grana pra gastar em sapatos, que adoro.
    Meu marido trabalha com TI e gasta com eletronicos assim como vc.
    A liberdade aqui em relacao a quanto e como vc quer gastar seu dinheiro é incrivel! Nunca tive coragem de gastar com plano de dados no Brasil, o servico tele de lá é ridiculo com politicas ridiculas!
    Aqui eu tenho tudo, tv a cabo, internet, dados no celular… Tudo com valor honesto, ou seja, posso continuar mão de vaca e ainda me dar o direito de ter o que seriam luxos no Brasil
    Outra vida!

  20. Fabio Garcia says:

    Izzy, eu acho que você tá forçando o universo a aceitar que você vai comprar o novo IPhone e o Apple Watch. Relaxa cara, se você quer comprar, compre e seja feliz…:-)

  21. Lucas says:

    Tava esperando há tempos um post sobre o tema. Continue, por favor! 🙂

  22. André says:

    Pq eu fui spawnar aqui…

  23. Patrick Siqueira says:

    Ótimo texto Izzy, na expectativa que você aborde esse assunto com frequência aqui no Hbdia.

  24. sidney says:

    Olha izzy, entendo o que falou, eu realmente tento viver assim mas para encurtar o que acho quero por favor que se possível assista a este vídeo do canal do otário:

    https://www.youtube.com/watch?v=AsZErtMvIn8&list=UU_08jhZG1YSX3nxMVgQcc5w

    E o que vc acha que acontece com tudo aqui, incluindo coisas básicas para se sobreviver? Exatamente acontece a mesma coisa, se ainda tem Alguma dúvida o Sr. Luiz Felipe Nobre, postou um exemplo na última viagem que fez ao brasil sobre lencinhos umidecidos para limpar o bebê. Nós temos que trabalhar muito apenas para sobreviver sem nenhum lazer, sem roupas com o mínimo de qualidade, sem saúde sem nada, se a questão fosse apenas aparelhos eletrônicos eu me dava por feliz, mas não temos nada apenas o dia e a noite e feliz de quem não paga aluguel, mas como eu demora 6 horas para ir e voltar do trabalho e mora a 30 kilometros de distância do serviço.

  25. sidney says:

    Olha izzy, entendo o que falou, eu realmente tento viver assim mas para encurtar o que acho quero por favor que se possível assista a este vídeo do canal do otário: Apenas 4 minutos de vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=AsZErtMvIn8&list=UU_08jhZG1YSX3nxMVgQcc5w

    E o que vc acha que acontece com tudo aqui, incluindo coisas básicas para se sobreviver? Exatamente acontece a mesma coisa, se ainda tem Alguma dúvida o Sr. Luiz Felipe Nobre, postou um exemplo na última viagem que fez ao brasil sobre lencinhos umidecidos para limpar o bebê. Nós temos que trabalhar muito apenas para sobreviver sem nenhum lazer, sem roupas com o mínimo de qualidade, sem saúde sem nada, se a questão fosse apenas aparelhos eletrônicos eu me dava por feliz, mas não temos nada apenas o dia e a noite e feliz de quem não paga aluguel, mas como eu demora 6 horas para ir e voltar do trabalho e mora a 30 kilometros de distância do serviço.

  26. Então, Izzy. Virei patrão e não to conseguindo uma forma de passar meu email pra você sem ter que disponibilizar ele publicamente no meu Twitter. C podia arranjar uma forma mais eficaz pra isso, né?

    Ainda sem acesso ao grupo do FB.

  27. Como da última vez que passei por aqui vim criticar, começo dizendo: ótimo post.

    Nunca te vi como um esbanjador, sempre tive em mente que era mais fácil adquirir tecnologia de qualidade por aí, mas nunca pensei que fosse TÃO barato.

    Existem apenas duas coisas que me tiram o freio pra tecnologias, um novo PlayStation e um novo Fifa. Considero GTA V uma tentação a parte na qual caí (mas creio que o mundo inteiro caiu). De resto, consigo deixar passar.

    Antigamente passava mal por não poder comprar a última novidade. Hoje sou o mais faceiro de todos com meu iPhone 3GS e sem computadores em casa.

    Claro que parte do meu autocontrole e resistência a gastos em novidades que adoraria ter é motivada pela minha falta de tempo, mas com o PS4, por exemplo, fez contrariar toda a lógica e sair comprando na primeira vez que ví ele abaixo de 2k hehehehehehe.

  28. Kika says:

    Os altos impostos no Brasil, combinado com a baixa renda, combinado com a aplicação em que esses impostos vão, é o que me fez sair do Brasil e vir pra Coreia do Norte. Simplesmente não faz sentido contribuir para uma sociedade e cultora defeituosa como a brasileira. Vermes na merda é como me refiro a todos que ainda moram nesse território e não fazem nada para melhorar, fora xingar muito no twiter, o que chega a ser cômico o grau de bundasujismo do povo.

  29. @luizdannemann says:

    Eu concordo com o seu pensamento. Aliás, vou até além: se você tiver dinheiro para comprar um determinado bem, mesmo que não lhe seja útil, ainda assim, se isso for lhe trazer alguma alegria, por que não comprar? Você estuda e trabalha tanto para quê? Agora, se não tivesse dinheiro, mas mesmo assim quisesse comprar o bem, parcelando em 500 vezes, aí sim seria uma estupidez. Não entro nem na discussão de Apple x Android, afinal, cada pessoa tem uma opinião, e para cada um, o aparelho tem uma utilidade diferente. Eu mesmo já tive iPhone, mas, hoje, para mim, não compensa o preço de um. Com relação aos tablets, continuo achando que compensa pagar um iPad. A propósito, cada um tem uma paixão, que, por sua vez, sempre parecerá idiota aos olhos de alguém. Eu jamais acordaria cedo para comprar um smartphone, mas já madruguei em fila uma vez para comprar um concorrido ingresso de um jogo do Bahia. Portanto, compre o seu iPhone 6 Plus em paz e continue fazendo seus vídeos, que são bem legais! Críticas -- você vai receber até se fizer uma caridade, vai por mim. Abraços!

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