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Como o visual do Mario mudou ao longo dos anos

Postado em 16 December 2011 Escrito por Izzy Nobre 4 Comentários

Todos temos hobbies. Alguns de vocês dão nomes a nuvens ou colecionam carrapatos; enquanto vocês fazem isso, eu jogo Super Mario World.

Nunca notei isso antes, mas ou o Yoshi fumou ervas ou tá gostando demais de ser montado

Como os senhores devem saber, eu já zerei Super Mario World umas 10 vezes só esse ano. Fechar o jogo é uma tradição quase mensal pra mim; volta e meia apanho o PSP, ou o Dingoo, ou o emulador no PC mesmo e termino o jogo de cabo a rabo. É quase um ritual religioso.

Aliás, caso você seja um mendigo que não tenha acesso a nenhum desses maravilhosos artefatos e está lendo o HBD na lanhouse em que você passa as noites após descobrir que a porta dos fundos pode ser facilmente destrancada pelo lado de fora com um graveto, em primeiro lugar saia do meu site pois ele é exclusivo para não-torcedores do Coríntians.

Mas em segundo lugar, clique aqui e até você poderá jogar Super Mario World diretamente do seu navegador sem ter que instalar nada. Aproveite rápido, porque o menino que cuida da lanhouse tá chegando aí pra abrir a loja!

Mas então. Caso os senhores não saibam, o Mario não tinha sempre essa aparência pela qual o conhecemos, não. Veja como o italiano mudou ao longo dos anos:

Donkey Kong

Em 1981, quando Mario fez sua estréia, ele não era o personagem titular do game, e seu nome nem era “Mario” ainda. A estrela do jogo era do Donkey Kong, iniciando uma tradição que o Bowser iria continuar por décadas mais tarde — sequestrar a herdeira da monarquia Cogumelo. E cabia a “Jumpman” salva-la.

Sim, esse era o nome do Mario. “Jumpman”. Curiosamente, ele começou sua carreira como carpinteiro (essa era a explicação do martelinho com o qual ele destruia os barris lançados pelo gorila. Mais tarde Mario se tornaria encanador (novamente, sua profissão sendo usada como justificativa pros elementos nonsense de um determinado jogo, dessa vez os canos espalhados em Super Mario Bros), mas sua profissão full time sempre foi e sempre será salvar a Princesa Peach.

Donkey Kong Jr

No ano seguinte, Mario retorna a brigar com a família Kong, mas dessa vez como o vilão da história. No final do primeiro jogo, o italiano deteu o Donkey Kong num cárcere privado, e cabe ao seu filho libertar o macacão.

Não entendo porque isso consta nos anais da história como uma aparição como vilão. O Donkey Kong sequestrou a mulher do Mario porra, ele tem é que dar graças a seja lá que divindade os macacos idolatram. Mario estava no direito de passar por cima dele com um caminhão daqueles de misturar cimento. Acho que o nome disso é “betoneira” mas estou com preguiça de abrir outra aba no Opera (o melhor navegador do mundo) pra confirmar.

Aliás, a arte do Donkey Kong Jr era sensacional:

Com direito a bigodinho de vilão vaudevilleano (o visual clássico do vilão do cinema mudo que amarrava a mocinha no trilho do trem e tal) e tudo.

Super Mario Bros

Eis o visual clássico. Dessa vez com o nome na marquise do evento, Mario se tornou o personagem central da “história” — se é que um jogo como SMB tem algo que se assemelhe a uma trama. Você vai da esquerda pra direita e pula em tartarugas. É essencialmente só isso.

Super Mario Bros 2

SMB2 se destaca na estranheza. Não que o jogo seja mais bizarro que os anteriores (o mundo do Mario é um universo paralelo que deixaria até os personagens do Alice no País das Maravilhas confusos), é que SMB2 não era realmente um jago do Mario. Num arroubo de preguiça que não é costumeiramente a marca registrada da Nintendo quando lidando com seu mascote principal, a empresa simplesmente pegou outro game e jogou uma skin de Mario por cima.

Olha a capa de Doki Doki Panic, o jogo sobre o qual SMB2 foi baseado:

Reconheceu alguns elementos ali? Poisé. A única contribuição de SMB2 pro cânon da Mitologia Mario foi a introdução dos Shy Guy (tá vendo aquele bonequinho tomando uma pedrada no meio das idéias daquele Aladin japa? Aquilo ali é um Shy Guy).

Super Mario Bros 3

Considerado o melhor jogo da franquia por diversas pessoas que estão obviamente erradas, Super Mario Bros 3 voltou às raízes do personagem além de trazer diversos elementos que se tornaram parte intrínseca do personagem, como o mapa pra navegar entre fases e a habilidade de voar.

Além disso, Super Mario Bros 3 deu origem a este INCRIVEL PROGRAMA DE TV que eu tive a sorte de assistir na TV Colosso porque ao contrário de você, eu nasci na época certa.

 

Super Mario Land

Segundo a lenda que não é lenda, o icônico design do encanador italiano (que não era encanador no começo e tecnicamente ele “nasceu” no Japão, então…) foi fruto de limitações técnicas.

O nariz grande e o bigode vieram da necessidade de enfatizar o rosto com elementos simples (não dá pra colocar muitas feições faciais em 8 pixels), o chapéu foi pra não ter que animar o cabelo esvoaçando a cada pulo — como se a gente esperasse isso de um jogo de Nintendinho –, e o vermelho e o azul da indumentária clássica foram escolhidos por causa do contraste entre as duas cores.

Quando Super Mario Land veio em 1989, eles pegaram um personagem que já nasceu com um visual bem simples e simplificaram ainda mais a coisa, roubando os poucos pixels e cores que o Mario já tinha.

Não que isso fizesse muita diferença; àquela altura Mario já era um patrimônio intelectual celebrado, e mesmo monocromático conseguiu vender 18 milhões de cópias do seu jogo.

Super Mario World

Mario chutou a porta da geração 16 bits, colocou sua piroca pixelizada na mesa e falou “ABS”.

Não há muito que eu precise falar aqui, já que Super Mario World é objetivamente e indiscutivelmente a maior contribuição artística da raça humana em seus seis mil anos de história registrada. Expresso nada senão tristeza pelos habitantes de um universo paralelo em que Shigeru Miyamoto morreu atropelado por um caminhão de misturar cimento (eu googleei, era “betoneira” mesmo) aos 5 anos e portanto vivem num mundo distópico em que esta obra prima jamais existiu.

Será que tem betoneiras no Japão? Acho que não. Ainda bem que não.

Ah, e Super Mario World target=”-blank”>deu luz a um desenho animado, também.

Super Mario 64

Ok, eu sei que hoje a baixa contagem de polígonos da imagem acima é capaz de provocar úlceras e talvez até divórcios. Entretanto, em 1996 quando Super Mario 64 foi lançado, o Mario voltou àquela sala hipotética que eu mencionei lá em cima, pôs a piroca na mesa de novo (dessa vez tridimensional) e falou “podem chupar aí, porque de agora em diante os games serão assim e acabou”.

Dito e feito. Super Mario  64 (e o próprio personagem titular, por extensão) virou sinônimo da evolução 3D dos joguinhos que a gente curtia tanto. Claro que nem todas as conversões de 2D pra 3D foram excelentes, e talvez por isso mesmo o passo do Mario rumo à terceira dimensão parece mais ainda um testamento de perfeição.

 

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Categorias: Games

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

4 Comentários \o/

  1. Igor Demozi says:

    Cadê o Sunshine e o Galaxy?

  2. Ian says:

    Muito foda esse texto, um dos meus preferidos.
    E nunca deixo de ler alt texts, um dia seus seguidores reunir-los-ão para formar um segmento do Livro Sagrado Do Quid, ou LSQ.

  3. Bruno says:

    Kid, não sei se é comigo, mas pelo visto vc tem que re-upar essas fotos… Todos os links quebrados pra mim.

  4. Franco Pan says:

    Só faltou as imagens hehehe