[Update] Acabei de notar que este é o milésimo post do HBD. Mil textos ao longo de seis anos (isso sem contar meus anos de blogagem anteriores ao blogspot). Ao todo, estou nessa vida sem futuro há quase 10 anos.
Parabéns pra mim!
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Se você é um dos três leitores que prestam atenção nas imagens publicadas ali do lado direito, sob o letreiro “Fotos pro Twitter”, você deve ter percebido duas coisas:
- Eu comprei um novo canivete pra substituir aquele que eu perdi estupidamente no trem;
- Eu recentemente retomei um hábito que moldou minha adolescência – e que, violando todas as leis naturais que regem o universo, não me impediu de perder o cabaço:
Magic the Gathering.

Comecei a jogar Magic lá pelos idos de 2001, durante o bloco de Apocalypse se não me engano.
Pros não-iniciados – a cada mais ou menos seis meses, a Wizards of the Coast (a fabricante do jogo) lança novas expansões, pra renovar constantemente o cenário do jogo e impedir que nego fique usando sempre as mesmas cartas e baralhos super-poderosos pra vencer campeonatos. O grupo de três expansões são chamadas “blocos”.
E por causa da regularidade com a qual novas expansões são lançadas, quando um jogador quer ilustrar pra outro há quanto tempo é adepto do jogo, basta dizer em que blocou começou a jogar. Quando eu digo que comecei em Apocalypse, todos os nerds de Magic sabem que comecei por volta de 2001.
Continuando.
Entrei no mundo de Magic bem casualmente, por causa do Coeli. Pouco tempo depois eu já via o jogo como um passatempo caro e com pouco a oferecer (eu só tinha um baralho pra iniciantes, e tinha apenas meu irmão e o Coeli como oponentes).
Foi aí que descobri que um conhecido do bairro, jogador fanático do card game de Pokemon, havia migrado pro Magic ao iniciar a adolescência.
O cara (oi Antônio, caso você esteja lendo este texto. Tu ainda lê meu blog, seu corno safado?), já familiarizado com o cenário de competição de cardgames (onde, imagino, eles apontavam uns pros outros e berravam “te desafio para uma batalha poquemon!”), nos levou pro shopping da região, onde nas tardes de sábado a molecada se reunia na praça de alimentação pra socializar, trocar cartas, e jogar.
Orgulhosamente ou vergonhosamente (decida você), essa não foi nem a coisa mais nerd que já fiz na vida.
E nessas idas ao shopping pra jogar Magic, acabei fazendo as melhores amizades da minha vida. Amigos do peito mesmo, daqueles cujos laços não se desfizeram com a distância. Isso, por si só, fez valer cada centavo que gastei com o hobby.

- Acima: MUITOS centavos gastos com o hobby
Magic é um jogo bacana pra quem curte linguagem lógica. O jogo consiste em provocar efeitos que te levem a vitória usando cartas que trazem textos que dizem “Se X, então Y acontecerá”, onde X é uma condição presente no jogo no momento, e Y é o efeito desejado. Combine duas ou mais cartas nesse estilo e você está essencialmente compilando código de programação durante o jogo.
Criar estratégias pra baralhos é essencialmente análogo a um exercício de programação. E de fato, frequentemente você tem que voltar à elaboração do baralho pra consertar bugs que emergem de “código” que não trabalha tão bem quanto você pensava que ele trabalharia.
Eu recomendo Magic pra galera que trampa com programação, é interessante ver o conceito de linguagem lógica sendo aplicado como base de um jogo.
Esse é o fator que me interessou em Magic. Quando eu tinha apenas aquele baralho de iniciante, com um número muito limitado de cartas e todas com efeitos simples, o jogo era monótono.
Foi quando me expus à comunidade de jogadores, às estratégias que eles bolavam e ao mercado informal de trocas de cartas que o jogo virou vício – que era retroativamente alimentado pelo círculo de amigos com o mesmo interesse. Descobrir uma carta que trazia “código” interessante e sair caçando a carta fazia parte da diversão do jogo.
Aqui no Canadá minhas cartas estiveram coletando poeira no armário, esquecidas por anos. Alguns velhos colegas de trabalho voltaram a jogar, me convidaram pra me unir a eles, e o vício recomeçou exatamente do ponto onde havia parado – cá estou com 4 abas do ebay abertas, dando lances em cartas cujos “códigos” serão bastante úteis no meu baralho, e discutindo estratégias no twitter.
E Magic foi o responsável pela coisa mais deprimentemente nerd que eu já fiz na minha existência – passar um sábado à noite na casa de um amigo assistindo fitas VHS com finais de campeonatos mundiais de Magic. Com comentarista, múltiplos ângulos de câmera e tudo mais.
E nós, manchando o sofá com refrigerante e molho de pizza, dando pitacos empolgados nas jogadas e fazendo notas mentais sobre alguns passos tomados pelos jogadores. A maioria dos meus amigos costuma fazer isso com finais de campeonato de futebol americano ou hockey, algo que eu não assistiria nem que me pagassem.
Nerd é um bicho estranho.





Eae rapaz, blz?
Pois entao, quando comecei a jogar Magic, estava no bloco da IV edicao … bom, isso era em 1996 … as cartas da Era Glacial eram as mais fortes hehehhe
Fiz a colecao completa da quarta edicao, tenho todas ateh hj, e ainda varias cartas de outras edicoes … adoro esse jogo, mas nunca mais joguei.
O famoso chuta-bundas que nunca mais apareceu.. Belas lembranças sinhor
Oi Kid, não sei se sou a punica mulher a comentar, e nem acompanho esse blog, caí de pára-quedas…mas meu namorado joga magic, e faz programação, e eu não gosto desse hobby, pensa em uma garota louca pra ficar com o namorado na sexta a noite e ele vai pro “Friday Magic Night”?!?, sábado ela quer sair e ele vai pros “regionais”…fikei deprimida ao ler o seu post…pq acho q não tem volta…será q um dia a mesma coisa que fez um garoto parar de jogar magic vai fazer um homem parar de jogar magic? Ou agora que esse homem ganha a própria grana eu me ferrei?!Pq daí o jogo não tem limites…nem faço a mínima idéia de quanto ele já gastou com isso, mas sei que é muito…
Sei lá…escrevi para desabafar…
Cara, você me fez lembrar que eu tenho mais de mil cartas paradas ali e não jogo desde que tinha dez anos. Maaaas, como férias é tempo de fazer coisas inúteis (você tem que admitir que magic não é tão útil assim) acho que vou voltar a jogar.
Comecei jogar magic em Odséia onde pokemon era a moda, mas nunca me interessei preferia só ver os bichinhos na tv depois disso veio a moda do yugioh… lembro q joguei por 2 dias no primeiro dia montei um deck mto foda com as cartas que comprei de um amigo, no segundo dia fui o campeão facilmente do 1° e único torneio de yugoh q teve por aki, depois desfiz dos meus cards… mas magic sempre foi minha paixão tanto que ainda quero montar um loja do mesmo
Migrei do Yugi-oh falseta, pro Pokemon original e em seguida pro Magic por volta de 2004. Joguei até 2009, gostaria realmente de voltar a jogar, mas a falta de conhecer pessoas que compartilham do hobby fala mais alto.
Kraleo…eu vi como eu so velho, comecei a jogar no bloco de Miragem…tinha pré-venda da 5a Edição…Tu podia fazer 1 post com Top 10 as melhores inovações surgidas em blocos. Pra mim, foram as sombras de Tempestade!! Como eu sou muito velho, axo q nenhum desse comentaristas chegou a ter 1 carta de formar equipe…ehheheheh
PS: vc sabe q é um jogador velho de Magic qdo a frase “enjoo de invocação” não te é estranha…Num sei pq depois mudaram impeto!
Gostaria de conhecer pessoas que jg magic he gathering aqui em sao luis – MA, para trocar cartas.