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Orions: Legend of the Wizards

Postado em 17 dezembro 2008 Escrito por Izzy Nobre 50 Comentários

Em primeiro lugar: sim, eu entendo que você talvez não tenha um iPhone ou um iPod touch e que por isso uma recomendação de um jogo pra plataforma seja tão útil quanto uma caixa de absorventes no vestiário do Corinthians. Acontece que eu sou um fervente entusiasta dos developers “peixe pequeno” que pipocam na AppStore com jogos que são tão maravilhosos quanto são underrated, e seria um crime não dividir essa informação com vocês.

O screenshot acima pertence a Orions: Legend of the Wizards, lançado há poucos dias na AppStore americana. As resenhas que os compradores anteriores deixaram na AppStore eram bem sucinta, mas elas chamaram a minha atenção por equivaleram o jogo a Magic: The Gathering, um dos esportes nerds mais populares do mundo. Sendo um ex-viciado em M:TG (“ex” puramente pela atual falta de companheiros de jogo), resolvi que isso era tudo que eu precisava saber pra comprar o tal Orions.

Vou começar essa resenha pela conclusão – este jogo foi os melhores dois dólares que gastei em toda a minha vida.

Sério. Jamais uma quantia tão irrisória me serviu com tanto conteúdo de entretenimento. Se o jogo custasse o dobro ou o triplo do preço da etiqueta, eu ainda me sentiria satisfeito com a compra.

Orions: Legend of the Wizards é bastante similar a Puzzle Quest, da Infinite Interactive. Puzzle Quest, por sua vez, é um misto de Heroes of Might and Magic com Bejeweled. Ou seja, é um jogo de estratégia em turnos que usa um puzzle game como método de batalha.

Orions é bem parecido, com a diferença de que ao invés de um clone de Bejeweled pra decidir os combates, é um joguinho de cartas que apesar de simples lembra bastante Magic.

Essencialmente, você começa numa “orion” (aka, uma cidade flutuante) de um determinado elemento escolhido por você no começo do jogo – Água, Ar, Fogo, Terra, Vida e Morte. Você parte de lá conquistando as cidades vizinhas, usando como método de combate o joguinho de cartas que eu já mencionei. Cada cidade oferece diferentes prédios que você constrói pra poder adquirir mais cartas. Pra construir tais prédios, você precisa coletar recursos antes. Ou seja, Strategy Games 101.

A parte de gerenciamento das cidades, apesar de meio cansativa no começo, adiciona um interessante elemento de estratégia ao jogo. Seu baralho pode ter, digamos, 40 cartas diferentes (esse limite é aumentado ao longo do jogo através de acúmulo de experiência), mas você pode ter cópias múltiplas de cada carta. E cada vez que você joga uma certa carta no campo de batalha, ela será removida do seu número total.

Funciona assim – digamos que seu baralho tenha 35 cartas. Você tem 10 cópias do Paladin; se você usá-lo num combate, você continua com 35 cartas, mas agora só restam 9 cópias do Paladin. Use todas as 9, e você esgotará a criatura e seu baralho cairá pra 34 cartas. Entendeu?

Quando isso acontece, cabe a você voltar à cidade que produz Paladinos, recomprar outros 10 ou 20 cópias da carta e voltar seu baralho às 35 cartas iniciais. Ou você pode decidir que já cansou de Paladinos e substituir a criatura com outra, proveniente de outra cidade/elemento.

Eu me confundi um pouco no começo com esse sistema (“Mas que diabos, meu baralho tem 40 cartas mas tenho 89 Zombies?”), mas assim que entendi que o baralho contabiliza apenas as cartas DIFERENTES da sua seleção, e que cada vez que você usa uma criatura ou um feitiço o número deles se reduz e você eventualmente precisa substitui-los, tudo ficou mais claro.

Se você já jogou Magic, vai se sentir em casa com Orions. Algumas criaturas tem habilidades ativadas, outras tem habilidades estáticas que se ativam no começo do turno (algumas criaturas produzem “mana”, por exemplo). Pra quem não é familiarizado com card games, as regras de combate são simples o bastante pra entender rapidinho.

Seguinte. tá vendo aquele 50 ao lado do meu nome? Então, aquilo são os pontos de vida. Reduza os do oponente a zero e ele morreu. Simples o bastante, né?

Já aqueles iconezinhos abaixo do meu nome com numerozinhos representam os 6 caminhos de magia (na ordem em que você vê aí na imagem: Água, Ar, Fogo, Terra, Vida e Morte). A cada turno, você ganha um ponto de mana em cada um – ou mais, se tiver em jogo criaturas que produzam mana.

Em cada turno, você pode lançar um feitiço ou uma criatura num quadradinho disponível, ativar a habilidade da criatura caso ela a tenha, e passa a vez. As criaturas atacarão o oponente quando você passa a vez.

Tá vendo as cartinhas na “mesa”? Então, sabe aquele número no canto superior direito (por exemplo, o do Devil é 5, o do Satyr é 2)? Esse é o “custo” da criatura. Esse valor será subtraído daqueles iconezinhos que eu mencionei antes. Se você tem 5 pontos em Fire e solta um Devil, ficará com 0. mas não se desespere, você ganha um ponto em cada elemento no começo de cada turno, lembra?

As criaturas atacam a criatura que estiver no quadrado diante delas. Caso não haja uma, o ataque pega no oponente. O número no canto inferior direito é o ataque delas, o número no canto inferior esquerdo são seus pontos de vida. Tá vendo aquele “-4″ vermelho em cima do meu Pegasus? Então, isso é porque o Ice Guard está atacando o bichim. 4 é o ataque do Ice Guard, então ele tira 4 pontos de vida do meu Pegasus. Os pontos de vida dele mostram 11, ou seja, ele tinha 15 antes desse ataque. Quando os pontos de vida de uma criatura chegam a 0, ela morre e desocupa o quadradinho, permitindo você substituí-la com outro monstrim.

Essa é a base do jogo. Como eu falei antes, há várias criaturas com habilidades interessantes e feitiços com efeitos nocivos ou benéficos, dá pra montar altos combos e tal.

Além do modo campanha, em que você sai conquistando as cidades oponentes e tal, há o Duel Mode. Você enfrentará a CPU com um deck totalmente aleatório, e enquanto no modo campanha você pode construir seu deck como preferir, no Duel Mode tu se valerá da esperteza e da habilidade de explorar o que tem na mão. É como um booster draft.

Já joguei facilmente umas 10 horas de Orions, e o fato de que tanto o modo campanha como o Duel Mode te oferecem cenários totalmente aleatórios cada vez que você começa um jogo novo acrescenta replay value ao jogo. As cartas são variadas o bastante pra produzir batalhas completamente diferentes toda vez, e os efeitos sonoros e visuais do jogo são classe A.

Todos esses fatores (somados ao fato de que Orions preencheu o vazio deixado pela ausência de Magic na minha vida) me levaram a fazer algo que jamais fiz na minha vida:

Jogar um joguinho de celular em casa, sentado no sofá. Quando me dei conta disso, percebi que tinha nas mãos o melhor jogo de celular jamais programado. Quantas vezes você senta em casa pra jogar um game mobile? Poisé.

Apesar de ter todos os consoles atualmente disponíveis no mercado, e com os grandes lançamentos de peso pra eles (Gears of War 2/Metal Gear Solid 4/Little Big Planet/etc), eu prefiro me sentar pra jogar um joguinho de celular que me custou DOIS dólares. Se isso não prova a qualidade e a diversão oferecida pelo jogo, nada mais prova.

Se você tem um iPod touch ou um iPhone, faça um favor a você mesmo – vá à AppStore mais próxima e compre essa porra.

Sim, sim, sim, eu sei que seu iPod/iPhone é jailbreakzado e que você pode muito bem baixar o troço sem precisar pagar. Mas na boa aqui amiguinho – se há UM JOGO NESTE PLANETA que merece o seu dinheiro, é Orions. O jogo é bastante polido e tem qualidade bastante superior à boa parte do que a AppStore oferece.

Faça a coisa certa e compre essa merda. Sinceramente, dois dólares não te farão tanta falta assim, e você estará contribuindo de forma tangível com a cena independente da AppStore.

Lembre-se, quanto mais vendas legítimas, mais motivados os devs se sentem a produzir updates pro jogo – aliás, já há um update agendado pro ano que vem, trazendo 100 cartas novas pro jogo.

Vá lá. Eu sinceramente duvido que você se arrependerá.

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Categorias: Games

50 Comentários \o/

  1. maze disse:

    Se não tem forma aceitavel de comprar, o jeito é piratear mesmo. Depois ainda reclamam!

  2. Turcao disse:

    as vezes eu acho que o iPhone vai se tornar o grande centro de jogos portáteis, tomando o lugar do Nintendo DS.

  3. bruno disse:

    ola boa noite,

    gostaria de saber se vocês poderia mandar links de jogos para pc neste estilo de jogo, já que esse so tem no iPhone.
    agradeço.

  4. i4nd disse:

    caralho kid, esse jogo é muito bom mesmo

  5. Snake disse:

    Pro cara q falou dos cartoes de credito internacionais.E complicado mesmo,mas se vc kiser vc compra.eu resolvi pelo caminho politicamente incorreto: jailbreak,Appulo=joguinho na mao.Sem apologia a pirataria,mas foi o jeito mais facil que consegui.

  6. Victor. disse:

    Izzy seu mentecapto! Não consigo para de jogar essa merda!

  7. Eduardo disse:

    Eu fiz uma tradução livre desse jogo, não passei pra ninguem revisar, mas se alguem se interesar posso upar os arquivos, basta substituir no arquivo original.

  8. [...] O gênero sempre foi meio mal representado na AppStore (o único título de expressão era Orions), e por isso as promessas do desenvolvedor pareceram ainda mais [...]

  9. [...] primeiro Orions foi um jogo que eu curti MUITO (ó a resenha aqui). Pros preguiçosos, trata-se de um jogo de cartas — estilo Magic ou Yu Gi Oh — pra [...]

  10. noturno disse:

    Gostaria de divulgar minha tradução para o orions legends of wizards e orions 2 the deckmasters para IPHONE, se possível coloque o link no final da analise, para baixar acesse o tópico:

    http://www.gsmfans.com.br/index.php?topic=154131.new#new