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Postado em 3 June 2004 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Ai ai. Leitores sempre vieram à caixa de comentários para falar merda e terem suas bagaças chutadas, mas nunca imaginei que teria que vitimar meu próprio irmão. Bem, você sabe comé que funciona.

Sobre o post do Korn:

Foi mesmo uma safadeza oq eles fizeram, mas não ligo pra isso. Somos putos com muitas coisas. Esculhambamos, mas ainda fazemos parte dela. Se for por isso, nunca mais fale mal de algo que vc faz parte. E até mesmo goste.

Agora os caras anunciam que ficarão independentes para terem mais liberdade, e o pessoal veio falar que é jogada de marketing? Powa. Vcs criticam os caras pela liberdade (críticas sobre a industria musical) deles dentro das gravadoras, e agora cirticam eles se eles tentarem fazer isso fora delas…

Mais uma coisinha, que vc esqueceu Kid. Eles não substituíram a palavra “Fuck” por “Suck” só pra passar na MTV. Acho que vc esqueceu que agora as bandas que possuem xingamentos em seus álbuns, tem que gravar duas versões do mesmo. Eles tem um álbum cheio de palavrões e outro censurado. Então esqueça a coisa de “censuraram só pra aparecer na MTV”.

Trunks | Homepage | 06.02.04 – 9:52 am | #

Vamos lá.

Sobre sua espantosa revelação, a “acho que vc esqueceu que agora as bandas que possuem xingamentos em seus álbuns tem que gravar duas versões do mesmo“, cito um trecho do post (que você obviamente não leu direito):

Bandas como Limp Bizkit lançam clipes com palavrões, sabendo que podem não ser exibidos.

Gravar outro CD com versões editadas só prova tudo que falei no meu post, embora não sejam todas as bandas que façam isso. A maioria grava apenas um, e coloca aquele Disclaimer: Parental Advisory pra avisar pros papais e mamãe que o vocalista tá mandando um “fuck” em algumas músicas. Aquele parental advisory é outro indicador fortíssimo de toda a safadeza por trás dessa “atitude rebelde” de falar palavrão. Tem que avisar pros papais e mamães, você não vai querer que os revoltadinhos de catorze anos ouçam isso.

O aviso serve para evitar gente processando a gravadora porque ela lançou um CD com palavrões. Mas se eles não quisessem confusão, porque deixam os artistas gravarem tais músicas?

Porque “atitude” vende, ainda que ela seja manufaturada com interesses comerciais. Precisa haver uma “rebeldia” em algum lugar ali, ainda que protegida por trás de um selinho preto no cantinho da capa do CD.

Leia o post com atenção, porra! Eu sei muito bem que muitas bandas gravam versões das músicas sem palavrões. Você falou o óbvio, esquecendo que eu mesmo já havia falado sobre isso no post (citando o exemplo do Limp Bizkit).

Acontece que você não apresentou nenhum motivo pelo qual isso acontece e, pretensiosamente, mandou eu “esquecer” a premissa do meu post.

A única razão pela qual bandas gravam versões sem palavrões é pra se tornar aceitável pra tocar em rádio ou MTV, isso é fato, não há uma alma no planeta que não saiba disso. Se você compra um CD, você vai ouvir palavrão só na sua casa. Já veicular os “fucks” e “shits” na TV e rádio não daria muito certo.

Sim, eu falo palavrões. Gosto muito de usá-los porque os considero uma ótima ferramenta de humor irreverente. Porém, não os uso para tentar provar que sou o revoltadinho. Meus textos e minha opiniões servem para isso, e não palavrinhas feias aqui e ali. Uso palavrões simplesmente porque vejo graça em encaixar um “vai-te à puta que te pariu!” cheio de ódio no meio texto coerente.

É uma espécie de liberação. A sociedade politicamente correta condicionou as pessoas a respeitarem o que elas não respeitam e darem apenas opiniões imparciais, omitindo suas emoções. Ao argumentar inteligentemente com alguém e, no final, mandar um “e doravante a este debate, vá tomar no cu!” você preenche as duas lacunas: a que solicitava racionalidade, e a que pendia para o lado emotivo.

Esse tipo de disparidade mexe com a cabeça do leitor, dá um efeito engraçado. Ao menos eu acho engraçado.

Você por ser meu irmão é testemunha de todas as vezes que a mamãe leu este diarinho aqui em casa e reclamou da quantidade de palavrões que eu uso aqui. Eu não mudei minha forma de escrever por causa disso. Se quarenta leitores de mobilizassem e dissessem que não leriam mais o HBD enquanto eu não parasse com palavrões, eu mandaria cada um passar no caixa e se foder com vontade. Meu uso de profanidades não é com o intuito de agradar adolescentes pseudo-revoltados ou criar uma imagem de rebelde; é apenas porque acho engraçado. É apenas o meu estilo de escrever.

Não é isso que acontece com bandas como Korn. Usa-se palavrão com uma finalidade exclusivamente “estética”, para mostrar muita “atitude”. Claro, não se pode deixar que a “atitude” atrapalhe a aceitação do álbum (e consequentemente os lucros), então algum produtor aperta o botão que desliga a rebeldia um pouco e gravam-se versões alternativas das músicas. Tudo muito conveniente.

Todas as bandas são sujeitas a isso. Critiquei o Korn em particular porque eles foram os únicos hipócritas o bastantes para criticar a indústria musical ao mesmo tempo que vendem a alma a ela.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)