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Postado em 13 June 2004 Escrito por Izzy Nobre 3 Comentários

E estou de volta, coleguinhas. Depois de ser rodopiado, posto de cabeça pra baixo, sacodido, molhado, espremido contra estranhos devido a força centrífuga, girado em todos os eixos, posto de cabeça pra baixo de novo, jogado de uma altura de 23 andares e exposto a todos os efeitos da gravidade em seu esplendor – coisas que todo mundo devia fazer num dia dos namorados -, posso escrever uma crítica sobre Wonderland, o parquim de diversão.

Parques como o Wonderland geralmente são MUITO lotados, ainda por cima na semana de abertura (o parque sempre abre no comecinho do verão). Sabe aquela fila quilométrica que até desmotiva a gente a andar no brinquedo? Poisé. Você passa o dia inteiro no parque e só consegue ir na montanha russa uma vez, e ainda assim, após uma espera de 5 horas.

Porém, graças a uma incrível “brasileirice” da minha namorada, andamos em o triplo de brinquedos que normalmente teríamos tempo. E digo “brasileirice” porque o jeitinho que a menina inventou foi digno de competir no mesmo patamar que as sagacidades do nosso povo. Aliás, arrisco-me a dizer que a rasteira que ela passou no “sistema” foi ainda mais ousada, pois ela lançou mão de avançados conhecimentos de linguística e uma fantástiva habilidade manual. Ela é foda, amigos.

Os pais da minha namorada são surdos, então ela e as irmãs sabem se comunicar com linguagem de sinais. Ela foi à entrada do parque acompanhada das irmãs e, sinalizando, requisitou passaportes especiais para pessoas com deficiências físicas. Os tradutores do parque (coisa que nunca existiria em um parque no Brasil) deram o aval e assinaram os passaportes. Assim, a turma pôde cortar todas as filas de todos os brinquedos. Enquantos os vacilões esperavam em filas que demoravam horas – não estou exagerando -, eu e a cambada entrávamos pela saída dos brinquedos e tínhamos lugares reservados. Só depois de embarcarmos no brinquedo é que a fila era aberta e os menos espertos podiam ocupar seus lugares. A safadeza me fez sentir “em casa” e até tornava o brinquedo mais legal.

Acho que já tou influenciando a pobre alemã. Puta que pariu, brasileirismo é uma doença contagiosa.

Enfim… Vamos à análise:



Tomb Raider: The Ride

Montanha russa com o tema do filme. A foto do post anterior é desse brinquedo. A única montanha russa que vi na vida em que você vai deitado. Dá uma sensação bizarra de que você está voando. Bacana, mas meio curta. E não tem porra nenhuma a ver com o filme, exceto o portal de entrada com um letreiro enorme escrito com a mesma fonte que é usada no título do game.



Drop Zone

Ah, meu favorito. Drop Zone nada mais é que uma queda livre de uma torre de VINTE E TRÊS ANDARES. O brinquedo atinge uma velocidade de mais de 100km/h antes de tocar o solo. A visão fica turva, as imagens passam embaçadas na sua frente. A velocidade terminal simula uma falta de gravidade que empurra toda a caixa toráxica para cima, prendendo sua respiração de uma forma apavorante. Três segundos depois você está no chão, caminhando de volta para a fila. Tu encara, malandro?



Top Gun

A única montanha russa invertida do Canadá. O brinquedo é totalmente ambientado no tema militar-aeronáutico, você se sente como se estivesse num campo de treinamento, é bem bacaninha. Os assentos do brinquedo trazem a inscrição “Mantenha sua cabeça no apoio DURANTE TODO O TRAJETO“, e acredito que eles esqueceram de adicionar o “…se você não quiser quebrar o pescoço“. Talvez não fosse uma boa publicidade pro parque. Enfim, a montanha russa é INCRIVELMENTE rápida, e em alguns pontos você tem a impressão que vai arrebentar as pernas no chão, porque os carrinhos passam muito rente ao solo.



Dragon Fire

Dois loopings seguidos e um corkscrew de 360 graus a mais de 150km/h. Preciso dizer mais? A montanha russa é ENORME mas o passeio inteiro dura menos de 30 segundos, porque os carrinhos correm de forma espantosamente rápida.



Cliffhanger

Oh, brinquedo maldito. O troço é uma gôndola que gira acima de uma piscina. Jatos d’água são projetados periodicamente durante a duração da brincadeira. Eu achava que os jatos eram programados para apenas “vaporizar” a galera que estava no brinquedo, molhar de levinho. Essa idéia foi posta por terra quando levei uma formidável esguichada pressurizada no meio da fuça, estando a apenas uns 50 centímetros de distância da piscina. Quase perdi meus óculos e desci do brinquedo completamente encharcado. Só então entendi porque algumas meninas iam nele de bikini.

Me imaginem saindo de um brinquedo aquático trajando calças jeans, uma camisa de tecido grosso, um suéter, meias e tênis, e COMPLETAMENTE molhado. É.

Fui também em muitos outros brinquedos como o Sledgehammer (não consigo nem descrever o funcionamento daquela bagaça) e o Psyclone (uma cópia de um brinquedo que eu conhecia no Brasil como “Discovery”, porém muito mais alto e muito mais rápido). Os que citei foram meus favoritos, os únicos em que fui mais de uma vez.

Uma coisa digna de nota é a aglomeração de brasileiros no exterior, e o orgulho que estes sentem do país. Eu me arriscaria a dizer que não existe povo tão patriota como o povo brasileiro. Em todo lugar havia alguém com uma camisa da seleção, ou um boné com as cores da bandeira. Me arrependi de ter esquecido em casa meu wristband com a bandeirinha nacional, o único adereço que possuo que acusa minha nacionalidade.

Ahn… é, foi isso. Um belo dia dos namorados. A volta pra casa, dormindo abraçado no banco de trás da van do sogrão, foi tão (ou mais) legal quanto o resto do dia. E agora vou tomar banho pra visitar a nova casa da amada.

E diarinho é a bunda fedorenta e enrugada da sua avó. Manda a véia ir no Drop Zone pra ela ver o que é bom.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

3 Comentários \o/

  1. Zeca Peta says:

    Ô Kid, caráio, sô!
    Ocê falô um monti de babosera, xingô todu mundu, xamô todu mundu de burru. Eu sô adêvogadu i vô defendê as pessoa cum essa nova ortografia qui é até meio difici de iscrevê. As pessoa num tem qui intendê o qui ocê iscrevi. Ocê tem qui botá lá im cima no títulu o nomi do istilu du testu. Si ocê isperá qui nóis vai deduzi, ocê tá quereno dimais. Burru é ocê cum sua mãe juntu. Ocê tá quereno aparecê, dizeno qui é mais inteligenti qui nóis. Fiqui sabeno qui eu, mermo cum meu purtugueis arrevezado, iscrevo rotero prá cinema e legendu os firme qui brasilero num sabe traduzi caráio ninhum. Tamem num pricisa isculaxá. Eu só quiria sabê purquê qui o corretô de testu ta botano uma risca vermêia im tudu qui é palavra qui eu iscrevu. Axu qui ele tá mi perseguino.
    Vô acabá agora mais fiqui sabeno qui tô di ôio nocê. Si ocê xamá mais arguém di burru eu ti botu na justissa, adispois de botá im ocê.

  2. Zeca Peta says:

    Só mais uma coisa: Gostei dessi brógui.

  3. camilo says:

    deixou minha visita no Hopi Hari e minhas visitas no PlayCenter no chinelo 😛