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Postado em 17 June 2004 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Quem não tem cão caça com gato ou Em caso de falta de criatividade, recicle posts antigos

Sexta-feira, 8 de agosto de 2003 no blog antigo. Não vou linkar, tou com preguiça. Cliquem ali no menu do lado e facilitem minha vida.

É, o post tá um pouco grande. Aliás, acho que é o maior post que já escrevi. Vocês sabem que eu tento ao máximo evitar isso. Mas vocês também sabem que geralmente eu consigo ser até um pouco engraçadinho, então acho que vale a pena ler. Ou não. Bah.

Se tiverem preguiça, pulem direto para o final do post, onde há uma bela lição de moral a ser aprendida e passada às gerações vindouras.

Eu estava ontem de manhã assistindo um noticiário local daqui de São Luís. O apresentador ressaltava com empolgação as GRANDES realizações do governo estadual; dentre elas, a implantação de outdoors na orla marítima maranhense, alertando os banhistas sobre os perigos do mar.

Nos outdoors, havia(m?) dizeres em português e em inglês. O cameraman deu um bom close nas placas, o que me permitiu constatar, pasmo, os enunciados nos outdoors:

Em português:

“Atenção banhistas, não ULTRAPASSE os limites demarcados quando estiverem nadando”

E em inglês:

“Attenttention swimers, you don´t can ultrapass the limits whime swimming”

Puta que os pariram.

Em primeiro lugar, seria legal se o cara que escreveu essas porras tivesse algum conhecimento básico de gramática (portuguesa, ao menos; a parte em inglês a gente esculhamba depois).

“…Banhistas, não ULTRAPASSE os limites…”?

Porra, o cara já ouviu falar em concordância? Você sabe, tornar o verbo adequado à pessoa da oração. Escrever errado numa listinha de compras, cartão de aniversário ou blog ainda é admissível, mas numa placa paga pelo governo estadual? Se fosse apenas uma placa com o erro, tudo bem. Acontece que TODAS as placas traziam o grotesco desrespeito contra a língua portuguesa.

Vocês sabem muito bem que eu não sou lá tão rígido em relação a regras gramaticais, adaptando-as quando acho necessário. Porra, eu mesmo já cometi altos erros aqui no Hoje é um Bom Dia (principalmente por causa da merda desse teclado). Mas a gente tem que ter alguma noção. O cara me vem com “Banhistas, não ULTRAPASSE“… Quê que é isso, meu amigo.

Tinham mais era que prender o rapaz responsável pela redação dos avisos nas placas e enfiar-lhe uma cartilha de alfabetização bunda adentro, em praça pública.

E como se estuprar a língua portuguesa não fosse o bastante, o elemento decide então atacar a língua inglesa. Uma puta covardia, pois a coitada tava no canto dela, sem mexer com ninguém. O meliante não tinha nenhum motivo para colocar o inglês nessa história. O estado do Maranhão é um dos mais fodidos do Brasil (perdendo apenas pro seu vizinho, Piauí) e imaginar que existem turistas americanos nas praias maranhenses para ler as placas é uma piada de mal gosto. Enfim…

Não podemos culpar o indivíduo por não saber inglês, tendo em consideração que ele desconhece até mesmo as regras gramaticais mais básicas da língua nativa. Mas bem que ele poderia ter apelado pra um tradutor automático, já que seus parcos conhecimentos não incluem o domínio da língua inglesa. Não que os tradutores automáticos exibam grande qualidade em suas traduções, mas qualquer coisa seria melhor que essa aberração que o cara colocou no outdoor.

E além disso, o que dizer a respeito de “attenttention”? E “whime”? Imagino que o whime seria um “while” disfarçado por um erro de digitação. E “attenttention”… Talvez (leia-se CERTAMENTE) o cara que estava pintando as placas não prestou “attenttention” e esqueceu que já havia pintado o “tten”. Aí ele pintou essa sílaba de novo, criando assim esse formidável neologismo. Incompetência criativa, quem diria.

E não são só erros ortográficos. A frase inteira não faz lá muito sentido, tamanha foi a atrocidade que o funcionário do governo cometeu ao redigi-la. Duvido muito que um turista (no Maranhão, HAHAHAHAHAHAHAHA) entenda o que a placa quis dizer.

O Tuego outro dia falou sobre o fato de às vezes termos os conhecimentos necessários para trabalhar em certas áreas do mercado, mas somos rejeitados por não ter diploma. No caso, ele se referia à informática. Esse carinha que escreveu o outdoor deve ser um dos milhões de brasileiros que têm cursinhos (vagabundos) de inglês no currículo, mas que não saberiam nem pedir uma latinha de refrigerante se estivessem nos EUA.

Porém, ele tem diploma. Então, tá contratado. E vai escrever plaquinha sem sentido em ingrêis.

Agora já sei o que um gringo vai fazer no Maranhão: morrer afogado.

[ Moral da História ]

– Quem faz cursos de inglês tá perdendo tempo e dinheiro;

– Ianques que vão a São Luís estão correndo risco de vida;

– Eu sou chato e critico todo mundo;

– Quem pulou direto para cá não sabe sobre o que eu escrevi.

– Quem já conhecia o post e não o leu por causa disso não sabe que ele foi modificado em vários trechos e que portanto é uma versão remasterizada.

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About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)