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Postado em 8 July 2004 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Isso mesmo, post com mais de uma semana de atraso. A preguiça estava me impedindo de digitar o texto sobre o 1o. de Julho, Dia da Nova Zelândia no Canadá. Finalmente criei coragem, após ver tanta gente pedindo pelo post. Eu sinceramente não queria escrever um post “querido-diário”, mas o que posso fazer se o povo pediu e tou sem criatividade pra escrever algo melhor? Vamos lá.

Acordei cedo de manhã preocupadíssimo com o horário. Geralmente horários me preocupam tanto quanto os rituais de acasalamento das minhocas nigerianas, mas na noite anterior eu inteligentemente fui dormir às 3 da manhã. Poisé, mesmo sabendo que teria que acordar às 8 na manha seguinte. Vício maldito, puta que pariu. Um dia ainda jogo essa porra de computador pela janela (mas volto pra pegar depois, porque ficar sem acessar é foda).

Acordei na hora certa, porém totalmente destruído. Sentia-me como se tivessem chutado minha bagaça com tacos de baseball durante a madrugada inteira. Arrastei-me até o banheiro e fiz minha higiene matutina (ou não, mas pelo menos tenho que fazer vocês pensarem que sou limpinho).

Alguns minutos depois, minha carona – a mãe da minha patroa – aparece aqui na porta. Ao adentrar o veículo, constato que a namorada não tinha vindo. Ainda estava em casa, se arrumando. Suspirei resignado. Mulher é tudo assim; as alemãs góticas não são diferentes.

Primeiro fomos à casa dos parentes da minha mulé, pois iríamos segui-los até o local do negócio lá. Fui apresentado a todo mundo, desde o primo menor com o pé quebrado até a avó maluca que me chamava de Iggy/Ziggy/Lizzy, menos de Izzy (que é meu apelido aqui). O maluquinho do pé quebrado vibrou ao saber que eu era brasileiro, dizendo que “eu era do mesmo país que o Bob Burnquist“.

Olha que formidável. Um típico vagabundo brasileiro (o maluco ganha dinheiro pra andar de skate) levando o nome do nosso país pro exterior!

Enfim, entramos nos carros e partimos. Após ropoiar alguns minutos pelo interior canadense, chegamos ao Cedar Park (o local onde aconteceria o churrasco/piquenique). O evento era promovido pela empresa onde minha “sogra” costumava trabalhar. Logo que chegamos, Becca, sua irmã e eu fomos ao quiosque que distribuia camisetas, pulseiras para a utilização das piscinas, frisbees, pacotes de salgadinhos, refrigerantes e sucos, TUDO DE GRAÇA. Você sequer precisava pedir: as caixas térmicas (contei umas quinze, com a capacidade de armazenar umas 40 latinhas de refrigerante cada) ficavam do lado de fora do quiosque. Qualquer um chegava e metia a mão.

Alguns momentos depois, fui para as piscinas. Piscinas são piscinas em qualquer lugar do globo, então comentários adicionais sobre essa parte do dia são desnecessários.

Depois, chegou o bufê (ou bbooouuffeett, para agradar os amantes da língua francesa) do churrasco. A churrasqueira era IMENSA, e vinha sendo rebocada por uma caminhonete. Os carinhas começaram a preparar os hamburgers e hotdogs. Tudo digrátis pra moçada.

Em seguida, começaram as brincadeiras infantis. Uma delas era, possivelmente, a competição mais sem sentido da história das brincadeiras de festa: os organizadores enfileiravam vários prêmios no chão, a uns cinquenta metros das crianças (cujas idades variavam entre 8 e 12 anos). Ao ser dada a largada, os demoniozinhos (digo, as crianças canadenses) saíam numa corrida desesperada até o lugar onde os prêmios estavam. Pegou, ficou, correu pra mostrar pra mãe, quebrou alguns minutos depois.

As premiações me deixaram estupefato: Discmans (melhores que o meu) e relógios (MUITO melhores que o meu).

Os organizadores colocavam mais prêmios na linha de chegada. Então, uma segunda leva de crias de Lúcifer (digo, crianças canadenses) se posicionava na marca de largada. E a corrida satânica de crianças barulhentas pra caralho recomeçava.

Claro, às vezes havia alguns troços mais interessantes que outros, e que inevitavelmente eram visados por mais de um moleque. Assim, a disputa pelo tal prêmio deixava de depender de quanto o garoto podia correr, e sim de quão forte ele podia puxa-lo da mão do outro, ou da sua habilidade em morder a mão do oponente e fugir antes que este pudesse chamar seus pais.

Triatlon é o caralho. A competição que presenciei era muito mais atlética: correr, tomar o prêmio de alguém, fugir do “dono”. Tudo com uma desenvoltura que apenas molequinhos canadenses podem esbanjar.

Assisti durante vários minutos, com um misto de curiosidade e inveja, crianças correrem desesperadamente para trocar tapas e defender prêmios que seus pais de bom grado teriam comprado usando nada mais do que o troco do pão.

Fodam-se os detalhes, ninguém quer saber dessa história mesmo. Vou resumir agora, porque tou com fome e dor de cabeça.

Voltei às piscinas, comi mais um pouco e, quanto estava indo embora, tive que aguentar uma breve chuva de granizo. Clima louco esse aqui. Em um minuto o sol brilhava forte. No outro, pedaços de gelo caíam nas nossas cabeças, molham nossos óculos e bagunçando os penteados das donzelas.

E, durante à noite, fui ao lago ver os foguinhos de artifício.

Pronto.

Foi isso.

Alguém conhece um bom remédio caseiro para dor de cabeça?

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)