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Postado em 16 July 2004 Escrito por Izzy Nobre 1 Comentário

[ Update ] Chegaram no HBD através desse link do Google:

www.google.com.br/search?q=%22foder muito com a empresa%22&ie=UTF-8&hl=pt-BR&btnG=Pesquisa Google&meta=cr%3DcountryBR

Como alguém procura “foder muito com a empresa”, achando que vai encontrar algo que será útil para seus propósitos? Por sorte (do cara) e azar (de seus patrões), ele acaba caindo justamente no HBD. Ironia pouca é bobagem.

Meu caro sabotador, tudo que você precisa saber para destruir a compania onde trabalha está neste post.

Divirta-se e prepare-se para se tornar mais um leitor de Classificados.

Largue esse controle remoto e pare de coçar a bunda: voltamos às Aventuras de Quide no Ensino Superior.

Como eu estava dizendo, entrei em contato com alguns cursos curiosos durante minha passagem pela faculdade. Cursos cujos nomes eu já tinha ouvido falar, mas na verdade não conhecia muita coisa sobre eles.

Filosofia

Sofismas, pragmatismos e outras coisas de nomes difíceis e para as quais ninguém no mundo real dá a mínima: isso é o objeto de estudo da Filosofia, curso que coloca nas ruas 9 de cada 10 desempregados no Brasil. Imagino que deve ser foda passar anos estudando algo que você sabe que ninguém no mundo – exceto quem escreveu os livros que você precisou ler no curso – se importa.

Sério, o que você pode fazer com conhecimentos adquiridos numa faculdade de filosofia (exceto, é claro, a prática de confeccionar baseados)? Vai ver é daí que vem esse interesse peculiar dos estudantes de filosofia pelos entorpecentes: eles servem para suportar os anos estudando Sartre e Kant.

A única hipotética razão (e a palavra “hipotética” indica que eu nem sei se realmente uma razão) de alguém cursar filosofia é a baixa competição. Filosofia é um dos poucos cursos universítários com concorrência NEGATIVA, algo como -3 candidatos por vaga. Prestar vestibular para Filosofia é como apostar corrida com anões mancos: até caindo você já chega mais longe que eles. Parece virtualmente impossível não passar num vestibular para uma faculdade de filosofia.

Biblioteconomia

Era impossível conhecer um estudante de biblioteconomia sem que todo o grupinho desse um olhar estranho ao coitado. Primeiro, pela sua duvidosa preferência sexual: Biblioteconomia, assim como Serviço Social, era um curso predominantemente feminino. Ao contrário do que possa parecer, estudar numa sala cheia de mulheres não facilita a pegação. Por serem maioria, elas é que acabam te influenciando: antes que você perceba, estará familiarizado com revistas femininas e dando conselhos sentimentais para as colegas de sala.

Em segundo lugar, porque a dúvida levantada pela escolha universitária do rapaz é unânime: “o que diabos esse pobre infeliz está fazendo nesse curso?

Vamos aos fatos: O que leva alguém a estudar uma “ciência” que se define como “arte de organizar bibliotecas“? Pelo amor de Deus, é realmente necessário um curso superior para isso? Dona Raimundinha (nossa empregada lá no Brasil) era capaz de arrumar a biblioteca do meu pai com maestria, e acredito que nem ela não tinha nem o primeiro grau completo. Porra, eu me surpreenderia muito se ela ao menos soubesse ler.

Já parou pra pensar como deve ser a monografia do curso de Biblioteconomia?

Entra o formando numa biblioteca gigante. A mesa examinadora, composta de vários professores do curso, examina o currículo escolar do rapaz. Um dos professores se levanta e vai até uma das estantes de livros. Dando uma voadora no móvel, ele desencadeia um efeito dominó: uma estante cai em cima da outra, até que todas as quatrocentas estejam no chão. Livros voaram para todos os lados. O professor empunha um cronômetro e grita “VAI, DIABO!”*, e o estudante começa a arrumar a biblioteca freneticamente.

Para poder falar mal do curso com mais desenvoltura, fiz uma pequena pesquisa sobre a arte de arrumar bibliotecas. Achei um site especializado em Biblioteconomia.

Sim, isso existe. Há pessoas com tão pouco para fazer na vida que chegam a se dedicar a fazer uma home page para hospedar informações sobre um curso que ninguém realmente precisa.

(Opa, não se deixem enganar nesse ponto. Um incauto poderia pensar “Porra, um site ESPECIALIZADO em Biblioteconomia! Esse negócio deve ter alguma importância!“, esquecendo-se que na internet existe site para praticamente qualquer coisa existente no sistema solar. Alguns dos assuntos dos sites MAIS inúteis que já vi na internet conseguem ser mais interessantes que o estudo da arrumação de livros.)

Então, achei isso:

Processo Técnico

O ensino de catalogação, classificação e indexação de documentos, para facilitar o seu armazenamento e localização, incluindo vocabulários controlados e guias descritivos de tesauros.

Eu substituiria esse parte do curso facilmente, usando as técnicas simples da dona Raimundinha: os livros grandes embaixo, os pequenos em cima. Pulando essa etapa, sobra mais tempo para ir puxar um fumo com a galera de Filosofia.

Administração

Abordagem de temas relacionados a organização e gerência de bibliotecas, como bibliometria, gestão, marketing e pessoal para bibliotecas.

“Marketing de bibliotecas”

Sério, eles pensam que vão enganar quem?

Eu estava pensando em uma frase engraçadinha para colocar aqui, mas a simples menção de “marketing de biblioteca” já é non-sense o bastante.

Aspectos Legais

Discussões sobre filtragem de informações na Internet e direitos autorais, juntamente com uma compilação das leis que tocam o exercício da profissão.

Leis de bibliotecas?!? Imagino quais seriam.

Lei 34, Artigo 3, parágrafro quinto: É terminantemente proibido fazer barulho nas premissas da biblioteca. O infrator está sujeito à punição de ter a bibliotecária pedindo que ele faça silêncio.

Busca da Informação

Aprenda técnicas para buscar e encontrar a informação que você precisa.



Equipamentos

Móveis, acessórios e equipamentos para bibliotecas.

Opa, por um momento achei que eles disseram EQUIPAMENTOS.

Ih, disseram mesmo.

Mas como assim, “equipamentos”? Inventaram dispositivos localizadores de livros ou coisa assim?

Perceba que o trecho sobre biblioteconomia saiu bem maior que o de filosofia. Essa porra de curso é tão inútil que não presta nem pra falar mal.

Em suma, não se dê ao trabalho de cursar filosofia ou biblioteconomia. A menos, é claro, que estudar algo desinteressante e inútil para se tornar mais um desempregado seja seu sonho de infância.

<panelinha>

*Pô, isso me lembrou de…

</panelinha>

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

Um comentário \o/

  1. Thays says:

    Meu caro, quanta ignorância!
    Se não existisse um bibliotecário, as informações jamais chegariam aos usuários….ou vc acha que pesquisa se faz no Google?!
    Informação faz parte da vida, e deve ser ordenada e organizada para garantir sucesso nas ações. A palavra de ordem mundial vigente é informação. Sem informação o mundo pára. Sem informação não fazemos perguntas . Sem informação não- obtemos respostas.
    Abra sua cabeça…o mundo não é feito de “direito” e “medicina”! que aliás os profissionais desses cursos se beneficiam de técnicas de biblioteconomia para obterem informações necessarias para suas pesquisas e aprofundamentos ma área em que atuam.
    Um Bom Dia !
    Thays