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Postado em 13 August 2004 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

E com vocês, meu antigo PC.

Era uma bagunça, mas eu sabia onde cada coisa ficava. Pra falar a verdade, eu só perdia meus objetos pessoais quando minha mãe se metia a organizar o ambiente e mudava tudo de lugar. Quando isso acontecia, era stress na certa.

O Controle

O controle remoto da TV a cabo. Era totalmente desnecessário, porque o quarto era pequeno e se eu estendesse o braço com o controle na mão, já estava praticamente tocando na tela da televisão. Bastava usar os dedos mesmo. Mas sabe como é, nós assinávamos aquele pacotes com três milhões de canais, era impraticável usar a setinha do aparelho para procurar o canal desejado.

O Pikachu



Foi um presente de natal dado por amigos brasileiros que moram em Nova York, em 1999. Além de ter o formato do famoso rato da bunda elétrica, ele também é um prático despertador. O alarme era fenomenal: Um rockzinho com a “voz” ao Pikachu no fundo. Tinha até solo de bateria, sensacional. Infelizmente o mecanismo do alarme acabou sendo danificado – inexplicavelmente – e a música não tocava mais.

O Grampeador



Esse grampeador está na família a mais de 10 anos – sem zoeira. Quando morávamos num apê em Londrina (é no Paraná, seu burro), em 1992, tudo de que me lembro era da cortina verde da sala – que eu sempre me perguntava se aguentaria meu peso, até que um dia descobri que não – e esse grampeador, que era originalmente azul. Eu cortava aquelas capinhas de revista que vinham em anúncios de assinatura das revistas da Editora Abril, depois pegava vários papeizinhos do mesmo tamanho e grampeava, fazendo livrinhos em miniatura. Aí eu fazia de conta que era os cadernos dos meus bonequinhos. Meu pai ficava puto porque eu manufaturava muitos caderninhos por dia, acabando com todos os grampos dele. Aí um dia a fábrica acabou, porque meu pai escondeu o grampeador. Ele reapareceu magicamente anos depois, quando eu já não tinha mais interesse nele.

Grande infância eu tive.

O Globo



Esse globo marcou minha estréia como diretor de cinema. Um dos meus vizinhos tinha uma filmadora, então não demorou muito para que tivéssemos a idéia de filmar nosso próprio curta-metragem. Infelizmente não lembro de nada que diga respeito ao roteiro do filme – se é que tinha algum – e, mesmo que lembrasse, não diria pra vocês; a não ser que eu registrasse o script num cartório antes. Este fantástico globo do nosso querido planeta era um dos objetos do cenário, que peguei emprestado de João Victor, um outro vizinho. Ele nunca mais pediu o globo de volta, e eu nunca devolvi.

Ou seja, nota-se que eu sou um brasileiro muito tradicional.

As Cartas de Magic



Ah, minhas cartas avulsas de Mégique… Faturei muitos trocados com essas cartas. Eu as levava ao shopping, onde todo sábado uma turma de mais ou menos cinquenta guris se reunia para perder dos jogadores mais experientes. Essas cartas eram as famosas “cartas de troca”, que não tinham valor nenhum e eram usadas para engabelar os pobres novatos. Eu uma vez vendi uma pilha de 30 cartas por 5 reais, sendo que o triplo delas não valia nem a metade disso.

O Porta-Canetas



Um porta-canetas artesanal que uma vadia uma ex-namorada comprou durante uma viagem que fizemos ao interior, no Carnaval do ano de 2002. Ah, o carnaval de 2002… Que grandíssima orgia rolou naqueles quatro dias. E ainda reclamam quando eu chamo o Brasil de País da Putaria…

O Sistema de Som do Período Paleozóico



Isso que vocês estão vendo é uma das caixas de um aparelho de som antiquíssimo que meu pai desenterrou de algum lugar. Através da arte da gambiarra, a boom box (como os gringos chamam esse tipo de aparelho) servia como caixa de som do meu PC. E fazia uma barulheira dos infernos. Quando o winamp tocava Slipknot, os vizinhos não dormiam.

O Telefone



Quando eu morava no Brasil e tinha uma vida social um pouco mais ativa, o Telefone era de grande serventia. Eu vivia usando-o, a bem da verdade. Seja pra combinar um cinema na tarde de domingo, ou pra discutir com a ex-namorada, ou pra falar bobagens com o Fivio

O telefone que tenho atualmente, apesar de ser um modelo altamente tecnológico e cheio de modernices, não tem utilidade alguma. Exceto para ligar para a patroa, algo que agora será desnecessário já que estou me mudando para o prédio dela*. Se eu quiser falar com a gótica, vou até o andar dela.

O Gabinete



Althon XP 1,2 Ghz com 526 512 de RAM. Essa é a descrição do meu melhor amiguinho de todos os momentos, meu companheiro das madrugadas, meu fiel escudeiro. Com ele vivi muitas aventuras: promovi discórdia no IRC, provoquei discussões intermináveis em fóruns, mandei balas virtuais nos rabos virtuais de nerds por todo o mundo… O destino nos separou – o PC foi vendido ao irmão do Márcio dias antes da minha viagem ao Canadá. Mas as mémorias ficarão para sempre…

Quer dizer, eu vendi os pentes de memória também.

Mas o HD ficará para sempre, porque eu o trouxe. Aliás, era nele que estava essa foto do meu velho PC.

Ah, meu velho PC… Estamos unidos no pensamento para sempre, meu querido.

*Sobre a tal mudança: ela será efetuada neste próximo sábado. Ou no domingo, agora esqueci. Fui eu que resolvi tudo com a agente do aluguel, mas eu tava prestando mais atenção num trocinho que ela tinha em cima da mesa do que nas negociações. Sabe aqueles negocinhos de metal que você dá um peteleco e eles ficam se mexendo até o fim dos tempos, graças às inexoráveis leis da física? Poisé, ela tinha um. E essa porra provavelmente me fez tomar todas as decisões erradas quando eu tava falando com a mulher sobre o aluguel.

Maldita física.

Só de pensar nessa mudança, já me sinto cansado. Seremos apenas nós dois – meu pai e eu, o vagabundo-mor – para levar todas as tralhas do Sarasota Village, o condomínio onde moro, para o Summit Place, o prédio mais alto de Oshawa – veja aí como eu sou chique pra cacete. Felizmente os dois lugares são separados por menos de quinhentos metros.

Enfim, a internet só será instalada no apê na quarta feira. Portanto, não esperem atualizações do HBD até lá.

Não é minha culpa, ein.

E vou aproveitar a mudança pra me vingar das velhinhas. A propósito, já contei o final da história?

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)