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Postado em 19 November 2004 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Meu irmãozinho estava indo pro Brasil ontem. Supondo que o avião não tenha caído no Oceano Atlântico, ele já deve estar comendo a namorada dele a essa altura. Mas o post não é sobre a vida sexual do Trunks.

Um fenômeno curioso aconteceu nos últimos dias. Após a notícia da viagem do meu irmão, mais ou menos dez pessoas me adicionaram no MSN. Essas pessoas eram conhecidos com quem eu e meu irmão costumávamos sair lá no Brasil. Chamá-los de “amigos” seria forçar o sentido da palavra; eram “colegas”, e olhe lá. São aquele tipo de gente que você vê por aí, pergunta como estão as coisas, conta uma piadinha e em seguida segue seu caminho. Enfim, gente que na verdade não tá nem aí pra você.

E realmente é o caso. Doa a quem doer, na realidade esse pessoal que tirava fotos comigo nos encontros da galera e com quem eu formava bandos invadindo os cinemas da cidade estão pouco se lixando pra mim. Gente que aparentemente apreciava muito minha presença, mas que no entanto esqueceu de mim – e do meu irmão – no momento em que pisamos no aeroporto.

Não exijo a ninguém que morra de amores por mim. A bem da verdade, sou um cara chato, brigão, feio e nerd. Não é de se admirar que aqueles que se diziam meus amigos se esqueceram tão rapidamente de mim. E que se fodam, não preciso de nenhum deles.

Agora voltamos ao ponto principal do post. Esses gaiatinhos nunca mandaram um e-mail sequer pra saber como as coisas estavam – não saber meu endereço virtual não é desculpa, como o tal fenômeno provou. Nunca escreveram, apesar de vários deles terem meu endereço, ou do meu irmão – e apesar de terem prometido escrever ao menos uma vez. Nunca deram uma ligação sequer – não que eu esperasse que fossem ligar, mas enfim.

Deixaram claro (através da omissão) que não faziam qualquer questão de manter o contato comigo, ou com o Trunks. Beleza, não vou me jogar na frente de um ônibus por causa disso.

Mas aí, veja só você. Dois dias antes da viagem do garoto, uma dezena de “amigos” me adiciona no MSN. A pergunta que todos faziam era a mesma: “Quando o Trunks chega aqui?” Em seguida, perguntavam se eu também estava indo. A terceira pergunta não era exatamente uma pergunta, mas um pedido.

Sabe o que é, ouvi falar que um PS2/Mp3player/DVD player/boneca inflável aí custa apenas X dólares… queria ver se ele não podia trazer um pra mim…

Desse jeito mesmo, sem a menor cerimônia ou, menos ainda, vegonha na cara. Uns dois ou três ainda tentaram disfarçar o interesse real da conversa, perguntando rapidamente como eu estava, se estava frio aqui, que horas eram, etc. Você sabe, aquela enroladinha superficial de quem não está nem um pouco afim de travar uma conversa propriamente dita.

O pior é que nenhum deles estava sugerindo uma negociação entre nós. Eles não esperavam que eu pedisse que eles me pagassem pelas “encomendas”. Eles queriam como presente mesmo.

Eu já imaginava que algo assim aconteceria no dia que eu decidisse pisar em solo nacional novamente. É impossível receber um “amigo” (cof cof) vindo do exterior e não ver nesse evento a possibilidade de ganhar algum badulaque vindo de outro hemisfério. Tudo é barato, não é? Ora, que mal ele verá se eu pedir um videogame, ou um aparelho de som de última geração? Afinal, ele é meu AMIGÃO!

O que me deixa mais encafifado é que as pessoas pra quem eu REALMENTE levaria presentes – e com gosto – não pediram nada. Só há três pessoas aí a quem eu daria alguma coisa, e nenhuma delas jamais pediu nada. E esses conversavam comigo há meses, muito antes de saberem que meu irmão estava de viagem.

Após o acontecido, bolei uma pequena teoria em relação aos dez que me adicionaram no MSN. Eu não queria julgar ninguém, mas foi inevitável. E em menos de dois dias após o “fenômeno”, minha teoria se provou correta:

Nenhum daqueles que me adicionaram pra pedir coisas falaram comigo depois que eu disse que não estava indo com meu irmão. Nada mais lógico: pra que falar com um “amigo” se ele não tá trazendo nada do exterior pra você?

Foda, né.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)