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Postado em 14 February 2005 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

No último sábado, reuní-me com meus camaradas canadenses ruins em matemática para um “get together“, que são encontros semanais que temos por aqui. Por definição, get togethers consistem numa reunião de pessoas não em número suficiente para ser considerada uma festa, mas o bastante para constar como um evento social como uma convenção de Star Trek ou uma suruba. Acrescentando à agenda da noite (que já incluía uma sessão de Vampiro, um mini-campeonato de Halo 2 e a certeza de que eu seria humilhado neste último – sim, somos todos nerds felizes), Adam trouxe à sala o DVD de Wishmaster, creio eu lançado no Brasil como “Mestre dos Desejos” ou algo similarmente óbvio. Após eu ter levado uma formidável sova em Halo, por motivos que envolvem o fato de que a porra daquele controle me odeia, nosso anfitrão desligou o videogame (um tanto quanto para meu alívio) e meteu o filme no aparelho de DVD. Como meu sonho de salvar a Terra a base de tiros já havia sido destruído pela minha falta de habilidade em FPSs de console, restava a esperança de que assistiríamos a um bom filme.

Wishmaster começa preenchendo a tela com o pomposo anúncio de que foi escrito por ninguém menos que Wes Craven, cineasta responsável pela bem sucedida série de horror Pânico e por quatrocentos outros filmes não tão bem sucedidos. Chamar aquelas porcarias (que Craven deve ter filmado só pra pagar um aluguel atrasado) de “não bem sucedidas” é como dizer que o bombardeio de Hiroshima foi uma falta de educação da parte dos americanos. As outras películas são simplesmente vergonhosas, e me surpreende o fato de que Craven não mudou de nome ou faz uma cirurgia plástica para se desassociar à criação daquelas monstruosidades. Eu teria. Mas eu sou feio, então eu provavelmente faria uma plástica a despeito disso.

Mas então, Wishmaster.



Capa do DVD

O filme começa ambientado no ano 238492742492 antes de Cristo, aparentemente na Pérsia ou em algum outro país do Oriente Médio que não existe mais. A câmera viaja até dentro de um palácio. Se você achava que os três segundos que a panorâmica demorou pra chegar ao palácio foram tediosos demais e não mostraram ninguém morrendo dramaticamente, se prepare pra surpresa! Coincidentemente enquanto alguém passeava com uma câmera dentro do palácio, uma desgraça de proporções estratosférica está acontecendo – e que nos dá a chance de verificar que os 17 dólares usados na produção desse filme foram bem empregados em maquiagem e má atuação. Sem nenhum aviso do que diabos está acontecendo, pessoas correm pra todos os lados sangrando, com os rostos ou corpos deformados. Há pelas proximidades um homem cuja metade do corpo foi transformada numa cobra. Segundos mais tarde, numa das cenas com o uso mais óbvio de bonecos de borracha na história do cinema, um bicho demoníaco explode da barriga de um infeliz (cof cof ALIENS cof cof) e MORDE O BRAÇO DE UM CARA QUE PASSAVA POR PERTO ENQUANTO AINDA PENDURADO DA BARRIGA DO FUTURO DEFUNTO. Nesse momento percebemos que a visão da câmera é o ponto de vista de um carinha que corre desesperado ao centro do palácio, tentando desviar das mutações da natureza em sua volta. A estupefação é

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)