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Postado em 15 February 2005 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Sugerido nos comentários por kernel


Iam colocar “…e gaguinha nas horas vagas“, mas tiveram medo que ela fosse tentar pronunciar o título inteiro pra se apresentar

Cena: Repórter da Globo ao vivo numa estação de metrô qualquer cujo nome foge ao meu conhecimento. A entrevistada é uma nutricionista, e o assunto da matéria eu ainda não descobri porque quando caí no chão de tanto rir, danifiquei a parte do meu córtex cerebral que lida com memória – e estou com medo de assistir de novo e provocar danos extendidos a outras áreas, como as células responsáveis por atualizar o blog diariamente*.

A repórter faz uma pergunta qualquer que não lembro, afinal de contas o ponto do vídeo não é esse. A nutricionista responde:

– Elas precisam saber… saber… que o… até um sanduíche-íche pode ter um valor… nor… nô… nô… nutri-tri-tri… Tri-tri (balança a cabeça e prossegue, afinal ela é brasileira e não desiste) tri-tri… adequado.

– Ou seja – interfere a repórter, tentando salvar a gaguinha da humilhação em rede nacional. O esforço provou-se fútil nos momentos seguintes – o valor nutricional pode ser adequado até mesmo num sanduíche!

– Lógico, você pode diminuir… cumwhuehenrow (sim, essa é a transcrição fiel do barulho que a mulher emitiu, algo parecido com o som que um gato faz ao ser cortado no meio com um ralador de queijo)… a quantê… quantidade de gur… de gur… de gurduuuuura…

– Então – tenta novamente a repórter, afinal ela também é brasileira – , diminuindo a quantidade de gurdura (poisé, a repórter fala “gurdura” também)…

Porra, engraçado pra caralho! Deliciei-me vendo esse vídeo na mesma forma que me divertia vendo crianças tentando se exibir pra amiguinhos provando que podem empinar a roda da frente da bicicleta e levando um tombaço em seguida. Poucas coisas são tão prejudiciais à auto-estima quanto pagar mico na frente da geral, e tanto aquelas criancinhas ciclistas quanto a dona Lemos sabem disso.

Em um dado momento você percebe o desespero da coitada enquanto perde uma luta contra a impiedosa língua portuguesa – que com suas vogais, consoantes e ditongos confundem a cabeça da mulher. Ela olha pra alguém que está atrás do cameraman e, desolada, balança a cabeça de um lado pro outro negativamente, como se estivesse dizendo “Porra, me tira daqui, tá foda!”.

O que me surpreende é o fato de que essa infeliz chegou a ir ao ar. Tudo bem, era ao vivo – e isso, como sabemos, é a principal justificativa pra má qualidade na TV -, mas repórteres sempre travam algum tipo de conversinha breve com os entrevistados, pelo menos pra se apresentar. Será que não deu pra perceber que a mulé não consegue se comunicar sem provocar risadas a todos aqueles que estejam num raio de cinco quilômetros do alcance de sua voz? Ou teria sua gagueira sido desencadeada algum tipo de radiação emitida pelo funcionamento da câmera? Nesse caso, poderia a gaguinha cobrar algum tipo de indenização? O Quide já escreveu os posts que prometeu publicar essa semana – incluindo as continuações das aventuras de esqui, ou tá só enrolando pra ganhar tempo?

São perguntas cujas respostas jamais saberemos. A única coisa que sei é que esse vídeo é simplesmente hilário. Se você algum dia se perguntou como alguém falaria caso tivessem jogado cola na sua boca (e eu sei que essa é uma dúvida que atormenta muitas pessoas), vale o download.

Sabem usar o rapidshare, né?

*Quer ver que vou ter que explicar a ironia?

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)