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O dia em que fui flagrado nu pela sogra, parte 2

Postado em 28 March 2005 Escrito por Izzy Nobre 2 Comentários

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Eu e a patroa rodávamos em círculos no escuros, pelados, sem saber o que fazer. Aliás, corrijo-me: ela ainda estava de calcinha e sutiã, e assim eu era o único realmente pelado – o que me causava uma estranha sensação de exclusão.

A patroa rodava em círculos, murmurando “holy shit, she’s here, holy shit, she’s here, now what?” A vontade foi de dizer “a culpa é sua, porra“, mas era um pouco tarde demais para isso, e além do mais ela não fala português. Com os pés, tateei o chão em busca das minhas roupas.

Não que se vestir fosse resolver a situação completamente. Ainda que ambos estivéssemos com roupas, ainda teríamos que explicar o que diabos estávamos fazendo no quarto da sogra. Sair sem ser visto seria impossível até mesmo pro mais ninja dos ninjas, pois o apartamento é pequeno e consiste apenas de um corredor ligando a sala aos quartos e a cozinha. De uma forma ou de outra, eu teria que inventar uma explicação de porque eu estava no quarto dela.

Dos males, o menor. Vestir-se ao menos reduziria a gravidade do problema.

Que situação“, pensei enquanto pegava minha camisa entre os dedos dos pés para só depois perceber que se tratava da camisola da sogra. Se tudo isso tivesse acontecido em outro cômodo da casa, já seria uma considerável comoção. Estar pelado no quarto da dona da casa só agravava o que já era uma irremediável condição.

A patroa, que a partir de agora julgo infinitamente mais esperta que eu (já que meu cérebro se desligou totalmente e a única coisa em que eu conseguia pensar era achar minhas roupas e inventar uma desculpa pra explicar à sogra o que diabos eu estava fazendo no quarto dela), disparou pra fora do quarto. Tentei acompanhá-la com a vista, mas pra ver o caminho que ela tomou, eu teria que sair do quarto. Normalmente é uma tarefa fácil, mas vocês se surprendeeriam com a forma que falta de roupas complica até mesmo o mais simples intento.

Então, como eu ia dizendo, a maldita se mandou e eu fiquei no quarto sozinho. Trezentos palavrões subiram à minha mente, enquanto eu tentava entender porque diabos ela me deixou sozinho na situação. voltei pra perto da cama e voltei a procurar minhas roupas, com o coração batendo na garganta (puta sensação horrorosa, quem conhece sabe), sempre de olho na porta – na vã esperança de que encarar a porta produziria forças mágicas que impediriam a sogra de abri-la e ver minha assustada piroca.

Estou me alongando muito na narrativa, mas não se confundam: desde o momento em que levantamos-nos da cama até este em que descrevo agora, não se passaram nem 10 segundos. Por um lance de sorte, a véia decidiu fazer alguma coisa no computador (é minha suspeita, a bem da verdade não sei ao certo porque ela não foi direto ao quarto) e com isso, ganhamos tempo pra formular uma fuga sensacional que, se lograsse êxito, sem dúvidas entraria nos anais da história de fugas sensacionais.

Examinei a cama novamente. A armação tubular do móvel sustentava-se a menos de cinco centímetros do chão. Sou magrinho, mas aí é querer demais. Praguejei os fabricantes da cama enquanto tentava achar uma saída para a situação. Talvez se eu…

De repente, um ruído na maçaneta da porta do quarto.

Eu, que estava abaixado junto à cama, espalmeando o chão em busca da minha calça, me senti como o caminhoneiro que desceu um barranco pra dar uma cagada e foi pego no flagra por outro cagão.

A porta se abre lentamente.

Eu estava de costas pra porta, então ao menos virei-me de frente pra impedir à sogra a visão de minha bunda nua. Palavras subiram novamente à minha mente; uma torrente de possíveis explicações para o fato de que eu estava nu no quarto da sogra.

A porta abriu-se o suficiente para que eu visse um vulto indistinguível na entrada da porta, segurando a maçaneta.

E eu, pelado e de cócoras, segurando o que julgava ser minhas calças, jurei a mim mesmo que nunca mais treparia no quarto da mãe de uma namorada.

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About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

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