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Postado em 8 April 2005 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Outro dia escrevi um post sobre Socom. O jogo é tudo que a geral ama em CS, com a vantagem de que você não precisa suportar os CSmaníacos – uma espécie de nerd que habita lan houses – e de ser em terceira pessoa – convenhamos, o gênero FPS é uma mancha na história dos consoles. Mirar em um jogo em primeira pessoa usando o controle analógico foi a pior idéia que alguém já teve desde dizer que nem Deus podia afundar um navio – todo mundo sabe que o cara é vingativo, deu no que deu.

Muitos dirão que eu apenas sou ruim demais nos jogos, e eu te respondo que o fato de que você já se acostumou com os controles – ao contrário de mim – não os torna melhores do que realmente são – e aproveito esse momento pra reiterar que são, de fato, uma merda. Outros dirão que eu sou imaturo por se importar com as críticas alheias, ainda por cima sobre aptidão pra um jogo, e eu respondo dizendo que os que dizem isso são feios, gordos, bobocas e que além de não te dar esse picolé de morango que eu tenho, ainda vou contar pra minha mãe.

Tendo já respondido essas futuras/prováveis críticas, continuemos.

Então. Eu não sabia, mas a segunda versão do game já tava disponível na lojinha de videogames mais próxima. Matei aula e corri pra lá. O preço na etiqueta dizia 17 dólares, e eu quase não acreditei nos meus olhos. Tirei o cartão feliz do bolso.

Descobri que Socom 2 conseguiu ser – para a minha surpresa – ainda melhor que o primeiro. Os caras corrigiram todos as falhas do antecessor, acrescentaram mapas, armas, texturas, skins pros bonequinhos, modos de jogo, TUDO. Procês terem uma idéia de como o jogo é foda, você dá comandos de voz pro seu esquadrão. Cê grita “Get down“, e os carinhas se jogam no chão. “Fire at will“, e os caras começam a atirar em qualquer coisa que se mova. Há uma lista interminável de comandos pra interagir com o seu time de Seals, o negócio é indecente de tão legal que é.

Então, comprar Socom 2 foi, na prática, como dar um patch no jogo.

Mas esse não é o motivo pelo qual escrevo esse post. Conforme a caixa do jogo me avisava, existem duas fases no jogo que se passam…

….rufem os tambores….

…se você usa uma resolução abaixo de 1024 x 768, vai ter que rolar a tela um pouco mais…

…no Brasil.

E sim, como vocês devem suspeitar, preparei uma surpresinha pra vocês. Não ia escrever um post só pra dizer que o jogo tem uma fase no País da Putaria (embora o fato seja digno de ao menos uma notinha de rodapé).

Não tenho paciência pra jogos offline (não comprei Socom pra isso), então pedi pro Trunks passar das fases do single-player mode pra que pudéssemos ver a tal fase brasileira. Eu já me sentia ofendido antes mesmo da fase começar; tanto eu quanto o irmão suspeitávamos que foram contratados tantos atores brasileiros pra fazer as dublagens quanto existem posts engraçados na página principal do Faz Sentido. É comum o erro de achar que aí se fala espanhol, então já tava esperando algo mais ou menos nos moldes de “Veo el terrorista adelante”.

O que se seguiu diante dos meus olhos foi bem pior.


Vai um espetinho aí?

Simplesmente hilariante. Veja a elegância do vendedor da carne, sua presença de espírito e tudo mais. O cara mostrou uma certa insegurança ao revelar a procedência do alimento, e eu suspeito que a intenção disso era fazer os gringos que jogam o título pensarem “AHÁ! Este açougueiro de rua pôs droga na carne, que safadinho! LOL!!!“, mas nós brasileiros sabemos que o malandro não gastaria pó pra impregnar comida de rua (que já tem a mesma qualidade mortífera por sí só.). Suspeito muitíssimo que o mistério relacionado à carne não é de natureza narcótica, mas sim de felina.

Atente também para a notável habilidade do dublador do terrorista, que conseguiu errar praticamente todo segmento do discurso que dependesse do sotaque, me dando dúvidas sobre a nacionalidade do personagem (que é supostamente brasileiro). Talvez o Brasil tenha mudado bastante desde que me mudei pro Canadá, mas na minha época ninguém dizia “Istrou fajiendo uma patruu-ia“. “Patruia“, no máximo, e isso ainda requereria pelo menos uma convivência de 10 anos na roça braba. Eu tava dando uma chance ao terrorista, mas perdi totalmente a fé quando ele começou a soar como um segmento mal gravado de “Fucker and Sucker“, os tiras gringos do Casseta e Planeta.

A qualidade do vídeo não é das melhores, uma vez que tive que diminuir a qualidade da captura pra não ficar tão grande. Hospedei no RapidShare, pra não foder a banda do Yuri. Aos reclamões que não conseguirem quebrar o complicadíssimo código do sisteminha grátis (que envolve habilidades desafiadoras tais como clicar no link e esperar até o download liberar), na moral, você não era nem pra estar lendo isso. Volta pro artesanato de colares de macarrão, ou à pintura de tinta guache usando os dedos, ou seja lá o que você faz aí na APAE, porque meu objetivo sempre foi escrever pra gente com uma certa capacidade intelectual.

Não destruam meu sonho.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)