Hbdia
  • Feed do Hbdia
  • Twitter
  • Youtube

Postado em 22 April 2005 Escrito por Izzy Nobre 3 Comentários

O jogo desse mês (originalmente era pra ser uma atualização semanal, mas bah) é um que muitos de vocês devem ter visto nas paredes das locadoras, mas nunca jogaram porque não sabiam se era bom: Joe e Mac 2 – Lost in the Tropics. Na primeira vez que aluguei um Super Nintendo (dez reais por três dias), esse foi o jogo que eu e meu irmão elegemos como o acompanhante do console. Três dias e quatro polegares calejados depois, o título se consolidou em nossos corações juvenis como um clássico. Ao ver o link do download no site onde pego ROMs, não hesitei: terminei de comer meu sanduíche de mortadela, limpei a boca na manga da camisa e baixei o arquivo.


O terrível tiranossauro que aparece na tela de abertura me levou numa emocionante viagem nostálgica de volta a 1995, quando personagens animados em sprites de 2D ainda emocionavam alguém. Limpei as lágrimas na manga camisa, mas com o cuidado de desviar das manchas de ketchup que estavam lá previamente, e prossegui no jogo.


A tela de abertura do jogo me assegurava que eu estava realmente jogando Joe e Mac 2 – Lost in the Tropics, e não Tomb Raider ou Mario Party 5 como você poderia confundir. Apertei o Start. Uma aventura pré-histórica me aguardava, então resolvi pausar o emulador e preparar outro sanduíche.


O jogo abre essa apresentação, que explica como o terrível Gork surrupiou a coroa sagrada de um velho que mora na mesma aldeia que Joe (e Mac, que não estava presente no jogo porque o Trunks tava ocupado no outro PC assistindo hentai ou algo assim). Gork, deve ser combatido, e a coroa trazida de volta, e o Trunks parar com essas putarias.


Ao entrar na cabaninha que foi alvo do meliante, o véio (que inexplicavelmente não tem nome) me informa sobre o roubo. Perceba que ele usa plaquinhas ilustradas com as representações do Gork e da coroa furtada, talvez partindo do pressuposto de que nós somos muito burros ou temos algum problema de memória e já esquecemos que o roubo foi mostrado a dois segundos atrás. O véio nos dá a missão de ir a uma vila vizinha e bater em animais/pular em plataformas/pegar chaves que eventualmente nos colocarão frente a frente com o ladrão de coroas.

Por que o véio não foi atrás da própria coroa, eu ainda não sei. Mas não tive tempo de perguntar, uma vez que o jogo me jogou pra fora da cabaninha onde eu conversava com o cara. E a aventura começa!


Mas antes, decidi visitar a cabaninha do Joe, que fica logo ali na esquina. Para a minha surpresa, não havia absolutamente nada dentro dela. Ou o Joe é um pé-rapado que não pode sequer comprar uma cama, ou o Gork roubou mais do que a coroa, mas o baixo orçamento dos produtores do jogo não permitir animar a cena do ladrão “passando o limpa” na casa do protagonista do jogo.

É um mistério até agora insolúvel.


Nosso herói, que tem uma incrível semelhança com um alterofilista que usa uma vassoura sem cabo na cabeça, parte em busca do elemento. Na imagem acima, Joe confronta algum tipo de dinossauro.

A jogabilidade em J&M2 é muito simples. Há inimigos puláveis, batíveis e mistos. Os inimigos puláveis morrem se você executa um salto que aterrisse em suas cabeças, supostamente provocando um traumatismo craniano que os derruba e os faz desaparecer após dois segundos. Os batíveis são aqueles cuja evolução presenteou com um crânio mais rígido, e então exigem algumas cacetadas com um pedaço de pau pra morrer/desaparecer. Interessantemente, o bastão de Joe permanece eternamente fora de vista, até o momento que é direcionado contra a cabeça de alguém. Já os inimigos mistos são aqueles que necessitam de porradas e pulos para sucumbirem.


Além das incríveis habilidades de pular sobre e/ou arrebentar as cabeças dos inimigos a base de pauladas, Joe é um puta glutão. Felizmente, boa parte dos objetos ingeríveis no jogo o concedem fabulosas habilidades especiais. A fruta desconhecida o permite cuspir sementes; o frango, ossinhos; a pimenta (sim, ele come até pimenta no jogo), labaredas incendiárias, e por aí vai. Ainda não achei nenhum alimento venenoso no jogo, então, na dúvida, caia de boca que é seguro.

(Contenham a vontade de fazer piadinhas de cunho homossexual, por favor)


Se há uma coisa que eu aprendi nesse jogo, é que a pré-história era um lugar muito violento. Há de tudo um pouco no período Paleozóico: dinossauros, libélulas e minhocas gigantes, plantas carnívoras, caranguejos e até mesmo estupradores. Na cena acima, pode-se ver Joe sendo molestado sexualmente por um outro homem das cavernas, enquanto seu cúmplice dá risadas e um terceiro troglodita gira uma bola de pedra presa a uma corrente (na esperança que uma cabeça desatenta interrompesse a trajetória).


Nosso intrépido herói, que ignorou o senso comum e não quis ir à delegacia fazer um retrato falado do estuprador, encontra uma chave – que o permitirá abrir uma porta e então prosseguir a busca por mais uma chave.


Em um determinado ponto do jogo, você é desafiado a testar suas habilidades motoras pilotando um carro feito com um bloco de pedra e rodinhas de madeira. Veja que Joe parece não muito tranquilo em relação ao meu talento como piloto.


Não o culpo.


Após bater, pular, cuspir e ser sodomizado por homens de Neanderthal, nosso intrépido herói enfrenta a versão paleozóica de Legolas. Diferente da versão de Tolkien, este arqueiro pré-histórico tem a mira de um idoso cego que foi rodado três vezes e em seguida tomou um taco de baseball na cara. Todas as flechas (que como você deve ter adivinhado, são infinitas) do cara aterrissam a aproximadamente três quilômetros de Joe, então você pode passar pelo riozinho tranquilamente. Subi uma elevação e prossegui.


(In)felizmente, nem todos os oponentes são tão ineptos. Um pouco adiante encontrei mais um malfeitor, que me encarava com toda a maldade que foi possível enfiar num sprite de 16 bits. Pro seu azar, eu havia acabado de engolir um frango mágico – que apareceu do nada, como todas as outras coisas nesse fenomenal jogo -, o que significa que eu dispunha da incrível habilidade de cuspir ossos letais. Despachei-o pro outro mundo com facilidade e desci a elevação, de volta ao riachinho.


E surpresa! Pisei no ponto mágico que me joga em direção à próxima fase, o que no jogo significa que um jato de água pegou o Joe pela bunda e o mandou pro próximo nível. Somos agraciados com esse olhar na cara do Joe, que estranhamente dá a impressão que ele tá gostando da pressão no fiofó. Preferi não julgar o rapaz. Vale ressaltar que, até agora, não apareceu nenhum ser do sexo feminino neste jogo, entã
o vai ver que é a única forma do coitado se divertir.


O jato erótico me levou até a última fase desse mapa, onde eu deveria enfrentar o chefão – um estegossauro aproximadamente 500 vezes maior do que a sua versão do mundo real. Tudo bem, estegossauros eram grandes mesmo, o filme Mundo Perdido não me deixa mentir. Mas esse aí me dava a impressão que ele poderia me inalar inteiro pela narina esquerda, e tenho quase certeza que eles não eram tão grandes assim. Além disso, a maioria dos arqueólogos concordaria comigo sobre o fato de que dinossauros não cuspiam pedras para matar homens das cavernas de cabelos verdes.


Se você derrotar o chefão – e eu não consigo entender porque não conseguiria, pois a mira do estegossauro é um pouco pior do que a do Legolas pré-histórico -, você entra num barquinho e então é capaz de passear pelo mundo a lá Mario World que J&M2 copiou.


Desembarquei nessa outra vila, onde pude comprar coisas como um eficiente machado mágico que dispara raios azuis, frutas e mais pedaços de frango. Assim como na vila anterior, para acessar as funções dos casebres e poder comprar coisas, você precisa dar uma paulada no gongo na frente deles (como pode ser visto no GIF) a despeito do fato de que os donos dos estabelecimentos estão bem ali, olhando pra você. Suponho que todos nessa vila são cegos e tem algum problema de audição.

E perceba aí que apareceu a primeira personagem feminina do jogo: a vendedora de comida.

Mas eu não tava afim de comprar nada, então passei pra próxima casinha.


Veja só você! O jogo me permite, por modestas 50 rodinhas (que são o equivalente às moedas de Mario ou às argolas douradas de Sonic), repor os itens supostamente roubados pelo meliante que a essa altura do campeonato já foi totalmente esquecido! Infelizmente, a única coisa que ganhei comprando a opção Remodeling foi um tapete verde.

Mais adiante havia uma cabaninha com um telescópio. Eu podia apontar o telescópio – de grátis! – para diversos locais, que incluem o esconderijo do Gork, a minha própria casa e outros dois locais que esqueci agora. Tentei apontar o aparelho pro banheiro da vendedora de comida, mas infelizmente é uma função que não foi implementada (talvez pela faixa etária a que o jogo é destinado). O que esse jogo acerta na variedade de cores utilizada nos mapas e nos itens comestíveis, peca na falta da opção de ver a vendedora pelada no chuveiro.

Na falta de melhor escolha, direcionei o telescópio para o esconderijo do terrível vilão que eu deveria pular e/ou matar a pauladas, a fim de readquirir a coroa-sagrada-não-sei-das-quantas.


Se havia dúvidas sobre o grupo a que esse jogo é destinado, essa imagem destroi-as assim como eu destrui qualquer possibilidade de ir pro céu caso Deus realmente exista. Já vi inimigos sendo descritos de muitas formas que incluem “satânico”, “infernal” ou “demoníaco”, mas “malvado” é a primeira vez.

Me cansei de passear pela vila e parti em direção às próximas fases, onde enfrentaria os mesmos inimigos com as mesmas técnicas de batalha. Por motivos diversos, que envolvem “preguiça” e “ter outras coisas pra fazer”, a resenha pára por aí mesmo. Não que faça muita diferença, o post já tava ficando imenso e já deu pra ter uma idéia do que é o jogo. Fim.

Mas tenho certeza plena de que o Gork é muito “malvado”.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe sua opinião aí. Você não tá fazendo nada mesmo!

comments

Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

3 Comentários \o/

  1. Guilherme says:

    primeiro?

  2. Guilherme says:

    hioeahahoaeha o post era de 2005

  3. andressa rodrigues says:

    ei adorei muito