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Postado em 1 June 2005 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

No post anterior deixei claro que odeio – não, não: desprezo a um nível quase patológico – pessoas estúpidas.

Não, tá muito vaga essa frase. Xeu tentar de novo:

Eu preferia fazer cortes na minha língua com uma gilette enferrujada e em seguida lamber o assento de uma privada de um banheiro público na Índia do que ter que conviver num raio de 50 quilômetros de gente imbecil.

Pronto, ficou mais explicadinho.

É praticamente uma alergia, basta ouvir ou ler certas coisas por aí e já começou a me coçar todo, particularmente no testículo esquerdo. Citei uma espécie que me surpreende com sua inerente burrice (racistinhas), mas deixei um espaço um tanto quanto vago em relação às outras espécies de gente incrivelmente retardada que compõem o que chamo de Panteão de Gente Incrivelmente Retardada, ou PGIR se você prefere abreviações e coisas chiques de tal natureza. Acreditem, racistas não monopolizam a estupidez; há coisa quase tão ruim por aí, e em números alarmantes.

Meu PGIR é dedicado especialmente àquelas pessoas que são tão especialmente imbecis que não apenas extraem de você comentários tipo “porra, mas que mongol aquele cara!“. Os tipos que carinhosamente abracei em minha sigla são aqueles indivíduos tão retardados que fazem você imaginar que a pessoa é algum tipo de personagem, que seu comportamento é uma caricatura proposital. A jumentice dessas pessoas dá uma rasteira lógica no seu cérebro, que se recusa a acreditar que aquilo é real. É como uma ilusão de ótica mental, manja?

Burrice é uma parada mais perigosa do que você pode imaginar. A falta de inteligência, quando em condições extremas e/ou num grupo grande, pode provocar putarias incomparáveis. Quem se lembra do caso Jim Jones? Bom, “lembrar” é meio forçado, porque os próprios pais de vocês ainda tinham espinhas na cara quando Jim Jones, um líder de uma seita americana, se refugiou nas Guianas com o seu séquito de malucos e convenceu todos os 900 seguidores a tomar Ki-Suco envenenado. NOVECENTAS PESSOAS. O cara convenceu quase mil pessoas a abandonar sua vida nos EUA e em seguida, a se matar.

Voltando ao assunto.

Infelizmente há muitas, mas muitas diferentes categorias de pessoas no meu PGIR. Muito mais do que eu gostaria de acreditar, pelo bem da própria raça humana. E pelo que venho percebendo recentemente, o número de associados ao PGIR aumenta cada vez que eu dou uma olhada por aí. E não sei por que continuo procurando.

Entendam aqui que a burrice a que me refiro não se limita apenas à burrice, digamos, “acadêmica”. Minha concepção de burrice é mais democrática, não se limita à elite ignorante. Quando uso o termo “burrice”, “estupidez” ou “cristianismo”, estou geralmente me referindo a falta extrema de bom senso. Assim “ao seco” fica “foda” de “explicar”, e “por” isso coloquei uns exemplos lá no “f”i”m” do post. O que é um post sem exemplos?

Não pensem que eu estou me colocando num pedestal inatingível de inteligência, como se eu fosse o grande sabichão que observa, daqui de cima, as atitudes pouco sagazes de vocês. Não é isso. Aposto que, pra cada um de meus hábitos pessoais, deve haver pelo menos quatro pessoas que o consideram a marca registrada da estupidez personificada. E eles provavelmente estarão certos em sua opinião. Quem sou eu pra dizer o contrário?

Mas aí entra uma regra universal, uma semi-Verdade Absoluta que ouvimos a respeito de outros tipos de situações mas se enquadra perfeitamente neste caso: pra tudo há um limite. Burrice não é exceção para a regra (a exceção da regra é sexo, que nunca é demais). Todo mundo – eu incluso – cultiva algum tipo de imbecilidade, alguns mais do que outros, mas quase todos obedecendo respeitosamente um limite socialmente aceitável (aceitável, não: tolerável) de burrice.

Claro, nem todos se sujeitam a essa linha imaginária. Alguns dão liberdade incondicional à sua estupidez, e as merdas que eles vão falando/fazendo ao longo de sua execrável vidinha é nada senão o adubo que alimenta essa erva daninha mental que é a jumentice. Antes que eles percebam, já foram totalmente consumidos pela… hmm… tá foda pensar em tantos adjetivos diferentes pra “burrice”. Olha a minha própria dando seus sinais.

Mas isso é irrelevante. Dando continuidade ao post, apresento a vocês três grupos mongolóides selecionados cuidadosamente para seu deleite:

Super nerds chatos que experimentam orgasmos anais ao apontar erros em filmes

Ok, vou dar um desconto: toda gente que é gente alguma vez já apontou um erro ou outro num filme, seja um furo de trama ou uma incoerência científica qualquer sem a menor importância. Mas a grande maioria de nós manteve isso estritamente num nível de conversa de boteco. Eu mesmo já discuti o assunto num fórum por aí mas, como todos vocês, na minha lista de prioridades isso está na posição número 3456, logo atrás da decisão de dormir do lado direito ou esquerdo da cama. Acontece que tem gente que aparentemente adotou essa prática como algum tipo de especialidade, quase uma áera de mestrado, e sai por aí exibindo esse conhecimento incomparável como se fosse um bilhete premiado para um futuro brilhante. Em suma, mais um exemplo de um comportamento que passou dos limites.

Ontem na escola, um moleque chamado Chris se aproximou pra discutir sobre Star Wars Episódio III, a conclusão* da saga que todo nerd que se preze venera desde a infância, e possui ao menos dois bonequinhos ou quatro jogos de computador da franquia. Acontece que minhas primeiras impressões sobre o diálogo estavam extremamente incorretas. O que se seguiu na verdade foi um chatíssimo monólogo que eu interpretei como uma missão pessoal do Chris em mostrar para mim (e pra outros que foram invariavelmente atraídos pela conversa) que ele é um cara muito inteligente, e que deve ter sido o único a notar detalhes imperceptíveis sobre o filme. A empolgação do moleque crescia à medida que mais transeuntes se juntavam ao grupo que ouvia a palestra, era um negócio de dar pena. Um dos segredos de Fátima que Chris revelou aos seus ouvintes é, por exemplo, o fato de que as guerras de Star Wars se passam no vácuo do espaço, e que por isso sons seriam impossíveis.

NO SHIT, SHERLOCK! Sério que só você sabia que som não se propaga no espaço? Incrível, você deve ter sido a única pessoa desde 1977, o ano de lançamento do primeiro filme, a fazer essa devastadora revelação. Juro que nunca ouvi nada parecido nas aulas fundamentais de Física.

Chris não está sozinho. Nas comunidades do orkut (onde mais eu encontraria gente imbecil?), nerds fazem fila pra postar tópicos entitulados “mEnTiRaS dE StAr WArS, kkk!!111“, com revelações do mesmo calibre (quando não a mesmíssima e mais óbvia revelação).

O que eu acho irônico nesse fenômeno é que os caras resolvem ligar seus cérebros na hora errada. Eles ignoram o fato de que um filme hollywoodiano tem o interesse de divertir, e não informar, e então passam a levar detalhes insignificantes com a seriedade de um caso de vida ou morte. Como se eles estivessem assistindo um documentário, e sendo pagos pra chamar a atenção do diretor para as escorregadas que ele deu na película.

Faça-me um favor e engula uma granada, Chris.

Gente que abusa da habilidade do MSN de usar GIFs animados

Ok, a imagem não é diretamente relacionada ao grupo abordado. Entretanto, ela serve como uma espécie de amostragem das obras do tipo de gente a que me refiro nesse parágrafo. Uma r
ápida análise desse GIF piscante revela bastante sobre a autora da atrocidade, como por exemplo o fato ela não deve ter mais que 13 anos (mentais), ou que a pessoa responsável por instalar o Photoshop em seu computador trouxe um terrível karma para a própria vida, e provavelmente reencarnará como um daqueles besouros que rola bolas de merda pelo resto da vida.

Mas divago. O que o GIF acima e o uso indiscriminado de animações no MSN têm em comum é bastante evidente: ambos são frutos de um refinadíssimo mau gosto. Desde que o MSN 7 saiu, com sua aparentemente interessante opção de adicionar seus próprios GIFs animados como smileys, ninguém mais digita risadas convencionais, ou diz “oi”. O que se vê ao invés disso é um festival de animações piscantes que pouco a pouco substituem a comunicação convencional.

Começou de forma tímida. Primeiro, uns dois contatos meus substituíram as interrogações e exclamações por imagens coloridas e mais festivas das mesmas pontuações. A finalidade disso permanece um mistério pra mim. De repente, outras pessoas foram mais além e passaram a usar imagens semelhantes, porém animadas – o ponto de interrogação girava como uma animação em 3D, ou pulava, ou algo igualmente desnecessário e que apenas gera mais tráfico de informação – inútil – nas mensagens que, geralmente, já são tão úteis quanto uma pilha usada. A partir daí, virou putaria total. A infame risada “rs”, que achou não ser já ridícula o bastante, voltou nessa nova estação com todo peso que apenas um GIF piscante e epilético poderia lhe conferir.

Vou admitir: a questão não é exatamente burrice (embora eu não consiga imaginar um intelectual leitor de Pablo Neruda usando um “rs” animado e piscante, mas enfim), mesmo sendo esse conceito bastante abrangente como eu o aceito. É uma questão mesmo de, como supracitado, puro mau gosto do caralho. Há pessoas que substituem o “oi”, essa saudação tão calorosa e brasileira, por uma simulação GIFesca mal acabada da mesma. Não bastasse a nojeira que essa substituição já é por si mesmo, ainda rola uma parada mais fedorenta ainda: ao digitar palavras que utilizem aquela ordem de letras, como “foi”, “boi”, “pois”, o MSN dispara o comando que reproduz o GIF, e a tosquice atinge um grau totalmente novo de putrefação. Como já presenciei aqui, fica um “P”, seguido pela sebosidade que é o “OI” colorido e piscante, e um “S” fechando o negócio com chave de ouro, e quando escrevo “ouro” estou querendo me referir na verdade àquela sujeira verde que tá flutuando na privada aqui do apartamento já faz uns três dias. Eu deveria ter dado descarga há muito tempo mas, da última vez que fui escovar os dentes, ouvi vozes saindo da gororoba. Tou escovando os dentes na pia da cozinha desde entao, e nem me perguntem onde estou mijando.

Fugi do tema mais uma vez.

Verdade seja dita, não chego a odiar o tipo de gente que utiliza essas putarias no messenger – “pena” seria um sentimento mais aproximado da realidade. Porém, também não gosto deles. É uma indecisão. Pra desempatar, coloquemos dessa forma: se eu estivesse dirigindo e uma dessas pessoas estivesse caída no meio da rua, eu não me daria ao trabalho de desviar.

E é isso.

Originalmente era pra ser três exemplos, mas sabe como é né.

*Há controvérsias, eu sei, eu sei.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)