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Postado em 15 June 2005 Escrito por Izzy Nobre 2 Comentários

Uma coisa que me diverte bastante, mais do que Burnout 3 e a gótica, é gente despeitada.

Eu tava hoje a noite discutindo algum assunto de pouca importância na comunidade Blogueiros com um maluco aí. A namorada dele se meteu no meio da discussão mas, pra infelicidade e vergonha pública do rapaz, a menina parecia escrever mensagens através da técnica de arremessar objetos de cozinha em direção ao teclado, e em seguida peidar em cima da tecla Enter. Havia mais palavras grafadas de forma incorreta que o contrário, o que acaba sendo muito irônico quando a analfabeta em questão tava justamente tentando defender a própria inteligência na discussão.

Eu, sendo o bom filho da puta crítico pra caralho que sou, não pude deixar de soltar uma farpinha a respeito da intimidade da menina com a língua portuguesa. Acontece que devo ter pisado num calo do menino, porque o cara tirou as luvas, estalou os dedos e decidiu devolver a agressão na mesma moeda – atacar namoradas -, porém se aproximando por outro campo:


Opa! Dante resolveu chutar o pau da barraca e pegar pesado com alguém que sequer sabe o que está acontecendo porque afinal, o que é melhor do que mexer com quem não pode mesmo se defender?

Embora o post em si seja uma boa janela para o critério superficial do cara – ele prefere mulheres burras às feias -, senti naquele instante a fagulha de uma boa discussão. Aceitei resignado a opinião do meu colega orkutista. Não iria me dar ao trabalho de defender a beleza da minha mulé porque, honestamente, eu não dou a mínima pra o que um cara que não passa de letrinhas na tela do meu computador pensa sobre a pessoa que eu namoro. Como diria o poeta, “quem come sou eu e ninguém tem nada a ver com isso”, ou alguma coisa assim.

Não poderia, entretanto, deixar passar a oportunidade de tripudiar alguém com humilhações que têm como objetivo fazer seu alvo cometer suicídio no menor espaço de tempo possível. Já que o cara resolveu tirar uma onda com a aparência da minha patroa, por que não fazer o mesmo? Mesmo que a título de gozação, valia a pena.

Fui ao profile da namorada do cara. Estava esperando encontrar a Miss Brasil que não participou do concurso, e acabei encontrando algo que é provavelmente o maior oposto possível disso:


Acho que o orkut tá com algum problema, porque ao invés de exibir a beldade que deve ser a namorada do Dante, a foto em seu álbum mostrava na verdade o que parece ser uma competidora do As Mulheres Mais Horrendas do Brasil Volume III Special Edition. A foto mostra algo tão horrendo que arrisco-me a supor que é desse tipo de material de que os pesadelos de Satanás são feitos. Bem no centro da imagem (o que impede que tentemos ignorar a monstruosidade) vemos uma infeliz pessoa que teve seu rosto permanentemente paralisado numa expressão que me lembra um velho de oitenta anos chupando limão com sal enquanto tenta manter a dentadura na boca. Que tipo de crimes contra a humanidade esta desgraçada cometeu em vidas passadas pra merecer esta sina, podemos apenas imaginar. E nem vou comentar sobre a mão deformada da menina, porque tirar onda com aleijados é um negócio feio demais.

Apesar a prova fotográfica que não deixa dúvidas de que a menina é algum tipo de doença em forma humana, Dante não se deu por satisfeito e engatou no Plano B: “já que ofender a namorada do Kid não deu o resultado esperado, tenho que ao menos defender a minha companheira!

E foi o que realmente fez. Ou tentou. Devo dizer que jamais vi na vida algo mais patético que alguém tentando provar pra amiguinhos de internet que sua mulher não é feia.


Arh… ok. Então quer dizer que somos todos cegos, e que a feiúra ofensiva desse pedaço de carne com pernas e braços é nada senão uma ilusão de ótica provocada por luzes e ondas e fótons e coisas assim. Pelo amor à ciência e objetividade, aceitei a teoria do rapaz, e fui procurar outra foto. Afinal, ele está certo sobre os supostos “efeitos de luz”: nada revela feiúra melhor que luminosidade.

Quem sabe ele não está falando a verdade?


Ao ver essa imagem, quase caí da cadeira. Meu coração bateu acelerado, suor frio brotou em minha testa, e fui acometido por uma violenta dor de barriga como não sentia desde daquele dia em que, quando eu tinha sete anos, comi massinha de modelar vermelha. Assustado, corri para a Palavra de Deus. Não houve dúvidas – meus maiores medos haviam sido confirmados.

Apocalipse 13:1Vi emergir do mar uma besta que tinha (…) chifres.

As Sagradas Escrituras não podem estar enganadas – até mesmo os chifres amarelos podem ser vistos na imagem! Estamos diante de algo muito mais complicado do que um caso extremo de feiúra. Conforme eu havia suspeitado desde o princípio, a garota em questão não é apenas um atentado a tudo aquilo que representa o bom gosto, ela é uma besta profética descrita na bíblia sagrada. Diante essa sensacional descoberta, decidi ser mais cauteloso com o que dizia ao menino.

Não que adiantasse falar alguma coisa. O cara tava ocupado demais colando links para outras fotos da sua amada, como quem diz “veja veja veja, aqui ela não está tão horrenda como você está falando!”. Respirei fundo, fiz o sinal da cruz e me preparei pra abrir mais uma foto.


Essa foto me deu um insight sobre o que originou a atrocidade que é a aparência dessa criatura. Suspeito que algum cientista maluco foi no necrotério de um hospital de deformados, se apoderou dos três cadáveres mais pútridos que pôde encontrar – dando preferência ao corpo com o ombro direito mais TORTO possível, como se vê na foto acima -, deixou-os de molho em fezes de jacaré e em seguida jogou-os num triturador de lixo. Com a papa que o triturador expeliu, o inventor esculpiu uma imagem humana. Através das artes de magia negra que deve ter envolvido o sacrifício ritualístico de trinta crianças de colo, o cientista (talvez o Dante?!) trouxe sua criação nefasta à vida. Mas uma tragédia aconteceu: a zumbi recém criada foi despropositadamente ateada em fogo! Dante, desesperado, valeu-se do único instrumento ao seu alcance para apagar as chamas: uma marreta. Ao fim do infortúnio, o cientista então batizou sua criação de Thais e pediu-a em namoro.

Imagino que no futuro, Dante se lembrará de não jogar pedras na casas dos outros enquanto ele tiver um telhado de papel de seda.

Moral da história? Nunca chame a namorada de alguém de “feia” se você namora alguém cuja fotografia poderia fazer serial killers chorarem.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

2 Comentários \o/

  1. vico says:

    Nunca vou me cansar de ler esse post ahuahuahuaha

  2. Thiago says:

    No trampo a tôa, burlando uma net bloqueada, olha só o que eu acho!! Otimo texto Kid. esse vale ate a pena ser demitido caso me peguem kkkkkk.