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Postado em 5 July 2005 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Caralho, tive um sonho bizarro demais. Bizarraço mesmo, daqueles que fazem você acordar berrando e jogando os braços em direções aleatórias. E o que mais me chocou é que esse sonho foi bizarro justamente porque não foi bizarro; foi de um realismo singular.

Normalmente meus sonhos são extremamente esquisitos, e portanto eu já estou acostumado com sonhos que não fazem sentido. Tipo, já tive sonhos em que sou um libertador da raça humana que foi subjugada por uma espécie super desenvolvida de sapos. Sonhei outra vez que estava numa montanha russa em Marte com o Bozo, e que ele tentava me matar com um arco-e-flecha. Semana passada mesmo eu sonhei que escrevia inutilidades em um blog e alguém me pagava pra isso.

Meu padrão onírico é a esquisitice. Qualquer coisa que fuja da anormalidade é que é diferente, e nesse caso a coerência do meu devaneio até me assustou.

Eu sonhei que estava e Augusta, a capital do estado norte-americano Maine…


Esse aí

…e que era o período da Guerra Civil. A Guerra Civil Americana foi quando os estados do Norte, liderados por Lincoln (o presidente mais feio da história dos EUA), disseram pros do Sul “ow, libera teus iscravos aih kra!!“, ao que os estados sulistas respoderam “ti fudê maluko vai encarar?” e então decidiram que já eram crescidinhos o bastante pra ser um país por conta própria. E de fato, eles até elegeram um presidente (na verdade eles pegaram o primeiro cara que entrou num barzinho naquela noite) e escreveram sua própria constituição no verso de um guardanapo. Por quatro anos houve dois EUAs: os Estados Unidos e os Estados Confederados.

O Norte, muito macho, resolveu encarar e a putaria se instalou na América do Norte como nunca antes foi visto.

Ah, e o Sul teve sua bagaça chutada. Violentamente. O que era bem previsível, pois eles tinham metade da força militar de seus vizinhos nortistas, e controlar escravos se rebelando em seu território já era bastante trabalho.

Então, Guerra Civil e meu sonho.

Sonhei que morava num vilarejo nos arredores de Augusta, capital do Maine. Eu sei disso porque li numa plaquinha de madeira que dizia “Você está aqui” com uma setinha perto de Augusta.

Era noite, e eu estava com meus amiguinhos passeando numa floresta há alguns quilômetros da nossa vila, caçando esquilos ou alces ou javalis ou alguma coisa. Encontramos um estranho na floresta, e ele nos informou de que estava fugindo de sua cidade, que havia sido invadida pelos confederados. A nova estratégia deles, informou o estranho que por algum motivo conhecia os planos militares do inimigo, é invadir pequenas cidades no Norte, como uma aposta logística pra fechar o cerco contra Lincoln. Porque tipo, era difícil tentar invadir o Norte vindo pelo Sul. Você ia passando e os escravos iam arremessando pedras e cocô em você até que você finalmente chegasse ao limite Norte-Sul. Dali em diante, os anti-escravagistas do Norte é que jogavam pedras e cocô em você, porque sabiam de onde você estava vindo e quem você era. É difícil lutar sob tais condições.

Então os soldados do presidente sulista entraram em barquinhos de papel e navegaram a costa leste até o Norte. Chegando lá, começaram a tocar o terror.

Antes que perguntem qualquer coisa, não se se isso realmente aconteceu. Eu imagino que não, caso contrário devo ter algum poder sobrenatural de aprender lições de História durante meus sonhos. E isso é melhor do que qualquer um de meus outros poderes sobrenaturais, que envolvem mas não se limitam aos incríveis poderes de “amassar latinhas de refrigerante com os pés” e “pegar ônibus errado”.

Coming attractions: Mais uma fabulosa resenha de Snes, o Legado. Não percam.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)