Hbdia
  • Feed do Hbdia
  • Twitter
  • Youtube

Postado em 6 July 2005 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Tipo assim, ó. Dessa vez eu posso explicar tudo. Prestenção.

Eu já tava começando a escrever o post do SNES e tal. Aí a namorada chega e me arrasta pra uma loja das proximidades, porque aparentemente o mundo como o conhecemos acabaria se ela não comprasse tinta pro cabelo naquele dia. No caminho da loja, eu e a patroa esbarramos num grupo de moleques que passeava nos arredores do Five Points Mall, um shopping que fica aos fundos do meu prédio. A gótica conhecia um dos rapazes da turma (eram dois caras e três moças). Amizade espontânea aconteceu e fundiu os dois grupos, e todos passamos o resto do dia juntos.

Conversa vai, conversa vem, alguém me pergunta com o que eu trabalho. Respondi “bom, não trabalho, mas escrevo textos e me dão dinheiro por isso” e mencionei que tinha que terminar um post. E percebi que o fato de que eu preciso atualizar essa bagaça ao menos uma vez a cada dois dias me fez perceber que há centenas de milhares de coisas que eu poderia estar fazendo se não fosse o presidente e fundador do HBD, a saber:

Fazer confusão no Orkut

A melhor coisa pra se fazer antes de começar o dia é causar ódio mortal em um desconhecido no orkut. Quando acordo de manhã, a primeira coisa que faço – antes mesmo da coçadinha testicular matutina – é logar no orkut e mandar algum usuário aleatório se foder por motivos que eu mesmo desconheço. É que nem terapia, porém mais barato. O entretenimento provocado pelo indivíduo revidando ferozmente me provém o bom humor que vos é característico.

Arrumar a putaria que se instalou sobre minha cama

Essa é a minha cama, como a vejo aqui da mesa do computador. A única coisa que separa minha cama do caos completo é a namorada, que dorme aqui nos fins de semana e faz o favor de arrumar a bagunça que faço (segundo boatos, eu rolo e pulo durante meu sono). Aliás, não vale a pena arrumar aquilo, melhor esperar pelo fim de semana mesmo.

Comer as últimas pringles na latinha

Comprei essa Pringles ontem, apenas para descobrir três minutos depois que ela era “regular”, ou seja, sem nenhum tipo de sabor (ketchup, churrasco, queijo e outros). Sem esses temperos, uma Pringles nada mais é que uma cream cracker (ou, como dizíamos no Ceará, cremecráque) arredondada e com menos sabor. Joguei a latinha no sofá com raiva e ali ficou. Acho que vou dar pro cachorro.

Tirar a poeira dos meus bonequinhos de Matrix

Qualquer pessoa que colecione algum tipo de bonequinho articulado sabe que essas porras atraem poeira como dinheiro atrai vagabundas (que querem dinheiro). Embebi um paninho com Pinho Sol pra limpa-los, mas as porcarias estavam completamente cobertas de poeira antes mesmo que eu pudesse passar a segunda mão. Desencanei e resolvi deixar do jeito que tá. Não faz muita diferença mesmo, a não ser que você seja detalhista e perceba que o Neo não tinha uma barba cinza no filme.

Arrumar meus livros

Adoro livros. Compro-os e roubo-os sempre que tenho a oportunidade, embora quase nunca os leia – tenho um problema que atrapalha pra caralho minha leitura, desconfio ser dislexia. Apesar de quase não mexer na estante de livros, eles conseguem mover-se da configuração inicial (livros grandes à direita, livros pequenos à esquerda) e organizar-se aleatoriamente na bancada.

Arrumar meus DVDs

Quando comecei a comprar e colecionar DVDs, eu os arrumava na estante por ordem alfabética, pra ficar bem organizado e fácil de encontrar aqueles pornôs que eu comprava na banquinha de revista atrás da igreja. Quando o número de disquinhos ultrapassou a casa dos duzentos, decidi que ser organizado é coisa de viado, e a bagunça se instalou também na coleção de filmes (percebe o padrão regente aqui em casa?).

Assistir o filme do Papa

Quando tirei a foto dos DVDs, encontrei essa pérola lá no meio. Eu não lembro de jamais ter visto esse filme/documentário no meio das outras caixa, então vou ter que supor que ele se materializou aqui em casa milagrosamente. Juro pra vocês que assistirei a parada o mais breve possível para em seguida escrever uma resenha bastante difamatória.

Ler Hitchhiker’s Guide to the Galaxy

Comprei anteontem. A primeira vez que vi o livro foi em 2003, quando tinha acabado de chegar aqui no Canadá. Por algum motivo havia naquela época um hype ao redor do livro, porque TODAS as livrarias o tinham em posições de destaque e nas seções “best sellers”. Chegou o filme, e o exposição só aumentou. Todo blogueiro que se preze tem que pagar uma de intelectual e ler autores que o resto do povão nunca ouviu falar, decidi gastar os vinte dólares para adquirir uma cópia do livro.

E tou gostando pra caralho. Douglas Adams misturava ficção científica com humor non sense de uma forma genial. Já o filme é uma bomba atômica e deve ser encarado como uma puta com sífilis – evite a todo custo nem que isso lhe custe a vida de familiares.

Jogar Tony Hawk’s Pro Skater 4

Antes de esbarrar com a gangue de canadenses, comprei esse jogo. Tá, antigão, mas quem pode recusar uma oferta de $9,99? Se você não tem um jogo da série Tony Hawk na sua coleção, você não tem um PS2. Com isso em mente, resolvi comprar o DVD. Fiquei em dúvida na hora de tirar o cartão do bolso: não seria melhor economizar o dinheiro e comprar a edição mais recente do jogo, Tony Hawk Underground 2?

Então pensei melhor. Tony Hawk’s 1, 2, 3, 4, Underground, Underground 2, Tony Hawk Vai À Rússia, qual a diferença? É uma porra de um jogo de skate. Você faz manobras, ganha pontos, cai de cara no chão, sangra. Fim. É tudo igual.

Na pior das hipóteses, convenço o Trunks a comprar também e a gente joga online.

Ah, e quando você seleciona o Bob Burnquist, ele fala frases em português. No seu repertório estão as filosofais “Aêêê, vamulá!” e “Ié!

Limpar a sujeira embaixo da cama

Pessoalmente, tenho medo de descobrir o que pode estar aí embaixo. Tirei essa foto de uma respeitável distância de dois metros.

Comprar um sapato novo

Cheguei no Canadá com esse sapato e o tenho até hoje. Apesar de estar nos últimos suspiros, me recuso a substituí-lo. Esse sapato velho e sujo foi um companheiro nos melhores momentos da minha vida, como por exemplo aquele dia em que meu pai me deixou na casa de um amigo em Whitby (uma cidade que fica a trinta quilômetros de Oshawa), sendo que o moleque não estava em casa e eu tive que voltar ANDANDO. Sim, porque meu pai não esperou que eu entrasse na casa pra sair com o carro.

Mencionei que isso foi no inverno, embaixo de uma nevasca, à uma temperatura filha da puta de -28 graus? Taí, mencionei agora.

Metade da cor que o sapato exibe atualmente se deve
a esse dia.

Abrir o emulador de SNES

Já comecei a escrever o texto, eu juro.

Escovar os dentes

O engraçado é que se eu disser pra vocês que não lembro quando foi a última vez que escovei os dentes, vocês vão pensar que eu estou de gozação.

Limpar a banheira

E limpar a banheira, então? As paredes dela estão GRUDENTAS, um negócio horrososo. O problema de não morar com a mãe é que você percebe que aquela mágica que organizava a casa durante o tempo que você estava fora desaparece.

Jogar a TV da sala no lixo

Sem paciência pra levar a TV pra autorizada e querendo economizar os 50 dólares que daria a um técnico para ajeitá-la, meu pai disse “foda-se, eu arrumo isso”, meteu a mão na parada e estragou uma TV de 57 polegadas e dois mil dólares.

E o melhor da história é a Sony não aceitará a garantia, porque ele quebrou os lacres.

Parabéns, papai!

Brincar no parquinho do prédio

Ok, não é um parquinho – são dois balanços enferrujados que provavelmente darão tétano de presente à minha bunda.

Lavar meus pés

Perdi uma aposta com a galera ontem e fui obrigado a ir ao shopping correndo descalço e girando a camisa na mão.

Esse foi um dos resultado (o outro foi um segurança do shopping gritando e correndo em minha direção).

Arrumar o armário

A última vez que pude ver o chão desse armário foi quando nos mudamos pra cá.

Dar um chute no meu pai enquanto ele confere seus emails

Fala a verdade, ele merece.

E agora vou jogar Tony Hawk. Ninguém aí tem o modem no PS2, tem?

[ Update ] Tinha faltado uma:

Jogar Vampiro

😀

Agora, sim.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Deixe sua opinião aí. Você não tá fazendo nada mesmo!

comments

Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)