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Postado em 11 August 2005 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

[ Update 2 ] O Fívio me deu a idéia de procurar o perfil do Roosewelt no orkut. Com um nome desses, não deveria ser difícil de achar.

E não foi mesmo. Olha o naipe do cara.

Esse é o sujeito que tem a audácia de me chamar de feio?

E reparem a atitude do menino, mó mini-punk-anti-sistema-e-tudo-mais. O cara tira foto mostrando dedinho pra câmera, e eu sou “infantil”.

Ironia pouca é bobagem. No post que despertou a ira do terrível Roosewelt, eu tinha dito exatamente o seguinte:

“Era impossível conhecer um estudante de biblioteconomia sem que todo o grupinho desse um olhar estranho ao coitado. Primeiro, pela sua duvidosa preferência sexual: Biblioteconomia, assim como Serviço Social, era um curso predominantemente feminino. Ao contrário do que possa parecer, estudar numa sala cheia de mulheres não facilita a pegação. Por serem maioria, elas é que acabam te influenciando: antes que você perceba, estará familiarizado com revistas femininas e dando conselhos sentimentais para as colegas de sala. Daí em diante é um passo pra começar dar a bunda. É um fato científico.

Aí encontro uma foto da turma com a qual o cara divide a sala de aula. Acho que não preciso dizer muita coisa.

E que beldades de capa de revista, ein? Ô inveja. Vou voltar pro Brasil e fazer vestibular de Biblioteconomia, claramente esse rapaz tá muito melhor na fita do que eu.

Tá explicada a raiva do moleque. O post bateu onde doeu.

Aliás, leiam o perfil do cara. Sabe aquelas pessoas que não sabem bem o que falar, nem como articular o discurso, e aí enfiam dois quilos de palavras rebuscadas no texto? Aí eles misturam tudo com chavões e lugares-comuns e, no fim da obra, batem no peito orgulhosas e se acham muito inteligentes? Então.

Leiam a descrição dele e vocês entenderão.

[ Update ] Mas que porra. Alguns leitores me falaram que o blog, quando acessado via www.hbdia.com, demora um bocado de tempo pra exibir os posts novos.

Se isso estiver acontecendo com você, deixa uma mensagem aí nos comentários. Preciso ter uma idéia da amplitude do problema pra formular uma solução a longo prazo.

A curto prazo, usem o link do blogspot. Se tudo estiver normalzinho, continuem usando o pontocom.


Já me mandaram vírus. Já me cadastraram em maillist de blogs que odeio. Já até espalharam meu hotmail em chats gays.

Mas eu sabia que postar meu email no HBD um dia valeria a pena.

Lembram desse post, em que eu zoava o curso superior de Biblioteconomia?

Então. Alguém não gostou muito daquele texto, e aí resolveu expressar sua indignação escrevendo um email para minha pessoa. Caso haja alguma dúvida de que pessoas que se estressam lendo um blog de humor são imbecis da melhor qualidade, apresento agora a Prova A:


O Roosewelt é tão foda que ele não precisa digitar o nome do próprio curso corretamente

Li o email não menos que quatro vezes. A mensagem era tão ridiculamente retardada, que foi difícil me convencer de que é um email REAL, e não alguém fazendo uma piada irônica.

Depois de fazer um minuto de silêncio pelo cérebro do Roosewelt, que de acordo com meus cálculos deve ter morrido uns 10 anos antes do envio deste email, comecei a ler as entrelinhas da mensagem que o carinha me mandou.

Uma das coisas que saltam à vista é o fato de que ele insinua que eu não sei escrever. É engraçado receber uma crítica dessas de alguém que escreve “quizeres”, “frustado”, “ensina” (quando na verdade queria dizer “ensinar”), “apreendeu” (a intenção era escrever “aprendeu”. Vou dar um voto de confiança e deixar passar como um erro de digitação) e “por que” numa resposta. Quem é alfabetizado, o que não parece ser o caso do nosso amigo aí, sabe que “por que” antecede perguntas, e não respostas.

Ok, mesmo deixando de lado os detalhinhos “técnicos” desse atentado gramatical que é o email deste indivíduo – que foi aprovado mediante a uma redação para uma faculdade federal! -, sobra ainda mais imbecilidade. O primeiro parágrafo é uma espécia de “olhe para mim, eu entendo alguma coisa sobre programação para a web“. Embora o maluco tenha vomitado várias siglas do jargão tecnológico, eu duvido muito que esse indivíduo realmente saiba ao menos o começo da teoria de programação. Um maluco desse não dominou sequer a linguagem portuguesa, que ele esteve praticando a vida inteira, imagine então uma linguagem de programação.

Me engana que eu gosto, Roosewelt. Aliás, que nomezinho de pobre do caralho, ein? Pobre tem essa mania de dar nome em inglês, ou que simulem inglês. Se for nome de presidente americano morto então, é um combo. Lembro que tinha um maluco no meu segundo ano que se chamava “Jon Quenedi”, e lembrei-me dele ao ler essa sua terrível mensagem. Assim como você, o cara não era lá um grande prodígio intelectual, se é que você me entende.

Mas isso tudo foi apenas detalhe. A mais legal incoerência do rapaz foi a seguinte:

“Posso também de levar um dia a um Encontro ou Congresso pra você sair dessa pedra, claro que você deve pegar mulher somente pagando”

Aos que não sabem, “pedra” é uma gíria maranhense que significa “falta de mulé”. “Pedra” é também um objeto que tem um QI médio um pouco superior ao autor desse email.

Feita a tradução, o que essa frase significa? O cara tá me oferecendo ir a um Congresso (de Bibliotecomia, imaginem o naipe do evento) pra pegar mulher, porque eu em contrapartida “só pego mulher pagando”.

Roosewelt, odeio estragar sua ilusão, mas Congressos não são de graça. Não apenas se paga a taxa de inscrição, mas na maioria das vezes você também tem que pagar uma viagem ao local do evento, e hospedagem por toda a duração do negócio.

Ou seja, tá me parecendo que ir pra Congresso pra comer buceta sai um pouquinho mais caro que as hipotéticas prostitutas que você me imagina pegando.

Então peraê – essa é a sua técnica de pegar mulé? Pagar inscrição em Congresso/Encontro Regional, em seguida pagar uma passagem com destino à cidade onde o Congresso acontecerá, e finalmente pagar hospedagem pelos três ou quatro dias do evento?

Enquanto você torra a grana do papai na esperança de pegar alguém, nem passagem de ônibus pra ver minha namorada eu preciso pagar.

Aliás, você ao menos sabe o que é “namorada”? Vou explicar: é aquela garota que você come frequentemente e que portanto não precisa se tacar em outra cidade pra tentar por três dias pegar alguém.

E pra fechar com chave de ouro, o fulaninho me chama de “feio”. Suspeito que ele completaria com um “bobão” e “faz xixi na cama, nhé!“, mas ele teve que ceder seu computador pra outro aluno.

O curioso é que ele me chama de infantil no título do email.

E falando em UFMA, eu gostaria de saber como ou porque este indivíduo concluiu que eu frequentei uma universidade paga – isso é um detalhe da minha vida que eu nem mesmo sabia. Até hoje, eu acreditava ter cursado a mesma faculdade que você, e não apenas isso, mas também o CEFET.

Não que
isso seja um grande mérito, não me entenda mal. CEFET é uma merda mesmo.

E a UFMA aceita até gente como você.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)