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Postado em 3 October 2005 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários


Saiu o trailer de Doom, filme LEVEMENTE baseado no jogo de mesmo nome. Clica na imagem aí, meu filho.

Provavelmente serei o único a dizer isso, mas aquele negócio de pôr visão em primeira pessoa no filme ficou escroto demais, por mil motivos. Se eu quisesse olhar pra um braço e uma arma, eu estaria jogando o game, e não pagando sete dólares para ver a adaptação no cinema. O uso da primeira pessoa parece um grito desesperado dos produtores. “Veja, nós sabemos algo a respeito do jogo!

E por que eles estariam interessados em gritar isso? Porque mudaram a história completamente, de forma que fico me perguntando se o roteirista ao menos uma vez na vida viu o jogo.

Não quero um papinho imbecil e lugar-comum de experiências genéticas dando errado. Quero a velha história que conhecíamos e amávamos, e que foi levemente plagiada por sucessores como o obscuro Corridor 7 e o menos obscuro Half Life.

(Sim, eu sou um nerd old-school.)

Mudar detalhes da história do jogo pra transformar em filme é uma estratégia imbecil, não sei por que motivo roteiristas continuam fazendo isso. Mudar a história com a qual já éramos acostumados não torna o filme menos trash. Aliás, sejamos sinceros: qual foi o último filme baseado em um jogo (ou estrelando o The Rock) que não foi trash?

Acho que eles partem do princípio que as tramas dos jogos são muito inconcebíveis, muito fantasiosas, e pra aceitar uma versão cinematográfica precisamos de um roteiro mais realista. Talvez funcionasse, se as histórias alternativas que inventam não fossem fedorentas.

Ainda por cima, mudar a história provoca ódio no único público que poderia remotamente gostar da película – os gamers. Você sabe, aqueles nerds que vão pro cinema ver esse tipo de filme e, a cada cena, remexem-se na cadeira como se tivessem sentado numa poça de ácido. “Mimimi, mas no jogo não era assim!” e pronto, vão ficar de cara emburrada até o lançamento de Mortal Kombat 3 (que vem sendo anunciado e adiado pelos últimos cinquenta anos).

Ah, Mortal Kombat. O único filme baseado em game que não foi uma porcaria absoluta. E falando nele:


Finalmente aprendi a encodar vídeos pro palm. Mortal Kombat tinha 700 e tantos mega, e depois da enxugada caiu pra 200 e alguma coisa. A reprodução do vídeo é perfeita, com qualidade surpreendente.

O uso do meu palm vai triplicar agora.

A quem possa interessar: a música que toca no trailer de Doom chama-se Switchback, do Celldweller. Suspeito que a melhor coisa a sair dessa adaptação será a trilha sonora (como é de costume em filmes baseados em jogos).

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)