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Postado em 31 October 2005 Escrito por Izzy Nobre 2 Comentários

Desmarque a consulta no dentista. Pare de cutucar as unhas do pé. Apague o baseado. Desligue a TV. Ponha as calças e mande a “massagista” embora. Cancele todos os seus compromissos pelos próximos dias.

Agora que você está completamente livre, marche em direção ao camelô mais próximo, desembolse a quantia necessária e adquira uma cópia paraguaia de Shadow of the Colossus, o melhor jogo já lançado no mundo até pelo menos a semana que vem.

SotC é um jogo minimalista dos mesmos criadores de ICO, um jogo com um visual excepcional que se sagrou um sucesso de críticas no longíquo ano 2001. Digo “minimalista” porque o jogo é chocantemente simples: A premissa dele é que você deve encontrar 16 bichões imensos (daí COLOSSUS, pescou, pescou?) e matá-los como parte de um ritual que reviverá sua amada. Não há inimigos menores pra enfrentar no caminho, não há puzzles, não nada dessas coisas que geralmente lota outros jogos do gênero. Você monta no seu cavalinho, acha o colosso, mata, passa pro próximo.

Parece chato? Sim, porque você é um imbecil que não sabe apreciar detalhes. Shadow of the Colossus é, comecemos pelo lado visual, uma experiência incomparável. Não há, em nenhum outro jogo, paisagens como as vistas em SotC. A direção artística do jogo é uma coisa de outro mundo. O mapa, que é imenso, pode ser visto até a linha do horizonte. Montanhas que você vê lá ao longe e pensa que são apenas uma textura de fundo são na verdade exploráveis. Os efeitos de luz são perfeitos. E eu poderia ficar falando dos detalhes visuais até cansar, ou acabar os motivos pra elogia-los. Pelo jeito, não será esse último.

Geralmente eu não ligo pra coisas como gráficos ou arte, mas nesse jogo esses elementos são tão fodas que você não tem como se sentir sensibilizado, mesmo que você se chame Paulão, dirija uma Scania e espanque homossexuais no seu tempo livre. Eu diria que esse jogo acorda o apreciador de arte em cada um.

Mas então, a história é o seguinte: seu personagem aparece na sequência de abertura cavalgando por dias até chegar a um castelão imenso. O cara chega lá, e você descobre que ele trazia em seu cavalinho um saco de batatas. Mas espere! Uma segunda inspeção revela não se tratar de um saco de batatas, e sim de uma menina relativamente gostosa. A menina está morta. O cara a deposita num altar de pedra, e então um ser do além que assistia tudo caladinho resolve se manifestar. O ser, que se chama Dormin e fala de sim mesmo no plural (acho que foi uma moda passageira entre deuses, leia Gênesis), dá um sinal de vida e fala com o moleque, dizendo que ele está em uma terra amaldiçoada e tudo. O rapazinho não se intimida e explica que a mulé dele bateu as botas e que ele está com saudade de sua respectiva buceta, então pede pro Dormin ressucitá-la. O bicho explica que não é assim, basta chegar e pedir, não. Pra conseguir acessar o poder que fará sua amada des-morrer, o herói (que nem tem nome, agora que paro pra pensar) terá que encontrar e matar os 16 colossos que dão nome ao jogo.

E começa a sua aventura.

Sabe, o grande forte desse jogo é o apelo emocional. Durante toda a sua aventura, seu personagem está completamente sozinho nessa terra estranha, e chega um ponto no jogo em que você realmente sente essa solidão. É uma experiência que não dá pra descrever, você vai ter que jogar mesmo.

E os colossos, então?!


Se você achava que alguns vilões da série Zelda eram grandes, você precisa reconsiderar. SotC exibe os maiores inimigos que um console já colocou na sua TV. O menor colosso que você encontrará no jogo é do tamanho de um elefante, enquanto os maiores têm a altura de um arranha-céus (como pode ser visto na foto acima).

Lutar contra um bichão desse tamanho não é apenas um exercício de ação, mas também de puzzle-solving. Pra ao menos começar a meter porrada num colosso, você tem primeiro que descobrir COMO vai subir nele, e COMO vai machucá-lo. Assim que você consegue escalar um monstrão, a música muda de tom, e a tensão é palpável. Qualquer erro de planejamento e você despencará até o chão. O clima de “caralho, agora fudeu” é mantido até o último segundo de cada batalha. Confie em mim mim, você nunca experimentou nada igual num console.

Compre rápido, antes que alguém conte o final da história pra você. Que, a propósito, vale uma menção honrosa como o MELHOR fim de um jogo. Quase chorei, e não é exagero 🙁 Qualquer um que tenha uma namorada consegue se identificar com o fim da história. E isso é tudo que posso dizer sem estragar a formidável história.

Só não dou ao jogo uma nota 145 porque as escalas de notas são de base decimal. Apesar de ser um pouco curto (eu zerei no dia seguinte. Trunks me deu de presente de aniversário antecipado), SotC consegue exatamente o que propõe: encher seus olhos (com os mais belos gráficos saídos de um PS2) e seus coraçõezinhos com uma aventura “larger-than-life”. Qualquer outro RPG de agora em diante parecerá fraco em comparação.

Resumindo o post, o jogo é excelente. A única coisa ruim em relação a SotC é essa resenha, escrito por algum viadinho que provavelmente confundiu o jogo com seu vibrador favorito. O cara, claramente um homossexual reprimido pela preconceituosa sociedade em que vivemos, usa termos pedantíssimos e uma redação de monografia de filosofia só pra falar de jogo, é de provocar ânsia de vômito. Não há nada mais asqueroso do que ler um texto escrito por alguém cujo único objetivo é falar difícil pra tentar impressionar.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

2 Comentários \o/

  1. spider says:

    Esse jogo é extremamente perfeito!!!
    Será q existe isso?Acho que não.
    Mas esse jogo vai além da perfeição

  2. rafael ribas says:

    cara tem maior q aquele sim que é o ultimo colossu haha muito foda , ja fechei shadow of the colossus