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Postado em 2 March 2006 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

[ Update ] Aqueles elitistas que são os mods do Wikipedia querem apagar o artigo do HBD. 🙁

Se a galera votar a favor, a página permanecerá no ar. Dêem sua opinião lá.

Haha, olha que marotice. Esse tipo de coisa até motiva a gente a escrever.

Brigado pela honra, SkaterPunker. Quando teu intercâmbio sair, te pago uns donuts aqui.

Contagem regressiva pra defacearem a página todo, enfiando conteúdo homossexual no meio do artigo? Vamos ver quanto tempo a integridade do artigo dura. Minha aposta é cinco minutos.

Irmão coruja? Nah, que é isso.

Pra quem não tá acompanhando as últimas putarias que os foristas do FHBD aprontaram, os nossos meninos entraram em conflito cerrado com o tal fórum TibiaBr. A confusão rendeu uma história hilária que eu estou desde ontem tentando criar coragem pra começar a escrever.

Já adianto uma coisa: ela envolve os mais caros advogados da internet.

Outro dia aí o Mavi (a.k.a. Banalot, como é conhecido no FHBD) me abordou no MSN pra conversar a respeito da frequência em que atualizo o HBD. Ele, assim como muitos de vocês, estava chateado pelo fato de que a minha demora em postar “de verdade” aqui no blog está aumentando vertiginosamente.

Pedi desculpas ao leitor, já que acredito que a voz dele trazia uma reclamação de muitos, mas expliquei que o negócio é assim mesmo. Escrever requer tempo e disposição, duas coisas que às vezes eu impressionantemente não tenho. Idéias não faltam, o que falta mesmo é a vontade de parar o que estou fazendo e passar tudo pro computador.

Aí o sujeito deu a seguinte idéia:

“Cê já viu o site tal? Os caras atualizam uma vez por semana, ou então sempre que as doações atingem uma quantia X. Já pensou em fazer isso no HBD? Você poderia escrever no seu próprio passo, já que é apenas um hobby, OU apressar se a turma está te pagando pra isso. Afinal de contas, o teu site é um entretenimento pra eles…”

De pronto, neguei. Detesto passar a impressão de que estou me aproveitando da boa vontade da turma. Já fui ajudado DEMAIS pela galera que lê o blog.

Mas, queira eu ou não, o cara tem razão. Atualizar um site frequentemente é trabalho, trabalho requer motivação, e entretenimento tem um custo. Mavi continuou empurrando sua idéia, dizendo que “até contribuiria se o tédio internético estivesse grande demais“. Ele chutou um valor qualquer, que meus escrúpulos novamente recusaram por se tratar de um valor que eu considerei meio alto pra ser arcado por colaboradores brazucas. Além do mais, eu me oponho a tomar uma posição de “aê, se não me pagarem, não escrevo mais!”

Mas a idéia de pay-per-read é realmente interessante, especialmente se eu jogar pra baixo o valor sugerido por Mavi.

Digamos que eu adote a idéia dele – abaixando a cifra que ele sugeriu, claro. Digamos que cada vez que as doações atingirem 10 dólares, um post novo será publicado no mesmo dia. O valor baixo é justamente porque eu não planejo SUGAR a grana de ninguém; um pequeno incentivo já tá mais do que suficiente.

Matematicamente falando, fica assim: O HBD tem atualmente quase mil visitas diárias. Dividindo os dez dólares pelos mil visitantes, dá exatamente UM CENTAVO pra cada. Quem estaria disposto a dar um centavo por uma nova atualização no blog?

O que vocês acham? O sinal verde fica a cargo de vocês.

Como já sei que ninguém vai gostar da idéia (com exceção do próprio Mavi), vou logo começar a escrever a atualização de amanhã.

A namorada acaba de me ligar com uma história sensacional. A narrativa vai parecer sensivelmente racista, mas fodam-se porque a menos que vocês morem aqui, o discurso politicamente correto que eu já prevejo que alguns farão vem da boca de alguém que provavelmente não sabe do que tá falando.

Então, o negócio foi o seguinte.

A Gótica, a sogra, uma tia e a irmã foram fazer as unhas numa manicure lá no Oshawa Centre, o maior shopping da cidade. Do nada, uma trupe de rappers negões (ladeados uma dupla de branquelos que pensam que são negros, um fenômeno comunzíssimo aqui no Norte) decide tirar uma onda com as mulé.

Cabe um breve parêntese pra tentar explicar um detalhe que talvez torne esse texto bem neonazistinha. Não sei se a moda chegou aí no Brasil, mas a grande onda da população jovem negra aqui, entusiasmada pela imagem dos rappers famosos que se gabam de ser true ghetto mas andam de Ferrari por Beverly Hills, é posar de MALOQUEROZÃO DAS QUEBRADAS DO AGRESTE. A imagem é tão caricaturizada que parecem que saíram todos do mesmo molde: camisetas de times de basquete, pesados cordões de ouro encravados de diamantes, calças frouxas, inglês tão cheio de gírias que já poderia ser considerado um idioma paralelo, e uma caminhada que lembra um aleijado tentando correr com a cueca cagada, e tentando evitar que a merda banhe suas pernas. E, o principal, uma atitude forçadíssima de MALANDRO CARIOCA DO MORRO DA ROCINHA. Por um instante você até se esquece que os moleques nasceram e e criaram numa cidadezinha de subúrbio americano, onde as ocorrências criminosas mais graves se resumem a roubo do jornal do vizinho e trotes telefônicos a cobrar.

Estudei com uma porrada de moleques negros que se encaixavam perfeitamente nesse perfil, e essa experiência quase me tornou racista como boa parte dos meus amigos. Vou te contar, é muito difícil agir todo politicamente correto e pensar “não posso generalizar uma raça inteira por causa de um indivíduo” quando literalmente TODO negro que você vê pela frente age desse jeito. Sob risco de soar incrivelmente preconceituoso, admito: eu não seria amigo de nenhum dos negros que eu conheci no Canadá. “Ser amigo” é exagero, aliás. “Passar pela mesma calçada” já é ser generoso.

E veja bem, todo mundo aqui sabe que eu desprezo racismo com todas as minhas forças. Racismo é um pensamento idiota, e obviamente eu não posso categorizar negativamente uma raça inteira por causa de algumas experiências pessoais que eu tive no passado.

Mas porra, vou te contar, é difícil. Qualquer pessoa que tenha morado no Hemisfério Norte vai confirmar minhas palavras.

Agora que metade dos leitores acham que eu sou preconceituoso pra caralho, continuo.

Tava lá a família da Gótica na manicure quando, do nada, uma batata frita voadora colide-se contra a cabeça da sogra. Ela olha pra trás, e se surpreende ao ver a trupe de quatro negões e dois wiggers, ou seja, os branquelos que dariam a bunda pra ter um pouco mais de melanina na pele, pra combinar melhor com seu comportamento.

A mãe da Gótica, conhecedora do tipo de gente com quem estava se metendo, fica na sua. Os malandros continuam avacalhando, provocando, jogando coisas nela e na tia da Gótica. A tia, muito menos paciente que o resto da família, virou-se e começou a confrontar a maloqueirada. E pior, ela fez o impensável – chamou os caras de niggers.

“Nigger” é uma palavra tabuzíssimo na cultura gringa. O politismo correto domina geral aqui, e essa palavra (assim como qualquer outra palavra racial pejorativa) é socialmente banida. Pronuncia-la perto de brancos renderá NO MÍNIMO olhares reprovativos; cometer o mesmo deslize na frente de negros pode
rá tornar seu rosto e a calçada amigos próximos. A despeito do fato que os próprios negros usam a palavra (e suas variações, como nigga) ao bel prazer. Não é a palavra que é ofensiva, ela se torna ofensiva quando brancos a usam.

Hipocrisia pouca é bobagem.

Então, a tia começou a rodar a baiana. Os negões, terrivelmente ofendidos pelo uso da palavra ofensiva, decidiram comprar a briga. Momentos tensos de bate-boca sucederam, e a tia teve uma idéia. Ela voltou pra dentro da manicure, sacou o celular e ligou pro filho.

Aqui cabe outro parêntese. A família materna da Gótica é, tristemente, o reflexo da expressão “white trash“. Pra quem conhece o termo, não preciso dar detalhes. Um tio da Gótica já foi preso várias vezes. Outro não tem emprego e mora nas ruas, é literalmente homeless. Os primos dela, alguns menores de idade, já têm filhos e moram com as namoradas na casa fodida dos pais. É um negócio triste, que a Gótica faz um esforço em se afastar.

E quem conhece a raça white trash sabe que eles são inimigos naturais de niggers. É tipo cães e gatos, ou pokemons de água e pokemons de fogo.

A tia da Gótica estava ligando pro Jeff, um dos primos ex-encarcerados da Gótica. Bastou a tia mencionar que negros estavam importunando-a, e em menos de dez minutos o Jeff aparece com uma van LOTADA de irmãos e amiguinhos (brancos) louquinhos de vontade de encher alguém de porrada. Sendo eles white trash, bônus se as vítimas fossem negras.

A patota dos rappers, ao ver a gangue de branquelos pronta pra ação, fechou o bico e fez que não era com eles. A turma se dissipou como peido no vento e a paz voltou a reinar no shopping.

Racismo? Talvez. Mas eu teria ficado sorridente se a Gótica tivesse me contado que os primos dela encheram os malandrinhos de porrada. Não quero saber qual a cor da sua pele – é sempre legal quando alguém quer dar uma de malandrops e se fode.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)