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Postado em 21 March 2006 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Vocês que lêem este blog com frequência a despeito do fato de que eu simplesmente deixei de leva-lo com a seriedade de outrora devem estar antenados no último melodrama virtual em que me meti – aquela saia justa no Wikipédia a respeito da permanência versus suprema eliminação do artigo do HBD. Rapaz, e que confusão bonita, como há muito não se via por estas bandas. Alguns chegaram a equivaler a putaria wikipediana ao julgamento de Michael Jackson, igualmente repleto de referências cômicas porém com consideravelmente menos crianças molestadas sexualmente.

Como deixei claro no começo dessa animada disputa internética a respeito da ética e democracia da suposta enciclopédia livre – tema que alguns debatedores mais exaltados tentavam insistentemente mudar pra “número de pirocas mulatas que os admins da wikipédia chuparam hoje, sem camisinha” -, não meti meu dedo canadense no meio daquela merda. Deixei que os leitores usassem sua habilidade (ou falta de, em muitos casos) comunicativa pra argumentar a favor do artigo.

Entretanto, minha imparcialidade suíça não me impediu de dar uma cuidadosa olhada nos argumentos, tanto pró como contra a permanência artigo. Achei muita munição pra detonar a já combalida credibilidade do grupo de moderação da Wikipédia portuguesa, comicamente composta em sua maioria por garotos de 15 anos que participam da comunidade a menos de dois meses (não estou exagerando). Porém, eu já havia decidido não usar o HBD pra manipular cuidadosamente a opinião dos leitores a meu favor, como costumeiramente faço, e assim sendo limitei-me a traçar comentários mentais ridicularizando a turma de elitistas que controlam a Wikipédia como se fosse um clubinho particular deles.

Distraído facilmente como só eu consigo ser, vi-me passeando por outras discussões a respeito de eliminação de artigos pouco enciclopédicos. Minha parada final, onde fiquei por mais tempo, foi a página de “piadas foleiras“, com a atenção especial à escrota gíria lusitana. Aliás, escrotidão lusitana parece ser o tema oficial adotado pela Wikipédia portuguesa. Creio que está na hora dos brazucas chutarem a bunda portuguesa mais uma vez e expulsá-los de onde eles pensam ser donos, mas isso é assunto pra outro post em que manipularei a opinião de vocês a meu favor.

Então, piadas “foleiras”, que imagino ter algo a ver com fole, tal como em “gaitas de fole”. Uma das incríveis vantagens do sistema wiki é que qualquer sujeito pode editar o acervo da enciclopédica, adicionando informações úteis e tornando o assunto mais rico. O problema é que antes mesmo de chegar ao fim da frase anterior você percebe que a idéia é incrivelmente auto-sabotadora, uma vez que 99% das pessoas na Internet parecem estar genuinamente dedicadas à atividade de foder tudo pra todo mundo.

E aí entram as piadas foleiras, que são edições tão deliciosamente sem sentido que se tornam piadas por si só. Jamais saberemos se os sujeitos maquinaram as edições com intuito claro de avacalhar ou se são apenas portadores de síndrome de Down que conseguiram alcançar o computador do hospital antes que os enfermeiros os alvejassem com dardos tranquilizantes atirados de zarabatanas. Inclino-me muito à segunda concepção, uma vez que alguns textos têm toda a ingenuidade e espírito infantil que apenas uma pessoa com problemas no vigésimo primeiro cromossomo exibiriam, mas isso pouco importa. Intencionais ou não, as piadinhas ganharam um espaço exclusivo na enciclopédia, o que atesta que “piadas foleiras” é um termo espantosamente escroto.

Abaixo, uma coleção dos meus favoritos disparates encontrados por aquelas bandas. Aproveitem.


Impecável estrutura gramatical.

Email via Wikipédia.

Algumas pessoas mandam cartões virtuais, outras vandalizam a Wikipédia.

Tão compreensível quanto o teorema de Fermat escrito em klingon.

Aula de geografia.

E o prêmio Nobel de química (acompanhado de prisão por porte ilícito de entorpecentes) vai para…

Internet – Trazendo de volta a pessoa amada desde 1997

Sujeito edita artigo livremente editável por qualquer pessoa com um modem, classifica o ato como atividade hacker e expõe-se ao ridículo público” – Notícias que eu nunca verei num jornal.

Besteirol sem rodeios e direto ao ponto. O autor do artigo não o concluiu porque era arrastado pra longe do computador por cinco enfermeiros.

Capitão Óbvio arruma trabalho como professor de geografia.

Irmã Gorete Conceição do Rego, da Igreja Universal perto da pracinha, diz o que pensa sobre religiões afrobrasileiras.

Eu não sei o que falar disso. Acho que dispensa tentativas de explicação.


Nem culpo mais os sysops da Wikipédia. Os caras estão tão acostumados a ver porcaria injetada naquele negócio diariamente que já apagam artigos alheios por puro reflexo.

Porra, há uma expressão em inglês que define muito bem esse tipo de atitude – o “knee jerk reaction“. Não há nada tão específico na língua portuguesa, ou ao menos não que eu me lembre. Maldita língua portuguesa e/ou minha fraca memória.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)