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Postado em 1 May 2006 Escrito por Izzy Nobre 3 Comentários

Pessoal, pessoal, olha só o que eu tenho aqui, corram.


Em primeiro lugar, deixo clara a minha opinião de que “Fiesta de la Noche” é o meu testículo esquerdo enrugado após passar três horas numa piscina com muito cloro. Não entendo que tipo de baitolagem desavergonhada acometeu o sujeito que decidiu que dar ao baile um nome em español seria bacaninha, mas eu me sinto simplesmente ofendido. Me deu vontade de raspar a barba, me matricular num highschool qualquer das redondezas, inscrever-me do comitê do prom e dar a sugestão de que a festa se chame “Putarias Noturnas”, explicando pros gringos que isso em português significa alguma coisa pomposa.

Mas isso são planos pra outro dia, ou outro post. Que eu escreverei uma semana após o revellion de 2008.

O “convite” acima é meu ingresso para o prom da namorada. “Convite” no sentido imaginário da palavra, claro, porque essa porra me custou 65 dólares. Bom, custou 65 dólares pra namorada, porque ela pagou a parada pra mim e talvez daqui pro próximo mês ela esqueça que eu prometi paga-la de volta. A questão é que esse ingresso é um “convite” na mesma proporção que uma garota de programa é sua “namorada” – a terminologia é apenas uma formalidade quando você precisa pagar a parada.

E aposto que ao menos uma pessoa está se perguntando o que demônios é um prom.

“Prom”, como todos vocês que já assistiram Sessão da Tarde ao menos uma vez na vida, é aquele bailinho de formatura em que o nerd covarde finalmente se declara pra menina que ele amou durante os quatro anos do high school mas era cabaço demais pra falar algo além de “oi, eu s...” e em seguida perder o fôlego e inalar aquela bombinha de asma – quando na verdade, o moleque secretamente coleciona mechas do cabelo da sua amada, usando-as para masturbar-se furiosamente no banheiro do quarto da mãe.

Ou algo assim, não lembro direito de como eram os filminhos e tou puxando de memória.

Como brasileiro, ou seja, tendo crescido assistindo esses filminhos na Globo com dublagem da Herbert Richards e nunca tido a real oportunidade de presenciar um autêntico prom gringo em todo seu esplendor de entoxicação alcóolica de menores de idade e sexo semi-ilegal, achei a oportunidade sensacional. Apesar do pequeno inconveniente de que eu terei que pagar umas cem pratas canadenses pra alugar uma porra de um terno por UMA MÍSERA NOITE. Torrar 100 dólares pra um evento de três horas me aperta o coração de uma forma que apenas derrubar os controles do meu PS2 do chão aperta.

E minhas choramingagens a respeito da grana que esse baile me obrigará a gastar não acabam por aqui. Imediatamente após o bailinho, toda a molecada da escola se enfiará nos carros dos pais e seguirá a Wasaga Beach, uma praia que não é praia – na verdade, é a baía do Lago Huron, mas é o mais próximo de uma praia que essa galera tem. Então, logo após a festinha uns 300 ou 400 moleques levemente embriagados dirigirão os Opala 87 (não, não temos Opala no Canadá, é apenas uma comparação) das mamães – devidamente abarrotados com outros 13 estudantes, tudo com roupa de gala e tal – e dirigiram 100 milhas em direção à “praia”, onde eu poderei dar uma de esnobe e dizer “PFFFF, vocês chamam isso de ‘praia’?! Na minha terra isso aqui seria uma piscininha de plástico daquelas que gente pobre monta no quintal, tenho dito!


Longe pra cacete.

Uma vez chegando em Wasaga Beach, a multidão de moleques secundaristas vestindo trajes a rigor acampará por lá mesmo por três dias, ingerindo largas quantidades de álcool, maconha e/ou outras substâncias tão ilegais quanto alucinantes, enquanto ao mesmo tempo ouvindo música eletrônica em volumes desafiados apenas por turbinas de aviões comerciais e fazendo sexo com qualquer ser vivo que cruzar seu caminho. Não se preocupem, eu tirarei fotos.

O Quide aqui será a pessoa mais velha e adulta nas redondezas, já que a faixa etaria da molecada raramente ultrapassa os 18 anos. Ironicamente, é bastante provável que eu seja também a menos responsável. Ouço boatos de segunda mão que a galera espera que eu, como mais idoso da galera, “organize” a parada. Hahaha meu deus do céu.

Já estou me preparando psicologicamente pra astronômica quantidade de putaria sem vergonha e desenfreada que testemunharei nesses três dias. Needless to say, vou tentar arrumar grana extra pra uma nova câmera digital, uma vez que a minha Kodak DX3600 comprada em 2001 não merece capturar esses momentos com sua lente incrivelmente arranhada que adiciona o efeito especial “Blur” em todas as fotos, quer você queira ou não.


É basicamente um tijolo com uma entrada USB. Não envergonharei o nome da minha família levando um traste desse pra uma orgia.

Mas então, esse são meus planos pro dia 2 de Junho. Lembrem-me de escrever um post-testamento antes de sair pra Wasaga Beach. O primeirão nos comentários deste post leva minha coleção de cartas de Magic. O segundão leva a Gótica.

PS.: Haha alô papai. Eu sei que você tá lendo essa porra. Quer me arrumar uns 100 dólares? Eu lavo a louça hoje e amanhã.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

3 Comentários \o/

  1. João Vitor says:

    HAHAAHAHHAHA, sobe para 2 o número de posts que o @izzynobre nos deve: http://hbdia.com/wordpress/2006/05/01/593/

  2. vitor says:

    só quero a coleção se vier com uma black lotus!

  3. @romrocha says:

    Kid seu faggot, quero saber do post dessa festinha!!! tá devendo!