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Postado em 6 April 2004 Escrito por Izzy Nobre 1 Comentário

Quando tinha sete anos, não usava óculos e nunca tinha pego ninguém (uma vez apalpei uma menina na fila da cantina da escola, mas isso não conta), meu pai me levava pra sair pela capital cearense sempre que ele tinha que resolver alguma coisa, como fazer um pagamento ou algo assim.

Ele descia do carro e me deixava lá esperando. Eu esperava quietinho porque ele sempre prometia me pagar uma caixa de McNuggets no fim do dia – coisa que ele nunca fez, mas eu acreditava toda vez.

Pra passar o tempo, eu começava a fuçar no painel do carro. Um botão que sempre me intrigava era o sinal de pisca-alerta. Vocês sabem, aquele que tem um triãngulo vermelho, emite um barulhinho quando é acionado e impede que caminhões passem por cima do seu carro se você algum dia seu pneu furar no meio de uma estrada, durante a madrugada.

O botão do pisca-alerta não causa nenhum efeito visível dentro do carro. A alavanca no volante libera água no parabrisas, o freio de mão soltava o carro, o acendedor de cigarros queimava meus dedos… Tudo tinha uma finalidade específica, mas o misterioso botãozinho nada fazia além de emitir um som monótono. O tal botão do triângulo vermelho era um enigma para minha (já perturbada) mente infantil.

O barulhinho me divertia (vai entender…), e eu ficava apertando e soltando o botão centenas de vezes. Quando meu pai se aproximava do carro, eu rapidamente desativava o pisca-alerta, para que ele não soubesse que eu estava mexendo lá. Indubitavelmente, a PRIMEIRA coisa que ele dizia quando entrava no carro era:

– Tava mexendo no pisca-alerta, ein?

Taquipariu! Como ele sabia?! Deduzi que o tal botão devia ser um comunicador secreto que emitia alarmes em um receptor secreto que ele carregava secretamente em algum compartimento secreto. Se alguém usasse o botão do triângulo sem autorização, ele saberia por causa do alarme em seu receptor.

Ele sabia que eu ficava curioso, mas ele nunca falava qual era a origem de seu poder extra-sensorial.

Se meu pai algum dia tivesse se dignado a explicar que ele simplesmente via os faróis piscando através da vitrine da loja, eu não teria crescido pensando que ele era um agente secreto

[ Update ]

Ainda no manual de como ser gótico

afff

achei ridiculo isso

eh um preconceito ridiculo com objetivo de ter mais acessos no blog

posers existem em todos os lugares

e nao eh a musica que vc ouve nem a cor da roupa que vai dizer

se alguem faz tudo isso ai que vc descreveu, ou eh babaca, ou tem problemas na cabeca

mas gotico eu acho que nao

Fernando | 04.04.04 – 6:20 pm | #

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Me diz se um negócio desse não dá pena.

Perde-se até a graça de aloprar um comentário dessa qualidade.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

Um comentário \o/

  1. aurio says:

    legal demais a história do pisca-alerta, e a parte do agente secreto! hehehehe!