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Postado em 2 October 2006 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

Olá, queridos vagabundos? Sentiram minha falta? Como foi seu fim de semana? Votou no Lula direitinho e tal? O dia das eleições democráticas nacionais brasileiras é um dia em que todos deveríamos acordar, bater no peito, recitar os poucos trechos do hino nacional que você ainda lembra e exclamar “Brasil, eu te odeio”. E em seguida, exteriorizar esse ódio votando no Lula.

Mas já chega desse papo de eleição porque isso é um assunto muito chato. Então, eu tenho um assunto muito melhor pra tratar – o show do Dragonforce, que foi tão sensacional que o relato exigiu uma semana de preparação.

Mas antes de vocês se deliciarem lendo o meu relato de como eu levei uma cotovelada na orelha enquanto interceptava a garrafinha dágua atirada pelo vocalista da banda (SPOILER: sim, eu peguei a garrafa), preciso pagar minha dívida e ceder um espaço módico do HBD para a publicação de uma odisséia histórica – o grande e portentoso FHBD WHOREHOUSE TOUR. Se eu soubesse programar flash eu inseriria aqui um botão que, quando clicado, faria suas caixas de som trovar um “FHBD WHOREHOUSE TOUR” com o tom mais cerimonial na voz do próprio Cid Moreira em Sol menor, mas infelizmente não manjo de flash nem do Cid Moreira, embora entenda um pouco sobre Sol menor. Bom, o suficiente pra tocar Wish You Were Here, de qualquer forma.

Então. Como vocês devem lembrar, o FHBD Whorehouse Tour 2006 foi uma brava aventura nerd no coração do baixo meretrício paulista. Munidos de uma Breeze Cam (uma excelente câmera-chaveiro de 0.5 kilopixels), suas memórias afiadas para descrever detalhes e uma forte sensação de que um deles não voltaria pra contar a história, os nossos aventureiros venceram o medo e o senso de auto-preservação e foram ao Andradas pra que o resto de nós não tivéssemos que ir.

Com a palavra, o forista ciberdek.

A rua Andradas é uma velha conhecida dos nerds paulistanos. Ela corre paralela à rua Santa ifigênia começando na Av. Ipiranga e terminando na Rua Mauá e quem não tem grana pra comprar na novidades tecnológicas da primeira, vai lá comprar as sucatas tecnológicas da segunda a precinho camarada (ou não). Mas além de uma espécie de Éden tecnológico o lugar é um conhecido antro de protituição de baixa qualidade paulista. Encravado no começo dessa rua encontramos um prédio meio (Ou muito) mal conservado com uma portinha sinistra. É nesse local que nos metemos. Mas antes vamos à apresentanção dos intrépidos eventureiros que pularam na boca do Leão e voltaram pra contar a história:

Ciberdek (Eu) – Uma espécie de clone do Kid Vinil, mas muito mais bonito.
Hayato – Marcos Mion em pessoa, até deu alguns autógrafos ao longo da empreitada.
Mito da Caverna – O mais próximo que posso chegar da descrição dele é uma espécie de Gugu Liberato hardcore.
Duque 2000 – Um amigo que levei junto pras emergências. Macrobiótico, de regime, abstêmio e nunca tinha colocado os pés em um puteiro. E baixinho. Perfeito pra empreitada.
O Amigo do Mito – Porra, esqueci o nome dele. Tr00 também.(Foda-se ligado Full time)

Logo que cheguei, fiquei no boteco planejado esperando os caras. Como nunca tinha visto nenhum deles na vida isso tornou um pouco mais difícil achá-los. Até porque eles não estavam no boteco que havíamos marcado, mas sim em outro do outro lado da rua…um indício mais que evidente do zelo e organização colocados nesse empreendimento . Coisa de primeiro mundo.

Após algumas cervejas durante as quais falamos mal de todo o fórum, entre confissões do Mito do calibre de “Eu beijei a Rita Cadillac na Bunda” (O que faz com que ele tenha beijado o Sabotage por tabela) resolvemos encarar a briga, e fomos para o local da contenda. Assim que entramos, Duque foi intimado a deixar a mala na recepção e a morrer com módicos R$ 1,00 pelo “serviço”. Isso indicou o tamanho da treta que estaria por vir. O lugar em sí parece com qualquer um desses prédios com um paraíba na porta que vemos aos montes por São Paulo, mas ao invés de um paraíba, temos um negão com cara de poucos (bem poucos) amigos e a conservação do edifício nos remete a qualquer obra de Sérgio Naya (Depois que desabou). Nos encaminhamos ao elevador que nos içaria até o 9º andar do edifício em questão, de onde desceríamos intrépidamente. Logo chegou o elevador e o Hayato na pressa de abrir a porta do elevador simplesmente barrou a saida da tia do elevador, o que lhe rendeu um sonoro esporro da mesma.

Como o elevador da bagaça só leva 4 condenados… digo, fregueses eu tive de ficar esperando que Mito, Duque, Amigo do Mito e Hayato Subissem e me aguardassem lá em cima. Pelo que me foi relatado, o Duque roubou uma balinha da tia do elevador o que fez com que os outros temessem seriamente por sua integridade física e pela dos demais ocupantes do elevador pois a tia do elevador do Andradas é barra pesada. Lá também tivemos que morrer com R$ 1,00 pela viagem… que foram exigidos com a sutileza de um hipopótamo desgovernado em uma galeria de arte, muito foda.

Enquanto esperava que o elevador voltasse eu privava da agradável compania de sujeitos que também esperavam o elevador e cuja aparência oscilava entre o “visual mendigo padrão” e o “pião de obra fashion”, um luxo. Nunca me senti tão bem acompanhado.

Cabe aqui um breve interlúdio pra explicar a arquitetura do abatedouro. Andares com corredores pequenos e salinhas sujas com camas que não são sujas… são algo acima disso. Nos corredores, putas capazes de tirar o tesão até do maníaco do parque ficam passando rasteira em você pra ver se você cai e elas te arrastam pelas pernas pra algum cubículo-pulgueiro pra abusarem sexual e financeirament e de você.


Logo que o elevador voltou, pedi pra ir ao nono andar onde a galera estaria, mas o elevador parou no sexto e a visão que pude ver pela porta entre aberta não me fez apenas me arrepender de ter ido ao tour, mas também me arrepender de morar em São Paulo e quiçá de ter nascido. Putas com um nível de enfuleiramento raramente encontrado fora de cidades em guerra e semidestruidas rodeavam a porta e assim que o infeliz que teve o desatino de apertar o 6 desceu, foi engolfado por um horda delas. Cena digna do filme “Madrugada dos mortos”, só que um pouquinho pior e com mais sangue e com Zumbis muito mais feios. Uma vez que eu não podia sair pelo teto do elevador e dar um tiro no cabo de aço como o Neo da Matrix, tive de me resignar e esperar que a galera estivesse lá pra me dar um apoio moral quando desembarcasse no pesadelo. Mas qual não foi minha surpresa quando desci do elevador, e ao invés de ver a galera do fórum, dei de cara com uma puta mais feia que peidar em missa que praticamente me deu um mata leão me arrastando pra um dos cubiculos fétidos enquanto que aos gritos rogava que precisava achar meus amigos. Quando me vi na porta de um quarto de uns 2 por 2 com uma caminha que tinha por cima algo parecido com um lençol, mas que apresentava uma coloração ligeiramente esverdeada nem imagino (E nem quero imaginar) o porque, toda minha vida passou diante de meus olhos. Em um movimento ninja que deixaria Jackie Chan parecendo um portador do mal de parkinson, me livrei da Ogra-Puta e me lancei escada abaixo em um cagaço jamais visto.

No andar de baixo, encontro meus amigos que haviam sido enxotados pelas putas do andar superior e descubro que Duque tomou um puta agarro de uma delas e já apresentava seqüelas psicológicas, evitando se proximar de tudo que usasse roupa curta. Hayato estava à vontade, tratando as putas como amigas e o Mito já apresentava-se para
o abate selecionando a mercadoria que era farta e de baixa qualidade, mas nada que abalasse um macho alpha sem noção como Mito que já tava negociando o valor dos pegas. Iamos descendo os andares enquanto nos desviávamos de agarradas, beliscões e passadas de mãos. Lá pela altura do quinto andar, o panorama melhorou de filme de terror trash para filme B de quinta, tipo Zé do Caixão. Ali havia putas até comíveis, mas que eu não encararia ainda, afinal para tanto eu deveria ter achado meu pau no lixo radioativo sendo comido por vermes que brilham no escuro. Continuamos descendo enquanto observávamos as putas com suas roupas curtas e bregas e cuja beleza variava entre algo como Charlotte Pink até coisas como a Derci Gonçalves de ressaca depois de levar uma surra e cair embaixo de um trem de carga a 175 por hora. Uma visão do inferno. Como o Mito não parou pra tentar comer ninguém e estava combinado que ele seria quem ia encarar a bagaceira, fomos até o térreo e após pararmos o Hayato me informou que ninguém seria comida porque o local não permite fotos. Como raciocinou mito sabiamente “ Não adianta gastar grana e fazer o serviço se não der pra fotografar”, eu ainda tentei argumentar que sem SS é fake, mas também sabia que sacar uma câmara fotográfica sem autorização daquele locar e injetar Cianureto direto na veia do pescoço seriam atos com conseqüencias exatamente iguais. Então não havia o que argumentar. Tomamos a decisão de tentar tirar fotos em outro lugar, pois já tinha gente olhando torto no Andradas e lá não é local que se brinque, pois o mais fraquinho lá belisca azulejo. Absolutamente casca o lugar.

Decidimos ver se conseguíamos foto de algum inferninho a pós negociar com um tiozinho, entramos em um pela módica quantia de 5 pilas. Quando entrei não posso descrever o que vi. Até porque não vi porra nenhuma, já que o lugar era escuro pra caralho. Assimq eu meus olhos se acostumaram percebi que o lugar era pouco maior que a garagem de casa e um pouco mais sujo.
Com sua capacidade de negociação, o Mito conseguiu uma cerveja na faixa pra cada um assim pudemos molhar a goela. Em cima de um pauquinho bem tosco uma puta das mais feias que eu já vi dançava enquanto que uma outra conversava com o Mitoe o Hayato e uma outra estava beijando um chinês no canto. O porra do chinês devia estar num puta perrengue, pois a puta que ele beijava eu não dava nem bom dia. Trash total.
A puta que tava dançando desceu do palco e saiu fazendo uam espécie de roleta russa de colo pois foi sentando em um por um, o Amigo do Mito aproveitou pra tirar uma casca da moça sem perda de tempo… Sacumé, oportunidade não se perde, ainda mais por cinco mangos. Assim que a moça (?) voltou ao palco e começou a tirar a roupa, pudemos perceber que ela ostentava uma indisfarçável cicatriz de cesariana, algo nada enaltecedor pra quem quer convencer outras pessoas a introduzir um pênis nela. Enquanto admirávamos o show (Os outros, pois eu não enxergo porra nenhuma no escuro), o Mito e o Hayato xavecavam uma puta fanha, aproveitando-se do defeito vocal da moça, o Mito dava uma de surdo fazendo ela gritar fanhosamente. Pena que texto não tem som. Esse xaveco visava subir ao quarto com a puta pra fotografar com plaquinha, mas embora os dois tenham sido bem sucedidos, o dono da porra do inferninho queria uma grana preta pra deixar o Amigo do Mito, o Mito e o Hayato subirem com a puta. Entrementes a puta que tava dançando desceu e sentou com a gente, metendo a mão na minha piroca e na do Amigo do Mito, coisa que me deixou extremamente constrangido, pois a mulher, de perto era tão feia, mas tão feia, que produziu em mim uma broxada que eu jamais pensei que daria. O bônus foi a barata do tamanho de um maço do cigarros vista pelo mito no banheiro do lugar. Percebendo que daquele mato não sairia coelho, fomos pro inferninho logo ao lado (Só pra você perceber o nível, dois inferninhos por R$ 5,00) e lá além de um pouquinho mais de luz, tinhamos um filme pornô rolando e muita puta gorda. O Mito colou em uma puta mais ou menos normal, não fosse o fato de ela ser careca e usar uma peruca parecida com cabelo de boneca (Juro!)


E começou o xaveco pra ver se saia fotografia com a puta Lex Lutor, mas após negociações que fariam o Roberto Justus parecer um vendedor de pipoca, nossos herois não lograram êxito pois a grana que a bola de cristal queria pra tirar foto sem meter era maior que a grana que ela cobraria pra meter. Um chute no custo benefício que fez com que o Mito desistisse da empreitada não por falta de vontade, mas por falta de foto. O nome do lugar era Thells.(WTF)

Assim só nos restou voltar pro boteco e tomar todas até que eu tive de ir embora enquanto ainda conseguia me manter de pé o suficiente pra guiar (mal) uma moto.

E foi isso aí.

Uma próxima versão do Whorehouse Tour, agendada pra esse ano e organizada por foristas cariocas, terá como alvo a infame Vila Mimosa. Você mora na Cidade Maravilhosa e tá afim de arriscar a vida pra arrancar umas risadas de desconhecidos na internet?

Entre em contato com a gente, rapaz!

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About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)