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Postado em 24 January 2007 Escrito por Izzy Nobre 0 Comentários

(Tou com muita preguiça de redimensionar imagens. Algums screenshots vão foder a tabela do blog mesmo)

Fazia um tempaço que eu queria postar uma resenha desse fenomenal joguinho de Xbox 360, e hoje resolvi formatar a resenha que postei no FHBD. Vamos lá.


Gears of War
Produtora: Epic Games
Publicadora: Microsoft Studios
Ano: Passado.
Plataforma: Xbox 360 (até agora, exclusivo do Xbox 360. Há rumores de que será lançado pro Windows Vista junto com Halo 2, então fiquem de olho) A Epic desmentiu os boatos. Compre um Xbox 360 ou chupe o dedo.
1 a 8 jogadores. (Máximo de 2 no mesmo aparelho, 2-player co-op local e no Xbox Live, e 8-player deathmatch)

Gears of War é o novo third person shooter da aclamada Epic Games, produtora responsável por clássicos que dispensam de comentários, como Unreal e Jazz Jackrabbit (a alegria de donos de Pentium 133 dez anos atrás). Em GoW você interpreta o papel de Marcus Phoenix, um daqueles caras fodões, com braços da espessura de um tronco de um pé de jambo, de cara fechada e que dá tiros primeiro e faz perguntas depois ou nunca, frequentemente nunca. Ou seja, coisa bem hollywoodiana mermo, clichezão sem muita novidade. Algumas resenhas se referem ao planeta como o planeta Terra mesmo, outros dizem que a história se passa num planeta chamado Sera, e eu não sei mais é de nada porque até o momento, a história praticamente não foi explicada. O jogo já começa na ação, não tem explicação nenhuma. Isso só vem bem mais tarde.

(Ok, após zerar o jogo saquei que é Sera, e não Terra, o palco da história.

A história, que é porcamente contada no jogo de propósito pra montar os ganchos dos inevitáveis Gears of War 2 e 3 (CliffyB, o designer superstar que criou GoW, já confirmou que a saga de Marcus Phoenix será uma trilogia). É basicamente o seguinte – os humanos que colonizaram o planeta Sera descobriram uma nova fonte de energia, chamada Emulsão. E nas escavações pra minerar a tal Imulsão, uma horda de monstros emerge dos subterrêneos e começa a chutar bagaças bonitamente na superfície do planeta. A luta prossegue por mais de uma década, ponto em que os humanos se cansam da putaria e decidem explodir a própria civilização com super lasers espaciais. Não entendo exatamente o propósito da manobra, mas eu sinceramente nunca me importo muito com a história de um jogo mesmo.

Vamos logo deixar isso bem claro – Gears of War é uma proeza técnica no que diz respeito aos gráficos. Este é, prestem bem atenção, o jogo com melhores gráficos que eu já vi na vida. Ponto final. As texturas são impressionantes, foto-realista mesmo, a iluminação é absolutamente impecável, a física é inacreditavelmente realista, os efeitos de água e explosões são, pra cair na repetição mesmo, os melhores que eu já vi, e as animações dos modelos de personagens frequentemente fazem você pensar por alguns instantes que está assistindo uma animação computadorizada, e não gráficos renderizados em tempo real e interativos. Esse jogo faz Half Life 2 parecer ter sido desenhado no Paint.

Por uma criança de 3 anos.

Tanto o IGN quanto o GameSpot deram nota 10 pros gráficos. Resumindo o que os caras falaram, “jogos não poderão ser mais bonitos do que isso”.

Passemos pra próxima.

Tá, mas e a jogabilidade? O que adianta o jogo ser bonito se os controles e o gameplay é ruim?

Gears of War é um shooter bem rápido e dinâmico, MAS não pense que isso significa “sai correndo no meio dos inimigos, dá um tiro na cara de um, dá uma escopetada na cara do outro e sai pela esquerda ileso”. O jogo é totalmente baseado num elaborado sistema de cobertura. basicamente qualquer coisa no jogo pode ser usada pra tomar cobertura, então ao mesmo tempo que é um jogo fast-paced, Gears te obriga a saber quando se esconder e saber quando sair do abrigo pra arriscar uns tiros. Há até a possibilidade de apenas pôr a arma pra fora e dar uns tirinhos às cegas enquanto corre protegido por trás de uma mureta, bem a-la Hollywood (de novo). Aliás, a ação do jogo é tão bem feita que por alguns instantes você pensará que está assistindo algum filme CG.

Mas voltei a falar dos gráficos de novo. Sim, jogabilidade. Um dos features que puseram no Gears of War foi o único defeito que poderia ter sido melhor se repensado, mas eu entendo o que eles estavam tentando fazer com aquilo. É o seguinte: o botão A é o mesmo que você usa pra dar cambalhotas, se esconder atrás de um muro/carro/bloco de concreto/lápide de cemitério (não é piadinha, há realmente uma fase num cemitério), pular por cima de obstáculos E correr (mais sobre a “roadie run” lá embaixo). Isso é o que a indústria chama de “context-sensitive”, ou seja, o botão tem uma ação diferente dependendo do contexto. É legal no sentido que torna os controles mais intuitivos, ou seja, menos botões pra mais ações. É como se o jogo “soubesse” o que você quer ou precisa fazer. Acontece que isso não acontece perfeitamente; às vezes você está dando uma corridinha e se se aproximar de uma parede num ângulo muito fechado, pá! Seu bonequinho se levanta e procura cobertura atrás do obstáculo. Isso é morte na certa se você está fugindo de um ataque inimigo. Não é um defeito tããão grande porque com o tempo você se acostuma a saber a distância “segura” que deve manter quando está correndo, mas espero que a inevitável continuação de Gears ofereça uma solução melhor.

As far as jogabilidade goes, Gears of War é o melhor e mais divertido jogo de ação que eu possuo. Apesar de ter outros 7 títulos pro Xbox 360 (entre eles jogos badalados pela crítica, como Lost Planet e Ghost Recon Advanced Warfighter), nenhum outro DVD passa mais tempo no drive do X360. Se não fosse pelo Trunks, os outros jogos sequer teriam saído das caixas.

Sério mesmo. Comprei esse console em novembro se não me engano, e desde então jogo GoW online por pelo menos 3-4 horas por dia. Nunca tive a vontade de explorar meus outros jogos.

O som então é simplesmente orgásmico. Todos os sons no jogo são estritamente bem reproduzidos, desde o som das suas botas batendo contra o concreto, até o som dos ossos sendo serrados pela Lancer Baionette (uma serra elétrica montada embaixo do cano do seu fuzil). Eu não conheço nenhum outro jogo em que você pode ouvir o barulho dos pedacinhos de cimento caindo no chão após serem explodidos por uma granada. Você tem que ouvir pra crer.

A música é bem épica, bem cinematográfica, e muda de acordo com a ação na tela. Imagine Shadow of the Colossus, mas 30 vezes melhor porque há pessoas sendo literalmente serradas ao meio por serras elétricas. Os gráficos não deixam a desejar, todos os detalhes da carnificina são reproduzidos na sua frente. Um bonequinho cortado no meio pela serra inimiga cai no chão separado em duas partes, que podem até mesmo ser chutadas depois.

Tem multiplayer? Tem sim senhor! Apesar de ter apenas 3 simples variações de team deathmatch (algo como um capture the flag ou king of the hill teria sido EXCELENTE), o suporte online de Gears of War é absolutamente perfeito. Você tem até a opção de jogar a campanha do jogo com um amigo através da xbox Live (o serviço online do console da Microsoft), ou com alguém do seu lado se você tem dois controles. Infelizmente não há split screen pra quatro jogadores, o que eu achei um vacilo perdoável diante do pacote completo que é o jogo. A inevitável continuação provavelmente trará melhorias nesse aspecto.

Agora peço desculpa pela resenha meio breve, é que o tempo todo eu tava me coçando pra voltar a jogar. Descrever os pontos altos do jogo dá água na boca.

Gráficos: 10
Absoluta
mente perfeitos. Não há, e pelo jeito não haverá por algum tempo, um jogo com gráficos melhores que Gears of War. Só pra meio de comparação eu joguei 10 minutinhos de Ghost Recon, e rapidamente me vi insatisfeito pelos gráficos. “Aquela parede poderia ter uma textura mais detalhada”, “a roupa do cara não tá dobrando como deveria”, etc. Gears of War se separa até mesmo dos jogos da mesma geração no que diz respeito aos gráficos.

Jogabilidade: 9
Excelente. Há o problema do botão A sendo over-used (um resenhador disse que context-sensitivity é o novo lens flare. Ri demais) e gerando atrapalhadas durante o jogo, mas o resto é tão bem executado, tão satisfatório, e você consegue se adaptar tão rápido a essa pequena “falha”, que o jogo continua merecendo nota máxima em jogabilidade.

Som: 10
Assim como os gráficos, som em Gears of War is as good as it gets. Sei que não é um lance exclusivo do Gears, mas vou citar pros futuros donos de Xbox 360 se empolgarem – você pode ouvir suas próprias mp3 enquanto joga, obviamente sem deixar o jogo nem um pouco mais lento por causa disso. É sensacional. Não consigo achar um ponto que me faça pensar “esse negócio aqui poderia ter sido melhorado”.

Multiplayer: 8
Tou dando apenas 8 porque não incluir mais modos num jogo que tinha tudo pra ser PERFEITO foi um erro imperdoável. Além disso, eles deveriam ter aumentado o número de jogadores. Só oito é meio insatisfatório.
Mas não se engane, o jogo é muito divertido. A nota baixa é mais pelo vacilo da Epic de não completar o pacote do que com a diversão que o multiplayer proporciona.

Lasting Appeal/Replay value: 9
Três campanhas (Casual, Hardcore e Insane), opção de jogar co-op local e via internet (tá achando a campanha difícil? Recrute a ajuda de um amigo que já venceu o jogo!), e os deathmatchess loucura total com outros 7 estranhos no Live dão a esse jogo um replay value incrível. A história recebeu reclamações de ser um pouco curta, mas o online sozinho valerá o investimento do jogo. Pessoalmente, esse jogo poderia ter sido lançado sem história nenhuma, só o online mesmo, e eu compraria satisfeito.

Como os nerds mais antenados devem saber, GoW ganhou inúmeras premiações, inclusive a de Jogo do Ano em diversos sites sobre a área. Palmas pra Epic, e pra Microsoft por ter feito de Gears of War O motivo pelo qual muitos compraram seus Xbox 360.

Eu, por exemplo. Decidi comprar meu Xbox 360 três dias após ver a resenha de GoW, e é o único jogo que eu jogo, e valeu cada centavinho.

Agora chega de falatório que tou me coçando todo pra jogar online. Alguns foristas do FHBD já estão com seus X360, e já trocamos tirinhos virtualmente. O próximo passo é zerar o jogo com cada um deles.

Edit.: Ah, quase esqueci sobre a roadie run! Roadie run é o apelido que deram pra corridinha que os bonecos dão em GoW. A câmera abaixa junto com o personagem e segue o cara como se alguém tivesse realmente correndo com a câmera seguindo você. O efeito é aquela filmagem meio tremida que lembra aqueles correspondentes da CNN seguindo soldados durante a batalha.

Vejaí:

target=”new”>Comercial do jogo. Vale lembrar que foi anunciado pela Apple que as vendas de Mad World na loja do iTunes QUADRUPLICARAM após o lançamento desse comercial.

Quando até a trilha sonora do comercial da parada faz sucesso, é fácil ver que tudo relacionado ao jogo foi extremamente bem feito.

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About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)