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Postado em 25 May 2007 Escrito por Izzy Nobre 3 Comentários

Uma das poucas vantagens de ter um pivete de um ano de idade perambulando pela casa – é isso aí, o Kevin aprendeu a andar – é poder ir pra Toys R Us com uma certa frequência sem se sentir mais crianção do que eu já me sinto diariamente. Agora não preciso mais inventar desculpas esfarrapadas pra visitar a minha loja de brinquedos favorita. Sempre que o guri quebra algum de seus joguetes e o choro ensurdecedor convence minha madrasta a convencer meu pai a se convencer que ele deve gastar outros cinquenta dólares comprando algum outro brinquedo que divertirá o moleque menos do que a embalagem que o envolve, basta eu pular no carro dizendo que estou entediado e pronto.

Uns dias atrás lá estava eu na Toys R Us local, vendo uns Legos ou uns bonecos novos das Tartarugas Ninja ou algo que o valha quando vi no alto da prateleira mais alta da loja (tinha uns dois andares de altura aquela porra, sem exagero. Por que diabos colocam brinquedos num lugar tão inacessível, jesus?) um sonho de consumo que mantive durante boa parte dos meus bem vividos 22 anos de idade. E a etiqueta de preço levemente salgado (100 doletinhas) não foi o suficiente pra me fazer desistir da compra.


Um fenomenalíssimo HELICÓPTRO (que era a forma que meu avô pronunciava a palavra) de controle remoto. Fui abrindo a caixa antes de abrir a porta do carro, dando uma lida breve no manual e sonhando acordado com as grandes aventuras que eu viveria com meu helicóptro.

Acontece que a parada é praticamente IMPOSSÍVEL de pilotar. IMPILOTÁVEL, se tal palavra existe. Como a estrutura do negócio é muitíssimo leve e uma vez que o helicóptro está no ar o atrito é virtualmente nulo, qualquer guinada em qualquer direção envia o bichim direto pra parede mais próxima. Você tem que pegar a manha do negócio, tem que fazer movimentos leves pro lado que quer ir, mó Flight Simulator style. Lembra de Flight Simulator? Você instalava pela primeira vez e pensava que podia brincar que nem no AfterBurner do Mega Drive e saia apertando setas direcionais indiscriminadamente, aí você teria que explicar pro controlador de vôo do Aeroporto Internacional de Heathrow em Londres por que você decidiu estacionar seu 747 na torre de comando deles.

Sem contar que você não pode ligar as hélices com tudo, senão o troço levanta vôo num piscar de olhos e se enfia no seu teto. O lance é, segundo o manual, ir “esquentando” o rotor aos poucos, até que o bichim lentamente levante do chão. Na primeira vez que tentei esta técnica mais apropriada de decolagem, o vento provocado pela rotação das hélices espalhou uns papeis e outros badulaques que eu tinha em cima da mesa do meu computador, dando aquele efeito característico de um helicóptro de verdade levantando vôo. Uma lágrima infantil escorreu pelas minhas bochechas. Quero dizer, pela minha bochecha, no singular, porque foi só uma lágrima.

O negócio é que faz umas duas semanas que comprei essa merda e eu AINDA não adquiri a habilidade necessária pra fazer o negócio levantar vôo sem rodopiar loucamente e/ou se dirigir ao local onde eu realmente quero que ele vá. No momento o meu brinquedo tem vontade própria, e ele parece fazer bom uso de seu livre arbítrio pra se chocar contra as paredes do meu quarto.

Fazer curvas com o brinquedo é dramaticamente complicado, porque ele não voa num eixo reto como um carrinho de controle remoto. Uma vez que ele está no ar, você faz curvas rotacionando o bichim, e quando ele se encontra na direção desejada, movendo-o pra frente. Acontece que graças à inércia/falta de atrito, o helicóptero NUNCA passará muito tempo apontado na mítica “direção desejada”. Você dá uma guinadinha de leve pra direita e o negócio dá quatro giros de 360 graus. Você pode tentar ligar os rotores inversos pra girar ele um pouco pra esquerda, anular o giro e estabilizando o helicóptero, mas você precisa aplicar a força EXATA no sentido contrário, senão essa porra para de girar descontroladamente pra direita e passa a girar descontroladamente pra esquerda. Resumindo, é complicado pra caralho.

E revendo o manual, eu encontro uma notinha explicando pro comprador ter uma certa paciência porque o controle do helicóptero é realmente um negócio que exige prática e porque não dizer até talento. A falta de atrito complica demais a pilotagem do brinquedo. Ao menos o aviso serviu pra aliviar aquela sensação de incompetência. E em pensar que eu queria ir pra Aeronáutica quando era moleque.

Mas eu vou dominar esse filho da puta. Quando eu aprender a controlar essa desgraça com perfeição, faço um videozinho bacana e coloco no YouToobi para a vossa apreciação.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

3 Comentários \o/

  1. PixuK says:

    PRIMEIRÃO auahauahuaha

  2. Porra, o helicoptero que eu comprei e o viadinho do meu irmão quebrou, é igual a esse dae.

    E é impossível de controlar essa porra mesmo. O máximo que fazia era subir ele, até que algum vento passasse e levasse ele lá pra puta que pariu… 😛

  3. Ruskii says:

    ô ce tb eh foda, que pilota o bagulho dentro do quarto hauahuahau