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As 3 maiores contribuições da ciência para a humanidade (versus as 3 maiores da religião)

Postado em 6 March 2012 Escrito por Izzy Nobre 22 Comentários

Seguinte.

Passei mais de metade da minha vida profundamente envolvido no meio religioso. Meu pai era pastor da Assembléia de Deus Betesda em Fortaleza, minha mãe tocava violão na igreja, e eu e meus irmãos só fomos pisar em escolas seculares pela primeira vez na vida lá pelo ano 2000. Eu mesmo já li a bíblia inteira mais de uma vez — inclusive, participei várias vezes de competições na minha igreja em que jovens se “desafiavam” a ler a bíblia toda em menos de um ano.

(E você aí achando que eu não tenho uma vida só porque acesso o twitter 22 horas por dia.)

E há um comportamento religioso sempre me chamou a atenção acima de todos os demais. Não, não estou me referindo ao bizarro e fútil hábito de berrar “línguas estranhas” — que eles acreditam ser uma manifestação do poder do Espírito Santo. Se gritaria ininteligível (e indistinguível das alucinações de uma pessoa maluca) é a melhor ou única forma que o Ser Supremo do Universo tem de se manifestar, algo está muito errado.

Religiosos tem uma espécie de preconceito não-admitido contra ciência (estou generalizando — alguns admitem abertamente) e são bastante adeptos a retóricas anti-ciência. Essa atitude sempre me deu a impressão de que eles vêem o método científico como um oponente que deve ser atacado e descreditado.

E um oponente poderoso, aliás. Como mencionei, muitos deles chegam a admitir abertamente (geralmente como forma de crítica a ateus) que vêem ciência como uma religião alternativa. Por algum motivo eles abrem a boca pra falar essa abobrinha como se isso de alguma forma tirasse o valor da conduta científica.

Essencialmente o argumento deles é que a fé deles vale, a mas nossa “religião” não (vide o ditado popular cristão “não tenho fé o bastante pra ser ateu”, comumente encontrado adornando assinaturas em fóruns evangélicos internet afora).

Além da conclusão sem base lógica de que é preciso ser ateu pra valorizar as realizações científicas, atribuir valores religiosos à ciência não é apenas um argumento contraditório vindo de um religioso, mas também  desconhecimento do sentido da palavra “fé”.

Deixa eu dar um exemplo do que eu quero dizer com “você não precisa ser ateu pra valorizar ou aceitar conclusões científicas”. Vejamos o arco-íris.

Veja-o.

Biblicamente, o arco íris foi explicado como uma aliança entre Deus e os homens; Jeová inundou o planeta, depois se arrependeu de fazer isso e então mandou este fenômeno como quem diz “foi mal aí”.

Alguns séculos mais tarde a ciência descobriu que tal fenômeno na realidade é um efeito comum da refração da luz quando atravessa a água. Tal explicação é um fato irrefutável; você mesmo pode testar a teoria com uma mangueira num dia ensolarado. Não há qualquer discussão a respeito desta explicação.

Entretanto, conhecer (e aceitar) o fenômeno que provoca um arco íris não te torna imediatamente um ateu. Você pode facilmente conciliar a explicação científica de um arco íris, com o significado religioso da promessa de Deus para os homens. “Tá, é um fenômeno natural de refração. Mas Deus o usou para comunicar uma mensagem aos homens“.

Pronto, perfeito. Você aceita a explicação científica, e isso não significa que você é obrigado a abandonar a fé — e mais importante, você não faz lobbies pra obrigar professores de ciência a oferecer explicações “alternativas” para o fenômeno dos arco íris.

Imagino que um dia, esse mesmo mecanismo cogitivo (“tá na bíblia mas a ciência explica perfeitamente, o que indica que talvez a versão bíblia seja uma alegoria e não um relato literal”) se aplicará à teoria da evolução. Vai ver que a evolução é simplesmente mais recente que ótica, e por isso o povo ainda não se acostumou a ve-la como um fato.

Voltando ao assunto.

Sempre fui um oponente bastante agressivo dessa estranha doutrina cristã de que ciência é uma religião artificial criada pra substituir Deus (ou deuses, sei lá. Acredite em mim, MUITOS cristãos adotam esse ponto de vista). Esse argumento sempre me pareceu mais como uma forma de tentar dar a religião a mesma importância que a ciência tem, e não como um esforço em desmerecer as conquistas científicas — o que era realmente o objetivo deles.

Mas tudo bem. Pelo bem do debate, vamos supor por um momento que a massa religiosa está certa, e que ciência nada mais é que o dogma religioso dos ateus. Se ambos conceitos não passam de crendices e têm a mesma dependência de fé, elas tem essencialmente o mesmo valor.

Adotando a suposição de uma maioria assustadora de religiosos, aceitemos o postulado de que ciência e religião são equivalentes.

Então, pra desempatar, que tal analisar as contribuições de ambas “crenças”? Soa justo pra você? Então vamos.

(Pra aplacar a fúria dos leitores evangélicos, vou citar as contribuições de outras fés, também. Afinal o HBD é um blog ecumênico.)

Contribuição científica: Produção de vacinas

O corpo humano é uma maravilha evolutiva ou divina, dependendo da sua orientação espiritual ou falta dela. Embora alguns cristãos um pouco mais progressistas (a Igreja Católica, por exemplo) vêem o Gênesis como uma parábola e aceitem a teoria darwinista como o mecanismo divino de criação, este ainda é um grande ponto de contenção entre as comunidades científicas e religiosas.

Nos Estados Unidos este é um assunto tão delicado quanto controle de armas e aborto. Imagine o quanto eles levam esse debate a sério. Entretanto há uma coisa em que todos podemos concordar, a despeito da presença ou ausência de inclinações metafísica, sobre o corpo humano — ele é incrivelmente suscetível a infecções (o que atesta contra a idéia de um “designer inteligente e perfeito”, mas tudo bem).

A raça humana já foi quase eliminada da face da terra diversas vezes — a mais notória delas durante o Século XIV, quando a Peste Negra estava na moda. Naturalmente, com a fragilidade da raça tão exposta, achar uma forma de fortificar o corpo humano contra invasões microbiológicas era uma grande prioridade.

Finalmente em 1770, um sujeito chamado Edward Jenner ouviu uma mulher mencionar que ela nunca havia pego varíola (a versão violenta, que quando não mata entorta a pessoa toda), porque havia se contaminado com a versão bovina da doença anos antes.

O cara começou a pensar sobre a parada e resolveu usar o pus (eca!) de uma mulher com varíola pra imunizar um moleque de 8 anos. Apesar de rudimentar, não é que a técnica funcionou e o moleque se tornou resistente à doença?

A idéia de que o corpo aprende a se defender contra infecções após exposto a uma versão menos severa ou morta do vírus causador da doença revolucionou a medicina. Graças a este conceito, hoje vivemos num mundo onde pólio, difteria, rubéola, varíola e outras moléstias não causam mais o completo estrago que causavam antes.

(Os avanços tecnológicos permitiram também melhores condições de saneamento, o que ajudou ainda mais a erradicar epidemias que antes só desapareciam após matar algumas centenas de milhares de infelizes. Olha outro avanço científico de bônus aí.)

Contribuição religiosa: As Cruzadas

Qualquer pessoa que tenha lido um livro do Dan Brown (e a julgar pelos números de venda dos livros do cara, há mais fãs do autor que pessoas no planeta) sabe perfeitamente o que eram as Cruzadas, mas vamos supor que você nunca leu O Código Da Vinci.

As Cruzadas foram uma série de campanhas militares movidas pela Igreja Católica que tinham como objetivo reconquistar Jerusalém, que no século XI havia sido  dominada por muçulmanos. O próprio termo “cruzadas” deriva de “cruz”, fazendo referência à cruz de pano que os participantes costumavam às suas roupas pra se identificar.

Muito capital foi gasto pela Igreja Católica pra manter a guerra, e essa grana vinha justamente do povo que era explorado agressivamente pelo clero — além da nobreza que tinha interesses em estabelecer sua influência em pontos cruciais do trânsito entre a Terra Santa e a Europa, que gerava imensa fortuna.

Como se ordenar e financiar a chacina toda, o Papa Alexandre II ainda manipulou a turma a participar da parada com sangue nozóio. O sujeito vaticinou que aqueles que morrerem lutando contra os pagãos iriam diretamente pro Paraíso.

Numa época que até lavar sua piroca sem rezar ave-marias de penitência em seguida resultavam em condenação eterna, era uma promessa atraente.

Houve nove cruzadas ao todo. A perda de vidas e propriedade só não foi pior que o atrito religioso entre o Cristianismo e o Islamismo, que perdura até hoje.

Contribuição científica: O programa espacial

Apenas em 1687 Isaac Newton publicou o seu Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica, o tratado científico que estabeleceu as fundações da física moderna. Entretanto, muitos milênios antes disso o homem já conhecia a ação impiedosa da gravidade — e sonhava em um dia derrota-la.

Até que um dia Santos Dumont/os irmãos Wright (dependendo de onde você nasceu) inventou ou inventaram o avião, no comecinho do século XX. E se você achava que ficaríamos apenas por aí mesmo, você é burro e provavelmente porque sua mãe e seu pai eram primos ou algo assim.

Menos de um século após o primeiro vôo, a humanidade já estava se desvencilhando de vez do campo gravitacional da Terra. Como se estivéssemos estendendo as mãos em direção às estrelas, enviamos sondas a planetas inóspitos, fotografamos eventos que ocorreram bilhões de anos atrás, e até mesmo levamos um carrinho de golfe pra dar um passeio na lua.

Fig 2: CIÊNCIA.

E ao longo do caminho em direção ao espaço, os homens brilhantes que trabalhavam incessantemente pra atingir o impossível desenvolveram uma porrada de tecnologia periférica ao vôo espacial, e muito útil aqui na Terra. A insulação térmica, o detector de fumaça, a maioria dos aparelhos eletrônicos sem fio, o LED, os sistemas globais de comunicação e muitos outros. E o que não foi inventado na conquista espacial, foi aprimorado.

Contribuição religiosa: a caçada às “bruxas”

Um dos maiores problemas de qualquer religião organizada (“problema” de acordo com o ponto de vista deles, obviamente) é que sua influência é limitada, pelo simples fato de que nem todo mundo segue ou sequer respeita a suas crenças. E algumas pessoas não se contentam em apenas rejeitar a sua fé, como ainda abraçam outra. Como ousam?!

Felizmente a Igreja Católica inventou uma boa forma de resolver esse impasse. O Papa João Paulo XXII formalizou, em 1320, os protocolos que detalhavam como perseguir, julgar e condenar (especialmente condenar) acusados de heresia.

E foi o tiro de largada. As instituições religiosas ao redor da Europa, aparentemente se coçando pra atear fogo em hereges, não perderam tempo e sairam conduzindo seus “julgamentos”. As aspas se dão pelo fato de que qualquer acusação, por mais estapafúrdia, valia como evidência contra os acusados (quase sempre mulheres), e que não havia uma defesa formal agindo em favor dos futuros churrasquinhos.

Em outras palavras, uma vez acusado de bruxaria, você estava completamente fodido.

A putaria rolou solta nos séculos XVI e XVII, os ânimos se apaziguaram por um tempo, e em seguida o frenesi estourou novamente no Novo Mundo. Ou seja, não é de hoje que a Europa dita a moda mundial.

O julgamento das bruxas de Salem é provavelmente o caso mais icônico (seria coincidência que ele aconteceu na terra do cinema?), em que dúzias de pessoas acusadas de bruxaria — que, pra termos práticos, era simplesmente o exercício de uma religião diferente da vigente, e OLHE LÁ, porque os acusados às vezes nem praticantes de outros credos eram — foram condenadas à morte por enforcamento simplesmente por…

…ninguém sabe o motivo. Essencialmente um sujeito acusava conhecidos ou vizinhos de bruxaria simplesmente por não ir muito com a cara da pessoa. Era, em outras palavras, perseguição de cunho religioso usando o sistema jurídico como facilitador.

A caça às bruxas foi um evento tão vilanesco que até hoje o termo é sinônimo de perseguição sem embasamento e histeria levada as últimas consequências.

E quem pensa que a raça humana aprendeu com sua história e que esse tipo de coisa pertence aos livros de história, think again — caças às bruxas ainda acontecem trivialmente na África.

Contribuição científica: A descoberta e o domínio da eletricidade

Olhe em seu redor rapidamente. É possível que você veja nas suas proximidades imediatas uns seis aparelhos dependentes de eletricidade (e você for menina solitária e acredita na privacidade e na isolação sonora do seu quarto, aumenta pra 7) sem os quais sua vida seria drasticamente diferente.

Os antigos romanos e os árabes já eram cientes do fenômeno da eletricidade. Aliás, devemos algumas das palavras relacionados a eles: “electricus” em latim significa “parecido com âmbar”, um material cujas capacidades estáticas já eram conhecidas pelos nossos antepassados, e o árabe “raad” virou o nosso “raio”.

Sabe o truque de pegar um balão da festinha da sua prima, esfregar naquela camiseta sebosa que sua mãe comprou numa promoção de 3 por 40 reais na C&A, e usa-lo pra eriçar o cabelo da gurizada? Então, os antigos já conheciam essa brincadeira.

Milênios mais tarde Benjamin Franklin vendeu suas posses pra financiar experiências que definiriam a composição e a natureza da eletricidade, e Alessandro Volta veio em seguida e inventou a pilha miniaturizada, uma fonte de energia que você podia literalmente carregar no bolso.

Em outros tempos e em outra geografia, nosso amigo Volta correria o risco ter se juntado às outras piñatas heréticas de Salem.

O resultado das descobertas desses homens brilhantes é essencialmente a infraestrutura que move o nosso mundo. A civilização humana como conhecemos não poderia existir sem força elétrica. Lembramos da nossa dependência debilitante de energia elétrica sempre que falta luz.

Imagine por um momento que todos os aparelhos que dependem de energia elétrica fossem embora pra sempre, e pergunte pra si mesmo se você gostaria de morar naquele mundo.

Se não fosse a ciência, esse pesadelo seria sua realidade diária.

Contribuição religiosa: Terrorismo global

Sem qualquer dúvida todos podemos concordar (menos os religiosos, obviamente) que o exercício mais danoso que a fé religiosa inspira é o pensamento em absolutos.

Como sabemos, nada da vida funciona em absolutos. Poucas coisas são absolutamente certas ou absolutamente erradas, há muitos nuances de cinza no meio. Qualquer pessoa que tenha algum dia discutido política (ou na verdade, discutido qualquer coisa) deve saber que X às vezes é tão fácil de ser justificado quando Y.

Numa sociedade civilizada, em que se confia no uso da retórica e no julgo da lei, a maioria de nós consegue manter nossas diferenças no plano abstrato e legalmente permitido.

Infelizmente, quando estamos falando de um grupo que acredita que fala com autoridade divina, a recíproca não é verdadeira. O que eles decidirem está certo e ACABOU. Deus não poderia estar errado, não é mesmo?

Essa é uma imagem pra ilustrar a intransigência religiosa sendo levada às últimas consequências. Terrorismo religioso não é nada novo, mas sua presença no mundo moderno é uma prova de que enquanto houver uma filosofia que convence os homens de que eles estão plenamente e eternamente certos, e que ações violentas que avancem sua causa serão recompensadas em outra vida, a civilização humana sofre perigo grave.

Admitir que está errado é um princípio científico valiosíssimo (a famosa falseabilidade). Já no contexto religioso, admitir que estar errado é anátema.

O que provavelmente explica porque a ciência avançou tanto e tão rapidamente nos últimos séculos, enquanto algumas religiões continuam pregando que infortúnio nos negócios, colheitas insatisfatórias e má saúde é obra de “maus espíritos”.

Se você quer dar graças a Deus por alguma coisa nesse mundo, dê graças a Deus pela ciência.

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comments

Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

22 Comentários \o/

  1. Flamel says:

    Desculpe a franqueza, e vc tem todo o direito de não publicar (o que corresponderia em desonestidade intelectual), mas nunca li tanta bobagem a respeito da relação ciência-religião. A Ciência difere da religião pelo objetivo a que se presta. A Ciência não é neutra como vc tenta defender no seu argumento. Isto é ridículo. Somente vc poderá reconhecer a riqueza que é a Ciência para a intelectualidade humana quando conhecer sua real forma. Sou cientista. Feliz em conhecer essa área do saber. Tenho certeza que as pessoas que produzem conhecimento filosófico e científico autêntico lamenta este seu texto. Boa parte dos cientistas que mudaram paradigmas eram religiosos. Exerciam sua religiosidade. Pesquise! Estou aberto à discussão, somente se vc se interessar. Percebo que vc tem o principal: a inquietude do querer saber. Caso esteja interessado, continuemos honestamente nossa discussão. Um abraço.

  2. Joseph says:

    Muito bom texto apesar de tendencioso. (também tenho tendência para a razão)… Aposto que Flamel é um desses “pastores” que consideram as outras crenças diabólicas simplesmente porque não são iguais a suas.

    • Isaque says:

      Na verdade não… No texto dele não pareceu que era um pastor, tanto que ele mesmo menciona no texto sua profissão (Cientista). Além do que o que ele falou é verdade…

  3. Flamel says:

    RSRSRSRSRSRS! Não, não sou pastor. RSRSRSRSRSRSRS!

  4. sylvio says:

    cara, você ignora uma coisa importante a respeito do arco-íris.

    • Lúcio Sales says:

      O fenômeno do arco-íris na bíblia não foi uma alegoria. As condições climáticas antes do dilúvio não permitiam sua aparição:

      Antes do dilúvio:

      GÊNESIS 2:5,6

      “não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra.
      Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra”.

      Depois do dilúvio:

      GÊNESIS 8:22

      “Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite”.

      Paulo adverte quanto aos efeitos da falsa ciência sobre a conduta humana:

      I TIMÓTEO 6:20,21

      “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, evitando as conversas vãs e profanas e as oposições da falsamente chamada ciência;
      a qual professando-a alguns, se desviaram da fé”.

      “A ciência está sempre a descobrir novas maravilhas; mas nada traz de suas pesquisas que, corretamente compreendido, esteja em conflito com a revelação divina. O livro da natureza e a palavra escrita lançam luz um sobre o outro. Familiarizam-nos com Deus, ensinando-nos algo das leis por cujo meio Ele opera.
      Inferências erroneamente tiradas dos fatos observados na natureza têm, entretanto, dado lugar a supostas divergências entre a ciência e a revelação; e nos esforços para restabelecer a harmonia, tem-se adotado interpretações das Escrituras que abalam e destroem a força da Palavra de Deus.

      Considerando as oportunidades do homem para a pesquisa, bem como quão breve é a sua vida, limitada sua esfera de ação, restrita sua visão, freqüentes e grandes seus erros nas conclusões especialmente relativas aos fatos julgados anteriores à história bíblica; considerando quantas vezes as supostas deduções da ciência são revistas ou rejeitadas, bem como com que prontidão os admitidos períodos de desenvolvimento da Terra são de tempos em tempos aumentados ou diminuídos em milhões de anos, e como as teorias sustentadas por diferentes cientistas se acham em conflito entre si -- deveremos nós, para ter o privilégio de delinear nossa descendência pelos microrganismos, moluscos e macacos, consentir em rejeitar a declaração da Escritura Sagrada, tão grandiosa em sua simplicidade: “Criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou”? Gên. 1:27. Deveremos rejeitar aquele relato genealógico -- mais nobre do que qualquer que zelosamente se conserve nas cortes reais: “Sete, de Adão, e Adão, de Deus”? Luc. 3:38.
      Corretamente entendidas, tanto as revelações da ciência como as experiências da vida se acham em harmonia com o testemunho das Escrituras relativo à constante operação de Deus na natureza”.

      “Foi o Criador de todas as coisas que ordenou a maravilhosa adaptação dos meios ao fim, e do suprimento às necessidades. Foi Ele que no mundo material proveu para que todo o desejo implantado devesse ser satisfeito. Foi Ele que criou a o ser humano, com sua capacidade para saber e amar. E Ele não é por natureza de molde a deixar não satisfeitos os anelos do coração. Nenhum princípio intangível, nenhuma essência impessoal ou simples abstração poderia satisfazer às necessidades e anelos dos seres humanos nesta vida de lutas com o pecado, tristeza e dor. Não basta crermos na lei e na força, em coisas que não têm piedade ou nunca ouvem o brado por auxílio. Precisamos saber acerca de um braço todo-poderoso que nos manterá, e de um Amigo infinito que tem piedade de nós. Necessitamos agarrar-nos a uma mão aquecida pelo amor, confiar em um coração cheio de ternura. E efetivamente assim Deus Se revelou em Sua Palavra.
      Aquele que mais profundamente estudar os mistérios da natureza, mais plenamente se compenetrará de sua própria ignorância e fraqueza. Compreenderá que existem profundidades e alturas que não poderá atingir, segredos que não poderá penetrar, e vastos campos de verdades jazendo diante de si, não penetrados. Dispor-se-á a dizer com Newton: “Pareço-me com a criança na praia, procurando seixos e conchas, enquanto o grande oceano da verdade jaz por descobrir diante de mim.”

      Os mais profundos estudantes da ciência são constrangidos a reconhecer na natureza a operação de um poder infinito. Ora, para a razão humana, destituída de auxílio, o ensino da natureza não poderá deixar de ser senão contraditório e enganador. Unicamente à luz da revelação poderá ele ser interpretado corretamente. “Pela fé, entendemos”.” Heb. 11:3. Educação, pag. 128, 130, 133 e 134

  5. Por causa disso o Kid virou ateu: “Eu mesmo já li a bíblia inteira mais de uma vez”, tá explicado.

  6. Giovana says:

    Olha, quero primeiramente lamentar por você, por ter sido ou ser da igreja Assembléia de Deus, se você não tivesse dito isso eu pensaria em outros porquês de você ter escrito esse texto. Sabendo que você veio de uma igreja onde mulheres têm que usar saia e vestido, não é novidade para que na mesma ciência seja considerada uma seita. Onde os membros oram e falam como se DEUS fosse surdo, pois gritam muito e ainda de modo bizarro falam em línguas muito estranhas e pulam ao mesmo tempo! Com certeza, você tem toda essa sua opnião por causa repressão que você certamente sofreu. Seu texto é muito tendencioso e concordando com um comentário a cima “Boa parte dos cientistas que mudaram paradigmas eram religiosos. Exerciam sua religiosidade.”. E mais uma vez lamento se os membros da sua possível igreja não entendem e não apreciam os fenômenos físicos, eu não esperaria nada de diferente.

  7. Slifer says:

    3 contribuições da ciência:

    -- Eugenia
    -- Bombas que atualmente podem acabar com toda a vida na terra.
    -- Tecnologia e métodos de engenharia social que permite governos como o da China ter um grande controle sobre a população.

    3 contribuições da religião:

    -- Direitos humanos.
    -- Universidades, a mais antiga da Índia era uma mosteiro budista, a mais antiga da África era um mosteiro islâmico e a mais antiga da Europa era um mosteiro católico.
    -- Artes, na antiguidade e na idade média todas as artes eram ligadas á espiritualidade.

    • Ademir says:

      Tendenciosa mesmo é a postagem do Slifer logo acima!

      De todas as contribuições importantes descobertas pela ciencia objetivando melhorar a vida sobre o planeta ele destacou três aspectos negativos que não devem ser atribuidos exclusivamente à Ciencia e sim à politica de governantes.

      De todas as contribuições negativas que se atribui à Religião ele esqueceu de citar a pior de todas que é a disseminação do preconceito em todas as suas variantes.

      Aff…

      • Kazuyataz says:

        Achei o comentário acima uma bela sátira desse post.Lamentavelmente, tanto o post quanto o comentário são tendenciosos e fazem parte da MAIOR e MAIS ESTÚPIDA flame war que existe na humanidade.
        Obs: Cientistas passam a criar preconceito a partir do momento que julgam crentes como imbecis sem senso crítico. Acontece? Sim, mas isso acontece tanto quanto os “ateus de faculdade”, que não tem nenhuma base filosófica/teológica/científica e segue a onda do ” ser ateu é ser intelectual, o resto é um bando de babaca”. Cientistas e crentes fizeram muita merda ao longo da história( e ainda irão fazer), a diferença é que a religião chegou primeiro e ta ai faz tempo.
        OBS²: As montadoras de carros são imunes de culpa por poluírem o meio ambiente só por causa do sistema capitalista de produção em massa? Não né? Mesma coisa com relação à armas químicas. Os desenvolvedores de armas químicas, mesmo sob qualquer tipo de pressão política, poderiam ter visto a merda que estavam fazendo e deixarem quieto. Mas apresentar resultados pareceu mais satisfatório, afinal de contas ainda era ciência.
        Religião e ciência, no fim, tem o mesmo problema: A humanidade.

        • Gabriel says:

          Bando de idiotas,ficam falando mal da ciência mas não vivem sem,oque é o contrario da religião.Ah!Por favor digam-me três coisas que a religião fez que podem ser consideradas de ajuda à humanidade…Pois é,acho que não conseguem!

    • djalma says:

      vcs so estao debatendo esse assunto por causa da ciecia que criou a internet,a tv, o radio, os carros,a geladeira etc..mesmo nao admitindo ningem vive sem ciencia mas sem religiao se vive eu vivo muito bemmm

  8. djalma says:

    concordo com vc amigo vc falou tudo, e a unica coisa que os religiosos tem para tentar se opor a esses fatos sao argumentos sem provas a ciencia prova tudo que diz e a religiao? se tem cientista que acreditam em deus entao que eles provem , acreditar em algo nao segnifica que isso exista ate que se prove

  9. Gustavo Afonso Nascimento says:

    Que post tendencioso, mas contra fatos não há argumentos, vamos pontuar algumas coisas e gostaria que você pessoalmente Izzy leia!

    Primeiramente vamos falar diretamente e sem rodeios, temos que dividir os cristãos em Católicos e Protestantes.
    Não sei de nenhuma grande contribuição protestante(aliás os primeiros cristão e nem os judeus aceitam a palavra Jeová, mas sim se referiam a Deus como “Y””H””V””H”), mas vamos a várias contribuições da Igreja Católica(várias do campo das ciências, inclusive várias coisas que você izzy nobre usa no teu dia-a-dia):

    Igreja Católica:

    * União dos livros sagrados, formando o que chamamos de bíblia(a bíblia evangélica tem 66 livros, enquanto que a bíblia católica tem sete livros a mais), que é o “livro” mais vendido de todos os tempos;
    * Padre Roger Bacon inventou o telescópio;Padre Zeucchi aperfeiçoou-o, em 1652.
    * Padre Humberto, o grande, inventou a bússola. Padre Flávio, de Nápoles, aperfeiçoou-a. Padre Tiago, de Vitry, aplicou-a à navegação.
    * Padre Cassiodoro, em 505, inventou o relógio. O papa Silvestre II fez o primeiro relógio de rodas. O padre Pacífico, de Verona, inventou o relógio de bolso. O padre Welogord, em 1316, fez o primeiro relógio astrológico.
    * Padre Alexandre Spina, dominicano, no 13º século, inventou o óculos.
    * Padre Magnon inventou o microscópio.
    * Padre Embriaco descobriu o hidrocronômetro e o sismógrafo.
    * Padre Bertoldo Schwartz inventou a pólvora.
    Dom Galeno, bispo de Munster, descobriu as bombas.
    São Boaventura, a teoria da termodinâmica.
    * Os padres Lona e Becaria descobriram as leis da eletricidade.
    * Padre Secchi, jesuíta, descobriu a análise espectral.
    * Padre Procópio Divisch, em 1759, descobriu o pára-raios, e não Franklin, que fez apenas aplicá-lo à proteção das casas.
    * O santo padre Beda descobriu as leis das marés.
    * Padre Gilbert introduziu os algarismos arábicos.
    * Padre Guido d’Arezzo inventou o nome das sete notas musicais.
    * Padre José Joaquim Lucas, brasileiro, inventou o melógrafo, ou modo de escrever as notas e sinais que correspondem à escrita musical.
    * Padre Alberto, saxonio, imaginou as leis da navegação aérea. Padre Bartolomeu de Gusmão, em 1720, fez a aplicação destas leis aos aerostatos, 60 anos antes de Mongolfier. O padre Amaro, monge, foi o desenhador da célebre carta marítima, em 1456, que inclinou Colombo às suas explorações. O padre Gauthier, em 1753, aproveitando as experiências de Papin, Dickens, Watt, inventou o moderno funcionamento da navegação.
    * Padre Nollet inventou as máquinas elétricas e descobriu a eletricidade nas nuvens.
    * Padre Raul, vigário de Sfax, é o verdadeiro inventor do submarino moderno.
    * Padres jesuítas são os descobridores do gás. O padre Duen fundou, em 1715, a primeira fábrica de gás.
    * Padre Painton inventou a bicicleta, em 1745.
    * Padre Barrant, monge, descobriu o freio das locomotivas.
    * Padre cavalieri, jesuíta, inventou a policromia.
    * Os padres Ponce e Epée, beneditinos, estabeleceram o método da educação dos surdos.
    * O padre J. B. de La Salle foi o primeiro a fundar escolas livres.
    * O padre Fegenece foi o primeiro a praticar a gravura nas vidraças.
    * O cardeal Mezzofanti foi o maior conhecedor de línguas do século passado.
    * O bispo Virgílio, de Salzburg, foi o descobridor da existência dos antípodas.
    * O padre Alberto Magno, dominicano, descobriu o zinco e o Arsênico.
    O cardeal Régio Fontana inventou o sistema métrico.
    * O padre Lucas de Borgo é o inventor da Álgebra.
    * padre Landell de Moura, brasileiro e inventor do rádio.
    * O monge Gregor Johann Mendel é considerado o pai da genética;

    Agora vamos discutir os três pontos que você citou:

    Contribuição religiosa: As Cruzadas --
    ————————————————-
    Você citou um livro de ficção para tentar explicar o que realmente aconteceu, só pode estar de brincadeira né? Busque um a fonte confiável e terei o prazer de te mostrar a verdade!

    Contribuição religiosa: a caçada às “bruxas”:
    ———————————————
    Vamos tomar como referência as Atas do grande Simpósio Internacional sobre a Inquisição, em que 30 grandes historiadores participaram vindos de diversas confissões religiosas, para tratar historicamente da Inquisição, proposta motivada pela Igreja. O Papa João Paulo II afirmou certa vez: “Na opinião do publico, a imagem da Inquisição representa praticamente o símbolo do escândalo”. E perguntou “Até que ponto essa imagem é fiel à realidade”.

    O encontro realizou-se entre os dias 29 e 31 de Outubro de 1998. Com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índice. As Atas deste Simpósio, foram anos depois reunidas e apresentadas ao público, sob forma de livro contendo 783 paginas, intitulado originalmente de “L’Inquisione” pelo historiador Agostinho Borromeo, professor da Universidade de La Sapienza de Roma. O mesmo historiador lembrou “Para historiadores, porem, os números têm significado” (Folha de S. Paulo, 16 junho 2004).

    As atas documentais do Simpósio, já foram utilizadas em vários obras de historiadores, e continuam a ser, tais documentos são resultados de uma profunda pesquisa sobre os dados de processos inquisitoriais: as seguintes afirmações foram declaradas pelo historiador Agostinho Borromeo.

    Sobre a “famigerada e terrível” Inquisição Espanhola:
    “A Inquisição na Espanha celebrou, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7% (13) foram condenados em “contumácia”, ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou mortos que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos.”

    Sobre as famosas “caças às bruxas”.
    “Dos 125.000 processos de sua historia [tribunais eclesiásticos], a Inquisição espanhola condenou a morte 59 “bruxas”. Na Itália. 36 e em Portugal 4.”

    E a propaganda de que “foram milhões”.

    Constatou-se que os tribunais religiosos eram mais brandos do que os tribunais civis, tiveram poucas participações nestes casos, o que não aconteceu com os tribunais civis que mataram milhares de pessoas.

    Sentenças de um famoso inquisidor:
    “Em 930 sentenças que o Inquisidor Bernardo Guy pronunciou em 15 anos, houve 139 absolvições, 132 penitências canônicas, 152 obrigações de peregrinações, 307 prisões e 42 “entregas ao braço secular” ([citado em] AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1 ed. Cleofas. Lorena. 2009, p. 23).

    O Simpósio conclui que as penas de morte e os processos em que se usava-se tortura, representam números pouco expressivos, ao contrario do se imaginava e foi propagado. Os dados são uma verdadeira demolição e extirpação de muitas ideias falsas e fantasiosas sobre a Inquisição.

    “Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate se encaminhou para o ambiente histórico com estatísticas sérias” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998).

    Contribuição religiosa: Terrorismo global
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    Realmente neste ponto concordo contigo, mas lembre-se os Muçulmanos não são cristãos e sim concordo que entre eles existem vários terroristas que são uma ameaça clara a paz mundial!

    No aguardo das tuas considerações, e aliás desde já saiba que sou leitor assíduo do teu blog, mesmo que não concorde contigo em tudo!

    • Bruno says:

      pra começo de conversa quem inventou a bussola foram os chineses e o telescópio foi Sacharias Janssen o resto não pesquisei pra saber, mas isto não importa, pq já se percebe que vc é ultra tendencioso, mas mesmo se tivessem sido os padres que tivessem inventado todas estas coisas eles não se utilizaram da religião para descobrir isto e sim a ciência acho que vc também se esqueceu que Isacc Newtow era protestante e vc disse que protestantes não contribuíram em nada pra ciência, e é muito engraçado vc não ter citado Bill Gates e Steve Jobs que são ateus e sua contribuição para informática, mas em todos estes casos sendo religiosos ou não o que fez a diferença não foi a religião e sim a ciência pq imagina só se a gente esperasse que estas coisas caissem do céu, onde estaríamos. então a grande questão aqui é que se não fosse a ciência já estaríamos todos mortos. a religião pode ter sua importância na vida social das pessoas pq eu também acho importante que as pessoas possuam valores, mas ainda assim o que pode ser certo pra vc pode não ser pra mim e isto é uma questão de escolha, eu mesmo uso alguns princípios da religião em minha vida, mas tem coisas que não me agradam, pq não fazem sentido pra mim, mas isto já é uma questão de escolher o que é melhor pra vc e não de religião.

  10. gugulibarata says:

    Na caçada às “bruxas” você colocou Papa João Paulo XXII, mas na verdade é o Papa João XXII, se quiser corrigir.

  11. Ogro Diogo says:

    O Kid
    te tenho na mais alta conta com relação a funções neuronais.
    Tu sabes muito bem que essa religião que descreves é uma abstração, uma caricatura.
    A mesma ciência que construiu as maraviçhas que produziu o DDT, a talidomida, entre outras desgraças.
    A questão é o poder. Quando ciência ou religião tornam-se imunes a criticas, tornam-se forças incontroláveis. O estudo do poder, das suas formas e técnicas é, para todda análise, mais poderoso que o método da força presente. Religião ou ciência, são produtos da época. (antes de me criticar violentamente, a ciência, por ser ciência, está passível de correção. No tempo que durar essas correção, pode causar estragso similares à religião
    Só pq a ciência não vê anjos nas nuvens não quer dizer que não veja os mesmos anjos, mas de forma mais “científicas”!

  12. Isaque says:

    Minha sincera opinião? A Religião pode ser o quão perfeita ela quiser, Ela sempre será formada por humanos, e esse é o grande erro.

  13. Bez says:

    Putz cara,eu já cansei de ver esses malditos comentários que vem com o argumento:
    “Se a religião é contribui tanto quanto a ciência por que você não vai no pastor/padre pra curar sua doença en vez do médico?”
    Esse tipo de argumento faz tanto sentido quanto dizer: “Se psicologia realmente funciona porque você vai ao oftalmologista quando está com catarata em vez de ir porto psicólogo?”
    Medicina e religião são duas áreas de atuação diferentes, medicina trabalha com corpos físicos assim como religião trabalha com questões espirituais.
    Só para esclarecimento eu sou um agnóstico e estou aqui defendendo a lógica, a qual sinto ficar muito debilitada em discussões como essas. Caso você não acredite em espírito, alma, deus e o caramba religião não vai mesmo adiantar em nada na cura da porra do teu câncer, meu filho. Mas se alguém acredita, deixe o cara. É óbvio que não ir ao médico e acreditar que deus vai resolver tudo sozinho é tolice, mas vai que por obra do acaso, da sorte e da coincidência ele se cura depois de um longo tratamento de quimioterapia.
    Então aprendam a não misturar água com óleo.
    E com relação ao post achei muito interessante a crítica ao radicalismo de algumas crenças e consequência dele. Mas há um equívoco na comparação novamente.É muito fácil julgar maçãs maduras e bananas podres e dizer depois que maçã é melhor que banana.
    Primeiro banana é muito mais doce. Segundo a ciência e religioso não são a mesma coisa, como já disse, mas também não são opostos. Religião está muito mais ligada a ética e filosofia do que física.
    Então quais seriam as maiores contribuições da religião, preá começar nada menos que a própria ciência. A grande parte dos cientistas dos séculos passados eram cristãos, incluindo Pauster o inventor da vacina. Com o intuito de descobrir as “leis” que deus determinou para reger o universo pessoas como Newton, Galileo e Lavoisier começaram o que chamamos hoje de química, física e ciência.
    Também por volta do fim do primeiro milênio e início do segundo (uns 1000 d.C.)
    houve um grande avanço na matemática, química e astrologia pela mão dos mulçumanos. Isto meio século ou mais antes do renascimento.
    De forma interessante também a medicina começou com a religião. Nas sociedades antigas quando você tinha problemas de saúde vice ia ter com o sacerdote local. Foram com eles que a base da medicina se formou.
    Então da próxima vez que quiser desmerecer a religião com ciência se lembre de que não fosse ela você não estaria argumentado contra a mesma com argumentos científicos.
    Cada um tem a liberdade de escolher a sua própria religião, mas deve também respeitar a dos outros.

  14. VINICIUS DA SILVA MARQUES says:

    Que post mais tendencioso, qual a formação desse izzynobre