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Dossiê da Ida ao Brasil, parte 2

Postado em 1 May 2009 Escrito por Izzy Nobre 71 Comentários

Onde foi que eu parei, mesmo? Ah, sim:

Quando acordei, estávamos a poucos minutos de pousar em Guarulhos, São Paulo. A primeira vez em 6 anos que eu poria os pés em solo brasileiro.

Right. 

Descer do avião foi uma experiência única na minha vida. Toda aquela turma ao meu redor falando em português, a notável diferença de infraestrutura entre Guarulhos e Pearson, os cartazes e estabelecimentos com dizeres na língua-mãe… após mais de meia década isolado no hemisfério norte, essas pequenas coisinhas que temos ao nosso redor aí (e que a gente nem nota mais) faz grande diferença pra um imigrante que retorna.

O primeiro passo foi passar pela Polícia Federal. Por orientação do meu pai, despitei a fila de brasileiros e entrei junto com a noiva na fila dos gringos. Chegando no guichê, me apresentei como brasileiro e falei que estava acompanhando minha noiva, já que ela não fala português. A mulher do guichê fez sinal de “tá, tem problema não”, verificou nossos passaporte rapidamente e entregou-os de volta. Pegamos nossas tralhas e nos dirigimos à aduana.

Este momento estava sendo antecipado há semanas. Não sou um sacoleiro e não tava trazendo muamba pra ninguém (deixei isso bem claro pra todo mundo que pediu), mas na minha mochila havia pelo menos 2 mil dólares em gadgets – laptop, duas câmeras, iPhone, PSP, etc. Diz-se que limite de 500 dólares não se aplica a objetos pessoais – e por isso eu não declarei nada – mas vai que a PF decide dar uma olhadinha na minha mochila e resolve que minhas tralhas ultrapassam a cota?
 
Chacoalhei o receio, peguei a noiva pela mão e me apresentei pro policial federal diante da fila entitulada “Nada a Declarar”. O PF me olhou de alto a baixo, sorriu e, se me lembro corretamente, pediu pra ver nossos passaportes.

“Motivo da viagem?” – inquiriu o meganha, cortês porém firme.

“Estou vindo visitar minha família. Não os vejo há 6 anos” – eu disse, sorrindo.

Ele olhou nossas mochilas (tanto eu quanto a namorada trazíamos apenas uma mochila cada). Pouco volume certamente significa que o sujeito não está trazendo muamba, foi o que o PF deve ter pensado.

“E essa aí, quem é?” – ele perguntou, intrigado. Apesar do tom informal da pergunta, não houve desrespeito da parte dele. Ele fez a pergunta como se fosse um amigo meu, curioso sobre minha compania desconhecida.

É minha noiva. É a primeira vez dela no Brasil.

O polícia abriu um sorriso enquanto nos devolvia os passaportes.

Então sua família sempre esteve com você. Vai lá, meu camarada.

Recolhi meus pertences e fomos em direção ao saguão do aeroporto.

Logo à primeira vista, o que era mas notável era a infraestrutura consideravelmente inferior aos aeroportos com os quais eu e a muié estamos acostumados. Achei as escadas rolantes criminosamente estreitas também, qual o motivo daquilo afinal? Fomos ao balcão da TAM pra pegar nossas passagens de Sampa pra Fortaleza.

Eu queria ter tirado fotos de Guarulhos pra registrar os momentos lá e ilustrar esse post, mas como em sua última passagem pelo Brasil meu pai teve seu laptop furtado no mesmo aeroporto, achei que toda cautela era pouca. A namorada andava em passos rápidos do meu lado, com a mochila na frente do corpo e olhar atento. Vai, ria aí da cena.

Pegamos nossas passagens e seguimos em direção ao portão de embarque. Poucos momentos depois estávamos dentro da aeronave, aguardando a autorização pra decolar em direção a minha saudosa cidade natal.

Enquanto o avião taxiava, familiarizei a namorada com o quadro da separação social que acontece tão frequentemente no Brasil:

Não sou um especialista na geografia paulista, mas identifiquei esse aglomerado de casinhas pra noiva como uma favela daquelas que ela só conhecia nas imagens de filmes brasileiros.

Outra coisa que saltou aos olhos foi a grande diferença entre aviões brasileiros e canadenses. Esta é uma aeronave que faz vôos domésticos no Canadá:

Estofados aconchegantes e de aparência moderna, assentos largos, telas de cristal líquido em cada poltrona com uma miríade de escolhas de entretenimento – filmes, seriados, desenhos animados, canais de música -, duas fileiras de poltronas ao invés de três (o que justamente confere mais espaço aos assentos).

Este é o aparelho em que voamos de São Paulo pra Fortaleza:

Ok, talvez na foto o contraste não fique tão evidente, mas confie em mim – as 4 horas do trecho São Paulo-Fortaleza me pareceram BEEEM mais desconfortáveis do que as 4 horas de Calgary pra Toronto. Essa diferença entre as infraestruturas de ambos países foram uma constante nessa viagem, devo dizer.

Quatro horas depois estávamos aterrissando no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. Aqueles momentos entre a aterrissagem e a abertura das portas do avião pareceram intermináveis. Eu não via minha família há mais de meia década, eu estava agoniado pra saltar pra fora do avião e correr pro saguão do aeroporto.

Quando finalmente saímos do avião, acelerei em direção à saída da área de desembarque com tanto ânimo que deixei a noiva pra trás comendo poeira. As portas automáticas do saguão de desembarque se abriram diante de mim e lá estava minha família – ou, mais especificamente, uma fração dela: minha família materna.

Reencontrar familiares que você não via há anos é uma experiência indiscritível. A melhor forma que posso colocar esse sentimento em palavras é que pela primeira vez em 6 anos, eu me senti entre a minha gente, entre meus semelhantes.

Por mais que eu tenha me adaptado à cultura norte-americana, me relacione exclusivamente com amigos canadenses, tenha noivado uma gringa e tudo mais, no fundo no fundo o imigrante NUNCA se sente verdadeiramente em casa na nova pátria. Não é um sentimento de ressentimento em relação ao novo lar (muito pelo contrário, amo o Canadá), mas é que este nunca será o meu país de verdade. Mesmo com os inúmeros problemas que a gente enfrenta no Brasil, ele sempre será aquele lugar onde eu cresci.


Já que estamos falando de lugares onde eu cresci, eis uma das casas em que minhas estripulias infantis aconteceram – Rua Barão de Aracati No. 3000

Após muitos abraços e lágrimas dos meus avós, que se emocionam com mais facilidade, meu tio se encarregou de tomar nossas bagagens e a comitiva se dirigiu à saída do aeroporto. A alegria era palpável, todo mundo falava ao mesmo tempo e me atualizava sobre as novidades a respeito da família, da cidade, e do país em geral. Eu sorria tanto que minhas bochechas doíam. A noiva me acompanhava de perto, entendendo apenas algumas palavras esporádicas, mas muito feliz por estar lá comigo.

Assim que pus os pés pra fora do prédio, senti aquela baforada quente e úmida bem no meio da cara. Puta que pariu, como esse país é quente. Eu havia me esquecido disso.

Se enganam aqueles que pensam que o Canadá está permanentemente sob clima antártico – na primavera e no verão temos temperaturas superiores aos 30 graus Celsius e é quando a mulherada começa a sair na rua de minissaia e blusinha cavada, pra alegria da molecada. Entretanto, a atmosfera aqui é incrivelmente seca.

No Brasil, a impressão térmica é amplificada pela umidade do ar ao seu redor. Enquanto consigo encarar 35 graus em Calgary sem problema, aqueles 32 que faziam em Fortaleza quando desembarcamos estava quase me fazendo desmaiar. Em questão de segundos eu senti claramente a camiseta aderindo no corpo graças ao suor, e um banho era necessário.

Aliás, esse calor insuportável foi uma constante da minha visita ao Brasil. Quando era encorajado pelos amigos a simplesmente tirar a camiseta, eu recusava – andar topless é algo que eu não faço nem em casa aqui no Canadá. Costumes diferentes e tal.

Farney, meu melhor amigo de longa data – nos conhecemos em 1997, na sétima série do antigo Colégio Adventista de fortaleza – estava também presente no aeroporto. Eu e a noiva saltamos no carro do cidadão, o resto da família foi no carro do meu tio. Minutos mais tarde estávamos na casa da minha avó, local em que passei boa parte da minha infância.


Farney e Becca na frente da casa da minha avó


A rua, vista por outro ângulo

Acomodamos nossas bagagens, tomamos um banho merecido e saímos pra comer alguma coisa. A noiva estranhou muito a sujeira nas ruas, o mal estado de conservação das casas e prédios, e os ônibus – eles são visivelmente maiores que os ônibus daqui, provavelmente pra acomodar a população maior. O Canadá, apesar de ser o segundo maior país do mundo, tem míseros 30 milhões de habitantes.

Entre as coisas que eu estranhei foi a frequente insistência dos atendentes de estabelecimentos comerciais que você os fornecesse com o troco exato pra qualquer transação. Seja lá o que eu estivesse comprando, o sujeito do outro lado do balcão sempre perguntava se eu tinha vinte ou trinta centavos pra “interar” o troco. Esse tipo de prática aqui seria considerada extremamente mal educada. Aqui, parte-se do princípio de que o atendente tem que facilitar a vida do consumidor, não o contrário.


Feirinha de artesanato na Beira Mar

Outra coisa que me pareceu estranha é que sempre que eu dava meu Visa, o sujeito perguntava se era débito ou crédito. Eu pensava “porra, você não tá vendo o logo do Visa no cartão, não?“. Só após voltar pro Canadá é que me explicaram que no Brasil, não há cartão de débito – você acessa tanto débito quanto crédito usando o cartão Visa. Aqui, se você entrega um Visa pra alguém, a pessoa não precisa perguntar que conta você quer acessar.

Uma coisa que chocou a Becca é que onde quer que ela ia, mesmo que ela não abrisse a boca, boa parte da galera ao redor a encarava sem cerimônia e sem cortar o contato visual mesmo quando ela olhava de volta pra eles. Eu já antecipava esse fenônemo, mas não achava que seria tão geral. Era IMPOSSÍVEL andar com ela sem atrair milhões de olhares curiosos. E quando a gente conversava, então?


Praça do Ferreira, no centro de Fortaleza

Outra coisa curiosa e digna de nota foi que alguns leitores cearenses do HBD nos viram no Shopping Iguatemi mas, sendo viadinhos, não tiveram coragem de vir falar com a gente – só vieram me avisar do acontecido pelo twitter ou por email dias depois. Fazer o que, né.


Ela se arrumando pra ir pra boate

Pra não me estender mais tanto neste texto, basta dizer que essa foi, definitivamente, a melhor viagem de toda a minha vida. Rever velhos amigos e familiares que eu não via há anos é indescritível, ter grana no bolso pra sair todo dia sem se preocupar é melhor ainda.

Voltar pro Canadá trouxe uma estranha sensação de tristeza. Se por um lado eu recebi de braços abertos os velhos confortos que a vida no primeiro mundo me permite, por outro ficou galvanizada o sentimento de que o Brasil nunca mais será minha casa, e que pra experimentar essa alegria eu preciso economizar por meses e me contentar a ver a família por algumas semanas de cada vez.

Como é de praxe, todos os vídeos que eu fiz quando estava na pátria amada idolatrada salve salve viraram esse vídeozinho que você vê aí embaixo:

O resto das fotos da viagem estão aqui. Se você está curioso sobre qualquer detalhe da viagem, sinta-se à vontade pra perguntar nos comentários.

E já estou economizando os centavinhos pra voltar de novo em 2010.

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comments

Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

71 Comentários \o/

  1. Luís says:

    Bom post.
    Essa sensação de voltar pra casa deve ser mesmo indescritível. Nunca fiquei tanto tempo assim longe de casa, no máximo alguns meses. Mas imagino que seja um negócio que deixa um gostinho depois que você vai embora de novo.

  2. Matt Simonato says:

    Cool!

    Onde tu comeu caranguejo lá?

  3. Antonio says:

    É parece q foi uma viagem boa mesmo! ^n conheço sua terra natal, mas como um todo o Brasil tem problemas de infra-estrutura deficitária, pra ñ falar de sujeira e falta de educação do povo. Mas convenhamos um país tropical com nossa história maluca e mais de 190 milhões de loucos comparando com um país q se tornou uma Inglaterra e EUA q deu mais certo, com meros 30 milhões de pessoas acostumadas com limpeza, conforto e educação. Só o estado de SP tem mais q 40 milhões de pessoas, considere q a maior parte é corinthiana, fodeu! “Nois faz zona!” kkk
    Mas eu tmb sentiria saudade daqui, sinto saudade de sp capital e suas facilidades(supermercado 24h, metrô, etc), além das praias daqui, SC, do nordeste.
    O ruim q a infra-estrutura pra turismo tmb deixa a desejar, pra ñ falar detalhes de segurança pública! Alias num sei se precisa ser tão paranoico com gadgets no Cumbica, é só num dar muita bandeira, foras q vc ia pegar outro voo e ñ sair do aeroporto, eles gostam de pegar o pessoal na saída do desembarque, muitas vezes de moto, passa pega e sai a toda. Lógico com olheiros espalhados pelo aeroporto. Ouvi falar mais de casos em Congonhas, mas nunca vi! E querem fazer Copa do Mundo e Olimpíada nessa zona…LOL
    Bom voltando a questão, q bom q vc aproveitou a viagem, é sempre bom reencontrar pessoas queridas, ainda mais vivendo tão longe e com toda a dificuldade pra conseguir se ver. Alias timing perfeito pra parar de engambelar a namorada e pedir a mão! Belo combo, noivado e Brasil, ela deve ter adorado!

  4. Leitor Voyeur says:

  5. Gabriel says:

    Primeira vez que eu comento no HBD. Emoção*-*

    O que mata mesmo é a saudade que fica depois que vc volta pra casa. Mas a sensação de saber que os parentes tão vivos, e botar as novidades em dia são as melhores coisas que existem.

  6. Gabriel says:

    ” Leitor Voyeur:

    1º”

    E pior que tem gente qe nem le os avisos

  7. Almeida says:

    Cês vão casar no Canadá ou no Brasil? x.x

  8. DuduH says:

    Deve ser realmente emocionante ver a família depois de tanto tempo ;D
    Principalmente os amigos de infância…
    Não sei se vou aguentar ficar mais de 1 mês sem ver minha querida mãe , quando eu sair do país.

    Eu imagino a situação de andar com uma gringa em território brasileiro, onde todos olham você com uma cara nada agradável.

    Sinceramente eu me emocionei com o video, ainda mais com a música do Mirror’s Edge Still Alive xD ~

    Ótimo texto Kid ! Abraços !

  9. aline says:

    Só uma coisa…

    “Puta que pariu, como esse país é quente”

    querido.. não fale de Fortaleza como se ela fosse o Brasil inteiro.. vários estados NAO TEM NADA A VER com Fortaleza.

  10. alpha says:

    ““Motivo da viagem?” -- inquiriu o meganha, cortês porém firme.” HAUhUAuUAhUHaHauHu (existem aspas 2-hits ?)

    Achei as escadas rolantes criminosamente estreitas também, qual o motivo daquilo afinal?

    pouco fast food por aki…

    “A namorada andava em passos rápidos do meu lado, com a mochila na frente do corpo e olhar atento. Vai, ria aí da cena.” seu desejo é uma ordem… HAuHUahHauhauHahHaHUahuHauHUahah

    “Aqui, parte-se do princípio de que o atendente tem que facilitar a vida do consumidor, não o contrário.”
    pra mim facilita pq eu tenho alergia à moedas.

    Uma coisa que chocou a Becca é que onde quer que ela ia, mesmo que ela não abrisse a boca, boa parte da galera ao redor a encarava sem cerimônia e sem cortar o contato visual mesmo quando ela olhava de volta pra eles. Eu já antecipava esse fenônemo, mas não achava que seria tão geral. Era IMPOSSÍVEL andar com ela sem atrair milhões de olhares curiosos. E quando a gente conversava, então?

    HAuhUahuahu, estilo o clipe mama africa do…como eh mesmo o nome do cabra…? lembrei, chico césar…? uma vez eu recebi uma intercambista de portland aki em casa, imagina eu chegando no mercadinho do bairro enrolando a lingua no english? eh engraçado mesmo.

    gostei do post hahahahha

  11. Rubia says:

    você é meu no buytter. há.

  12. Porkispin says:

    “Outra coisa curiosa e digna de nota foi que alguns leitores cearenses do HBD nos viram no Shopping Iguatemi mas, sendo viadinhos, não tiveram coragem de vir falar com a gente -- só vieram me avisar do acontecido pelo twitter ou por email dias depois. Fazer o que, né.”

    ehauehauheau
    maal cara… em 2010 eu juro que falo! haeaue =]

  13. Wendell says:

    O 2° maior país do mundo é a China, não?

  14. opivm says:

    Uai, segunda post sobre o Brasil e já era?? Diga que teremos ao menos mais uma parte… 🙂

  15. ruskiii says:

    pq vc poe as musicas mais gays possiveis nos videos que vc faz ?

  16. Xong Lee says:

    Que voce ganhe muito $$$ pra sua proxima camera ter ‘steady shot’ ¦-]

  17. Enzo says:

    Pensando em uma expressão pra iniciar com a palavra CARALHO.
    Por que 6 anos longe de casa é muito foda.
    Agora tu dizendo que se sentio dessa forma quando chegou em Fortaleza junto a tua família, agora imagina a sensação deles ao te ver. Muito foda!
    Essa segunda parte do post me lembrei quando revi o povo de casa depois de 11 anos sem ver eles.

    Que 2010 venha logo então! 😀

  18. Ese says:

    A rua da tua vó parece ser a Pedro Machado. Morei alguns anos lá, mas depois da tua época. E tb estudei no Adventista, mas só em 1992..o que deve ter sido antes da tua época hehe.

    E Das fotos da viagem essa aqui da tua namorada: http://www.flickr.com/photos/izzynobre/3393958118/sizes/o/in/set-72157615273843088/ ficou realmente bonita, de repente valia a pena emoldurar e dar de presente como souvenir.

    Que louco, uma coisa.. vocês realmente parecem ter um astral tão bom, terno, um astral de uma relação que nunca sofreu um abalo profundo. Louco pensar nisso tudo e saber que vocês mantêm um esquema liberal.

    *

    Como curiosidade, queria saber das tuas impressões de Fortaleza… das mudanças e tal depois de um hiato de 9 anos. Sobre Becca, essa coisa toda de mitos bizarros daqui e espantos em geral, ficaria legal se você transcrevesse exatamente(ou quase) as impressões dela.

    Isso aí.

  19. Kid says:

    @Ese

    Chegou perto -- ela mora na Comendador Machado, no Jardim America

  20. algust21 says:

    ótimo post!
    foda, kid!

    reencontrar amigos com tanto tempo, já é uma sensação de outro mundo; Imagina familiares?

    Mas é isso aí. Nunca subestime nossa pátria amada. Pode ser uma bosta, mas a gnt ainda vai sempre amar!

  21. Ciberdek says:

    Uma pena que sua passagem aqui por São Paulo foi curtinha. Dava pra marcar uma galera pra tomar umas.

  22. Ciberdek says:

    Aliás, esqueci de dizer. Adoro textos onde gente que mora fora comenta sobre a zona que é aqui. Nos tira deste estupor comodista em que vievemos. É sempre bom lembrar que esta país é uma merda e que tem muito pra melhorar esse negocio de “País do futuro” e País tropical é só balela do governo. O Brasil ta mais pro filme “Cidade de Deus” que pro “Copacabana”.

  23. dh says:

    Ótimo post. daqueles que se fossem mais longos, melhores seriam.

  24. Eduardo says:

    deve ter sido uma sensação foda aterrizar na sua cidade natal e ver seus amigos e familiares ali no saguão…por mais que o Canada seja um belo país pra morar,acho que vez ou outra você sente saudades da época em que você morava aqui no Brasil,não Kid ?

  25. Ivo Solano says:

    De fato, Fortaleza é muito quente, mas pelo menos corre um vento. E eu, que moro em Teresina, Piauí, tão quente quanto, e o único vento que se sente aqui é o do escapamento dos ônibus?

  26. Maleenha says:

    Cara, aparecendo em 2010 no Brasil, veja se vc n consegue abrir uma escala e meter maceió no meio! eu ficaria à disposição de vcs pra mostrar a cidade, e se a becca curtir praia então… abração!

  27. blah says:

    @Wendell

    Lista de maiores paises do mundo em area:

    1: Russia
    2: Canada
    3: USA
    4: China
    5: O meu, o seu, o nosso Brasil

  28. Arlen Nascimento says:

    Texto muito bem redigido, parabéns.
    apesar de ter trechos engraçadinhos, tem uma estranha (e até bonita) melancolia
    e for the record, ‘aonde quer que ela fosse, mas ok.

  29. admilson says:

    acho que você deveria focar mais em contar sobre a sua viagem do que ficar insistindo nessa comparação do brasil com o canadá, porque todo mundo sabe o que é melhor no canadá e bla bla bla. alias, seria bem mais interessante se vc parasse de boilisse e frescurisse e citasse os pontos onde o brasil é melhor (e não me venha falar que o canadá é melhor em tudo, ja estive em ambos.)

  30. Carol says:

    Lindo post, Kid. E o vídeo também.

    A Becca comeu tapioca? O que ela achou?

  31. laffitepeu says:

    Aquela pobreza de avião era da TAM. Os da AZUL são iguaizinhos os do Canadá.
    E a TAM ainda se acha a melhor do Brasil…

  32. Rafael says:

    Pos emocionante ;~~

  33. Rafael says:

    Sem sombra de dúvidas, emocionante.

  34. Fala Kid!

    Eu estou curioso, dá para fazer um “Dossiê Trip to Brazil -- by Becca”? Queria saber também a visão do estrangeiro sobre nosso país.

    E valeu cara, da próxima vez passa por Teresina!!! 🙂

    Abraços.

  35. algust21 says:

    Eu estou curioso, dá para fazer um “Dossiê Trip to Brazil -- by Becca”? Queria saber também a visão do estrangeiro sobre nosso país.[2]

  36. Sirius says:

    “Aliás, esse calor insuportável foi uma constante da minha visita ao Brasil. Quando era encorajado pelos amigos a simplesmente tirar a camiseta, eu recusava -- andar topless é algo que eu não faço nem em casa aqui no Canadá. Costumes diferentes e tal.”

    Que boiolagem, tanto na escrita, quanto na (falta de) ação. 😛
    asdçlkalçdsa

  37. carlos Henrique says:

    carlos Henrique:

    Fala Kid, Tambem morei no conjunto ceará há uns 10 anos. Cara eu morava na mesma rua que vc lembra. Hj moro na França. Estou fazendo mestrado em Eng eletrica. Amigo, não sei por que vc ainda esta com tanta raiva desse bairro. Cara o que ja passou ja passou. Os moradores do bairro não tem culpa do que aconteceu. O fato de vc ter sido “pego” sem roupa com outro cara não faz do conjunto ceará ser tão ruim assim. Eu lembro que sua familia foi embora por vergonha. Como era mesmo seu apilido? há…ja sei…era bibinha. Que vergonha heim bibinha. To mando teu site para o mauricio…ele vai ri muito quando lebra de vc…faleu amigo abraço.

  38. pedro says:

    Legal o post.
    Os poucos voos domesticos que fiz aqui nos Estados Unidos foram mais parecidos com os brasileiros do que com os canadenses. Acho que é o Canadá é que tá bem na fita.

    Quanto ao cartão de crédito, acredito que seja o mesmo em qualquer país. VISA é crédito e VISA Electron é débito. Tem bancos que usam cartões separados e tem bancos que usam o mesmo cartão (plástico, físico) para as duas funcoes.
    Como no Brasil é bastante comum as duas funcoes no mesmo cartao, os atendentes ja estao acostumados a perguntar.
    Achismo!

  39. mooglez says:

    Cara, eu jurava que tu morava na inglaterra. não sei pq.

  40. eric dutra says:

    Ah, nice post, ficou na casa da tia Jam?
    O.o

    A parada q tu mostrou dos jogos e consoles antigos me bateu a saudade, catei emulador pra Atari. Haha, bons tempos, bons tempos filho.

    Lembro da época de colégio q tu vivia mesmo falando desse Farney, na época achava q era um amigo imaginário shahsuahsihaishasi

    see you o/

    Eric

  41. eric dutra says:

    Ha, uma coisa, no meio das tuas fotos, tinha uma que Beca tinha tirado com uma menina chamada Jade, tu conhece ela de onde? Conheci essa menina acho q 2 anos atrás pela internerd da vida por meio de uma amiga.

  42. Marcus says:

    Cara, nunca comentei antes aqui, embora leia o blog faz um tempão… Mas hoje queria só contar que o post me deixou meio (viadinho) emocionado. Também saí da minha cidade e deixei meus amigos… me reconheci nas sensações q vc descreveu…

  43. sua namorada não ficou com vergonha de usar esses “biquinis brasileiros”?

  44. Holygriever says:

    Ô Kidé, você não falou nada sobre qualquer relacionamento entre a sua mulé e a sua famíla. Cê tinha dito em posts passados que a gringa quase chorou na hora de ir embora e tals, but how and why?

  45. huahauhau says:

    Vc leva ela pra esse fim de mundo e não quer q ela estranhe a sujeira nas ruas.
    Se estivessem em Curitiba ela saberia o que é civilização.

  46. Luana Mara says:

    Post emocionante, Quide.
    Todas essas sensações de volta à pátria são mesmo muito gostosas. Pisar no aeroporto Pinto Martins depois de tanto tempo longe de casa é algo indescritível… acho que o momento de mais ansiedade na minha vida foi quando fiquei esperando a bagagem (que demorou pra aparecer) enquanto sabia que a família estava em peso no saguão… e que eles também estavam ansiosos com a minha chegada…

    Ser “gringo” no Brasil deve incomodar, por causa dos olhares, mas pelo menos o pessoal tem um certo “carinho”… fica olhando mas é com admiração. Ser foreigner por aí é ruim porque o povo encara a gente como ameaça.

    No mais, belas fotos e videos (amei a Becca falando Foooochtaleza haha). Queria ter visto vocês, mas quem sabe em 2010. :~

    Quem manda eu ser a leitora número 1 e sumir né? hehe

  47. Kid says:

    @Holygriever

    Putz! Mancada minha mesmo; devia ter descrito melhor as interações entre a noiva e minha família.

  48. Chicôncio says:

    Você errou lá no final do vídeo. Tinha que escrever “Beach of the Future”.
    Enfim, bom que você gostou da sua viagem. O Brasil é um lugar bom demais mesmo, sinta-se sempre à vontade para voltar!

  49. Kenshin Br says:

    O certo é “sensação termica”. “Impressão termica” é o resultado do trabalho de uma impressora terminca. LOL.

  50. Candyman says:

    Hey Kid, cê já assistiu Garden State? O filme é mais ou menos sobre isso de voltar a ver a família depois de um tempão. É um bom filme, com o Zach Braff (de Scrubs) e a NAtalie Portman (Star Wars I) Baixa ele 😀 Mas baixa mesmo, fique frescando não =D

  51. alpha says:

    sim, as linnhas aereas azul naum tem a fileira do meio…

  52. F@bio says:

    Hei kid grande texto, ele tem uma melancolia foda cara
    eu que moro longe da familha e dos amigos mais antigos sei como é

    Mas o que mais me marcou nesse seu texto foi a confirmação de uma impressão que eu já tinha a algum tempo:
    A de não importa quanto você goste de um outro país, ou quanto o brasil seja uma merda, ele sempre será a sua casa.

    É como um irmão, você fala mal, mas no fundo ama, e quando reve depois de um longo finalmente percebe isso.
    Espero que essa viajem tenha revigorado seu amor pelo Brasil
    abraço

  53. Garland says:

    Kiddo,

    Resumindo 90% dos comments: Queremos saber o que a Becca achou do Brasil, em mais detalhes. Quem sabe um próximo post com esse tema, hein? 😀

  54. Murilo says:

    Mas tu morava, segundo o Google, 1,7km de mim antes de tu ir morar no Canadá!

    Espero esbarrar contigo proximo ano, esse ano não deu!

  55. mcleod says:

    1º Existe cartão de debito SIM, mas as pessoas preferem o credito pq vc faz as duas coisas.

    2º Esse teu “choque cultural” com o aeroporto de SP e com as aeronaves pra mim é coisa de viado, menos…

    3º Realmente a sensação de voltar pra casa depois de tanto tempo fora é indescritivel.

  56. EU says:

    CUIDADO!

    O Murilo é viado!

  57. Danboy says:

    Legal a matéria, só uma coisa que já falei mas nao custa reforçar.

    Alguns lugares do Brasil são totalmente diferentes de Fortaleza, e do Nordeste em si, não desmerecendo, mas são diferentes, o seu estilo de vida se encaixa melhor a SP do que a Fortaleza.

    Quando voltar tenta passar pelo menos 2 dias em SP e verá a diferença.

  58. Fivio says:

    Espero que venha pro Rio de Janeiro dessa vez =)

  59. Diogo says:

    Cara, pode ser que tenham mudado as aeronaves há pouco tempo, mas quando eu fiz este trajeto (RJ -- SP -- Toronto -- Calgay), o avião que fez Toronto -- Calgary era incrivelmente inferior ao do trajeto RJ -- SP.

    Sério, era um avião pequeno todo barulhento. Seu medo.

  60. Guilherme says:

    Eu SEI como é essa sensação.
    Morei quase 10 anos na Inglaterra a trabalho, e quando eu voltava de Porto Alegre para lá, eu sempre ficava uns três dias com essa sensação.

    Sorte que voltei pra cá 🙂 No final, se você tem dinheiro para viver confortavelmente, o Brasil até que é bom.

    Mas imagino o choque que deve ter sido sair do Canadá e chegar no NE …

  61. Kim says:

    E a lôra, achou o q?

  62. Darox says:

    Legal o texto e o vídeo.

  63. Jonny B. Good says:

    Cara, vc tinha que separar um tempo nessas suas vindas pra cá pra passear mais, tipo tirar um, dois dias pra ver outros pedaços do Brasilzão, pensa vcs numa amazonia da vida, ou um pantanal… as vezes vir aqui no goiazão de meu Deus e passear na (arrrammm) MAIOR estancia hidrotermal do mundo (kkkkkkkkkkkkkkkkkkk)…

    Ps.: Num enrola mt a parte 3 não, pliz!!!

    Ps²: Que tal a Becca postar ela uma historinha da viagem aqui???

  64. Maexliam says:

    Aê garoto, foi lá e papou uma loirinha canadense, esse honra a raça brasileira.

    Pq só dá brasileira casando com estrangeiro, viu.

  65. Leo says:

    Eu entendo esse sentimento. Ainda que meu caso seja em proporções menores. Passo uma semana, duas em Sã Paulo e chego de volta em Porto Alegre, com uma saudade imensa.

  66. Mi says:

    Querido, realmente, a sensacao de ir ao BR eh unica!!! Mesmo sabendo que a qualidade de vida fora de la eh bem melhor, o “estar em casa” nao tem preco (ou tem,ne?)… Porem vc esta no Canada, que alem de lindo com as pessoas mais “friendly” do mundo ( na minha opiniao), vc esta relativamente perto… Ja que,um voo BR-Aus da uma media de 25 horas…
    Mas soh pra inteirar… Aqui na Australia, eles tbm perguntam se eh debito ou credito ao ver um Visa!
    e a curiosidade maior foi: no geral, o que sua noiva achou?
    boa volta!

  67. Solum says:

    Bem maneiro teu post, Kid.
    Eu tb sou imigrante, e esse ano, apos 2 anos fora do Brasil, tb voltei.

    Eh realmente eh uma sensacao indescritivel. Ver parentes, amigos do peito. E o melhor de tudo eh ter dinheiro no bolso mesmo e curtir muito! 🙂

    E concordo plenamente contigo: um imigrante NUNCA se sentira em casa se nao nao terra-mae. Vai entender pq a gente sente isso, neh?

    Abracao

  68. Guilherme says:

    caraca!
    essa é a primeira vez que comento aqui!
    mas era só pra deixar registrado o quanto acho esse site foda (provavél candidato a pagina inicial)
    e também que sei mais ou menos como voce se sente, porque sou filho de imigrantes e a gente sabe como as pessoasse sentem no fundo com relação a sua terra natal!

    E só mais uma coisa: MEU DEUS DO CÉU ! aquela menina de olhos azuis era a irma da sua esposa?!?!? quase fui ao Canadá só pra me casar com ela!!! E pode ter certeza que eu iria!

    abraços!!

  69. […] -- Postei a segunda parte do dossiê da viagem ao Brasil. […]

  70. Neo Fahrenheit says:

    O que aconteceu com o vídeo? 🙁