A ciência moderna nos deu inúmeros avanços ao longo das últimas décadas — a penicilina, o computador, a internet, a pomada pra hemorróida, o molho barbecue, entre muitras outras coisas. Quase todas (aliás, todas) as conveniências da vida contemporânea se devem à batalha incansável dos homens da ciência de desbravar o mundo natural e as leis que o regem.
E mais interessante que isso, muitas coisas que temos atualmente praticamente saíram dos livros e filmes de ficção científica. Por exemplo, tu tem noção que a idéia de satélites geo-estacionários (ou seja, aqueles cuja translação ao redor do nosso planeta coincide com a rotação do mesmo, os fazendo parecer fixos no céu) foi prevista por Arthur C. Clarke — meu autor favorito de sci fi — em 1945? Na época era algo completamente fantástico, hoje é algo que faz parte do funcionamento do mundo como o conhecemos e não impressiona ninguém.
Os comunicadores do Star Trek, por exemplo, eram celulares. Mas acontece que eles eram dumbphones, ou seja, celulares equivalentes a um Motorola V3. Na época que Star Trek passava na TV, a idéia de um aparelho comunicador móvel era incrivelmente fantasiosa; hoje em dia um equivalente do comunicador do Star Trek é uma parada hilariamente retrógrada.
Li o Guia do Mochileiro das Galáxias quando era pivete. O conceito do Guia (uma enciclopédia eletrônica portátil constantemente atualizada que permite o usuário contribuir com a definição dos termos) era tão absurdo que era praticamente cartunesco. Menos de 20 anos mais tarde, eu tenho um Guia do Mochileiro das Galáxias no bolso — um iPhone com acesso a wikipédia. E como no exemplo dos comunicadores do Star Trek, o equivalente atual do Guia do Mochileiro das Galáxias faz o original parecer antiquado.
Entretanto, há duas promessas da ficção científica que ainda não alcançamos — a robótica REAL, e inteligência artificial REAL. Quando digo “robótica REAL”, estou me referindo à robótica conforme prometida por Hollywood: robôs caminhando por aí entre nós. O que dependeria também de inteligência artificial indistinguível de inteligência real.
E você sabe qual seria a primeira aplicação dessa tecnologia? Bom, provavelmente soldados-robô na linha da batalha. Mas a segunda aplicação? SEXBOTS.
Imagine aí que futuro magnífico será este. Um dia, a robotica e a inteligência artificial serão completamente realizadas (vamos começar a fazer uns serviços de macumba aí/sacrifícios de virgens pra garantir). E neste glorioso dia, alguém notará que pode plugar uma Fleshlight num robô serviçal qualquer, e a expressão “comer a empregada” se tornará subitamente scifi.
Os robôs do amor serão caros, obviamente. Caríssimos. Imagino que comprar um deles, mesmo quando a coisa se popularizar e virar consumer product, será como financiar um carro. Mas se a inteligência artificial for, conforme pede o teste de Turing, indistinguível de inteligência humana, não valeria a pena? Já pensou você ter um ser inteligente pra te fazer compania e que te permita fode-la agressivamente em todos os buracos disponíveis?
Atualmente, estrelas do mundo pornô já vendem sua imagem em sex toys. Neste futuro maravilhoso que imagino, você poderia comprar sexbots de acordo com a imagem e semelhança de sua atriz preferida — dotada de uma AI que a tornasse virtualmente humana.
Será que a sociedade aceitaria esse tipo de “relacionamento”? Seria tabu, como admitir numa roda de amigos que você tem uma coleção de vibradores…? Ou pior, seria visto como casamentos interraciais/gays décadas atrás? O que as religiões diriam disso?
O mais próximo que temos disso atualmente é a Roxxxy TrueCompanion, uma boneca equipada com servomotores e um sistema de áudio pra “conversar” com você.
Antes que você diga “mas Kid que abominação terrível é essa e onde posso compra-la?“, compreenda que é a versão 1.0 da tecnologia. Tudo bem, no momento a tal Roxxxy TrueCompanion é praticamente um cadáver com um gravador grudado às costas com fita durex, mas é que nem o comunicador do Star Trek e o iPhone 4 — tecnologia tende a se melhorar com o passar do tempo.
No momento fazer amor com a Roxxxy seria equivalente a contratar os serviços de uma prostitua com epilepsia mas como falei antes — sou um otimista. Um dia, quem sabe, teremos robôs sexuais tão perfeitos que a idéia de copular com outro ser humano parecerá antiquada.
E é assim que Skynet vai finalmente nos destruir.







