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E quando tivermos ROBÔS PARA FAZER SEXO?

Postado em 31 October 2011 Escrito por Izzy Nobre 2 Comentários

A ciência moderna nos deu inúmeros avanços ao longo das últimas décadas — a penicilina, o computador, a internet, a pomada pra hemorróida, o molho barbecue, entre muitras outras coisas. Quase todas (aliás, todas) as conveniências da vida contemporânea se devem à batalha incansável dos homens da ciência de desbravar o mundo natural e as leis que o regem.

E mais interessante que isso, muitas coisas que temos atualmente praticamente saíram dos livros e filmes de ficção científica. Por exemplo, tu tem noção que a idéia de satélites geo-estacionários (ou seja, aqueles cuja translação ao redor do nosso planeta coincide com a rotação do mesmo, os fazendo parecer fixos no céu) foi prevista por Arthur C. Clarke — meu autor favorito de sci fi — em 1945? Na época era algo completamente fantástico, hoje é algo que faz parte do funcionamento do mundo como o conhecemos e não impressiona ninguém.

Os comunicadores do Star Trek, por exemplo, eram celulares. Mas acontece que eles eram dumbphones, ou seja, celulares equivalentes a um Motorola V3. Na época que Star Trek passava na TV, a idéia de um aparelho comunicador móvel era incrivelmente fantasiosa; hoje em dia um equivalente do comunicador do Star Trek é uma parada hilariamente retrógrada.

 

Não dá pra jogar Angry Birds (mas ainda é melhor que qualquer celular Android no mercado)

Li o Guia do Mochileiro das Galáxias quando era pivete. O conceito do Guia (uma enciclopédia eletrônica portátil constantemente atualizada que permite o usuário contribuir com a definição dos termos) era tão absurdo que era praticamente cartunesco. Menos de 20 anos mais tarde, eu tenho um Guia do Mochileiro das Galáxias no bolso — um iPhone com acesso a wikipédia. E como no exemplo dos comunicadores do Star Trek, o equivalente atual do Guia do Mochileiro das Galáxias faz o original parecer antiquado.

Entretanto, há duas promessas da ficção científica que ainda não alcançamos — a robótica REAL, e inteligência artificial REAL. Quando digo “robótica REAL”, estou me referindo à robótica conforme prometida por Hollywood: robôs caminhando por aí entre nós. O que dependeria também de inteligência artificial indistinguível de inteligência real.

E você sabe qual seria a primeira aplicação dessa tecnologia? Bom, provavelmente soldados-robô na linha da batalha. Mas a segunda aplicação? SEXBOTS.

Um dia essa mulher não apenas será sua, como também receberá updates de firmware pelo iTunes

Imagine aí que futuro magnífico será este. Um dia, a robotica e a inteligência artificial serão completamente realizadas (vamos começar a fazer uns serviços de macumba aí/sacrifícios de virgens pra garantir). E neste glorioso dia, alguém notará que pode plugar uma Fleshlight num robô serviçal qualquer, e a expressão “comer a empregada” se tornará subitamente scifi.

Os robôs do amor serão caros, obviamente. Caríssimos. Imagino que comprar um deles, mesmo quando a coisa se popularizar e virar consumer product, será como financiar um carro. Mas se a inteligência artificial for, conforme pede o teste de Turing, indistinguível de inteligência humana, não valeria a pena? Já pensou você ter um ser inteligente pra te fazer compania e que te permita fode-la agressivamente em todos os buracos disponíveis?

A minha terá o rosto da Jesse Jane

Atualmente, estrelas do mundo pornô já vendem sua imagem em sex toys. Neste futuro maravilhoso que imagino, você poderia comprar sexbots de acordo com a imagem e semelhança de sua atriz preferida — dotada de uma AI que a tornasse virtualmente humana.

Será que a sociedade aceitaria esse tipo de “relacionamento”? Seria tabu, como admitir numa roda de amigos que você tem uma coleção de vibradores…? Ou pior, seria visto como casamentos interraciais/gays décadas atrás? O que as religiões diriam disso?

O mais próximo que temos disso atualmente é a Roxxxy TrueCompanion, uma boneca equipada com servomotores e um sistema de áudio pra “conversar” com você.

Antes que você diga “mas Kid que abominação terrível é essa e onde posso compra-la?“, compreenda que é a versão 1.0 da tecnologia. Tudo bem, no momento a tal Roxxxy TrueCompanion é praticamente um cadáver com um gravador grudado às costas com fita durex, mas é que nem o comunicador do Star Trek e o iPhone 4 — tecnologia tende a se melhorar com o passar do tempo.

No momento fazer amor com a Roxxxy seria equivalente a contratar os serviços de uma prostitua com epilepsia mas como falei antes — sou um otimista. Um dia, quem sabe, teremos robôs sexuais tão perfeitos que a idéia de copular com outro ser humano parecerá antiquada.

E é assim que Skynet vai finalmente nos destruir.

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Categorias: Geral

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

2 Comentários \o/

  1. Kaique says:

    Até aí a batalha dos grupos LGBT pra serem aceitos e blá blá vai ter acabado e a única discriminação vai ser dos geeks tarados no mundo todo querendo mudar o conceito de sexualidade e amor e querendo ficar com os robôs como alma gêmeas. É.

  2. […] of Cards, ou o poder das telecomunicação instantâneas na palma da minha mão, ou o fato de que muito em breve teremos robôs para atender nossos desejos físicos mais íntimos e incandescentes, até aqui o futuro tá uma beleza. Faltam as hoverboards, mas ainda não estamos em 2015 ainda, […]