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Vincent Gallo e seu filme

Postado em 18 junho 2008 Escrito por Izzy Nobre 71 Comentários

Tive conhecimento desta história há anos, em minhas incansáveis excursões pela Wikipédia, mas nunca havia pensado em relatá-la aos leitores. Hoje estava comentando sobre o caso com a namorada, e ela sugeriu que eu contasse o negócio pra vocês. Ultimamente ela vem me dando muitas idéias pra textos, o que me poupa o trabalho de pensar num tema por mim mesmo. Então vamos lá.

Adianto que o contexto do post envolve cenas gráficas de sexo oral, então estejam avisados que as imagens linkadas no post são estritamente NSFW.

Vamolá.

Em 2003 um sujeitinho chamado Vincent Gallo teve um plano que era tão diabólico quanto era brilhante. Este maluco escreveu, produziu e dirigiu um filme independente cujo contexto, em algum momento oportuno, requeriria que o personagem principal tivesse sua piroca firmemente envolvida pelos lábios carnudos de alguma ninfeta hollywoodiana. Essencialmente este visionário teve a idéia de exibir sexo oral explícito num filme que, talvez graças às conexões dele na indústria, seria lançado no prestigioso Festival de Cannes.

Sendo o diretor e produtor do negócio, quem você acha que ele escolheu pro papel principal?

Exatamente. Vincent Gallo era, além de diretor, roteirista e produtor, o protagonista do filme.

Tal filme se chamava The Brown Bunny, cujo poster você pode ver acima. A menina em questão é a Chloë Sevigny – que já não era nenhuma celebridade classe A, e se tornou ainda mais irrelevante à comunidade cinematográfica após participar do filme que não passou de uma desculpa esfarrapada do diretor pra ganhar um boquetinho.

Claro que essa não é a explicação dele. Gallo certamente se considera um diretor incompreendido, tipo artistas performáticos que enfiam a bunda num balde de tinta, peidam em cima de uma tela e dizem que é uma alegoria contra a guerra no Iraque ou algo assim. Entretanto, uma análise bastante superficial do que sabemos sobre o filme revela o objetivo real do cara.

Primeiro, olhe praquele poster. Ele poderia ao menos tentar fingir que o filme era um esforço artístico legítimo e gastar mais de cinco minutos produzindo aquela imagem. Parece que ele abriu o Paint, colou um clipart de um motociclista vindo diretamente dum daqueles CDs com 568722 cliparts, depois pegou uma imagem de um daqueles panfletos “Meu filho está usando drogas, E AGORA?”, colou do outro lado, pintou o fundo inteiro de amarelo e pôs um título no topo.

O IMDB torna o plano do sujeito ainda mais óbvio. Dê uma olhada em algumas trivias do filme:

The opening scene of Gallo driving was originally almost 20 minutes of him just driving until it was cut down because it was too long.

Acredite se quiser. A cena de abertura do filme consistia de nada além do sujeito dirigindo um carro por 20 minutos, sem nenhum diálogo ou elaboração da história. É bem claro que além da idéia do boquete, o cara não havia pensado em nada com o que preencher os outros 90 minutos do filme.

E é por isso que esse sujeito ganha destaque nesta nova categoria do HBD – Grandes Malandros. Porque inventar desculpa pra ganhar um boquete não é nada novo (“mas meu amor, assim você pode ainda manter sua virgindade!”), mas construir um filme inteiro ao redor dessa premissa e ainda por cima lança-lo em uma das mais respeitadas competições cinematográficas?

Aqui estão uns screenshots da cena. Não achei o vídeo, mas tenho certeza que algum leitor com mais paciência pra pesquisas vai nos indicar na direção certa aí nos comentários.

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Categorias: Grandes Malandros

71 Comentários \o/

  1. Renata disse:

    Meu último verão no Rio, fui à praia de Ipanema e, do meu ladinho, bem encontrei a Chloe Sevigny. Liguei pro respectivo pra dizer “sifudeu, a Chloe Sevigny de biquini enfiado na bunda do meu lado e você de bobeira em casa”. Mas é mais fácil vê-la pelada em qualquer filme, ela deve ter alguma cláusula de contrato determinando isso.

  2. Felipe disse:

    AAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    aAHHAHAHHAHAHA
    aHAHAHAHaHAHaahaHahaHAHAHAHaa
    aHSHDSUAUaha

  3. Felipe disse:

    Ri do post e da resposta do kid para o comentário do anão. AHAHHAHAHA

  4. Maleenha disse:

    Tenho medo de assistir a esse filme. Sério.

  5. reinaldo disse:

    quero paticipa de uma filme

  6. Vicent Galla « blogue:nomedacousa disse:

    [...] 14 Setembro, 2009 Vicent Gallo, conhecido por ser um cineasta atrevido, amigo de John Frusciante, e por ter conquistado a belíssima Chloë Sevigny (parece que ele canta [...]

  7. Joao Bebao disse:

    Sevigny had a major supporting role as a fellow Manhattanite in Woody Allen’s two-sided tragicomedy, Melinda and Melinda (2004), which Sevigny referred to as being a “pleasing” experience.[15] She subsequently guest-starred on the popular television show Will & Grace, and a string of film roles followed for the actress, including a minor unrelated role in Lars von Trier’s sequel to Dogville, titled Manderlay (2005), as well as a bit part alongside Bill Murray in Broken Flowers (2005).

    Sim, ela continua com uma carreira…

  8. Camilo disse:

    pqp 5 conto pra um puta saia mais barato do que ele gastou fazendo o filme …
    claro que não teria o registro do video de uma atriz de holywood mas tb … nem conseguiu muita coisa ai