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A arte da pilantragem

Postado em 13 April 2008 Escrito por Izzy Nobre 122 Comentários

Meu pai sempre trabalhou com computadores (o que explica minha exposição precoce e subsequente vício em computadores), e o mesmo valia pros colegas de trabalho dele. Meus primeiros jogos de computador chegaram a mim por intermédio de um desses colegas de trabalho do meu velho, o “tio Monte”.

Tio Monte – que obviamente não era meu tio – era um gordinho muito brincalhão que, se lembro bem, conhecia meu pai desde os tempos do colegial. Ele tinha altos contatos com indivíduos que tinham acesso às (na época) raras gravadoras de CD, e naquela época primordial a pirataria já começava a dar os primeiros passos que um dia dominariam a internet. Tio Monte costumava descolar através de seus contatos semi-criminosos diversos “jogos completos”, que acabavam indo chegar lá em casa. Essa aspas aí indicam uma distinção clássica daquele período.

Como a internet ainda não era popular, a única fonte de jogos na época eram as revistas de CD ROM, tal qual a prestigiosa Revista do CD ROM®. Nos tempos mais recentes essas publicações começaram a veicular jogos completos, mas na minha época tudo o que tínhamos eram versões shareware/demo dos nossos jogos favoritos. Era relativamente raro naquela época (estou me referindo aos meados de 1996, 1997) conhecer alguém que tivesse em seu poder um “jogo completo”, a não ser aqueles que costumavam vir com nossos kits multimídia. Uma geração inteira conheceu e se tornou fãs dos adventures point n click clássicos da Lucas Arts graças às suas Sound Blasters 16x.

Um dos jogos que meu pseudo-tio me trouxe foi o magnânimo e incomparável Warcraft II. Vocês noobs de merda de 15 aninhos com seus cartões de um mês pré-pago de World of Warcraft não saberão o que é realmente o universo criado pela Blizzard até jogar o saudoso Warcraft II. Aquele sim foi o PAI da criança. O primeiro Warcraft, junto com Dune, criou o gênero RTS. Warcraft II trouxe aquela revolução que só mesmo tendo jogado na época pra experimentar a empolgação e, anos mais tarde, a nostalgia.

Então. Por coincidência, um coleguinha meu tinha uma revista de artigos sobre jogos que trazia códigos de trapaceagem justamente pra Warcraft II. E eu utilizei-o bem liberalmente, empregando o “dinheiro” extra adquirido de modo desonroso pra construir uma base faraônica, que eu usaria pra impressionar o Tio Monte – que era totalmente viciado no jogo, como eu.

Na próxima vez que o cara foi lá em casa, eu mostrei todo orgulhoso a imponência e esplendor da minha base construída com fundos ilícitos. Ao completar a fase, o mostrador de ranking do jogo exibiu a verdade – ao invés de julgar minha performance de acordo com patentes militares cuja importância aumentava proporcionalmente ao seu talento na partida, o jogo classificou-me simplesmente como “Cheater”.

“Ahhh, você usou o ‘glittering prizes’, né?” perguntou ele, se referindo exatamente ao código que eu havia usado.

Totalmente desmoralizado, fui obrigado a admitir.

“Trapaceando também, até eu!” o tom de sarcasmo e despeito que carregavam a frase eram tão ácidos que, se aquela conversa estivesse se passando no IRC, tio Monte teria pontuado a sentença com um 😛

Meu pai, que se encontrava nas redondezas palitando os dentes com algum objeto não-identificado, se aprumou todo.

“Trapaceando?! Como é que é…?”

E tio Monte explicou que eu havia usado um CÓDIGO DE TRAPAÇA pra obter vantagem no jogo. Resumindo a história, meu pai levou a coisa muitíssimo a sério, e se chateou pra caralho com a idéia de que seu filhinho estava fazendo alguma coisa desonesta no seu computador.

Meu pai é um absolutista. Pra ele, trapacear (ainda que num joguinho de computador) era uma atitude no mínimo lamentável, no máximo execrável. A reação dele me fez sentir como se eu fosse o pior dos salafrários, uma espécie de GÊNIO da malandragem só porque copiei um código de uma revista de um amigo pra poder construir uma base bonitinha em Warcraft II.

Sei lá porque estava pensando nessa história outro dia. E comecei a pensar – quem teriam sido os REAIS mestres da arte do 171? Como você vai aprender agora, alguns sujeitos dotados de inteligência acima do normal usaram toda sua capacidade pra arte de passar a perna nos outros. Os relatos que compilei aqui são as mais notórias e impressionantes da História da Esperteza. Acompanhe-me nessa aula de pilantragem.

Michael Larson

Michael Larson era, segundo ele mesmo, um motorista de caminhão de sorvete desempregado. E segundo eu, ele era um sujeito com MUITO tempo livre nas mãos.

Em 1984, Larson participou do programa televisivo Press Your Luck. Era um programa bem nos moldes de todos esses programas de prêmios. Os participantes respondiam uma pergunta de conhecimentos gerais; uma resposta certa o recompensava o vagabundo com um “giro” em uma roleta eletrônica.

Nas “casas” da roleta, havia uma miríade de prêmios (em dinheiro e em viagens), e algumas casas que provocavam a perda de tudo que o participante acumulou até então. Alguns quadradinhos davam ao participante um prêmio E um giro extra, aumentando assim as chances de conseguir mais dinheiro. Bem simples, né?

Lá estava Michael Larson, com os dois outros participantes. Na primeira rodada, Michael se deu relativamente mal. Ele caiu em um Whammy (a casinha que roubava todos seus lucros) e, apesar de conseguir recuperar uma boa parte da grana, terminou aquele segmento na lanterna com apenas 2500 dólares.

Na segunda rodada, entretanto, Larson se revelou. Após finalmente obter a vez de girar a “Big Board”, como era chamada a tal roleta eletrônica, o maluco começou a ganhar prêmios e rodadas extras uma atrás da outra, sem parar. Foi uma cena completamente surreal – o maluco ganhou TANTO dinheiro que o mostrador dos lucros, que só exibia cinco dígitos e o cifrão, não pôde comportar a quantia e o cifrão foi removido pra dar espaço pro dígito extra. O programa, que deveria ter apenas uma hora de duração, já se extendia a mais de uma hora já que ele não poderia acabar enquanto Larson continuasse ganhando. Foi um negócio impressionante de se assistir.

E veja que beleza, temos o vídeo aqui!

[youtube]

Foi um momento histórico na televisão americana, os gringos de trinta anos pra cima ainda lembram da história. Em um momento a platéia até mesmo se levantou pra aplaudir Larson, e o apresentador estava até já sem bordões pra expressar sua surpresa. Nem preciso explicar que aos poucos a produção do programa começou a se entreolhar desconfiados, sem entender o que diabos estava acontecendo.

O fato de que Larson parecia comemorar IMEDIATAMENTE após apertar o botão, ou às vezes ao mesmo tempo que apertava o botão – sem aquela rápida pausa de um ou dois segundos que demoraria pra você processar a idéia de que acabou de ganhar novamente – tornou a diretoria do programa ainda mais desconfiada. Alguma coisa deveria estar errada.

E estava.

Michael Larson havia gravado o programa e estudado o padrão da Big Board exaustivamente por seis semanas antes de participar da parada. Graças a isso, ele descobriu o período que o cursor demorava pra retornar à posição de uma casa que ganhasse um prêmio e uma rodada extra. Ele poderia então explorar esse conhecimento de forma que ganhasse vantagem sobre os outros participantes, que estavam só batendo nos seus botões aleatoriamentes após uma breve reza pro São Gerônimo dos Vagabundos que Buscam Enriquecimento Rápido.

O problema da estratégia dele é que Larson estudou cuidadosamente o padrão que o faria cair em uma casa com uma rodada extra, mas APENAS esse padrão. Ou seja, ele só sabia como cair nas casas que o rendessem um novo giro, o que o prendeu em um inesperado loop. Pra quebrar o “bug”, ele teria que apertar o botão às cegas, igual seus companheiros de programa, e torcer pra que não caísse num Whammy.

Ele deu sorte. Naquela noite, Larson se tornou US$110,237 mais rico.

A história do Larson depois de sua impressionante aparição no Push Your Luck é meio trágica, no entanto. O cara investiu quase toda a grana num scam de multi-level marketing (ironicamente, um dos protagonistas desse post foi justamente o criador desse tipo de golpe. Aguarde.) envolvendo imóveis, e acabou perdendo tudo. Ainda convencido com a idéia de ganhar dinheiro facilmente, ele resolveu tirar TODO o resto da sua grana do banco, em notas de um dólar, pra tentar achar duas notas com números de série consecutivo e ganhar um concurso de rádio que recompensaria com trinta mil dólares o dono das tais notas.

Alguém bateu com a língua nos dentes a respeito do plano do cara, e um dia ao voltar de uma festa de Natal ele encontrou sua casa assaltada. Lá se foi cada centavo que o cara havia ganhado no Push Your Luck. Larson morreu alguns anos depois, de câncer.

Em outras palavras, Doutor Karma fodeu o pobre americano (pobre literalmente) com juros e correção monetária.

Victor Lustig

Esse sujeito é considerado pelos estudiosos das técnicas da pilantragem como um dos maiores estelionatários que o mundo já conheceu, por causa justamente o golpe que explicarei. Lustig transformou o velho e combalido conto-do-vigário numa espetacular obra de arte pra que nós, quase um século mais tarde e do outro lado do planeta, possamos apreciar com admiração. A escala da pilantragem é tamanha que é um espanto que ele conseguiu convencer alguém de seu golpe, mas isso apenas atesta a respeito da incrível capacidade do maluco de convencer suas vítimas.

Não tenho provas pra sustentar minha teoria, mas eu acredito que o primeiro golpe do Lustig foi arrumar uma certidão de nascimento da Bohemia (hoje República Tcheca) e se mudar do Brasil pra lá e se passar por cidadão europeu. Um talento impressionante como o dele nas artes da malandragem só podia ser brasileiro.

Victor, ou Conde Lustig como ele se identificava pra algumas de suas vítimas, era um gênio linguístico. Aos vinte anos o maluco falava cinco idiomas com fluência e já tinha decidido que, com uma esperteza como a sua, ele não poderia se conformar em trabalhar por dinheiro como o resto de nós. Passar a perna em incautos era sua vocação. Além da desenvoltura com línguas, o cara tinha aquele talento quase teatral que viria a se tornar uma regra no livro inexistente de artistas da malandragem.

O sujeito afiou suas técnicas passando pequenos golpes nos Estados Unidos, nada muito digno de nota. Até que um dia ele leu uma matéria no jornal local a respeito das dificuldades do governo parisiense de manter a Torre Eiffel. Até pintar a torre significava um gasto oneroso demais, e alguns dignatários começavam a paquerar com a idéia de se livrar do monumento.

Onde a maioria das pessoas viu uma situação lamentável, Lustig viu uma grande oportunidade.

Lustig viajou pra Paris. Chegando lá, o maluco arrumou variados itens variados de escritório (papéis de carta, envelopes, carimbos, tudo) marcados com o logo do “Ministério de Telégrafos”, uma agência governamental inexistente. Lustig produziu com esses itens elaboradas cartas a seis grandes negociantes de ferro velho da Cidade das Luzes, convidando-os para uma oportunidade de negócios com o governo parisiense, assunto a ser tratado na sala de conferências de um hotel chique da cidade. Lustig investiu uma nota grande pra produzir um cenário que pudesse convencer os investidores.

Na tal reunião, Lustig se apresentou como o chefe do tal Ministério de Telégrafos. Ele explicou que a torre estava se tornando um verdadeiro ralo de dinheiro e que o governo decidiu se livrar dela, leiloando-a como ferro velho pra quem estivesse interessado. Os tais seis investidores eram os mais indicados pra pegar o contrato, segundo informou Lustig.

Pra selar a história, o sujeito levou os caras a um passeio de limosine (alugada) pelos arredores da torre, deu a maior apresentação turística pros caras. Por causa da comoção pública relacionada ao fim da torre, Lustig pediu aos investidores que mantivessem segredo em relação à negociação, e que no dia seguinte os telefonaria pessoalmente pra ouvir seus lances.

Ao fim do passeio, o cara resolveu levar seu golpe a um nível ainda maior. Lustig se aproximou secretamente de um dos investidores, um sujeito chamado Andre Poisson, e o ofereceu a possibilidade de um suborno pra que ele garantisse que o seu lance seria o escolhido. Poisson caiu no truque, e ofereceu a Lustig uma quantia até hoje desconhecida. Junto com o suborno, Poisson assinou um segundo cheque, esse contendo o valor do seu lance pela Torre Eiffel.

O pilantra não perdeu tempo. No mesmo dia Lustig levou o cheque ao banco, pegou toda a grana e se mandou apressadamente pra Viena, e em seguida pros EUA novamente.

Meses se passaram e não havia nenhuma notícia nos jornais sobre a pilantragem. O que Lustig não sabia na época é que Poisson se sentiu tão envergonhado de ter sido engambelado que sequer teve a coragem de o denunciar a polícia; preferiu arcar com o prejuízo calado.

O silêncio da imprensa francesa em relatar o ocorrido encorajou Lustig, que partiu pra França mais uma vez pra repetir o golpe. Dessa vez, a vítima desconfiou um pouco da história e resolveu contatar a polícia. Lustig conseguiu fugir para os Estados Unidos, onde ele foi eventualmente preso por falsificação de dinheiro. Lustig foi condenado a vinte anos de prisão em Alcatraz, onde acabou morrendo de pneumonia.

Charles Ponzi

Lustig pode ter sido o mais audacioso, mas o italiano Charles Ponzi foi definitivamente O malandro. Seu reconhecimento como pilantra é tamanho que até hoje, golpes inspirados na ladroagem original do cara são chamados de “ponzi scheme”, ou “esquema ponzi”.

Ponzi era, como Lustig, um malandro de quinta categoria. Algumas falcatruas aqui e ali o renderam algum tempo enjaulado, tanto no Canadá quanto nos EUA, mas não foi por causa destes que seu nome se tornou sinônimo de enganação. O truque que realmente rendeu Ponzi sua notoriedade (e uma quantia indecente de dinheiro) foi o dos vale-selos.

Era o seguinte. O italiano descobriu um dia vale-selos que companias enviavam pra que indivíduos não precisassem pagar por correspondência enviada à tal empresa. Era uma versão paleolítica daqueles envelopes pré-pagos que você usa pra enviar formulários pra cartões de crédito ou assinatura de revistas. Um vale-selo podia ser trocado por, digamos, 10 selos do país onde ele era utilizado, e ele podia usado em qualquer país.

Por causa da Primeira Guerra Mundial, a Itália mergulhou numa inflação que desvalorizou os preços de tudo, incluindo selos. Por isso, os tais vale-selos custavam muito barato na Itália, mas continuavam podendo ser trocado nos Estados Unidos por selos que valiam mais que o preço investido. Funcionava assim – digamos que os vale-selos custavam dez centavos na Itália, e seria trocado por dez selos que valiam um centavo cada. Os vale-selos eram então levados pros States e trocados por dez selos, que valiam por sua vez três centavos cara. Ponzi lucraria então dois centavos em cima de cada selo, ou seja, vinte centavos ao todo.

Como você pode ver, o problema desse negócio é que a margem de lucro é baixíssima. Ele poderia vender selos o dia inteiro (supondo que alguém estaria interessado em comprar selos de um indivíduo qualquer, ao invés de comprar nos correios como qualquer pessoa normal) e seu aproveitamento seria digno de pena. Foi aí que Ponzi teve a idéia genial:

A base do seu negócio não seria vender os selos, e sim convencer outras pessoas a investir no negócio. Se ele convencesse dez pessoas a participar da parada, o lucro real não seria dos selos vendidos e sim do investimento que as dez pessoas desembolsaram pra participar da parada.

E deu certo. Ponzi conseguiu convencer alguns amigos e conhecidos a participar do negócio. Ponzi vendeu a idéia fazendo o troço parecer uma forma fácil de obter retorno garantido. “Eu e meus contatos na Itália fazemos todo o trabalho, só preciso do capital pra começar o negócio!”

Assim que ele conseguiu oferecer alguma margem de lucro pra esses, a história se espalhou entre os círculos de amiguinhos e de repente TODO MUNDO queria participar da parada. Ponzi começou então uma própria empresa, com empregados e tudo mais, só pra gerenciar a quantidade imoral de dinheiro que chegava à sua casa todo dia. Com o investimento de novos participantes, Ponzi pagava os investidores iniciais. Assim, a galera no topo lucrava de volta seu investimento, e os recém-chegados se fodiam porque a essa altura, tanta gente (e especialmente, tanta gente que se conhecia) havia se inscrito pra participar do negócio que tornou a idéia de vender selos totalmente inviável. Como você ia vender algo que TODO MUNDO está vendendo também? A inflação faria os selos perder todo o valor. Mas quem estava usando a cabeça quando um sujeito bem vestido e bem falado oferece uma oportunidade de fazer dinheiro?

Pra incentivar ainda mais o recrutamento de novos investidores, Ponzi começou a oferecer uma maior porcentagem de lucros praqueles que conseguissem convencer mais otários a participar da parada. De repente o modelo de negócio da empresa deixou totalmente de ser a venda dos selos, e sim o recrutamento de mais novatos, cujo investimento original seria usado pra pagar os que chegaram antes. Nasceu assim o célebre esquemas-pirâmide, que vitimou nosso amigo Michael Larson lá de cima e até HOJE consegue enganar otários.

Aliás, eu mesmo quase caí numa dessas; em minha defesa, eu tinha apenas 18 anos, havia acabado de chegar no Canadá, e estava desesperado. E ainda assim, eu consegui na última hora notar que o modelo de mercado que o sujeito me oferecia não fazia sentido, e desviei da idéia. Adicionem essa história àquelas que eu prometi a contar há anos, um dia explico melhor.

Claro que ninguém consegue enganar todo mundo por muito tempo, e em breve Ponzi se veria sob investigação das autoridades. O problema é que naquela época seu esquema era algo novo e não havia uma lei específica que lidasse com aquele tipo de golpe. Mas os promotores foram espertos. Ponzi estava lidando com negócios relacionados a selos, não é? Vamos acusá-lo de “mail fraud” então.

O sujeito foi preso e deportado pra Itália, porque pra melhorar ainda mais a história ele não era um cidadão americano legalizado. Após cumprir pena, Ponzi resolveu mudar de residência. Sua veia malandrística ansiava por uma terra em que ele pudesse se sentir mais em casa. Ganha um pirulito quem adivinhar pra que país o salafrário se mudou.

Poisé. Acreditem ou não, o malaco se mandou pras nossas queridas terras brasilis, onde acabou morrendo em pobreza e desgraça total, que só foi rivalizada pela pobreza e desgraça que ele afligiu a muitos com seu golpe. Os seus últimos US$ 74 foram usados pelo hospital pra financiar seu enterro, no Rio de Janeiro. Ele não tinha família nem amigos no Brasil.

***

Parece mesmo que pilantragem não dá certo, já que os protagonistas desses golpes mirabolantes acabam no final se fodendo de forma extraordinária. Que fim me aguarda graças aos dinheirinhos roubados em Warcraft II?

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comments

Categorias: Lição de História

About Izzy Nobre

Oi! Eu sou o autor desta pocilga. Tenho 30 anos, também sou conhecido como "Kid", moro no Canadá há 10 anos, e sou casado com uma gringa. Geralmente perco meu tempo na internet atualizando este blog, batendo papo no twitter, produzindo vídeos para o youtube, e conversando sobre videogames antigos no podcast 99 Vidas. Se você gostou deste texto, venha me dizer um alô! Adoro conversar com os leitores :)

122 Comentários \o/

  1. Blude says:

    Entre os 10 primeiros.

    • Thiago says:

      Gostei muito do site e das postagens, Izzy. Parabens pelos textos, muito bem escritos e uteis, uma pena que boa parte das pessoas hoje em dia nao se da o tempo de ler textos longos e informativos, e ainda continuam caindo em golpes baratos.

  2. Blude says:

    hjashjasjh primeiro wtf.

  3. Abraão says:

    Hãã, post foda como sempre. Interessante que esses caras sempre se dão mal no final. Se essa não é a prova máxima da existência do Karma, nada mais é.

  4. esse esquema-pirâmide aí do cara dos selos me lembrou aqueles vendedores de herbalife. hahaha

    sooooo last year.

  5. NapA says:

    hahaha ótimo post! E realmente, se algum desses malucos usassem essa habilidades pra algo útil..quem sabe onde estariamos? Mas dai não rolaria essa historias bizarras hahaha valeu kid!

  6. _LeandRo says:

    Confesso que já usei Gameshark e Hexedit no PC, além de Trainers e outras coisas de cheaters. Terei o mesmo fim?

    :O

  7. Bob Espumone says:

    É a velha história do “malandro/esperto morre/se fode cedo ou tarde” (o_O)
    Os dois últimos são belos exemplares de um “Filho Duma Puta” com letra maiúsculas em cada palavra. Esse dois merecem ir pro inferno e ficar tomando ferro incandescente no rabo por toda eternidade. Agora, o Michael Larson foi o mais inocente da história, pois tomou a maior carcada de todos. Convenhamos que o sistema não tem nada de aleatório. Devem ter usado a função Rnd ([ numero ]) do vb que gera a mesma sequencia números aleatórios sempre q reiniciada. Um minuto assistindo o vídeo e dá pra reparar que várias casas tinham, exclusivamente, valores em $$$ + o direito a uma rodada (reparem os valores que aparecem nas duas casas que ele sempre jogava. São sempre $$$ + uma rodada). Teoricamente era só pegar tempo certo qdo tal casa ficasse marcada e apertar o botão. E não é difícil, só fixar o olho na casa… acendeu, soca o botão). Um belo exemplo de um cara inteligente e inocente. Tão inteligente pra perceber o padrão de funcionamento daquele sisteminha fajuto e tão inocente pra cair naquele truque escroto.

  8. Neto J. says:

    Top 10.
    Vou ler agora.

  9. Lars says:

    Muito bom o post, pena que o video foi retirado do youtube.
    Esta vendo porque seu pai ficou chateado ? Se ele te elogiasse por isso voce pensaria, se no jogo vale a pena trapacear, porque nao na vida real ?
    Quando nao acontece no brasil, a maioria morre pela ganancia, aqui no brasil nao, uma vez com dinheiro e ganancia voce compra quem quiser e ganha mais dinheiro.

  10. rcrd says:

    tenho essa filosofia de vida… quer dinheiro fácil? Faça errado.

    Mas eu prefiro sofrer na labuta e achar que sou honrado.

    Embora demonstrar um pouco de perspicácia intelectual ao descobrir uma falha no sistema que traga lucro, passa a ser uma ‘vaidade recompensada’. Pena que hoje em dia isso dura pouco.

    O negócio é trabalhar no governo… não precisa nem ter segundo grau e já dá pra comandar um país /o/

  11. Neto J. says:

    O vídeo aqui está rodando de boa.

    Aliás, belíssimo post, muito interessante esse assunto e a maneira como voce o retratou.

    Só faltaram mesmo as histórias dos trapaceiros que se deram bem.

    Pensando bem, são muitos para um post.

  12. Ricardo says:

    Kid,

    Muito bom o post!!!

    Já aproveito p/ cobrar o post que vc quase foi enganado p/ entrar nestes sistemas tipo piramede!

  13. Ótimo post. Falta só o pai do “conto do vigário eletrônico”, hoje protagonizado pelos nigerianos imaginários podres de ricos…

    E adoro essas introduções do Kid. Quando você acha que não o assunto é totalmente outro. Genial! =D

    E aproveitando a carona: Lars, aqui no Brasil também o cara só se dá bem se não for ganancioso *demais*. Tá cheio de história de gente que não soube quando parar e se ferrou com a malandragem pelas ruas…

  14. Neto J. says:

    Agora uma dúvida: Será que as patricinhas intercambistas eram safadas?

  15. dreadful says:

    Tem uns que se dão bem, os que se arrependem! :bolha:

  16. Voyeur says:

    e o Edir Macedo…a Bispa Sonia…e coisas do genero?

  17. K-Max says:

    HBD virou aula de historia.

  18. Dan says:

    Kra ..se eu te disser que só de ouvir falar nisso me embrulha o estômago? ..eu também quase cai nisso ..pelos filhos da puta da Omni ..o mais triste é que foi um amigo meu(na época) que me chamou pra isso ..e por isso eu quase cai, pela confiança que eu tinha no kra ..

    O triste é que por isso eu não confio mais no kra e nem falo com ele direito ;[

  19. maROCKosu says:

    tio kid essa porra de “leia o resto dessa porra” não é legal não.. carai… odiei isso…

  20. Pharazon says:

    Muito boa a história!

    Mas, tem cara que se dá bem,

    igual aquele cara que invadiu o(s??)

    pc(s) da nasa e foi preso, depois contratado pelo bill gates se não me engano o.õ

    continua cheateando vai que o bill, aparece procê?

  21. Pharazon says:

    Alias, ultimamente o kid tem feito bons posts falando de historia,

    pq você não vira historeador kid? procure alguma faculdade de história e seja feliz =D

  22. darso says:

    tbem jah cai no conto das piramides
    uhauhauhauahua
    q burricee

  23. Trailblazer says:

    Hahuahauhauhau, curti demais a história do Larson, porque foi uma ‘malandragem-não ilícita’ uahahuahuahua

  24. Fábio says:

    Muito bom o post.
    Me lembrei também de outro malandro brazuca, mas acho que esse só agiu em terras brasileiras: o tal do “filho do dono da Gol” que deu até entrevista pro Amaury Jr.

  25. Rocky says:

    My Name is Rocky….

  26. Nome (required) says:

    “Parece mesmo que pilantragem não dá certo, já que os protagonistas desses golpes mirabolantes acabam no final se fodendo”, mas esses ai todo mundo conhece justamente porque se foderam né..

  27. Wagner says:

    Muito bom esse esquema de escrever que nem os simpsons (começo sem nada a ver com o fim). FAÇA MAIS VEZES.

  28. kbça says:

    HBD Wiki!

    Parabéns pelo post, depois comento melhor.

  29. Alexander W. says:

    Muito bom mesmo o texto…
    Também não gostei muito do “leia o resto dessa porra”.

  30. M says:

    Que fim me aguarda graças aos dinheirinhos roubados em Warcraft II?

    Se você acreditasse, você iria queimar no inferno.

  31. M says:

    … acho que as patricinhas intercâmbistas falsificavam carteirinha de estudante…

  32. pilla says:

    trabalhas em que, kid?

  33. Poserboy says:

    Kid também é cultura.

    Rapaz, o vídeo não tá rolando aqui.

  34. Dea says:

    Uma explanação inteira sobre os maiores cheaters da história, e o que mais me chama a atenção é a citação sobre a revista do CD ROM.

    Eu ainda devo ter alguns CD’s perdidos em casa, eu comprava TODO MÊS. E quando vinha algum programa completo era uma comoção (mesmo quando era um curso de italiano meio fajuto ou um teste de QI que hoje eu consigo escrever em meia hora em Delphi)

    Olha Kid, estou até deixando de ser voyeur 😀

  35. melo says:

    Kid, depois desse post, Vossa Senhoria está oficialmente autorizada a entupir o HBD de anúncios.

    Sério, escrever bem assim e não ganhar nada com isso é uma injustiça fdp!

  36. Koji says:

    se existe um karma pra cheats em games eu to fudidaço =X
    Belo Post!

    PS: Já pensou em lançar um livro ? As Histórias não contadas de Kid. xD

  37. leitor vouyer says:

    muito interessante essa história do estelionato…

    boa aula =P

  38. Cab says:

    Nunca gostei de cheats, agora o que mais me impressionou foi o maluco que vendeu a torre Eiffel! uhaeheahhae

    E o cara que trapaceou o programa de TV é um gênio a ponto de parar pra pensar no padrão do programa da roleta!

    Simplesmente demais o seu post, parabéns! =D

  39. ianwlad says:

    Conhecia só o cara da Torre Eiffel… mas esses aí são os pilantras q conhecemos, imagina o tanto q tem por aí q ainda não foram pegos…

    Bom texto Kid, mas os mais legais são os da sua infância (aka vc se fudendo) e os da sua vida pessoal em geral (vouyer q)

    Abraços

    PS: O post das baladas eu rio até hoje, e ainda esperando o das patricinhas, mas acho q vc só inventou isso pra virar lenda mesmo

  40. Lars says:

    @ NetoJ -- Agora o video rodou hoje cedo tava “not available”.

    @Bruno Guedes -- Voce tem razao, mesmo aqui no Brasil tem gente que se ferra por nao saber quando parar, mas no geral, da turma que se ferra, chega a ser assustador como eles tem habilidade de fazer umas mutretas e serem tao burros de se ferrarem por bobeira, que nem a turma que roubou um banco nao sei onde aqui “aquele roubo que todo mundo ouviu falar”, a maioria foi morta mais tarde provavelmente pelos proprios comparsas e outros presos pegos com dinheiro enterrado no quintal…
    Finalizando, Brasil, quer roubar e se dar bem ?
    Tenha cargo de destaque em orgão público.

  41. Ewerton Ferreira says:

    Mto bom hein
    PS: poderia fazer um comparativo do nintendo DS e do PSP? Sem nintendismo hein!!

  42. Jpunker says:

    Nossa, o golpe da piramide pegou muita gente aqui na minha cidade, eles foram ate la em casa para pedir para meu pai participar (como se ele fosse burro como os outros ¬¬), so sei que os comerciantes investiram cada um mais ou menos a 4 e 5 mil reais… foi só para rir, e ainda nao é só isso que acontece na minha cidadezinha (itapoá-sc), teve um cara aqui que comprou um dia uma maquina de fazer dinheiro, acredite é verdade, claro que ele se ferrou… mas nao dá para acreditar na tamanha burrice que uma mente medonha desse tosco é capaz de guardar….

  43. Vini says:

    Puxa, quando vi a historia da Revista do CD-Rom, me lembrei do Descent, Jazz jackrabbit e outras velharias.

    Mas eu poderia estar no inferno por causa de um IDDQD ??? Ou IDKFA ???

    De resto, fenomenal o texto.

  44. Dan says:

    Kid!! ..to te atazanando né sr? LOL ..kra, preciso de uma dica sua urgente! hahaha ..Ó Deus dos gadgets 😀

  45. Lucky says:

    Esquemas piramide Herbalife, oi!

  46. Philippe says:

    Genial o post, kid.
    Óbvio que faltou outros picaretas de renome até mais alto, mas mesmo assim, post muito bom.

  47. Perini says:

    Comecei a acompanhar hoje seu blog, já li alguns textos e gostei muito dos posts, legal mesmo!

  48. Eduardo says:

    se você pode se foder por trapacear uma vez no Warcraft 2,eu devo estar totalmente fodido,pq meu nome quando jogo Warcraft 3 vira Eduardo “greedisgood” Carvalho XD

  49. Thomas Fortes says:

    Eu usei muito o glittering prizes no warcraft II (o meu original, nem quero saber como aquele cd bonitinho veio parar lá em casa, o fato é que apareceu lá).

    Ai decidi que ter dinheiro era muita apelação e parei com o glittering prizes, e comecei com o hatchet, Deck me out, It is a good day to die e outros cheats desonrosos.

    De vez em quando ainda jogo warcraft II (sem cheats) e tenho pena dos que acreditam que WoW é o supra sumo da série.

    Mas por todas as pilantragens da infância estou condenado…
    🙁

  50. Guilherme says:

    Como eu jogo mal pra burro quase sempre apelo pra algum Cheat nos jogos (ou apelava… pensando bem, faz tempo que não os uso… hehe)

    De qualquer maneira, quem nunca usou cheats no Doom e Doom 2, ou no Prince of Persia que atire a primeira pedra… hehehe

  51. Neto J. says:

    Thomas Fortes diz:

    Ai decidi que ter dinheiro era muita apelação e parei com o glittering prizes, e comecei com o hatchet, Deck me out, It is a good day to die e outros cheats desonrosos.

    IEUHiaeh

    Voce parou com o Glittering Prizes mas usava o “It is a good day to die”?

    IAUOEHIAEH

    O mais overpower de todos ._.

    Se o kid tivesse usado o “It is a good day to die” naquela época com certeza o pai dele NUNCA teria o tirado daquela escola religiosa.

  52. Vovô Garoto says:

    Gostei bastante, faça mais posts assim.

  53. Plim says:

    Acho que alguem está lendo my name is earl demais =

    esse posto só provo minha teoria de que quem trapaça só se fode porque faz algo errado, normalmente por torrar todo o dinheiro que ganhou na trapaça, pq é cmo dizem “o que vem fácil vai fácil” :

  54. GuiFig says:

    Muito bom, muito bom 🙂

  55. Diogo says:

    STOOOOP! caramba ri horrores com o cara falando isso…
    mas muito bom o post Kid! nota 10 em cultura inútil. 🙂

  56. Kid says:

    @uma pessoa aleatória

    Cara, eu quase me meti justamente com Herbalife. Já estou escrevendo um post pra contar a história. Não cheguei a me foder por completo mas acho que vão gostar do texto mesmo assim.

    @Bruno Guedes

    Esse estilo de introdução tá lentamente se tornando uma constante nos meus posts hahahaha. Contanto que a galera continue aprovando, vou continuar mandando ver.

    @Voyeur

    Eu queria mencionar o Edir Macedo. Mas o post já tava ficando IMENSO, como você pode ver.

    @maROCKosu

    Era só uma experiência. Galera reprovou, e eu removi o trocinho.

    @Pharazon

    Acredite ou não, eu realmente gosto MUITO de História, e da mesma forma gosto de contar histórias. Especialmente, gosto de contar histórias de forma engraçada.

    Acho que eu poderia ser um bom professor 🙁

    @pilla

    Trabalho com o sistema de vigilância do tribunal federal da minha cidade.

    @melo

    Agradeço o apoio, cara. São justamente esses comentários positivos que me motivam a postar com frequência, e postar textos “de verdade” como vocês falam, não enche-linguiça. Aliás, notaram que após aquela enchente de comentários, eu estive postando com mais frequência?

    Motiva bastante, sério mesmo. Quando vejo que tanta gente aprecia meu “trabalho”, eu não sinto aquela OBRIGAÇÃO de vir aqui e atualizar. Eu sinto vontade de contar uma outra história.

    @ianwlad

    Tou preparando mais textos tanto da minha infância, como da minha vida atual. Aguarda aí 🙂

    @Ewerton Ferreira

    Eu já postei resenhas extensas tanto do DS quanto do PSP. Dá uma busca pelos termos “PSP resenha” e “DS resenha”

    @Jovas

    Frank Abignale Jr foi o SUPER HERÓI da maracutaia; queria muito falar da história dele, só não falei por dois motivos -- um, o filme tornou a vida do cara já muito conhecida, um texto sobre isso seria meio redundante. E dois, o post já tava ficando grande demais.

    @Dan

    Como posso te ajudar, dotô?

    @Vovô Garoto

    Vou continuar fazendo 😉

    Ufa! Custou, mas respondi todo mundo 😀

  57. Jovas says:

    Já usei cheats em Resident Evil, porque passar de um milhão de zumbis só com uma pistola é foda.

    E lembra da história de um cara chamado Frank Abagnale Jr, que teve um filme baseado em suas malandragens -- “Catch Me If You Can”, aquele com o Leonardo Di Caprio. Esse era foda.

  58. Makuro says:

    Esse é o tip de post que enriquece a cultura dos leitores vagabundos do HBD falando de assuntos interessantes que vão além de videogames, seus gadgets recém-comprados e nerdices em geral. Com certeza se esse fosse um artigo sério da wikipedia eu não teria o lido por completo, mas sua forma divertida de escreve me ‘prende’ ao texto até o fim. Não que você tenha que se tornar professor nem assumir o compromisso de fazer posts de utilidade cultural, mas acho que esse estilo de escrever sobre coisas sérias de forma hilária poderia servir de modelo para futuros posts aqui do HBD. Pelo menos é o que acho.

  59. Dea says:

    não respondeu eu =~~

    depois reclama que tem pouca menina lendo o hbdia, nerd reclama que she-nerds não existe… quando a gente se manifesta, nem tchuns, buaaaaa

    enfim, parando com o chororô, alguém mencionou o Jazz Jackrabbit!!!! Moun dieu, eu era viciada!!! MUITOOOO!!!

    Alguém lembra do theme hospital também?? oh god oh god, preciso achar essas velharias legais!

  60. Tomás says:

    Caramba, muito bom o post, onde vc foi encontrar essas histórias ai?

    Ah, e cade o põûst das patricinhas?

  61. Felipe says:

    Ahhuhaha. Eu me lembro daquele esquema de enviar 1 real por carta para alguma pessoas, assim vc era incluso na lista e passaria a receber uma grana também. Quanta gente caiu nessa… aliás, não era nem real a moeda(se não me engano) e (graças a ‘deus’) não existia a inclusão digital.

    E faltou contar algumas histórias de trapaças tupiniquins. Algumas são geniais também!

  62. Luiz Felipe says:

    Não cai em gargalhadas, mas fiquei com um belo sorriso estampado no rosto quando terminei de ler =D

  63. Geek In The Pink says:

    Tadinho do Tio Monte …

  64. João Paulo says:

    Muito bom o texto!

    Me comovi com o trabalho que você deve ter tido para fazer a pesquisa a ponto até de comentar! E isso não tem nem foi por conta do apelo do post anterior… 😛

  65. Stan says:

    Teve uma matéria sobre os maiores pilantras na SuperInteressnte (revista idiota, mas as vezes sai umas coisas legais), e o primeiro colocado foi justamente o sr. Victor Lustig, com Frank Jr. em segundo.

    http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_164953.shtml

  66. Ming says:

    Faltou os scams dos Nigerianos. Eles não são bons de serem mencionados pela alta malandragem do golpe, ao contrario do Ponzi, mas pela ingenuidade dos outros.
    A cada ano americanos MORREM de ir pra Nigéria encontrar o principe do conto da carochinha, sequestrados e panz.

  67. Luiz says:

    @Kid

    Cara, comentei pela primeira vez no post do “apelo aos voyeurs”. Volto a comentar, porque esse merece!
    Muito bom o texto, e aliás me emocionei com você respondendo a todos os comentários hahaha… achei demais!
    Devo dizer que prefiro mil vezes este tipo de post aos estilo “resenha de videogame/filme”.
    Parabéns!

    @Stan

    Muito bem lembrado! Já tinha lido essa matéria e esquecido!

  68. Hobbes says:

    “se existe um karma pra cheats em games eu to fudidaço =X”²

    A revista CD Rom me fez lembrar de Constructor…. será que eu ainda tenho aquele CD em algum lugar o_O

  69. NapA says:

    Ae kid! Sobre o tal do esquema pirâmide que se falo que quase se meteu. Acho que chego a comenta a um bom tempo atrás por aqui não? Do amigo que chego falando que era um ótimo negocio..e uma outra criatura que vc odiava e acabo entrando nessa..ou to me confundindo?

    PS: Sim, sim…sou voyeur a muito tempo =D

  70. kabelo says:

    ‘glittering prizes’ Abraça o kpta

  71. Bob Espumone says:

    Charles Ponzi = Professor Girafales??? (o_O)

    Aqui no RJ tinha uma tal de American Tour, lembram? Esse caso saiu inclusive no jornal O Globo e nos notiários de TV.

    A quadrilha usava a empresa de fachada para aplicar o golpe. Uma pessoa entrava em contato com o dono de um título de sócio antigo e dizia que existiam compradores interessados. Mas que para vendê-los era necessário pagar os registros em cartório. Algumas vítimas, principalmente idosos, chegaram a perder R$ 650 mil.A promessa era, que quanto mais dinheiro fosse investido, maior seria o valor da venda do título.

    Meus pais foram convidados a conversar sobre isso no tal escritório. Sorte que eles são novos, pessoas estudadas e mãos-de-vaca, pois queriam 10.000,00 para regularizar o título e revendê-lo por 35.000,00. Minha mãe entoou canções de elogios a várias gerações da familia dos presentes empregados.

    A vaca, dona da american tour, Cláudia Márcia de Souza Gomes, de 48 anos foi presa em 12/10/2006 e já possuia uma fortuna avaliada em 50 milhões, que incluia uma mansão enorme e mega luxuosa em Teresópolis.

    Ela foi indiciada (foram expedidos, mais ou menos 20 mandados de prisão na época) por formação de quadrilha e 55 estelionatos, em apenas um dos processos. Ela teve os bens seqüestrados e as vítimas foram encaminhadas à Justiça para receber de volta o dinheiro, após um leilão, mas isso eu nao sei como terminou.

  72. Jhonatan says:

    Kid, o livro”48 leis do poder” tem a história do Victor Lustig.

    Recomendo que leia, os detalhes do golpe da torre Eiffel são ótimos.

  73. pilla says:

    Kid, psp emula gba/snes?

  74. Kid says:

    @Jhonatan

    Tem idéia do nome em inglês?

    @pilla

    Sim, emula. Tu leu a minha resenha do PSP? Procura lá no search “PSP resenha”

  75. pilla says:

    nem precisa responder, mestre google respondeu, mas há outra questão: psp é então o melhor artefato para nerds nostálgicos atualmente?

  76. pilla says:

    po nem li, vo le ali agora, tks

  77. Kid says:

    @pilla

    Sim, é. Lê lá a minha resenha dele, e dá uma passadinha no finzinho do FAQ do HBD, que eu fiz uma breve resenha do PSP e do DS lá.

  78. Dark Bomb says:

    Bom texto Kid….. Gostei

  79. Speed Racer says:

    Ô, tá ficando elaborado isso aqui, hein! Tá passando o dia na Wikipedia? Hahaha!
    Legal, gostei dessa nova proposta.

    Pronto, comentei. Logo, não morri :)))

    Abraço.

  80. Dotô says:

    Kibe…
    Sobre o texto:
    Ótimo texto! Merece um beijinho, jájá passo na sua casa o.o

    Sobre o Warcraft II:
    Ótima história mesmo!
    Muito foda véi!
    Acaba que o Gudan não acha o tumulo do Sargeras, o Mediv morre, Azeroth é exeterminada, o NazGhul é pego pelo Kel’thalas…
    Muito bom mesmooo!

    Outra coisa:
    Kid, o que acha melhor eu comprar
    PSP ou Ipod Touch?

  81. KDU says:

    se vc acha esses caras pilantras vc tem q conhecer o MAIOR de TODOS aqui do Brasil. Pastor Marcos *Alguma Coisa* O cara é sensacional! Passa um programa de TV de manhã toda quarta. A galera se reúne na faculdade para ver o programa do cara, é mto mais interessante que assistir aula!

  82. Miu says:

    O Kid é um pilantra…
    ele fica escrevendo as historinhas dele aqui e o bando de nerds vem ler…
    tô sacando qual é a dele…
    aí qualquer dia vem um post do tipo:
    ‘nerds do mundo, uní-vos!’, consolida uma massa dos sem gadgets e toma de assalto todas as lojas de eletrônicos do mundo.

    ha ha

  83. LIKO says:

    Melldells, agora estou com medo :S
    Eu vivia trapaceando no Warcraft 2!

  84. lenoir says:

    se o tal do larson fosse brasileiro ele ia colocar um turbante na cabeça e prever o futuro na tv depois de ganhar isso tudo de dinheiro.

  85. Richard says:

    Muito bom. Outro post imenso que leio do início ao fim.
    Po, tambêm sou da época de Warcraft II, se você se der mal por causa do jogo, eu então estou ferrado…

  86. Rafael Gorga says:

    Excelente texto, Kid !

    Ah, rapá, tenho 18 anos mas peguei ainda a época de ouro do glorioso Warcraft II, e tive (tenho) uma versão toscamente traduzida de Inglês pra Português, incluindo diálogos e falas em geral. Uma pérola do horror cômico videogamístico.

    És o cara !

  87. joão ricardo says:

    mt massa hehe a historia dos enganadores, mas se o cara do programa nao foi descoberto na hora, como vc sabe dessa historia?
    cara, eu lembro de um otro caso de um enganador mt famoso, ele ja era genial (embora nao lembre o nome) so lembrop do começo da carreira dele: ele pulava o muro e arrombava a casas… até ai, grandes merda… uma vez ele ficou preso no quintal, e foi descoberto por um policial, o que ele fez? pego uma vassoura e começou a varrer o quintal!
    -Bom dia seu policial 😀
    -Bom dia 🙂
    e depois termino o serviço hehe

    quanto ao fato de todos os caras se foderem apos darem seus golpes… acredito que o verdadeiro motivo seria porque eles nao sabem quando parar 😉

  88. Allan says:

    Meu deus, muito bom seu texto,
    duvido que vá notar meu posto, entre tantos no seu blog,
    mas realmente achei genial o tema abordado, e especialmente a composição do texto em que no final vc se pergunta q fim teria um “salafrario” q usa cheats no WarcraftII
    rsrss Parabéns!
    hauEhouAEhaE
    (adorei o botão manda brasa tbm, cmo vc faz isso?)

  89. Kid says:

    @Allan

    Eu leio TODOS os comentários, cara. Sem exceção 😉

  90. Kid says:

    Testando gravatar!

  91. Ravel says:

    Fiquei com dó do Larson.

  92. mfavaretto says:

    Wow, essas histórias renderiam um bom livro… 🙂

  93. Thiago says:

    muito bom o texto!
    ótimo escritor cotidianistico-humoristico-sacanistico.

  94. Malaco says:

    que fim terão tido as patracinhas intercambistas salafrárias ?

  95. Tiago says:

    Bom texto, é o tipo de texto que me fez frequentar e assinar o feed desse blog.
    Sobre o texto passado, não vou comentar as mudanças nos links e sei lá o que em barras na esquerda porque não vejo o blog por aqui.
    Caso você realmente tenha algum site que queira indicar, faça um texto com um link dele no meio, eu conheci o seu site assim e a maioria dos blogs e sites que frequento foram conhecidos dessa maneira.
    Sobre os textos em inglês, hoje em dia todo mundo entende inglês, pelo menos o suficiente pra ler um texto na net.

  96. Sören says:

    Uma das melhores coisas que eu já li.

  97. shanx says:

    é, grandes malandros, pena n ter nada sobre o yellow kid weil.

    e essas hisotrias ja renderam um bom livro… confiram o 48 leis do poder, cheias de contos de malandros =)

  98. Dugout says:

    So um palavrao pra expressar:
    Do caralho! sahueh
    otimo post kid, e realmente esse esquema da herbalife eh bem baseado nessa pilantragem do esquema ponzi.
    Demora uma pouco pra sair um post novo mas quando vem é de qualidade!

  99. K7 says:

    99ão!! XD

    Otimo post kid!!

    Eu poderia falar mais, só que eu teria que apagar o texto depois :

  100. Kid says:

    Testando os gravatares DE NOVO 🙁

  101. Victor says:

    Olha só os posts longos voltaram!o/
    voltamos a época das vacas gordas? haha
    agora só falta o das patricinhas hein (mais uma vez eu friso… mais de 2anos esperando esse post!)

  102. Dugout says:

    Ehhh tambem to esperando esse post das patricinhas intercambistas, acho que elas fizeram algo com o Kid e ele ta com vergonha de contar 😛

  103. pilla says:

    nada ve com o post, mas, que gurizinho malandro a da foto com a tua mina hein?!

  104. doc says:

    Esses foram os que se fuderam… Imagina os que tão por aí… Rindo dos burros..

  105. Speed Racer says:

    Ô quibe, eu sei que você é o rei das bobagens do Youtube, mas você já viu isso aqui?

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    Eu lembrei de você na hora…

  106. Dry says:

    Hahaha, OTIMO post sobre malandragem e mais malandro ainda é teu irmão (é teu irmão mesmo? ) nas fotos do Flickr…mal aprendeu a falar/andar e já tá metendo a mão no peito da tua namorada… :assobio:

    Brincadeira, mas nao posso deixar passar essas coisas.

  107. Nathy says:

    Kid e os MENINOS no Canadá?São facinho ou é tudo viado?Ou a concorrencia e grande e brasileira é meio feiosa pro padrão aí?XD
    responde ai ^^

  108. Nathy says:

    :O

    Vc apaga recados? eu mandei um agorinha nem apareceu :O

  109. Nathy says:

    fdgiohfdoihhoiidhfdhiohihdf

  110. gP says:

    Aqui em BH, meus amigos e eu costumamos chamar os sujeitos que vendem coisas de “segunda mão” de malandro. Tipo assim:

    -Nó, tô precisando de uma guitarra…
    -Vão lá nos malandro?
    -Bora.

    Nada sabemos sobre a procedência das nossas novas aquisições. Os malandro são a prova viva de que os pilantras ainda existem, ao menos em Belo Horizonte (Rua Carijós, Rua da Bahia, etc).

    Repare que não se usa plural.

  111. Maria Victória says:

    que carinhas espertos, mas eles se deram mal no final, então não sei.acho que os maiores golpistas mesmo nunca foram descobertos, de tão bons 😀
    eu não jogo um mooonte de jogos, mas no the sims eu tenho um monte de códigos que te dão mais dinheiro, deixam você fazer coisas sem sentidos e etc.alguns são úteis, outros deixam o jogo CHEIO de bugs ou facilitam demais (como o treco do dinheiro).

  112. Kid says:

    Lol @ “vamo lá nos malandro” hahahaha sensacional.

  113. DOSBerto says:

    IDKFA
    IDDQD
    IDCLIP

    Quem não conhece essas? Eu vou pro inferno, mas, pelo menos vou tocando Rock’n’roll!

  114. Marte says:

    Com certeza o Ponzi fico na historia, por entrar no mercado da pilantragem tendo como produto o treinamento de novos pilantras…
    Otimo post quide! Deu pra aprende um pouco dos primordios da pilantragem que talvez deram origem aos nossos tao amados brasileiros pilantras de hoje em dia…

  115. vico says:

    haha muito bom. Faltou Frank Abagnalle Jr, personagem que Leonardo di Caprio interpretou em “catch me if you can”

    Abracos

  116. Vinícius says:

    Muito bom o post.

    Esses aí se deram mal, mas tem muito malandro que se dá bem o.o nem preciso citar exemplos.

    E sobre cheats, imagino que qualquer um já tenha usado. Eu lembro que a primeira manha/macete (sempre chamei de manha) que usei era pra Pokémon Yellow, onde o teu carinha podia caminhar por cima de qualquer coisa. Então eu sempre ia naqueles lugares teoricamente impossíveis de chegar, até que tudo bugava :p

  117. Luiz Felipe says:

    Que atire a primeira granada quem nucan usou um cheat =D

  118. Neryuuk says:

    Rapááááá, essa parada de golpa dá grana se tu souber quando parar, mas eu tenho um conceito comigo de “Vem fácil, vai fácil”, então rpefiro ganhar dinheiro do método antigo, trabalhando por ele ^^

    Kid, parabens pelo teu blog
    É o único blog q eu leio atualmente q se eu fico um tempo sem ler eu começo a pensar q tah faltando algo =]

    Abraço

  119. Marcos says:

    Interessantes narrativas. Mas, devo dizer que também achei super interessante a seguinte construção de frase, na matéria sobre Charles Ponzi:”Algumas falcatruas aqui e ali O renderam algum tempo enjaulado.” rsrsrs

  120. diK says:

    falar em voyeur, eu vou contratar umas gatas pra bota-las num apê q dê pra ser visto do meu e oferecer meu apê pra showzinhos de strip à distância, vistos através de meu telescópio…vários otários vão vir crentes de q elas são minhas vizinhas q nao cedem pra sexo tão fácil, mas q se amarrarm num exibicionismo…

  121. […] começar pelo começo. O esquema pirâmide não é nada novo, na verdade. Charles Ponzi é lembrado como o criador do negócio, numa série de falcatruas nos anos 20 que o renderam uma deportação à Itália e prisão. É por […]